quinta-feira, 29 de março de 2012

Muito simplesmente

Hoje entrei oficialmente em período de não férias da páscoa. Estou, pois, a ver a minha vidinha a andar para trás com uma pinta fenomenal quando me dá para ver o calendário do mês que se segue. Não vou comentar isso para já, que ainda tenho um piripaque antes do tempo.

Ainda assim, só vou para casa na segunda-feira. Consegui juntar o útil ao agradável sendo que de hoje a sábado vou participar num congresso sobre Direito do Trabalho, vou aproveitar para estar com o foufinho e, como a pseudo-greve dos maquinistas se estendeu até ao final no mês, dia 1 já não devem haver perturbações de tráfego (mas pode sempre ser mentira...).

Para fazer boa figura, apareci nas aulas da manhã com a roupa que escolhi para o primeiro dia do Congresso, que não ia mudar de toillete à hora de almoço. Se bem que talvez não tivesse sido má ideia, que as meias bem que me deram praxe e não sei como não passei umas vergonhas horrorosas. Como não tinha calças sem ser de ganga, tive que ir de vestido (emprestado pela Rita que eu cedi um dos meus à Crikes para ela usar ontem na noite e fiquei com um défice de vestidos - a ideia era a Crikes usar o vestido que eu vesti  hoje... mas a Rita esqueceu-se que nós as duas somos meias duendes, a Crikes não xD) e os meus adoráveis Oxford.

Mandei a aula da Direitos Fundamentais para o espaço, e lá fui eu para a Escola de Direito, quase no c* de Judas, visto que no dito está localizada a Escola de Medicina. Rapidamente constatei que aquilo era chic demais para mim. Até me tomaram por "doutora", (é o que diz a minha plaquinha de identificação) coisa que ainda nem sou. Acho que nunca me vou habituar a ser tratada por "doutora Nightwish" para aqui, "doutora Nightwish" para lá. Não ligo a esses títulos, mas o protocolo obriga. Creio que o erro foi não imaginarem que alunos de licenciatura fossem assistir ao Congresso, visto que era a única da sala nesse grau académico. Isto só me faz repensar que muitas vezes o pessoal não aproveita oportunidades como estas, em que podemos enriquecer o nosso currículo e cultura com iniciativas bastante pertinentes tendo em conta a conjectura actual e o facto de estas mesmas iniciativas serem grátis para os alunos da Escola de Direito da UMinho. Pormenores.

Não posso fazer um balaço da coisa ainda, visto que só vamos no primeiro dia. Todavia, posso adiantar que gostei bastante do que foi debatido hoje. Passeamos por muitos temas, desde o trabalho escravo que ainda hoje perdura, pelas alterações previstas para o Código do Trabalho, ou como a saúde e/ou a falta dela pode condicionar não somente o trabalho dos cidadão como as suas consequências, directas e indirectas.

Na sua essência, estou a caminhar a passos largos para a idade adulta propriamente sentida, e posso até dizer que tive um vislumbre do futuro não muito longe que parece me esperar. Esse futuro parece demasiado cinzento, feito de sorrisos amarelos e um lugar que eu pareço não me encaixar.

terça-feira, 27 de março de 2012

O meu dia devia ter 48 horas e a minha paciência "tráfego ilimitado"...

O meu dia, resumindo bem rapidamente, foi uma m*rda. Ontem ao fim da tarde fiquei a saber que ia ter uma reunião à hora de almoço, que me obrigou a sair mais cedo da aula de Comercial. Foi entre delegados com a Presidente do Conselho Pedagógico da Escola de Direito. Felizmente a coisa não demorou muito, mas ainda assim fiquei com o tempo para almoço reduzido a cerca de meia hora.

Cheguei a casa e fiz a única coisa que tive tempo para comer: papas de chocolate com leite. E logo depois foi voar pela porta fora para a Assembleia de Delegados, que durou um tempinho considerável. Mas os outros representantes deviam estar muito ocupados... Esperamos meia hora para ver se chegava mais gente, porém, tivemos que começar a reunião mesmo assim, ainda que sem quorum (número mínimo de pessoas necessário para de deliberar), que corresponde a 30% de todos os delegados e subdelegados de universidade. Estavam presentes cerca de 20 destes representantes, sem conta, obviamente, com o staff que estava a organizar o evento.

Desconsiderações à parte, achei uma falta de tudo e mais alguma coisa ver que dos mais de 400 delegados e subdelegados de curso de todos os anos de licenciatura, mestrados e doutoramentos, estávamos tão pouquinhos. Foi, no mínimo, ridículo. Eu tive que faltar a aulas e a prescindir do meu tempo livre, que podia usar para estudar ou para não fazer nenhum, para estar a cumprir as minhas obrigações. "Metes-te nelas, agora aguenta". Pois, só que isso não é para todos. Eventualmente, também tendo este ponto em conta, acabei por apanhar um colega meu a mentir e numa posição bem feiota.

Felizmente a terceira reunião do dia não aconteceu, porque na próxima semana, como são pseudo férias da páscoa, não vai haver edição do Jornal Académico. Aproveitei o tempo extra para tomar banho, em duas partes. A primeira foi para me passar primariamente por água e para ensaboar o cabelo, que não é pouco. A segunda foi para mudar a pu*ah da garrafa do gás, porque quem foi ao banho antes de mim não teve a inteligência ou a decência de a mudar ou, se não queria ter trabalho, de avisar como a coisa estava. O apagou-se simplesmente quando eu estava cheia de sabão.

Anyway... A ver se, ao menos, o Benfica ganha o jogo com o Chelsea. Preciso que me aconteça algo que bom por hoje...

segunda-feira, 26 de março de 2012

Programação de Domingo à noite…

Ontem à noite vivi um dilema bem grave: não sabia que canal assistir. Na TVI deu a última gala antes da grande final de “A Tua Cara Não Me É Estranha”, enquanto na SIC estreava a mais recente e quinta temporada dos “Ídolos”.

Como sou muito fiel aos meus hábitos, claro que liguei para a TVI e apanhei o programa mesmo no início, quando os convidados do mesmo actuavam faziam figura de ursos. Ontem a coisa ficou a cargo de cinco actores da TVI a imitar os Excesso. Confesso que já nem me lembrava que eles tinham existido… lol. Depois desse momento extremamente deprimente, chegou a vez do primeiro concorrente da noite, o João Paulo Rodrigues, Quim Roscas para os amigos, e que foi um espanto na pele do Billy Idol. Se vocês não sabem quem é, tenham vergonha, muita vergonha nessa cara. Aquele gajo merece mesmo ganhar. E fica desde já aqui registado que eu adoro o Billyzinho de Stanmore, Middlesex, (essa terra existe mesmo, e ele é de lá xD).

Entretanto, após a actuação da concorrente seguinte que foi para lá imitar o Justin Castor (e tendo em conta que é uma mulher, a voz estava parecida, mas ainda assim a morrer de desafinação), senti uma vontade medonha de mudar de canal. E eis que apanho mesmo em cheio com o cromo que foi para lá cantar a sarna da música do Michael Teló. Nossa, assim você me mata a mim e a qualquer pessoa que tenha, pelo menos, dois neurónios. Como se não fosse mau o suficiente, ainda teve que profanar uma música a sério (que a outra é só a brincar), que deve ter provocado convulsões no genial e falecido Ray Charles. O senhor deve ter dado saltos na tumba com aquele atrasado a assassinar o Hit The Road Jack. Ele é que se devia ter posto a andar dali para fora antes de abrir a bocarra. Para terminar a sua prestação, ainda foi apelidado de Jack Estripador da Música, mas rejeitou o título cheio de indignação.

Acabei por ter um problema de estômago tão grande que não consegui ver mais cromo nenhum. Fiquei-me pela TVI. Ao menos ri-me de uma coisa com jeitos. Amanhã vou masé chorar com a falta de tempo. Tenho três reuniões, vou ter que faltar a aulas e não sei como nem quando vou almoçar. Enfim, é o que dá uma pessoa dar o corpo ao manifesto e ter actividade extra-curriculares. As duas primeira reuniões são para delegados e a última para o Jornal Académico. Costumam dizer-me "metes-te nelas, agora aguenta". O problema é que se não for eu a meter-me "nelas", nem elas são feitas nem eu sei a quantas ando. Enfim ^2.

domingo, 25 de março de 2012

Crónicas dos Vizinhos de Belzebu, Vol.V - Porquê tanto martelar?!

Não percebo a necessidade que os meus vizinhos têm em martelar constantemente. Não percebo, pronto. E é que são sempre aqueles que moram no apartamento logo por cima do meu, quer em Viana, quer em Braga. Para aliar à selva do primeiro e aos saltos do segundo, umas pessoa fica parcialmente louquinha da carola.

É relativamente rotineiro ouvir o barulho descomunal que os meus vizinhos lá na terrinha fazem quando estão ambos em casa. Nunca vi coisa assim. Já cheguei a falar nisso no último post das Crónicas. Como se a discussão habitual não fosse suficiente, também sentem uma enorme necessidade absurda de martelar diariamente. O que martelam, não sei o que seja. Tendo em conta que quase se matam um ao outro pela maneira que se insultam, diria que a minha teoria é que eles discutem, partem os móveis todos, e depois vão ao IKEA comprar tudo novo. Obviamente, têm que montar e martelar os móveis... É deste tipo de clientela que estas lojas de móveis precisam.

Os vizinhos aqui de Braga... pois, não sei o porquê da bricolage. Quando cheguei a casa ao cabo de meia hora de espera pelo TUB e depois de quase duas horas de autocarro da terrinha até aqui (sim, os senhores maquinistas acharam que o dia estava bonito de mais para irem trabalhar, mais uma vez...), pensei que o prédio vinha abaixo com uma pinta dos diabos. É pah, é que eu nem consigo classificar o basqueiro que ouvi. Era quase como se estivessem a partir o apartamento. Terror, puro terror.

Acho que, pelo natal, não era nada mal pensado ofertar a esta gente toda um bom set de todo o tipo de material de construção. Em especial uma boa dose de parafusos, que há gente que lhe falta disso aos potes xD Será que o BricoMarche tem vouchers ou cheques-produtos de construção? Se souberem, digam-me!

sábado, 24 de março de 2012

As coisas de que são feitos os sonhos

Um dia ela sonhou. O que será que os Deuses tinham pensado para ela? Eles não tinham nada a ver com o seu destino. Abandonada.
…Um dia sonhei…
Constante demanda por respostas que voz alguma jamais lhe daria. Perseguida. Porém, havia coisas que não podiam ser mudadas. Mesmo que o silêncio de mil existências lhe sussurrasse que a direcção que deveria tomar fosse dar a um lugar totalmente oposto, este afinal acabava por fazê-la sentir que o seu fado fora sempre aquele.
…A vida é feita de escolhas…
Mas será o destino lei? Não cabe a um simples mortal desdizê-lo… O corpo esmorece, permanece. Olha o horizonte e a única coisa que pode fazer é… sonhar. Qual é o homem que se esqueceu de como sonhar? Somente aquele que perdeu a esperança pelo caminho. E se o fez, foi porque o destino assim o quis… ou quis o homem.
…Por detrás da porta existem sombras…
E há o medo, a incerteza, a desconfiança. Sentimentos vis que a tomam e não a querem deixar avançar. Os olhos mentem, enquanto o coração aponta. Apenas lhe resta fechar os olhos e continuar, um passo após o último.
…Palavras leva-as o vento… Mas não a força…
Ela olha em frente, onde a linha do horizonte marca o destino do seu coração. Ontem estava sozinha, a mente despida, a alma com frio. Mas hoje não.
…Agora sei quem sou. Sempre soube…
E quando os sonhos se tornam reais… sabemos que esse é o nosso destino. Um destino que nem sempre é o que sonhamos para nós… E ela soube-o. Um destino que era seu e só seu para tomar, sonho ou realidade.


Encontrei este texto no meio das minhas coisas e das minhas lembranças. Hoje deu-me para ir ao baú e desenterrar de lá aquilo que eu adorava fazer quando tinha tempo e inspiração para isso: escrever. Já nem sei o que é fazer isso. Há uns anos atrás escrevia de uma forma ávida e sempre bem acompanhada por todo o tipo possível e imaginável de musas. Mas entretanto essas entidades inspiradoras tiraram férias sem vencimento, mais prolongadas do que desejável, e o meu tempo para a composição desapareceu do meu calendário.

Da última vez que estive com a Sister, aquela vadalhoca endiabrada, na sua mais recente visita à nossa ciadezinha mai' linda (que ela agora trabalha e estuda em Lisboa, e é quase um milagre encontrá-la pelo Nuorte), partilhamos as mesmas queixas. Um dia ela escreveu-me que o seu dia favorito no ano seria "aquele em que voltarei a escrever das 9 da noite as 4 da manhã sem parar!". Partilho esse desejo fervorosa e borbulhantemente. Nem tempo tenho quase para ler (o ano passado li apenas três livros... =/), quanto mais para escrever ao nível do que era meu habitual. Igualmente, ela perguntou-se "onde está aquela rapariga que pegava em qualquer coisa e criava algo estupidamente genial que eu costumava ser?". Também não sei. Acho que se perdeu no mundo dos adultos, tal como eu.

Ambas queríamos ser escritoras. A universidade roubou-lhe quase e a mim tudo. Depois do nosso encontro, redescobri o tão importante de mim que deixei guardado numa gaveta qualquer, porque haviam coisas que se lhe sobrepunham. Foi um erro. Após quase quatro anos parada, percebi que perdi parte de mim no caminho. O texto acima é o prólogo do bestseller que um dia vou terminar de escrever, que tem como protagonista uma rapariguinha perdida que, com o tempo, se vai tornar numa verdadeira badass. É uma história de fantasia, pois claro, mas com pessoas bem reais. Mas, apesar destas palavras serem escritas a pensar nela especificamente, são também um modo de, em poucas linhas, descrever quase todos nós.

The Stuff that Dreams Are Made, por John Anster Fitzgerald, circa de 1858.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Igual versus diferente

Na aula prática de Direitos Fundamentais de hoje, discutimos um acórdão que versava sobre a gratuitidade, ou não, do ensino. Sinceramente não prestei grande atenção à coisa, já que estava com algum sono e bastante falta da paciência, sendo que aquela tinha sido a minha quarta aula do dia, séptima e oitava horas de inacabáveis blá blá blás. Era a última aula da semana e, para piorar, em dia de greve.

Já que estamos na temática dos direitos fundamentais, tenho a dizer que o meu direito em voltar para casa ao cabo de uma semana de aulas não foi acautelado. Tal como eu, centenas de alunos que não têm transporte próprio ou boleia, ficaram presos em Braga porque X de alternativas para ir para casa. Estou fartinha de falar sobre greves e mais greves de transportes, apesar que esta foi uma greve geral, e não somente mais um capricho dos senhores da CP. Ainda assim, a Universidade do Minho abriu e houve aulas por todo o campus de Gualtar (não sei quanto ao de Azurém). É que nem o touro-rosa fez gazeta hoje (ainda há pouco estava a ouvi-la berrar e voltou a bater com o diabo da porta de casa daquele modo que, se assim continuar, vai deixá-la sem porta um dia destes...).

Enfim. Sobre a aula. Estamos numa de analisar acórdãos, e este falava de ensino e a sua gratuitidade, como referi supra. Falaram-se muitas coisas e alguns colegas deram a sua opinião. No meio da conversa, descobri que quando a docente da cadeira andava a estudar, assim como um colega mais velho aquando da sua primeira licenciatura, as propinas custavam uns mil e tal estudos por ano. Não chegava a dois mil escudos. Agora estão na casa dos 200 contos. Na Polónia simplesmente não se paga para se ingressar no ensino superior.

Alguns defendem que as propinas deveriam ser proporcionais aos gastos que a universidade tem com determinado aluno fazendo distinção entre cursos, ou que as bolsas deveriam ter em conta os gastos médios por aluno de certo curso. Que aqueles que mais têm deviam pagar mais propinas. Eu sei lá que mais. Mas acho que há algo que todos nós devemos concordar: é que a igualdade é uma coisa muito curiosa.

Lembro-me perfeitamente de ouvir repetidamente nas aulas de História do Direito que o igual devia ser tratado como igual e o diferente como diferente, na medida da sua igualdade ou diferença. Não podia haver nada mais errado. Vejo pessoas a nadar em dinheiro a ter as bolsas de estudo maiores, trezentos, quatrocentos e quinhentos euros por mês. Chega a ser mais que o salário mínimo nacional para alguém que não precisa pois, efectivamente, quem tem carências financeiras, leia-se, quem não pode fugir ao Fisco, declara aquilo que tem e é considerado rico. Os ricos, são uns pobrezinhos que passam a vida na noite, a gastar 30 euros por saída nocturna, a comprar roupa e sapatos que custam os olhos da cara, a viajar para aqui e acolá, e sempre a espetar tudo isto na cara dos demais. Se atribuíssemos propinas em função da suposta "riqueza" das famílias, os mais pobres pagavam mais e os ricos pouco ou nada.

Quanto aos custos curso para curso, é verdade que há alunos que utilizam as instalações da sua universidade até à exaustão, como o caso daqueles que têm laboratórios. Eu e os meus colegas de Direito gastamos, tal como uma colega minha disse uma vez, luz e papel higiénico, logo, ficamos baratos à faculdade. Do mesmo modo, para além dos manuais, que todos podem adquirir de forma não original, qualquer que seja a sua área de estudo, temos os Códigos, que são obrigatórios e uma carrada deles, sendo que a maioria, para não dizer a totalidade dos docentes, não quer cópias, daí que temos que comprar os originais. Nem sei quantos Códigos tenho neste momento, até porque tenho alguns emprestados, mas são muitos, e já vou em dois Códigos Civis já que, de vez em quando, a lei muda suficientemente para quer que comprar mais calhamaços cheios de leis lá dentro. Isso custa bem caro.

É tudo muito bonito, todavia, quando nos mexem no bolso, já a história é outra e o rouxinol canta de maneira bem diferente. Para mim, havia uma boa solução: era pôr este povo que está todo no desemprego e cheio de capacidades de trabalho a fiscalizar as casas de todos os alunos de todas as universidades do país que fossem bolseiros. Ver em que condições vivem. O Código Tributário fala-nos em manifestações de riqueza. Se têm olhinhos, que os usem para ver a vida sumptuosa que muitos levam com a sua riqueza pessoal, e aquela que roubam aos colegas nas bolsas. Sim, isso é roubar, é roubar no bolso e, por vezes, da boca de outros alunos que querem ser produtivos para o seu país, mas que por um acaso do destino, nasceram pobres. Era isso, ou acabar com as propinas absurdas e baixar o seu valor para um preço "simbólico" e acabavam-se as bolsas para toda a gente. Assim, todos pagavam do seu bolsinho uns euritos (que em alguns casos deixavam de ir para roupa ou álcool) e não havia ladrões entre os estudantes, e aqueles que realmente necessitavam tinham uma despesa bem mais baixa.

Sou uma visionária, não sou?! Pena é me porem mais facilmente na Ala Psiquiátrica do São Marcos aqui ao lado, do que num outro lugar em que quem nos desgoverna me ouvisse com ouvidos de bem ouvir e aprendesse umas coisinhas importantes. Coisinhas sobre o que é não saber como se vai chegar ao fim do mês, ou sobre ter uma mãe que tem muitas vezes que escolher entre comprar a medicação obrigatória prescrita pelo médico, ou pôr comida na mesa.

terça-feira, 20 de março de 2012

Palhaçada instalada xD

Posso dizer, desde já, que o balanço do dia é: extremamente degradante. E ainda não acabou.

Depois das aulas, entre reuniões para mim e compras para a Crikes e a Rita, chegamos a casa quase à mesma hora. A Rita decidiu logo muito prontamente mostrar o peluchinhos / mantinha que comprou para o primo Chiquinho. E nunca mais o largou. O puto do macaco andou de uma lado para o outro e de mão em mão, e ainda nem arranjamos um nome para o boneco. Como se o desvairanço não fosse possível, a coisa ainda não termina por aqui.

Depois de elas as duas comerem fruta, morangos e abacaxi, decidimo-nos pelas gomas. Dali a nada elas começaram-se logo a queixar que, derivado do ácido do abacaxi, quando metiam as gomas à boca, a língua começava a picar e mais não sei o quÊ. Foi aí que tudo começou a descambar, já que a Crikes lembrou-se de pegar no telemóvel e pôr a tocar músicas de defunta cheia de coca Whitney Houston. Entre o I Will Always Love You e o I Wanna Dance With Somebody, suas respectivas versões altamente foleiras feitas por nós, a barriga cheia de gomas e o diabo do macaquinho a dançar feito alma penada (culpem a Rita e não a mim), só faltava o choro e umas ganzinhas.

Agora já só cá estamos eu e a Crikes, já que a maluquinha do peluche foi comer à casa de um tio, comida cheia de alho. Diz que se vai tentar despachar e ainda chegar a tempo para vim ver a bola para nossa casa. Não sei, vá, se a nossa pancada fora de hora possa ser contagiante, visto que há poucos minutos ouvimos alguém mandar um berro descomunal no prédio. É que nem sei quem berrou ou sequer onde foi buscar pujança para o fazer com tanto vigor... Sinceramente, nem quero saber.

Neste momento mantenho-me à espera que o diabo do pito que está no forno fique pronto, mas tendo em conta que só está no quentinho há pouco menos de uma hora, ainda deve levar outro tanto a estar "nos trinques" para lhe dar umas trincas. Acabei de ir ver do bicho. Tenho para mim que vou jantar depois do jogo... xD

E esta é uma amostra das gomas com as quais nos tivemos a empanturrar.

P.S.: A Crikes pediu para eu dizer que a Rita lhe deu um colar com bolinhas pretas hoje na aula de Família... Só para mim mesmo... xD

segunda-feira, 19 de março de 2012

Manual do Degredo - Capítulo 2.º: A fazer ditados desde... 2008

Quando uma pessoa ingressa na vida universitária, há coisas que espera nunca vais viver. Pensamos que já somos todos crescidos, que nos vamos dar com crescidos e que vamos ser tratados como crescidos. As infantilidades foram deixadas lá longe e só voltaremos a elas quando nascerem os nossos filhos ou os respectivos dos nossos amigos. Porém... Não é nada disso, está tudo errado.

No meu primeiro ano do curso a coisa não era má de todo. As aulas eram eminentemente teóricas e secantes, e a maioria de nós limitava-se a levar os tão afamados e quase milagrosos "apontamentos da Andreia" e sublinhávamos aquilo que os stores diziam, adicionando aqui e ali alguma coisa nova ou alteração. A partir do segundo ano, as aulas tornaram-se bem mais práticas, mas há sempre docentes que dão os mesmos casos todos os anos... E depois veio o terceiro ano e a cadeira de Obrigações. Deuses, que terror. Eu nem punha lá os pés e foi a melhor coisinha que já fiz. Apesar de não termos leccionado metade do programa da cadeira, e de não fazermos grande ideia do que é o enriquecimento sem causa, a responsabilidade civil e a gestão de negócios, as matérias mais importantes que se dão em Direito Civil, praticamente toda a gente fez a unidade curricular sem mexer um palheto e com boa nota.

Mas a coisinha pior que aquilo tinha eram, precisamente, as aulas práticas. Normalmente são estas aulas as que são mais produtivas e a que quase toda a gente vai, porque essencialmente aplicamos aquilo que aprendemos na teoria e é o que sai quase sempre nos testes, já que raras são as provas com perguntas teóricas. De qualquer maneira, o que se passa em Obrigações é o seguinte: a stora chega lá, lê os casos práticos e a sua resolução, e saímos uma hora mais cedo. Este ano temos Comercial com a mesma personagem.

Oh pah, é assim... Degredo. O que é que eu faço agora? (Porque eu até vou às aulas de Comercial...) Levo os apontamentos, não da Andreia, de uma outra mocinha, e limito-me a ler em voz baixinha o que lá está escrito ao mesmo tempo que a stora lê as folhinhas dela, numa espécie de coro que dá vontade a toda a gente que está à minha volta de se esmerdalhar a rir. Para que tenham uma ideia, ela diz todos os anos a mesma coisa, e dita. Sim, leram bem. Dita. Dita os casos práticos para nós passarmos tudo para o caderno. Só que... não é a única. O caso mais flagrante é o do stor de Declarativo e Executivo, que até a parte teórica da matéria dita, só que esse fá-lo a correr, de tal maneira que nos tira o fôlego e a sensibilidade das mãos. Ao menos a Julinha de Obrigações e Comercial repete e volta a repetir, as vezes necessárias para nós conseguirmos entendermos as coisas escrever tudo direitinho.

Depois ainda há que ter em conta a cambada de canalhada que ainda se consegue encontrar nas imediações. E não estou a falar dos nativos das cidades que têm infraestruturas de ensino superior. Estou a falar de uma grande parte de universitários, que parecem saídinhos de jardins-de-infância. Nem todos chegam aqui adultos, mas alguns fazem-se pelo caminho. Outros permanecem umas pitinhas e uns mimadinhos a faculdade inteira, e só dão dores de cabeça aos outros. A universidade devia ser interdita a pessoas com idade mental abaixo dos limites permitidos por lei para se votar. Aliás, algumas pessoas deviam até ser interditas de votar, qualquer que seja a idade que tenham. Mas pront's, um morrem, outros ficam assim... E nem todos são felizes.

Resumindo: voltei à primária e só agora percebi. A bem dizer, estou no 4.º ano, às vezes duvido é do quê.

domingo, 18 de março de 2012

Viagem pelos confins do mundo =P

Esta tarde não tive comboio. Aparentemente os senhores da CP não ficaram satisfeitos com a greve de 2 a 16 de Março, que convocaram uma outra até ao último dia do mês. Não sei a razão do mais recente descontentamento ou, sequer, se têm algum descontentamento, mas tive que vir para Braga de autocarro, pois não tinha alternativa de transporte.

Não, hoje não vou manifestar a minha vontade de derreter à paulada algumas pessoas da CP, vou antes falar do trajecto que fiz. Felizmente não tive uma vontade soberba de gregar, coisa que não aconteceu na quinta-feira anterior. Aquelas curvas de Ponte de Lima dão cabo do estômago e da cabeça de qualquer um. Passei por terriolas com nomes do arco da velha. Aquilo era Prado, Cabanelas, Balugães, Santas daqui e de acolá, caminhos de cabras super estreitinhos e que quase ninguém deve usar, campos e campos de perder a vista.

Vi paisagens lindas, já que desta vez ia a prestar atenção ao nome dos sítios por onde passava, coisa que não faço quando vou de comboio. Quando vou no "pouca-terra" não ligo a absolutamente nada, a não ser às "galinhas" no blá blá blá do costume e alto o suficiente para toda a carruagem ouvir. Mesmo que eu evite, elas não deixam uma pessoa viajar em paz com as suas conversas da treta. Vi ainda que há terrinhas que já não são assim tão terrinhas, e já estão bem mais desenvolvidas, como Vila Verde. Adorei também voltar a passar na ponte do lugar, que só tem uma via, sendo que os veículos circulam de um lado para o outro à vez. Também vi uma belas casas, vivendas vá, em Vila Verde, todavia, não superam nem por nada as de Carvoeiro. Para quem não conhece, Carvoeiro é quase onde Judas perdeu as botas, uma terriola super terriola no meio do mundo e que nem sequer vem nos mapas. Mas o pessoal de lá deve ter dinheiro que não passa... Aquilo era cada casarão que dava gosto só de olhar. O pior que vi foi mesmo a cor das casas. Era amarelo fluorescente, cor-de-rosa forte que dá medo só de olhar, e até vermelho com azul. Gostos não se discutem, é o que é...

Para terminar a viagem em beleza, foi congelar durante meia hora pelo TUB para chegar a casa, contudo, tive companhia e desconfio bem que foi o que me safou de roçar a loucura. Amanhã só entro às quatro da tarde. Vou pôr o sono em dia, que eu estou sempre com vontade de dormir, ir às compras, de comida, obviamente, que dinheiro ainda é problema para mim, tratar de encomendar as insígnias de finalista e ler qualquer coisinha das Crónicas de Gelo e Fogo. Não sei como vou fazer isso tudo amanhã, mas logo se vê.

sábado, 17 de março de 2012

Quando quem nos dá a rede de segurança... não a quer tirar

Hoje, sábado, foi mais um dia de piscina. Estou quase uma nadadora nata, já sei chapinhar para a frente e para trás (essas coisas têm nomes técnicos, mas eu nunca consigo memorizá-los, apesar da instrutora mos repetir todas as semanas...). Neste momento, estou sozinha na minha pista com canalha, três miudinhos e uma menina que começou hoje, todos por volta dos três ou quatro anos. Escusado será dizer que sou a que estou mais avançada dos cinco, mal seria se não fosse, e acho que estou a progredir bem.

Mas não é disse que eu vos quero falar, nem o facto de continuarem a pôr os rapazinhos no balneário das senhoras, porque são as mãezinhas barulhentas a levá-los para a piscina (e depois ficam todos pasmões a olhar para determinadas partes assim mais para o privadas das meninas mais crescidas... Só hoje tinha três putos colados nas minhas "gémeas"). O que me impressionou realmente foram umas mães a conversarem enquanto as suas filhinhas tomavam o seu banhinho. Aparentemente o rebento de umas delas tinha medo da água ou qualquer coisa do género, e ainda não tinha ido para a piscina grande porque não se sentia segura. Para quem não sabe como aquilo funciona, há uma piscina grande, com várias pistas, para os adultos e as crianças mais altas irem aprender efectivamente a nadar. Os mais pequeninos estão numa mini piscininha, a que chamamos de tanque.

Quando andei na piscina pela primeira vez, era tão minorquinha que estive o dobro do tempo do que a maioria da canalha no tanque. Entretanto passei para a "piscina dos grandes", e lembro-me de na altura, tal como a filha da senhora que estava a conferenciar enquanto eu tomava banho, tinha que me pôr de biquinhas de pés, e isso trazia-me um medo horrendo de me afogar caso me falhasse um pé. Mas que remédio tinha eu que me habituar e perder o pavor, e como tal não acontecer, acabei por abandonar as aulas. Agora, mais crescida, só consigo pensar em como era tão tontinha. Era criança, tinha desculpa. Coisa que não tem desculpa era a outra mãe a dizer "ela que vá de flutuadores, assim já se deve sentir mais segura e aprende logo a nadar, que o filho de não sei quem aprendeu assim".

Minhas pindericas do c*railho, não se pode ir para a piscina de flutuadores!! A ideia é eles aprenderem a nadar, não a flutuar com a ajuda de bóias e coisas do género. Para isso, vão para a paria e vão depender desses dispositivos para sempre, que foi o que me aconteceu até agora. Quando frequentei a piscina e era pequenina, a minha mãe também ia, e não pensei que me ajudava toda a santa aula. Não senhor! Ela dizia que eu tinha que aprender a nadar sozinha, sem a ajuda dela ou dos flutuadores pois, caso contrário, caso eu tivesse sempre uma rede protectora, nunca seria capaz de fazer nada por mim mesma. E ela tinha toda a razão, e a lição que me deu serviu para tudo o resto na minha vida. Uma coisa é termos o apoio de alguém que nos dá força para avançar, outra é ter sempre quem faça todo o esforço por nós.

Obviamente que no caso da menina, é normal que tenha medo. Eu também tive. Todavia é, precisamente, quando somos pequeninos que nos devem ensinar, ainda que nas entrelinhas, as lições mais importantes. Mas é pena que só alguns de nós é que vemos isso. Depois temos os paizinhos a queixarem-se dos filhinhos que são uns mimadinhos que querem tudo dito e feito, porém esquecem-se que foram eles que sempre lhes fizeram a papinha toda e os tornaram uns mimadinhos. Quando dinheiro não é problema...

sexta-feira, 16 de março de 2012

A Entidade... também mora aqui

Aqui há tempos, a Corina disse no seu blog que vive lá em casa mais um ser para além dela, dos pais e do irmão. A Entidade. Quando se tem que culpar alguém por determinada coisa, a Entidade é que acaba acusada de tudo e mais alguma coisa. Quanto a mim, tenho a minha Entidade pessoal.

É uma coisa que já tem sido recorrente na minha casa em Braga, ser afligida várias vezes por semana pela Entidade. É facas da manteiga que desaparecem misteriosamente, é a minha frigideira a ser utilizada e colocada dentro do fogão por limpar, os meus aviators mais lindos andam em parte incerta... et cetera, et cetera. E pronto, parece que só atraio as situações mais estúpidas alguma vez imagináveis. Devo ser um iman de azar, teorizo eu muitas vezes. Não tenho a certeza absoluta se é a Entidade que me tem andado a pregar estas partidas todas, se outro alguém que não se quer identificar e não tem mais nada útil na vida do que fazer do que tratar da sua existência. Mas como não vivo sozinha, e agora até somos cinco, Entidade incluída, não posso acusar ninguém quando não posso dizer quem realmente anda a tirar tempo para me irritar. Assim sendo, culpa-se a Entidade, que tem costas largas e já está habituada a estas coisas.

Mas põem-me nas horas, lá isso põe. Confesso que sou um pouco bastante esquecida, porém, há coisas que eu não posso simplesmente ter esquecido, como é o caso de pôr a faca da manteiga na minha gaveta dos talheres. Tive a ideia de começar a etiquetar e a pôr GPS's em tudo o que tenho, só que a coisa dava uma trabalheira monumental e não me ficava nada barato. Se eu fosse rica, dinheiro não seria problema, e poderia pagar pela maquinaria toda e até a alguém para fazer o trabalho por mim. Como não sou, é continuar a pedir pelas alminhas à Entidade para me devolver aquilo que é meu. Provavelmente a dita padece de alguma anomalia grave do foro auditivo, porque ainda não encontrei nada do que me desapareceu. Anda surdinha, a bicha. Mas eu não vou parar de lhe dar na pinha pelas dores de cabeça que me tem dado (adianta-me mesmo muito falar sozinha...).

E pronto, é isto a minha sina. Agora só me falta cair pelas escadas a baixo, para juntar ao facto da minha carteira ter arrebentado. Falta é saber se, quando descer os degraus do prédio de rabiosque, vai ser porque simplesmente me mandei por lá abaixo, ou se alguém me empurrou. Entidade ou não.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Vamos todos assinar esta petição, por uma UM mais segura!!

Esta semana está a decorrer na minha universidade uma petição. A maioria deve estar a pensar que é só mais uma treta sem qualquer importância, mais um pedido dos meninos e das meninas estudantes, que muitos acreditam nada querer fazer no mundo do que gastar o seu tempo e o dinheiro dos pais. Para começar, não, nem todos somos assim e, não, este assunto é do maior interesse de todos, em especial, da comunidade estudantil da Academia Minhota.

O que pedimos é tão somente "mais polícias perto da Universidade". Essa petição destina-se, unicamente, a que haja um reforço policial em ambos os campus da Universidade do Minho, que se situam em Gualtar (Braga) e Azurém (Guimarães). Não queremos luxos nem futilidades, apenas mais segurança e, acima de tudo, uma segurança efectiva, para que mais ninguém seja subtraído dos seus pertences e/ou dignidade quando quer aprender uma profissão e, mais tarde, se tornar produtivo para o seu país.

Infelizmente, não só aqui, os roubos e furtos e até violência têm aumentado de um modo absurdo. Imensos colegas e amigos meus têm sido abordados quase diariamente por indivíduos munidos de facas, e sabe-se lá que mais. Em anos anteriores já se tentaram organizar outras petições, inclusivamente para criarem um posto de polícia perto do campus, todavia, acabamos por não nos mostrarmos importantes o suficiente para sermos merecedores de uma maior e melhor segurança.

Todas as semanas ouvem-se histórias de pessoas que são roubadas nas imediações e, inclusivamente, dentro do campus de Gualtar. Sinceramente, não sei como as coisas andam em Azurém, mas não estão melhores. Soube também de uma rapariga que quase, quase!, foi violada algures no campus ou muitíssimo perto deste. A semana passada duas caloiras do meu curso foram furtadas, e uma delas ficou sem o dinheiro da renda de uma outra colega e, surpreendentemente, ou não, a polícia não se prontificou a ajudar. Da última vez que verifiquei, ainda somos nós, contribuintes, que pagamos os ordenados deles... Depois deste triste acontecimento, por todas as razões imagináveis, dois colegas do 1.º e 3.º ano de Direito decidiram que era tempo de voltar a demandar aquilo que deveria ser nosso por direito: um reforço policial que tem vindo a ser pedido à imenso tempo. Aliás, há tempo demais.

Até ao momento, já foram recolhidas imensas assinaturas, e estou convicta que as 4500 necessárias para a questão ser debatida a nível nacional serão conseguidas. Felizmente, a massa estudantil tem aderido positivamente, porque são eles que sentem a falta de segurança todos os dias. O Cabido de Cardeais já se mostrou disponível para ajudar, quer a nível de divulgação, quer ao nível financeiro. Ainda, a AAUM (Associação de Estudantes da Universidade do Minho) está a preparar uma campanha de sensibilização para a intensificação do policiamento na zona.

Para o porta-voz da Reitoria, estes "são episódios muito pontuais". Pergunto-me regularmente se, caso fossem os filhos deles roubados ou as filhas deles quase violadas, se estas situações seriam meramente pontuais ou, pelo contrário, de extrema urgência e que têm de ser resolvidos o quanto antes. Mas isso sou eu, e cada um tem a sua opinião. Quem foi vítima desta violência desmedida são, para além de estudantes da Universidade do Minho, filhos, netos e irmãos de alguém.

Ajuda nunca é demais, assim que peço a colaboração de todos os que me lêem. Se forem alunos da Academia, podem e devem assinar a petição nos locais divulgados (Complexo Pedagógico 2 no campus de Gualtar e no Gabinete de Apoio ao Aluno no campus de Azurém, de dia 13 a 16 de Março, terça a sexta-feira, das 9:30 às 12 horas e das 14 às 18 horas). Hoje, no Porto Canal, pelas 21 horas, passará uma peça sobre o assunto, que está também disponível das edições do Jornal Académico da UM e no Diário do Minho desta semana. Quem quiser aderir à página do Facebook do evento pode ir aqui e aderir. É tão simples, e estariam a fazer muito quer por mim e também por todos nós.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Boys will be boys... =P

Durante este fim-de-semana aproveitei todos os momentinhos que pude para estar com o foufinho e matar as saudades. Fomos passear, partilhamos as tarefas domésticas, e os desenhos animados. Sim, leram bem, tanto eu como ele ainda vemos "bonequinhos" na televisão.

Eu sou do estilo Disney e, como ele chama, dos "desenhos de menina", mas acabo por ver quase tudo o que dá na RTP2 quando tenho que mudar de canal. Na "concorrência" é só tardes da Júlia e da Maria e da Leopoldina ou o diabo a quarto, e eu não preciso de mais nenhum pseudo-programa da treta para me baixar ainda mais o Q.I. Ele é mais virado para os animes, que eu também gosto, diga-se, e outras animações típicas de meninos meio acreditados e super-heróis, ainda que estejam perto dos trinta.

E juro-vos, tem a sua graça. No sábado, antes de ontem, fui "trocada" pelo Iron Man. O foufinho é bem mais madrugador que eu, e cansa-se de ficar muito tempo na cama. Eu tenho um problema mais grave: parece que quanto mais durmo, mais sono tenho, e é um terror para me levantar de manhã (ou de tarde, depende das circunstância =P). Como sempre, ele saiu da cama primeiro e disse-me que ia para a sala e que esperava lá por mim. Obviamente, eu permaneci no quentinho. Então ele decidiu voltar ao quarto para me informar que estaria na sala a ver o Iron Man, e para eu me levantar para ir também. Como aquilo não é muito a minha cup of tea, disse-lhe que não estava interessada. E foi então que ele se saiu com esta: "vou masé voltar para lá que já deu o theme song!", e saiu disparado do quarto, tipo miúdo de quatro anos quando a mãe lhe grita da cozinha que há mousse de chocolate para enfardar.

Foi mortalmente hilariante. Eu limitei-me a virar-me para o lado na cama e recomeçar a dormir. Acho super engraçado ver que há rapazes (ou homens) que neste aspecto não crescem. Eu também sou um pouco bastante assim e agrada-me saber que não estou sozinha. Acredito que alguns possam achar este comportamento patológico, eu penso que é rejuvenescedor. Admitam aqueles que que ainda vêem desenhos animados: a verdadeira razão pela qual o fazemos é porque isso nos lembra a nossa infância e como tudo era tão  fácil e simples. Essa viagem ao passado, ainda que pequena, é uma lufada de ar fresco que todos nós necessitamos.

domingo, 11 de março de 2012

A moda chegou a isto...?!

Ontem, à hora do jantar, deu uma reportagem no jornal da noite sobre a Moda Lisboa, que este ano tem como tema "Freedom". Não tenho, na verdade, rigorosamente nada a dizer quanto ao evento em si ou quanto às roupas, que eu não percebo nada de moda. Não. Vou falar da viadice patológica que alguns seres demonstraram e que foi transmitida pelo telejornal...

Infelizmente, ou felizmente, depende das perspectivas, não encontrei nem vídeo nem fotos do que vi ontem na tv, mas posso desde já dizer que foi aterrador. À entrada do sítio onde ia decorrer o invento estava um travesti bastante produzido e que, ao longe, era quase uma mulher autêntica. Deve ter tomado tantas hormonas que até a voz era de rapariga, bem fininha e que nada tinha a ver com a sua ração negra. Estava vestido como uma mulher, com um penteado que fazia lembrar uma princesinha das histórias da canalha, de salto alto, maquilhagem e sei lá mais o quê. Cada um sabe de si, contudo, acho que uma pessoa chegar àquele ponto é um pouco absurdo. Antes que comecem com ideias de que sou homofóbica ou preconceituosa, não sou nada disso. Mas tudo tem limites, e se vocês vissem o que eu vi, pensariam o mesmo. E tenho a certeza que toda a gente com quem falou sorriram para ele/ela e, ao mesmo tempo, diziam mentalmente para si que ele/ela era uma aberração. Eu apenas pensei que ele/ela estava mais para o perdido da cabeça do que outra coisa. Se ele/ela se sente melhor num corpo de mulher, esses são os seus sentimentos, contudo, não precisa de se ridicularizar para se afirmar, que era simplesmente o que ele/ela estava a fazer. Exagerou a personagem um pouquinho demais, diga-se. Todavia, não era quem estava pior.

Como se não bastasse, apareceram os viadinhos de serviço naquele dia. Vamos lá esclarecer uma coisa: existem gays e lesbicas, homossexuais, que gostam de pessoas do mesmo sexo que eles. Até aí, não há nada mais normal (sim, eu considero a homossexualidade normal, quem não gostar que ponha na beira do prato, quero lá saber). Uma coisa totalmente diferente é o viadinho. Esse tipo de ser tem como único propósito usar a sua orientação sexual para chamar a atenção e exagerar tudo o que é ser-se homossexual. Aquilo a que assisti ontem foi uma ridicularizarão dos homossexuais, ponto final. Aquilo eram eram rapazes com hastes de veado no casaco, com carteiras de senhora, com sapatos de salto, com blusas femininas, com fitas e adornos do cabelo de mulher! Eram homens vestidos como raparigas, mas não eram travestis, não estavam produzidos como o indivíduo referido supra, que apesar de um pouco ridículo, desempenhava a personagem. Ao lado deles, o travesti era uma rainha. Aqueles eram matrafonas, tipo carnaval versão rasca e altamente foleira. A Lady GaGa veste-se melhor que eles todos os dias.

E agora eu pergunto-me: quem em é que gosta assim tão pouco de si para se expor desta maneira ante das câmaras e achar que é a melhor bolacha do pacote?! Pior: quem é que usa estas pessoas para "engrandecer" um evento de moda?! Digam o que disserem, o travesti que ali estava não apareceu pela obra do divino espírito santo, nem foi tampouco em razão do dito que as moçoilas que estavam encarregues dos penteados das modelos lhe deram um jeitinho ao cabelo só porque ele pediu. Ele foi convidado para lá estar, mesmo à porta do espaço, para dar espectáculo.

Em resumo, o Castelo Branco que se cuide. Andem aí umas versões bem mais parolas dele mesmo, se é que isso é possível. Temos que dar mérito ao fulano, que ele pode ser um marchand da mariquice, mas tem o seu estilo. Aqueles miudinhos só devem andar à procura de alguém com quem praticar umas orgiazinhas, e pensaram que a melhor maneira era era combinar a roupa da irmã com uns galhos da árvore do quintal.


P.S.: Para a nova seguidora, a RougeDessin, os meus votos de não te assustares com o primeiro post que escrevo depois de te juntares a nós, sendo ele deste tema. Se tiverem um ataque do miocárdio, depois manda a conta... =/

sábado, 10 de março de 2012

Jantarinho das meninas =)

E como prometido, hoje o tema será o jantar de mulheres a que fui na quinta-feira passada, com algumas colegas de curso e não só =)

Depois das aulas e de tratar de uns mails super rapidito, sai disparada pela porta fora para o jantar, sem antes ter um acidente com a carteira... Sim, ela pode ser pequena, mas prega-me as mesmas partidas que uma das grandes e cheias de tralha, às quais eu tenho um ligeiro pavor. Pergunto quase diariamente à minha mãe se tem pedras na mala, e se tudo o que lá tem é porque precisa mesmo. Ela responde sempre que sim muito prontamente e meia indignada pela minha dúvida. Eu cá não tenho a mesma certeza... =P Voltando ao meu acidente, quando fui à carteira para retocar a maquilhagem, não faço a mínima ideia como, a dita deu uma cambalhota no ar e foi aterrar no chão, sem andes derramar tudo o que lá tinha por todo o lado.

Enquanto o tempo passava, lá estava eu naquela posição pela qual "a Alemanha perdeu a guerra" a ver se encontrava tudo o que tinha caído da mala. O que vale é que era pouca coisa =P Cheguei ao ponto combinado... só que já não havia mesa. Tivemos que andar a inventar lugares para jantar, mas a solução estava mesmo ali ao lado. Comemos super bem, ainda nos ofereceram champanhe, e não ficou nada caro. No final, sua 'minência Luísa até nos ofertou uns cestinhos com chocolatinhos feitos por ela, que estavam super fixolas. Muito jeitinho que você tem, ah?! ^^

Palhaçadas para aqui, fotos para acolá, e depois, para onde se haveria de ir? Ora, para o café para dar à língua e coisas que tais. A escolha recaiu no Bere Bere (não tenho a certeza como se escreve... =P), algures lá pelo centro. É um espaço bem tranquilo, decorado com motivos marroquinos, só é pena estar um pouco mal localizado. Aproveitei onde estava e bebi um cházinho quente super saboroso, com rosas, uma outra planta que não me lembro o nome e canela. Recomendo o bar, contudo, não é nada mal ter cuidado quando se lá vai, que a zona não é das melhores.

Cheguei a casa cedo, à uma e meia da manhã, de boleia, óbvio. Mal caí na cama fiz puff!, já que a semana não foi lá muito bem dormida por causa do meu nariz entupidito. Claro que a vacola da vizinha, no dia seguinte, que andar a passarinhar pela casa toda de saltos às oito e tal da manhã. Qualquer dia toco-lhe à campainha e pergunto-lhe se tem chinelos em casa, que se não tiver, faço uma vaquinha no prédio para lhe oferecermos uns...


P.S.: Eu prometo que amanhã leio os vossos posts todos!! A sério que prometo! =P

P.P.S.: Ainda não há fotos no Facebook... Até tenho medo de algumas quando as vir!! xD

sexta-feira, 9 de março de 2012

Quem quer mais desafio, quem quer?! =P

Hoje seria suposto contar como correu o meu jantar de ontem, com colegas de curso e não só, porque afinal foi o dia de todas as meninas =) Mas entretanto colocaram-me mais um desafio, e eu claro, não sou pessoa de dizer que não!  Quem me passou o mesmo foram a Poison, do Veneno Agridoce, a almond-girl do Virtual Insanity, e o foufinho, o Heartless, do Arkangelicus. Aqui vão as regras da coisa:
  • Escrever 11 factos aleatórios sobre nós próprios;
  • Responder às perguntas que foram propostas e criar 11 novas perguntas para as próximas pessoas;
  • Escolher as próximas pessoas e colocar o link;
  • Ir à pagina delas e dizer que lhes foi proposto este desafio;
  • Nada de tags de volta;
  • Postar o conjunto de informações relativamente ao que o desafio consiste;

11 factos aleatórios sobre mim:

1. Sou parente de duendes ou coisa que o valha. Tenho 1,53 m...
--'
2. Gosto de beber leite pelo pacote. E a minha mãe passa-se da caçarola comigo por causa disso.

3. Adoro escrever.

4.
Gosto imenso de fazer bolinhos e coisinhas doces ^^
5.
Sou Gógó (legenda: gótica)
6. Tenho dois Estrumpfes no porta-chaves, uma menina e um menino, daqueles que vinham no Happy Meal.

7. Adoro dormir. Muuuuitooo!

8.
Não sei andar de bicicleta.
9. Sou filha única.

10. Tenho uma tartaruga completamente chanfrada da carapaça chamada Ozzy.

11. Tenho um péssimo sentido de orientação.


Perguntas da Poison:

1. Profissão? Estudante de Direito.
2. Filme Favorito? Tenho vários, mas os clássicos da Disney foram aqueles que mais me marcaram.
3. Que música te inspira? Música de boa qualidade.
4. Quando me irrito, só acalmo se...! Se tiver muita sorte! xD
5. Fantasia sexual? Não é para dizer!! Já queres é saber demais pah....! =P
6. Doce ou salgado? Doce!
7. Primeira coisa que fazes ao acordar? Pensar: já?!
8.Qual o teu maior vicio? Gostar de não fazer nenhum todos os dias =P
9.Cidade de eleição? Londres.
10. Cabelo curto ou comprido? Comprido, sempre.
11. Bebida favorita? Ice Tea.

Perguntas do Heartless: 
Já roubaste algo? O coração das pessoas conta?! xD
Momento mais marcante da tua vida? Provavelmente quando nasci =P
Qual a tua característica negativa principal? Sou extremamente preguiçosa.
Se pudesses reviver um ano da tua vida, qual seria? Nenhum, acho eu.
Qual é a forma de arte que mais aprecias? A escrita.
Conheces-me pessoalmente? SIM!
Qual o meu pior aspecto? Roncas?! xD
Qual o teu monstro mitológico favorito? (não vale dizer dragões) Dragões xD
Qual é a primeira memória que tens? O natal de 1992, não sei porquê =P
Qual o primeiro livro que leste? Não faço a mínima ideia...
Qual a tua cultura favorita? Celta.

Perguntas da almond_girl:

1. Que música tens na cabeça neste momento? Nenhuma, por acaso.
2. Qual é o/a blogger com quem gostavas de marcar um jantar um dia destes? A Corina ou a Nerwen.
3. Qual o teu número de sapato? 35... --'
4. Qual é a cor das cuecas que estás a usar (se estiveres a usar)? E se eu não disser?! xD
5. Qual é a tua princesa da Disney preferida? Belle.
6. Como foi o teu primeiro beijo? Nada do que eu estava à espera =P
7. Qual é o teu snack preferido? Chocolate.
8. Onde está o Wally? Está aquiiiii!!
9. Que superpoder gostavas de ter? Gostava de poder voar.
10. Se a tua vida desse um filme, quem é que o ia realizar? Alguma pessoa com um imenso talento, mas que ainda não foi descoberto.
11. Que música vai tocar no teu funeral? Sinceramente, não vou estar viva para saber =P

E agora, aqui vão as minhas perguntas:

1. Qual(Quais) é(são) o(s) teu(s) livro(s) favorito(s) e porquê?
2. Estás onde realmente deves estar, ou deverias estar noutro sítio qualquer? E onde?
3. Qual o momento bebedeira mode: on mais memorável que te lembras? Pode ser teu ou de outra pessoa, mas tens que o ter presenciado.
4. Qual é o nome do(s) teu(s) animais de estimação?
5. Qual é o teu maior medo?
6. Qual é a tua cor favorita?
7. O que vês quando olhas para o tecto?
8. O que é que queres ser quando fores grande?
9. Com o que é que sonhaste na noite anterior?
10. Qual foi a última coisa que acabaste de fazer?
11. És fã de desporto, ou és preguiçoso(a) como eu?
E assim, passo este desafia a...
Inês Chocolate, Muralhas do meu castelo
Nerwen, A Wings Tale
Xs e XL, Até aos 100
Veronica Mars, A Menina (IM)Perfeita
Isabel Lima, do Sim, sou esquerdina!

Quero ver essas respostas respondidinhas, sim?!?!! ^^

quinta-feira, 8 de março de 2012

George Martin em Portugal

Soube agora mesmo que George R. R. Martin vai estar no nosso país por uns dias no próximo mês para sessões de autógrafos, em Lisboa e no Porto. A tour será, essencialmente, para promover o próximo livro a ser publicado pelo autor em Portugal, um spin off de As Crónicas de Gelo e Fogo, intitulado O Cavaleiro de Westeros & Outras Histórias. Já seria de esperar que ele não fosse a mais lado nenhum do que estas cidades, mas o que me põe mais nas horas é saber que ele acertou mesmo mesmo mesmo em cheio para escolher o dia em que vai estar no Norteshopping... --'

Para aqueles que não sabem, incluindo o senhor Martin, nesse dia eu tenho um teste parcelar a uma cadeira do 4.º ano. Sim, tenho um teste e vocês vai andar a dar autógrafos a outras pessoas e nenhunzinho que seja à minha pessoa, que leio os seus livros desde a edição do primeiro volume em português de As Crónicas de Gelo e Fogo, lá pelo ano de 2007. Deve ter sido um dos primeiros seres extremamente consideráveis que leu a sua obra e adorou do início até ao fim.

Hoje em dia toda a gente gosta do The Game of Thrones, porém nem toda a gente conhece sequer o A Song of Ice and Fire. É uma coisa que me irrita ligeiramente, confesso. No nosso país a onda de fãs só expludiu com a série, que os livros não eram assim tão conhecidos como isso, excepto em círculos mais restritos e por aqueles que se dedicam sobretudo à leitura de fantasia, como eu. Mas pronto, nada contra, só que é super estranho ver e ouvir toda a gente a falar que a saga é espetacular e mais não sei o quê, quando eu já a conheço há anos e há anos que falo que vale a pena lê-la, e ninguém me ligou puto. Foi preciso a HBO fazer uma adaptação para televisão para ser fixe gostar de George Martin e a sua obra.

E sim, estou irritada por não poder ir. Só por causa disso o homem devia fazer uma viagem de propósito à minha casa para me assinar os livros todos, os marcadores que vêm nos livros, e oferecer-me uma tonelada de merchandising, a começar por um mapa daqueles todos XPTO fantásticos, uma t-shirt e uma bandeira da Casa Stark, e um ovo de dragão (só digo isto: lindo!). Ainda assim, o foufinho diz que não se importa de ir lá por mim para ter os autógrafos a que tenho direito. É mesmo querido ele, ir lá de propósito para me assinarem os livros, que ele nem quer um para ele! Vamos fazer figas para que tudo corra bem: que o senhor Martin não tenhz uma desinteria e acabe por não aparecer, e que o meu teste de DIP corra bem (este último não tenho tanta certeza =P). Nem tudo está perdido!! ^^


Para os interessados, o programa da tour é o seguinte:

18 de Abril
Teatro Villaret, Lisboa, a partir das 18h30 – Sessão de apresentação de O Cavaleiro de Westeros & Outras Histórias” e pré-venda exclusiva do livro com sessão de autógrafos (entrada livre).
19 de Abril
Evento Syfy: Ante-estreia do 1.º episódio da 2.ª temporada de Game of Thrones numa sala de cinema em Lisboa (por definir) – 21h seguida de sessão de perguntas e respostas com autor (entrada limitada).
20 de Abril
Sessão com fãs na Fnac Norteshopping, Porto – 19h com sessão de autógrafos limitada a 2 livros por pessoa (edições SdE).

terça-feira, 6 de março de 2012

Dura Praxis Sed Praxis

Tal como disse ontem, hoje voltei a usar o traje para praxar, infelizmente só um pouquinho. Se é verdade que sou representante de curso e que tenho que estar presente em todas as aulas, sobretudo naquelas em que espero que determinada docente me empreste um livro para eu "ir passear com ele", também não é mentira que não gosto de fazer figura de palhaço. Mas já lá vamos.

Para começar, gostaria de esclarecer algumas pessoas que pensam que o traje significa praxe. Isso não podia estar mais errado. O traje, seja de que academia for, é um símbolo dessa mesma instituição, sendo que pode (não, deve!) ser usado por todos os seus alunos, sendo que nenhum é obrigado a trajar. Claro que os objectores de praxe não poderão praxar de todo em todo, mas isso não invalida que vistam o símbolo da sua universidade, "sendo prova de uma incrível falta de Academismo pretender que deva ser usado apenas em determinados dias, ou em ocasiões consideradas especiais". Porém, sim, para se praxar é necessário estar-se trajado. E correctamente trajado, já agora.

O ano passado, como estudante do terceiro ano, foi o meu ano por excelência para praxar, apesar de que o posso fazer agora. Mas o respeito pela hierarquia conta para os dois lados, e visto que o meu tempo já passou, é altura para dar lugar aos que se seguem. Ainda assim, durante um dia por ano lectivo, os alunos com quatro matrículas tem o seu dia exclusivo para praticar actividades praxísticas com os novos caloiros, acontecendo o mesmo com aqueles que têm cinco matrículas (ou mais =P). Ou seja, hoje de manhã acordei mais cedo para ter a minha hora e meia de praxe, que infelizmente de tarde tive reunião do Conselho Pedagógico da Escola de Direito, e não podia mesmo faltar por razões mais que óbvias.

Cheguei lá e pronto, pedi saudação, brinquei um pouco com eles, mandei umas piadas e fiz umas coisinhas mais leves, porque convenhamos, acaba por não ter a mesma mística praxar caloiros que já têm doutores para aturar todos os dias, e que nunca nos viram em lado nenhum. Foi estranho, confesso. E infelizmente, como já disse, não tive muito tempo para fazer o que quer que fosse, sobretudo quando o sectarismo e o elitismo retornam às actividades em causa. É uma prática habitual, e acaba por existir em todo o lado, mas mesmo assim é super chato vermo-nos separados em dois grupos: os caloiros de primeira, a elite da praxe, que mais tarde são os doutores de primeira; e os outros, os caloiros de segunda, que não saem à noite com os doutores, não apanham bebedeiras com eles, não executam "privacidades" com eles, e que acabam como doutores de segunda.

Lembro-me que quando comecei a praxar, o meu padrinho me disse "afilhada, tu foste uma boa caloira, também vais ser uma boa doutora, eu sei que vais". E foi com isso no espírito que sempre trajei e praxei. As opiniões dos demais que achavam que eu não sabia praxar, pouco me dizem, mas não deixam de me deixar nas horas, quando quem o faz são os ditos de primeira. Que se lixem, se são felizes assim, que sejam, que eu também sou à minha maneira. Bem sei que a minha praxe era um pouco mais pesada, contudo, nunca fui pela tradição de benesse, nem para favorecer os meus, já que assim impus respeito. E que respeito! Tenho três afilhados, dois meninos e uma menina, nem mais nem menos. Não tive que escolher entre ninguém e apadrinhei aqueles que acharam ser eu aquela em quem confiar na sua vida académica. E isso enche-me de orgulho.

E aqui está a minha família académica, no baptismo académico: eu, em grande plano aqui à frente com o mai' lindo traje da academia minhota (aquilo não é um chapéu, é um tricórnio, tá?!), e por detrás os meus filhotes (da esqueda para a direita), o Diogo "Folhados Mistos", a Filipa "Abcissa", e o Telmo "Spartacus". Pena é que eu ainda não tenho aprendido a praxar... Pobres seres, estes meus filhos que também nunca o irão saber... Irony?! xD

segunda-feira, 5 de março de 2012

Manual do Degredo - Capítulo 1.º

Tomando a ideia dada pelo foufinho de falar em peripécias passadas nas aulas, e se eu fosse a apontar tudo o que lá se passa, bem que já tinha mais volumes daquilo do que uma enciclopédia da História Mundial xD

Hoje vamos começar esta nova saga de mais uma desgraça com a figura mais figura do curso: o Caro Colega (não vou dizer o nome do dito por razões óbvias, mas posso dizer que começa por "A" xD). Este fulano passa as aulas praticamente todas desde o primeiro ano a mostrar os seus conhecimentos natos, adquiridos através do marranço mais intenso que se deve praticar. No início de cada semestre, o Caro Colega vai logo a correr comprar os apontamentos e os livros das cadeiras que temos para os decorar, tipo islamista fundamentalista a memorizar as páginas sagradas do Al Corão. Juro, não estou a brincar, ele faz mesmo isso. E para quê tanto esforço, perguntam vocês? Muito simples: para declamar de memória passagens de vários manuais por unidade curricular.

Tentem competir com um ser destes... Ou pelo menos conseguir estar atento sem rebentar de riso no meio das aulas. Até os docentes, de vez em quando, fazem pouco dele. Uma altura um professor teve que conter o riso e pôr a mão à frente da boca para não parecer muito mal. Entendem o que eu quero dizer? É que mesmo os docentes o acham um tolinho completo. De que lhe serve saber os calhamaos todos de cabeça, se na altura do vamos ver, na altura de aplicar a teoria à prática, ele não sabe dar uma resposta em concreto, e limita-se a dissertar sobre tudo e mais alguma coisa?! Isso não é ser jurista, é ser filosofo, o que não vai de todo ao encontro do que se deveria esperar ou querer neste curso. E para piorar, gosta muito de mostrar que é superior a todos nós, uns meros burrinhos que para aqui andamos... --'

Mas enfim, ele deve ser feliz assim. Ou talvez não, sobretudo quando se sabe que ele veio para onde está por imposição da família. O bisavô era advogado, o avô era advogado, o pai é advogado... logo, ele também teria que ser, para continuar a tradição. A minha opinião sobre isso é que os pais, ao exigirem a um filho cursar determinada área, só o irão tornar um profissional frustrado, que nunca irá executar o seu trabalho como deve de ser. E tem que ser o melhor da turma, que menos também não se lhe espera. Outra estupidez. Ser um aluno mediano ou desenrascado, que pelo menos sabe o que está a fazer, não é vergonha para ninguém. Pior é estar obrigado num sítio, quando se queria estar noutro, e ver a vida que sempre se quis por um canudo, porque temos que concretizar os sonhos que os outros desejaram para nós, e não os nossos próprios sonhos. É, muito simplesmente, uma opção muito egoísta que diversos pais têm, infelizmente.

E com isto, acabamos o primeiro capítulo do Manual do Degredo, ou as coisas que eu tenho que aturar nas aulas ditas universitárias.

P.S.: Amanhã vou tirar o mofo do traje e vou à praxe da quarta matrícula. A ver se é desta que aprendo a praxar... Taditos dos caloirinhos, até vão fugir com o medo... Irony, oh!, sweet irony!

domingo, 4 de março de 2012

Solution

Alguns de vocês devem saber que eu e o meu foufinho temos muitos quilómetros entre nós. Não partilhamos qualquer cidade, visto que somos de terras diferentes e estudamos em terras diferentes. E não, não nos conhecemos na net num chat qualquer, como a maioria deve estar a pensar agora. Foi uma amiga em comum que nos apresentou e depois puff!, fez-se o Chocapic xD

Por essa mesma razão, não podemos estar juntos sempre que queremos. Aproveitamos todas as ocasiões e mais algumas que me obrigam a ficar em Braga durante os fins-de-semana, como um calendário de testes sufocante ou alguma conferência ou formação. Qualquer desculpa serve para estarmos um com o outro e matar as saudades. Um grande ajuda têm sido as novas tecnologias, já que falamos todos os dias pelo telemóvel e pela Internet. Mas às vezes, mesmo assim, as situações da vida pregam-nos umas partidinhas.

Há uns dias ele recebeu uma proposta de trabalho, que consistia em acompanhar um cliente à Alemanha e fazer interpretação simultânea. A viagem, estadia e o trabalho efectuado seriam pagos, e sempre consegui um dinheirinho extra que faz falta a quase toda a gente neste momento (menos àqueles que roubam as bolsas dos colegas para as terem para si, e delas não necessitam... Mas isso é o caso à parte). Infelizmente a coisa não se concretizou, e fico triste por ele, porém, também eu fiquei a bater mal por alguns momentos. Ele não iria levar o computador com ele, não sabia se iria ter acesso a algum dispositivo com Internet, e eu não tenho roaming no telemóvel. Isso significaria quase quatro dias sem saber o que quer que fosse dele.

Ele bem me diz que um dia vou ter que me habituar a que, um dia destes, vá trabalhar para o estrangeiro e que não nos vamos poder falar sempre. Inclusivamente, podemos ficar dias e dias sem contacto, sem poder telefonar um ao outro e sem possibilidade de comunicar pelo computador. Eu simplesmente não me consigo habituar, nem sequer pensar numa situação em que ele para mim é incógnito, sem ter notícias dele. Se ficar semanas sem poder abraçá-lo já é difícil, não saber como está de todo em todo, seria quase insuportável. Daí, vê se consegues encontrar uma solução para isto foufinho, caso contrário, um dia destes ainda fico a bater mesmo muito mal da cabeça =P

sábado, 3 de março de 2012

Só algumas pessoas são pessoas... e outras simplesmente não

Ontem li este artigo aqui, e posso dizer-vos que foi uma das notícias que mais me chocou nos últimos tempos. já que afirma que os recém-nascidos não são pessoas e podem ser mortos à nascença como se de um aborto pós-parto se tratasse. Há alguns dias, quando perguntei aos meus leitores o que gostariam de me ver dissertar, a Corina do O meu reino da noite sugeriu-me falar do aborto. Assim, vou abordar as duas questões de uma vez só.

Religiões à parte, que eu não sou tapadinha dos olhos e consigo pensar por mim mesma, sem a necessidade de ter um dignitário qualquer a dizer-me o que devo reproduzir dizer, sou contra o aborto. Podem pensar o que quiserem de mim, mas acho esse acto um homicídio. É uma vida humana que ali está, um ser dentro de uma mulher. Pode ser um argumento fraco para alguns, só que não consigo ver esta situação de outra maneira, e talvez pese a minha formação de jurista. Sei bem que uma adolescente com um filho nos braços não é uma vida idílica, não senhor. Terá que sustentar o filho, dar-lhe atenção, carinho, alimentá-lo, vesti-lo e muito mais, o que fica, na maioria dos casos, a cargo dos pais da rapariga, avós da criança. Acredito ainda que muitos pais, inclusivamente, pusessem as futuras mães fora de casa, não lhes deixando alternativa para criar a criança que dali a meses virá ao mundo.

Uma grande parte dessas crianças, não digo indesejadas, mas antes não planeadas, acaba ou no sistema de adopção ou no contentor do lixo. A primeira solução não é a mais agradável, é certo, porém essa criança, um dia que cresça, pode pensar que a mãe não a quis porque não tinha condições para a ter, ou simplesmente porque sim, mas não deixou de lhe tentar dar uma segunda chance na vida. Acima de tudo, escolheu não abortar para que ela pudesse viver. Como disse, é a minha opinião, e outros podem acordar ou discordar, nem tão pouco julgo quem quer se seja por ser a favor do aborto. Cada um sabe de si, e é juiz da sua própria causa. Falando por mim, eu não seria capaz de abortar, excepto talvez para duas das situações permitidas por lei: a violação ou o perigo eminente para a vida da mãe. Um terceiro caso é ainda legítimo, quando os bebés têm mal formações muito graves, mas mesmo se me encontrasse numa situação dessas iria pensar muito bem se queria abortar ou não. Meter os recém-nascidos na lixeira vem ao encontro do artigo referido supra, algo que eu sou totalmente contra (o qual transcrevo em parte infra).

De acordo com Alberto Giubilini e Francesca Minerva, do ponto de vista moral, matar um recém-nascido, em nada difere de praticar um aborto. Os investigadores (...) argumentam no artigo 'After-birth abortion: Why should the baby live?' ('Aborto pós-parto: Porque deve o bebé viver?') que um feto e um recém-nascido são dois seres «moralmente equivalentes», na medida em que ambos estão num estádio em que apenas têm o potencial para se tornarem pessoas. Como nenhum dos dois possui consciência, as mesmas razões que justificam o aborto sustentam o infanticídio.
Os especialistas (...) no entanto, acrescentam que «se, depois do nascimento, se detectasse alguma doença que não tivesse sido identificada durante a gestação, ou as circunstâncias económicas, sociais ou psicológicas necessárias à educação de uma criança não estivessem reunidas» as pessoas deveriam ter a opção de não ficarem obrigadas criar a criança.

E agora eu pergunto. O que c*railho é isto? Aborto pós-parto?! Para mim é homicídio puro e duro. Voltamos ao tempo de Esparta e da Alemanha Nazi, em que aqueles que não eram espécimes perfeitos da raça eram deitados pelas encostas abaixo ou enfiados nas câmaras de gás?! Qualquer dia, quando um cidadão que paga os seus impostos chegar a velho ou tiver uma doença grave, é pegar nele e tumbas! para o matadouro, já que não há circunstâncias económicas, sociais ou psicológicas necessárias reunidas para a sua manutenção ou cura. Recém-nascidos são são potencialmente pessoas, são pessoas! E que eu saiba, a moral não entra para as contas da ciências. Para mim, são esses seres rastejantes que defendes este artigo não são pessoas. Chamam-lhes cientistas e especialistas na área? Eu chamo-lhes cangalheiros.