segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Amanhã vamos todos acender uma velinha pela Nightwishaaa!! ^^

Ora amanhã vai ser dia de tortura da inquisição espanhola, vulgo, exame de recurso de Fiscal II. Ao qual deverei voltar ou para oral, ou para época de Setembro...

Não que subestime a minha inteligência (marranço não, que não consigo fazer disso... Antes ter pouco conhecimento que ser uma papa livros que, na verdade, não sabe coisa nenhuma...), mas não tenho grande fé na coisa. Conhecendo os docentes da cadeira como conheço... bem, talvez estejam numa de dar abébias ao finalistas como costuma ser hábito deles, contudo, nunca fiando...!!

Daí que o meu post de hoje se resume a isto. Pequeno, mas compacto, como o Skip que dá na televisão e que diz "o futuro é dos pe-que-ni-nos!". Quem dera que assim fosse, já que desse modo tinha a vida asseguradíssima. Daí a minutos vou meter-me na cama para dormir o que conseguir, que amanhã tenho que me levantar quase de madrugada (sete e pouco da manhã) para apanhar boleia com o meu pai até à estação e apanhar o comboio para Braga. O melhor disto tudo é que vou passar algum tempo com o meu foufinho, que já não o vejo há umas três semanas. Vai ser só dia e meio, mas é sempre bem melhor que nada ^^

E com isto me despeço, todavia, com um pedido: amanhã, às 16:30 da tarde (hora a que começa a prova de Fiscal II e que termina à 18:30 - belíssima hora para se fazer um teste e andar a sofrer o resto do dia todo até ao momento do "vamos ver"...), acendam uma velinha por mim, nem que seja em pensamento, para ver se faço esta m*rda de vez! Wish me fucking luck, I'll need it!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Hoje o jantar contou com os amigos do Spongebob xD

Cá em casa temos a regra ou tradição, chamem-lhe o que quiserem, de não se cozinhar ao domingo à noite, não sei bem porquê, mas é algo que eu cumpro também na minha casinha em Braga pois, verdade seja dita, depois de uma viagem de cerca de duas horas e meia deste a estação de Viana até ao meu sofá em Braga, a canseira é tanta que o que se quer mesmo é sopas e descanso. Só que hoje, para além das habituais sandocas, tivemos marisco.

Ora nem mais, marisquinho do bom e da nossa costa. Apesar de ser de uma zona onde há bastante marisco, este não e propriamente barato, logo, não o comemos muitas vezes. Mas a minha avó decidiu mandar-nos um pouco do marisco que ela comprou e serviu para consolar as vistinhas e as papilas gustativas.

Assim, esta noite comi camarão da nossa costa, mais pequeno que o que se vê dos super e hipermercados. O único senão é que os apanharam mesmo na altura que estavam a desovar. Sei que os camarões são bichinhos que se reproduzem muito facilmente e tal, mas ainda assim tive pena que todos aqueles mini ovinhos não chegassem a ser bebés camarões. Por outro lado, comi caviar de camarão, vermelho e preto (que não é mesmo preto, é só vermelho muito escuro), coisa que nem sabia ter mais que uma cor. Não sabia mal de todo, todavia tinha preferido que não tivessem caçado as "camaroas" a desovar...

Só que o melhor ainda está para vir: caramujas! Aos anos que não comia daquilo! Para quem não sabe o que são (e que também não sabe o que está a perder), as caramujas são um género de caracóis, mas do mar. Apanham-se e cozem-se em água, e depois comem-se com um alfinete. Não, não é nada estranho, até porque a ideia não é engolir os alfinetes, mas antes tirar as caramujas das suas cascas com o dito. Muito bom, uma maravilha mesmo. Não tem nada a ver com os caracóis, que sabem mal como o caraças (falo por mim). As caramujas sabem a mar!

E para além disto também comi um pouco de manco (sapateira) e ainda tenho umas navalheiras para fazer um arrozinho, que fica uma delícia. Já estou como diz a minha mãe, neste jantar comi mais marisco que o ano passado inteirinho, e soube tão bem...! Já nem me lembrava de comer caramujas =P E vocês, gostam de marisco? Eu cá adoro, mas acho que já perceberam isso xD

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Nails, nails... =P

Hoje enquanto estudava estive a fazer uma coisa que gosto imenso. Não, não foi estar com o nariz enfiado na Lei Geral Tributária ou nos restantes códigos relativos à Fazenda Pública e coisas que tais. Estive a tratar das minhas unhas ^^

A maioria de vocês deve estar a pensar que bato mal da cabecinha. Isso não é, de todo, mentira, mas sim, é possível tratar-se das unhas enquanto se faz outra coisa. Já cheguei a pintá-las durante a eternidade em que esperei que a Luce e o meu afilhado Telmo se preparassem para a Gala de Direito, e elas tiveram tempo de secar e, se quisesse, tirar o verniz, pintar de novo e voltar a secar. Hoje arranjei-as enquanto estudava pelos apontamentos que fiz ao resumir o livro com a matéria de Fiscal II. Sim, já terminei e já estudei por eles! Só espero é que compensem a trabalheira que tive =P

Primeiro tirei o pouco verniz que ainda tinha com ajuda das unhas. Eu sei, não se deve fazer. Ainda assim veio-me à memória as fantásticasmente secantes aulas de História do Direito no primeiro ano, em que a coisa mais produtiva que lá fazia era tirar o verniz das unhas ou escrever histórias. Depois dei uns retoquesinhos às ditas e pintei-as com uma base transparente 2 em 1, que protege e dá brilho ao mesmo tempo. Acabei por deixá-las ficar assim porque é uma treta tentar passar páginas sem esborratar o verniz todo, e eu que as ia pintar de preto, a cor de uso quase sempre. De qualquer maneira, elas ficam lindas assim mesmo, e talvez aplique a cor amanhã, ou depois. Ou depois.

Para quem não conhece as minhas unhas, ou seja, a maioria de vocês, elas são extremamente fortes e mesmo quando lavo a loiça todos os dias, elas não enfraquecem. São bastante resistente e quando partem, que também ocorre, não se iludam, posso andar com elas assim durante semanas, porque são tão fortes que continuam a aguentar-se. O único grande inconveniente é que me pegam na roupa toda. Mas a coisa mais engraçada que lhes acontece é mesmo quando só as pinto com a base: ficam tal e qual unhas com manicura francesa. Não estou a brincar, ficam mesmo! Eu limo-as até ficarem quadradas e com um pouco de branco a ver-se e depois da base aplicada, ficam com o aspecto de manicura francesa, de tão branquinhas que as minhas unhas são. Não sei muito bem como é que isto acontece, mas acho fantástico.

Porém, o melhor é quando me perguntam onde fiz a unhas e quando paguei pelo gel... Quase toda a gente acha que as minhas meninas são falsas, quando eu apenas as deixo crescer e ser elas próprias do odo mais natural possível. Nada de fortificante, nada de aditivos de crescimentos, nada de gel. Só mesmo verniz, nem que seja só a base, que eu não gosto de as ver sem nadinha. O que posso dizer, tenho as melhores unhas do mundo (ou pelo menos da "minha aldeia", como diz o outro =P).

 
Estão a ver as unhas da moçoila da imagem? Foi o mais parecido que consegui encontrar comparando com as minhas. Assim, exactamente assim, e quase sem esforço nenhum =P

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Ai a minha cabecinha...!

Não sei se será do estudo intensivo e indesejado, mas hoje de tarde deu-me uma dor de cabeça horrível, que eu já nem estava em mim. Acho que, definitivamente, Fiscal II não gosta de mim, só que não precisava de atentar contra a minha integridade física... Segundo o Código Penal, isso é crime. Será que posso, então, entrar com um processo contra a Fazenda Pública? Não me cheira.

A semana passada eu bem que tentei, mas não consegui pegar numa única folha que seja para estudar Fiscal II. Primeiro porque andava tolinha da vida para saber das notas das outras cadeiras semestrais e tinha medo que assim que começasse a estudar, tivesse uma má notícia e tivesse que reorganizar o estudo outra vez, e outra vez... Segundo, porque não tinha mesmo vontade nenhuma de voltar aos calhamaços depois de cerca de 3 meses de estudo sem uma interrupção digna desse nome. Já deito leis e m*rdinhas pelos olhos.

Ainda assim, não foi nada mal ter feito 4 cadeiras em 5, logo, só tenho mesmo esta cadeira para recurso, o que eu considero uma enorme perda de tempo. Sejamos realistas, aquilo vai ficar para a época especial de Setembro mas, pelo menos, quando chegar essa hora, já vou ter as coisinhas todas preparadinhas para estudar e pedir a toda a gente que eu conheço para acender uma velinha por mim, para ver se desse é dever (que não tenho mesmo outro remédio senão fazer a cadeira este ano).

Ou seja, terça-feira comecei com o estudo intensivo, que foi continuado hoje (ontem tive obrigações familiares a cumprir que me ocuparam quase todo o dia, pelo que não consegui estudar). Decidi que talvez fosse positivo resumir o manual das Lições Procedimento e Processo Tributário do meu estimado docente, todavia, somente na parte que interessa e que foi leccionada este ano. Estamos a falar de mais de 270 páginas de puro alienamento mental. Hoje consegui arrumar com 123 páginas, em contraste das apenas 70 da terça-feira. Conclusão: estou com a pica toda para me ver livre daquilo o quanto antes. Ficaram cerca de 80 para amanhã, e depois é dar nos casos práticos e nos meus resumos. Numa única frase, estou a dar em doida com aquilo.

Para piorar o cenário, começou a dar-me assim uma dor de cabeça daquelas que são mesmo incomodativas e que fazem a cabeça latejar como se tivesse a mona dentro de uma panela a fazer pipocas. Nada bom. Agora imaginem o que é estudar com aquela moedeira na cachola sempre a meter nojo enquanto se lê sobre tributação. É, com toda a certeza, o epíteto da minha existência... caso fosse fiscalista. Mas eu tenho uma novidade para os docentes que acham que nós só temos as cadeiras deles e que estas são as mais importantes do mundo: ide masé aprender a escolher a roupa para não parecerem um pacote de massas coloridas nas aulas. A vossa cadeira não é a consagração de curso nenhum, nem ninguém liga puto ao que vocês dizem ou que são os melhores fiscalistas do mundo.

No final de contas, quem se lixa é sempre o mesmo: o desgraçado do aluno que se enganou a colocar a vírgula na resposta e que tem que levar com Fiscal para o resto do curso e da vida. Quando a processar a Fazenda Pública por danos físicos infligidos, acho que não me ia adiantar mesmo de nada. Assim como assim, as Finanças f*dem-nos sempre de uma maneira ou de outra. Nada mais me resta senão habituar-me à coisa...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Duzentos mil réis por nomes do arco da velha

Hoje que comecei a estudar para o recurso de Fiscal II (finalmente!), acabei por me lembrar duma coisa que, se não fosse de rir, dava para chorar.

Quando há umas semanas estava a dar em doida, quase ao ponto de começar a subir paredes de uma maneira mais eficiente que o Spider Man e mais assustadora que as moçoilas dos filmes de terror, eis senão quando me deparo com o seguinte no Código Comercial, acerca do penhor mercantil, que encontra consagração nos arts. 397.º e seguintes:

Art.º 400.º
Prova
Para que o penhor mercantil entre comerciantes por quantia excedente a duzentos mil
réis produza efeitos com relação a terceiros basta que se prove por escrito.

Não não leram errado, aquilo diz mesmo duzentos mil réis. Em defesa do Direito português tenho a dizer que o Código Comercial é de 1888, e nunca foi revogado, apenas alterado, retalhado, e sabe-se mais lá o quê, que mais parece uma daquelas peças completamente estranhas de alta costura que uma pessoa nem sabe por onde se lhe pegar. Acho, muito sinceramente, que um código durar 124 é um feito histórico.

Mas verdade seja dita: aquilo nem chega a ter 500 artigos, e metade deles foram revogados ou então passaram para legislação avulsa ou para outros códigos. Qual é então a lógica de se ter um Código Comercial aos pedaços? Sei de um ilustre docente que poderia fazer uma dissertação sobre isso. Sem dúvida que o senhor é um crânio e um dos melhores civilista da Europa, todavia, ainda conserva o seu primeiro Código Civil que, acreditem ou não, deve estar a rondar os 50 anos. E ainda servia para leccionar! Escusado será dizer que o pobre código saia às postas... mas as aulas eram hilariantes, lá isso eram! E o senhor até que sabe e muito! Contudo, acho que não calhava nada mal reverem o Código Comercial, pelo menos nem que fosse para fazer umas conversõezintas de escudos para euros, ou para acertar os números dos artigos. Não sei, acho que ficava mais apresentável, no mínimo.

E agora vocês perguntam-se: e os nomes do arco da velha? Ora essa é uma história completamente diferente... É que os meus docentes não sabes escolher nomes com jeito para pôr nos casos práticos. Até que sinto saudades dos famosos António e Berta, que aparecem quase sempre em tudo o que seja questão de Direito. Mas também se não inovarmos, a coisa deixa de ter piada, não é? Biodiversidade, é o que se quer! xD Ora aqui fica uma listinha dos nomes mais absurdos de sempre da história do Direito Comercial:
  • Aníbal
  • Belchior - é o mais popular, visto que aparece em quase todos os casos práticos
  • Clotilde
  • Asdrúbal
  • Sidónio - não são de todos os meus doces favoritos...
  • Sertório
  • Dionísio - com este é para a borracheira xD
  • Zacarias
  • Dagoberto
  • Clóvis - um dos meus favoritos
  • Beltrão - que rima com alcatrão
  • Durval
  • Leopoldo
  • Acúrsio - medo... parece um compsto químico altamente tóxico...
  • Gualter
  • et cetera, et cetera...

    segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

    Roupa cara não esconde educação barata

    Há uns dias a Inês mandou-me isto para o Facebook "Roupa cara não esconde educação barata". E de repente, quase por instinto, comecei a relembrar mentalmente uma data de gente que conheço.

    Nunca percebi muito bem a pancada que algumas pessoas têm com a roupa de marca, a sério que não percebo. Eu poucas peças tenho que são de marca, mesmo muito poucas, e por duas razões: porque as marcas têm pouco ou mesmo nada para me oferecer (tenho um estilo muito próprio e sou extremamente esquisita), e porque não tenho dinheiro para elas. Não sei como se consegue dar 200 euros por umas calças ou umas sapatilhas. Com esse dinheiro, eu conseguia escolher umas 12 ou 15 peças de roupa e fazia uma festa! Pior, eu conseguia comprar trapinhos que me tapassem as "zonas essenciais" e ainda uma boa quantidade de pele extra, que a Nightwish aqui não gosta de andar a mostrar mais do que é permitido pela moral e educação que uma pessoa mediana tem.

    Pode ser só de mim, mas acho incrível como roupa tão cara pode tapar tão pouco, ou parecer tão rota como a de alguém que vive nas ruas. Há trapinhos bem mais baratos e em melhor estado em lojas de segunda mão que em boutiques super sofisticadas. Quem é que enganou estes pobres coitados quando lhes fez acreditar que andar esfarrapado e com roupa toda coçada é moda?! Sinceramente não sei, mas merecia uma excerto de porrada. E quem acreditou merecia três ou quatro.

    Mas o que me deixa ainda mais nas reais horas é que essa gente que se veste de farrapos ou carteiras que custam tanto ou mais que uma renda mensal de uma casa, acham-me a melhor bolacha do pacote. E porquê? Só porque têm dinheiro e podem pagar coisas caras? Sim, é exactamente isso. Porque a educação e o respeito aprendem-se no berço, mas provavelmente, a maioria das pessoas quem nasceram num berço de ouro (e felizmente não todas!) não se pode dar a esse luxo. É demasiado caro e têm que alimentar o ego, logo, menos fica para os valores educacionais e sociais. Se tenho uma conta bancária bem recheada, posso olhar todos os outros de lado, porque me visto melhor do que eles, ou seja, ou melhor que elas. Errado. A sua grande parte ainda se veste pior do que quem conta os tostões para a comida. Porém, eu tenho para mim que isso é apenas uma estratégia... É que assim sempre conseguem ter as bolsas mais altas da universidade porque não têm nem para a roupa... Vou passar a fazer o mesmo. O único problema é que tive boa educação e não consigo andar toda esfarrapada mesmo tendo pouco dinheiro. Chamem o que lhe quisessem: vaidade, mania, sumptuosidade, o que seja. Eu chamo-lhe dignidade e vergonha na cara.

    domingo, 22 de janeiro de 2012

    Não há dúvidas que vou ficar redonda que nem um pote... =P

    É certo e sabido que já devia ter começado a estudar para a desgraça de Fiscal II, mas todos os dias parece acontecer alguma coisa que faz essa tortura ficar para o dia seguinte. A última desculpa foi o megafone da mini igreja que há perto da minha casa. Porque é que as festas do santo daquilo têm que ser quando menos se precisa? Conclusão: não há sossego nas imediações com o volume a que põem a música pimba... Se bem que agora, com um pouco de esforço, até que se consegue dormir de manhã, porque antigamente até em Santa Luzia devia dar para ouvir aquela bodega... --'

    Continuando, como estou em pseudo férias e nunca tenho vontade de voltar a pegar nos livros depois de uns mesitos sem descanso nenhum, também me dá mais fome de doces. E como o meu foufinho me tinha feito prometer que hoje ia fazer um bolinho para mim, decidi tentar uma coisa totalmente nova: bolo de limão. Deixo ficar aqui a receita porque sei que vai haver gente com curiosidade:

    Para a massa:
    • 250 g de manteiga
    • 250 g de açúcar
    • 4 ovos
    • 350 g de farinha
    • fermento
    • raspa e sumo de 2 limões
    Para o creme de limão (lemon curd):
    • 75 g de açúcar
    • 2 ovos (grandes)
    • 50 g de manteiga partida aos pedaços
    • raspa e sumo de 1 limão
    Bata bem a manteiga e o açúcar até obter um creme. Junte os ovos, um a um,misturando uma colher de sopa de farinha. Deite a restante farinha, o fermento, o sumo e a raspa dos limões. Leve ao forno até ficar dourado. Deixe arrefecer e corte o bolo na horizontal em três.
    Para preparar o limon crud misture o açúcar e a raspa de limão uma tigela. Bata bem os ovos com o sumo de limão e junte à mistura do açúcar. Deite a manteiga aos pedaços e coloque a tigela em banho-maria. Mexa bem até a manteiga derreter e o creme ficar suficientemente denso para cobrir as costas da colher. Retire do lume e deixe arrefecer.
    Agora apare as bases da massa do bolo se lhe parecer necessário. Espalhe uma camada do creme de limão sobre uma das bases, coloque outra e repita. Decore a gosto.

    Umas notas antes de tentarem fazer isto em casa: 1) eu pus apenas 250 g de farinha, porque a massa estava a ficar tão presa que, se continuasse, ainda partia as varetas da batedeira; 2) não usem, repito, não usem limões caseiros. Pelo que provei do limon crud, aquilo não vai ser fácil de comer, e porquê? Porque o diabo dos limões que usei são ácidos para c*railho! Acabei por por um morango lá para aos pedacinhos lá para o meio do creme, mas acho que vou ter que adicionar mais enquanto estiver a comer o bolo, cheira-me...

     
    O bolo ficou mais ou menos assim... mas maior. Tentem imaginar xD É o que dá não ter a máquinha fotográfica por perto quando se tem uma veia de confeiteira ^^ A continuar assim, vou ficar redonda que nem um pote, mas ao menos, vou ser um pote doce (que amargas já eu conheço muitas pessoas... e pessoazinhas também, LOL).

    sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

    Look at... HIM!

    Hoje tenho uma muito boa notícia para vos dar: se não fosse a porra de Fiscal II, não teria que fazer nenhum recurso e estaria de férias por esta altura. Só que o Rocha não gosta de nos fazer a bidinha fácil, e lá vai ter a Nightwish que se matar a estudar para aquela bodega, mesmo quando já tem quase a certeza que fica para a época especial de Setembro... Mas vamos pensar positivo (ou tentar =P).

    Daí que vamos falar de coisas boas e que me deixam contente. Ou seja, música. Várias vezes ponho música a tocar quando estou a estudar, mas nem sempre me consigo controlar a acabo a cantar e a não estudar coisa nenhuma. Outras vezes, quando estou a fazer bolinhos e demais coisas docinhas, pego no meu portátil e toca a dar música. A minha banda favorita para a cozinha é, sem sobra de dúvidas, os HIM.

    Os HIM são finlandeses e surgiram no início dos anos 90 como uma banda tributo aos Black Sabbath. De entre uma grande discussão para dar um nome à banda, um dos seus membros, o baixista Migé, pegou numa caneta e escreveu His Infernal Majesty no único amplificador que tinham. Esse foi o primeiro nome que tiveram, sendo que mais tarde acabaram por adoptar simplesmente a sigla. São actualmente compostos por Ville Valo (voz), Mikko "Migé" Paananen (baixo), Mikko "Linde" Lindström (guitarra), Janne "Emerson Burton" Puurtinen (teclados) e Mikka "Gas Lipstick" Karppinen (bateria).

    Após alguns anos de treino e de singles lançados, em 1997 o seu primeiro LP foi veio a público com o nome de Greatest Lovesongs Vol. 666. Este álbum é o mais alternativo de todos, sendo que pouco se encontra em comuns com os trabalhos mais recentes da banda. De certa forma, faz lembrar um pouco as banda sonoras dos antigos filmes de terror, e conta com covers de Wicked Game (Chris Isaak) e (Don't Fear) The Reaper (Blue Öyster Colt). Desde essa altura que os HIM têm sido acusados de adorar o "Cornudo", mas estes sempre negaram tal coisa. A associação feita ao número 666 era como um contraste do número 777, também referido muitas vezes nas suas músicas: o primeiro significando as coisas más e perversas, e o segundo as coisas puras e belas da vida.

    Em 1999 seguiu-se Razorblade Romance, considerado por muitos o melhor álbum da banda de sempre. É, sem sombra de dúvidas, a alma do grupo e onde tudo começou realmente. Nele podemos ouvir Right Here in My Arms, Gone With the Sin e, a música mais popular da banda, Join Me in Death (aqui podem ver a versão acústica), que fez parte da banda sonora do filme alemão The 13th Floor. Pouco depois, em 2001, o terceiro cd dos HIMDeep Shadows and Brilliant Highlights foi editado, contando com músicas como Heartache Every Moment, Pretending e uma das minhas favoritas de sempre, In Joy and Sorrow.

    Aquando da produção em estúdio do álbum seguinte, a banda lançou um livro, Synnin Viemää (que significa Gone With de Sin em finlandês) e que conta a sua história desde a sua formação até ao quase lançamento de Love Metal, em 2003. Aqui há um par de anos encontrei a tradução integral do livro em inglês num blog que um fã aluciado. E alucinado porquê? Porque provavelmente traduziu todo o texto de finlandês sozinho ou com ajuda de alguém, visto que Synnin Viemää foi somente editado na língua materna da banda.

    Relativamente a Love Metal, talvez o álbum mais icónico dos HIM, conta com faixas como The Sacrament, que foi recentemente usada como tema final do filme de anime Highlander: The Search for Vengeance e The Funeral of Hearts, que se tornou um verdadeiro hino para a banda e seus fãs (e que mais uma vez, tal como tinha acontecido com Join Me in Death, causou alvoroço devido à sua má interpretação - de acordo com Ville, "Love is the funeral of hearts. Falling in love is the best way to kill your heart because then it's not yours anymore."). A capa do cd conta somente com um Heartagram, símbolo criador por Ville no seu vigésimo aniversário, e que é para si como uma nova representação do conhecido Yin Yang: o heartagram integra uma dois desenhos, um coração, que representa o Yin e o pentagrama invertido o Yang. And Love Said No, editado em 2004 é o primeiro greatest hits dos HIM e único até ao momento da banda.

    O sexto álbum de estúdio da banda, Dark Light, lançado em 2005, marcou a grande oportunidade para os HIM dos USA. Com com músicas como Rip Out the Wings Of a Butterfly e Killing Loneliness (UK e USA), também uma das minhas favoritas, em que num dos vídeos aparece Kat von D a tatuar os olhos de Edgar Allan Poe nas costas do vocalista. Venus Doom foi o cd que se seguiu, onde se pode ouvir Passion's Killing Floor (que faz arte da banda sonora de Transformers), e Bleed Well, entre outras músicas.

    O último e mais recente trabalho dos HIM é Screamworks: Love in Theory and Practice. À primeira vista, ou ouvida, como quiserem, não parece uma verdadeiro álbum da banda, porque foge ao seu registo natural mas, ainda assim, depois de se conseguir apreciar as letras e melodias como se deve, nota-se que é mais um cd fantástico. Nele podemos ouvir Love, The Hardest Way, Disarm Me (With Your Loneliness) e Acoustic Funeral (For Love In Limbo). Neste momento, a banda está a preparar um novo trabalho.

    Quanto à definição da música da banda, esta não têm um estilo definido. Muitas classificações lhes foram atribuídas: gothic rock, gothic metal, alternative rock, hard rock, alternative metal e heavy metal. Os próprios membros dos HIM alegam que fazem love metal.

    Pronto, e agora já sabem quem são. Não há desculpas para não pesquisarem e ouvirem umas das minhas bandas favoritas. Prometo que não se irão arrepender: entre a fantástica voz de barítono de Ville e a maravilhosa melodia presente nas suas músicas, não há mesmo melhor banda sonora para quando se está na cozinha a fazer coisas bouas ^^

    quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

    Hoje é dia de... desafio


    Este foi um desafio lançado pela Corina, e como eu sou uma pessoa muito fixolas, decidi aceitar e bora lá fazer isto mesmo só pelo convívio (tal como diz a Calais quando vai para os testes: "eu não faço ideia o que estou para aqui a fazer... só vim mesmo para o convívio" xD)

    1 - Nome da minha música favorita
    For the Heart I Once Had, dos Nightwish (pena é ser a Cotonette a cantá-la...).

    2 - Nome da minha sobremesa favorita 
    Tarte de maçã ^^

    3 - O que me tira do sério 
    Pessoas estúpidas, ignorantes e que querem permanecer nesse estado, pessoas sem educação, pessoas sem respeito, pessoas egoístas, pessoas mesquinhas. Enfim, pessoas... muitas pessoas que por aí existem.

    4 - Quando estou chateada 
    Fico pior do que quando estou naqueles dias do mês. É que vai tudo na proa...!

    5 - Qual o meu animal de estimação favorito? 
    Quando for grande quero ter um par de gatinhos, um branco (fêmea) e outro preto (macho). Assim, quando fizessem gatinhos bebés, teriam padrão de vaca xD

    6 - Preto ou Branco 
    Preto, óbvio =P

    7 - Maior Medo 
    Aranhas. Odeio.

    8 - Atitude quotidiana 
    Ver o meu e-mail. A responsabilidade obriga.

    9 - O que é perfeito
    Tanta coisa... um dia sem ninguém a chatear-me a mona, com o foufinho a fazer-me as vontadinhas todas e a fazer as coisas que mais gosto.

    10 - Culpa 
    Isso é coisas que a mim não me assiste...

    Sete factos aleatórios sobre mim:
    1. Gosto de beber leite pelo pacote, o que faz a minha mãe transbordar de irritação.
    2. Também gosto de andar descalça pela casa toda, o que também põe a minha mãe a subir paredes. Se pudesse, até na rua andava descalça, mas depois metiam-me na Ala Psiquiátrica do S. Marcos a tempo inteiro...
    3. Adoro ler e escrever. Quando crescer toda a gente vai conhecer as minhas obras literárias.
    4. Não me importava nada de trabalhar num museu. Os museus também precisam de juristas a trabalhar por lá ;D
    5. Se pudesse, mudava-me para uma Fairyland qualquer, mas como sei que não é muito possível, ficava-me por Londres e tremendamente satisfeita.
    6. Odeio o meu nome de nascença.
    7. Se tivesse que escolher um instrumento para aprender, seria a bateria. Nunca ninguém dá valor à bateria, quando é ela o instrumento mais importante, porque se faltar, não há batida. Isso, ou teclado =P

    A quem é que ofereço este prémio?
    Alex (quando te dignares a criar o diabo do blog que me andas a prometer há meses =P)
    ...e para quem mais o quiser aceitar =)

    Como o foufinho já recebeu o desafio de outra pessoa, assim como o XL e a Xs, já não lhes posso oferecer o prémio, mas fica para uma próxima, que eu não me esqueço de vocês ^^

    quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

    Tarte folhada de chocolate ^^

    Bem vindos mais uma vez ao meu humilde cantinho, quer sejam habitues ou novos clientes! Como podem ver, hoje até que estou de bom humor, e isso resulta, provavelmente, da quantidade de doçaria que andei a ingerir o dia todo ^^

    Depois do almoço, provei uma das natas do céu que fiz ontem. Não ficaram tão sólidas como estava à espera, mas estavam boas na mesma. A minha mãe gostou imenso, daí que vais ser mais uma coisinha boa para juntar à lista do cardápio de iguarias da Nightwish. Agora ao jantar, provei a tarte de chocolate que fiz esta tarde, e que não consegui fazer ontem porque não tinha chocolate suficiente. Sim, eu sei, grande falhanço o meu não ter logo chocolate em casa.

    Confesso que estava com um pouquinho de medo do resultado, sobretudo porque nunca tinha confeccionado uma tarte na vida. Contudo, eram só os meus nervos do costume a fazer das deles. É verdade, eu sou uma tonta =P Como eu sei que alguns de vocês são uns curiosos (e a maioria gulosos xD), deixo aqui a receita do docinho em questão:
    • 1 rolo de massa folhada
    • 250gr de chocolate preto com 60% de cacau (eu usei chocolate de culinária normal)
    • 200 ml de leite
    • 200 ml de natas
    • 1 ovo batido
    Estenda a massa folhada na tarteira e pique o fundo com um garfo. Num tacho junte as natas, o leite e o chocolate partido em cubos e aqueça até o chocolate derreter. Mexa bem e arrefeça ligeiramente. Incorpore o ovo no preparado e passe por um passador directamente para cima da tarte. Coza a tarte a 120.ºC durante 45 minutos. Desligue o forno e deixe repousar mais 15 minutos. Polvilhe a tarte com açúcar em pó e sirva.

    O resultado foi... maravilhoso. Não é para me gabar, mas todos os docinhos que eu faço ficam super bons. Já disse ao foufinho que, se não der nada na bidinha em Direito, abro uma Imperatriz como a Dona Alzira da novela na noite da SIC (em minha defesa tenho a dizer que não vejo o programa, só que a minha mãe e vê e às vezes fico a fazer-lhe companhia quando a novela está a dar na tv). Quem me conhece sabe que eu adoro sobremesas e coisas que tais e que até tenho jeito para a coisa. Acho que ia gostar bem de ser confeiteira, porém, para já, é pensar em acabar o curso. A Imperatriz pode vir depois =P

    Infelizmente não tenho foto para vos mostrar, mas deixo aqui uma imagem que encontrei no Google e que está parecida com a minha tartezinha mai' linda. Não se esqueçam de experimentar!


    P.S.: Xs, já tens com que te entreter nos próximos tempos. Tens mesmo de experimentar! ^^

    terça-feira, 17 de janeiro de 2012

    Once upon a time...

    ...começou uma nova série na televisão e a Nights aqui gostou. Confesso que de início, quando ouvi falar do programa, até que nem estava com tanta fé assim naquilo. Na sexta-feira passada, dia 13 (que giro!), emitiram os dois primeiros episódios e até que os senhores que escreveram a coisa nem se saíram nada mal =P

    Once Upon a Time (ou Era Um Vez na versão portuguesa - finalmente, uma tradução de jeito!), é uma série televisiva que mistura drama com fantasia. Está programado um total de 22 episódios para a primeira temporada, sendo que 9 já passaram na ABC, a companhia produtora do programa. Os seus criadores, Adam Horowitz e Edward Kitsis, fazem parte do staff que escreveu Lost e, se repararmos com muita atenção, percebemos que Once Upon a Time tem umas leves influências desta mesma série.

    Quanto ao plot, sem querer fazer muitos spoilers, o primeiro episódio começa com o Prince Charmimg a cavalgar pela floresta de encontro à sua amada Snow White, que dorme um sono mágico graças à maldição da Evil Queen. Pelo que percebemos, eles conheceram-se antes, e Charming pede para dar um último beijo à rapariga de despedida, já que todos pensavam que esta estava morta. Snow White acorda e os dois casam-se. Mas no dia da boda, Evil Queen aparece ameaçando todos que irá lançar uma maldição terrível sobre todos eles que os levará para um novo reino onde não existirão finais felizes.

    A narrativa passa então para Boston, no "nosso mundo", onde um rapazinho de 10 anos chamado Henry se reencontra com a mãe biológica, Emma Swan, a mesma que procurou incessantemente. Henry tem consigo um livro antigo de contos infantis com o nome de Once Upon a Time. Só que o rapazinho tem uma importante revelação a fazer a Emma: ela é na verdade a filha de Snow White e do Prince Charming e, por esse ser o dia do seu 28.º aniversário, ela terá que voltar para os seus e salvá-los da maldição que os mantém presos no tempo, numa cidadezinha em Maine chamada Storybrook, e assim começar a última batalha contra a Evil Queen.

    E se quiserem saber mais... então sugiro que vejam a série. Como disso supra, não estava com grande fé no programa, porque sou um nadinha receptiva quando as mudanças implicam reescrever a história de uma maneira tão diferente. Sou tradicionalista, não há que lhe fazer. Mas ainda assim quis dar o benefício da dúvida e, como sou uma verdadeira aficionada por fantasia, em especial quando há contos infantis à mistura, decidi ver a série e dou os parabéns aos argumentistas, porque o plot está muito bem escrito. O guarda-roupa não é muito elaborado quanto ao "nosso mundo", contudo, quando ao mundo de fantasia de onde as personagens são oriundas, é simplesmente fantástico. Ainda, deixo-vos a dica para ficarem atentos aos nomes dos intervenientes da história e a algumas outras nuances que vos indicarão quem é quem.

    Em resumo: recomendo, mas estejam preparados para uma fuga à rotina dos contos de fadas.

     (da direita para a esquerda, e de frente para trás: Emma Swan, Henry, Prince Charming, Snow White, Evil Queen, Huntsman e Rumpelstiltskin)

    P.S.: Passei a Executivo com 14!! Vamos lançar foguetes!! ^^

    quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

    Férias, precisam-se...

    A mala já está quase pronta, o quarto está prontinho para me dizer adeus por uma pequena temporada e eu estou cada vez mais perto do meu próximo esgotamento nervoso.

    Pode parecer exagero ou brincadeira parva, mas em épocas tão stressantes como as de exames, a minha sanidade mental tira férias e dá lugar a neuroses sucessivas. Hoje de manhã nem tinha coragem de sair da cama e qualquer barulhinho me dava vontade de chorar ou de bater em alguém. Amanhã terei o último teste de época normal, mas nem por isso as minhas preocupações se vão esfumar. Das 5 cadeiras semestrais que tenho para fazer, já aprovei a duas (Trabalho e Reais) e a uma delas já estou a contar com o recurso (Fiscal II). Falta saber as notas de Penal II e Executivo. Se quanto à primeira só com muito azar é que não passo, quanto à segunda já estou cheia de medo. Eu sei que só preciso de tirar um 8 à cadeira para ficar feita, só que eu sei que mesmo isso é muito difícil. Ainda para mais, não queria desperdiçar o 16 que tive no trabalho, que me custou alguns dias de estudo para outras cadeiras. Tudo bem, devia querer uma nota melhoriznha, mas tendo em conta que é o diabo conseguir aprovar a Executivo, ou é desta, ou em recurso espeto-me como gente grande. E já estou a contar com Fiscal II para Setembro, e não queira ter mais cadeira nenhuma para época especial.

    Mesmo assim, como disse supra, amanhã tenho teste semestral de Comercial, e já tenho o cérebro tão "fritadinho" da bida que não consigo estudar m*rda nenhuma de jeito. Já vou na sexta prova do mês de Janeiro e não há nada que me aguente o panicanso nervoso. E pensar que depois de amanhã podia estar de férias e não vou estar, ainda me põe pior.

    Não vejo a hora de poder ler alguma coisa que não seja um calhamaço de Direito. Já não posso ver o raio dos códigos à frente nem reler mais uma vez a porra dos apontamentos. Estou na real paxórdia e o meu tormento ainda não terminou. Tenho saudades dos dia em que ia passear com a Né porque não tinha mais nada para fazer, íamos para o rio ou sabe-se lá mais onde, que quando a miúda conduz, vai até ao infinito e mais além. Quero que voltem as saídas à noite até às quinhentas, com jogos de cartas e amigos bêbedos para me fazer rir o tempo todo. Desejo ardentemente poder não fazer a ponta de um corno durante um dia inteiro, e mais uns mil dias depois desse, e ler a montanha de livros que tenho por casa até me doer os olhos e que ainda não tive oportunidade de saborear.

    Quero férias, e tenho dito. E se possível, remuneradas, que eu trabalho mais que 93% dos funcionários públicos, e não recebo um tostão furado.

    quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

    Never ending story - públicas vs. privadas

    Hoje ao almoço olhei assim de soslaio para a notícia de mais uma reforma na educação. Verdade seja dita, é coisa que este país anda a precisar, e há muito tempo. Lembro-me que no 12.º ano mal olhei para a matéria de Matemática A (quase se pode dizer que não estudei), e na prova nacional tirei 12. Não é nenhuma nota brilhante, mas como eu não precisava daquilo como prova de acesso ao ensino superior, confesso que me borrifei para aquilo.

    Um ano volvido, uma amiga minha fez também ela as provas nacionais de fim do secundário, e mostrou-me o enunciado do exame de Português e quase espumei da boca. Se no meu ano a média foi negativa (9,2 valores, se não estou em erro) e tirei 16 na prova, naquele ano o exame foi dado, e desconfio que tirava um 18 ou mais. Fiquei escandalizada com a facilidade que é oferecida nos tempos que correm às pessoas. Não desejo que comecem a chumbar pessoal a torto e a direito, que para isso já temos a universidade e eu, mais concretamente, Direito Fiscal II (que pelo que soube, só cerca de 10% daqueles que foram ao segundo teste passaram... Convém relembrar que a maioria dos inscritos na cadeira nem sequer foi ao segundo teste, logo, a percentagem de aprovações diminui, e muito. Devemos estar uns 300 inscritos. Passaram 13 alunos no total).

    Tudo isto lembrou-me um outro assunto que, de tempos a tempos, sempre nos vem à cabeça, quer seja em dissertações com amigos e/ou conhecidos, quer seja porque o tempo lá fora potencia a coisa. Estou a falar da eterna "guerra" entre o ensino público e o privado. Posso ser um pouco tendenciosa no meu discurso em defesa do público, porque sempre estudei em escolas públicas. Mas verdade seja dita, as diferenças estão à vista.

    Toda a minha vida tive que ralar para ter notas. Nunca paguei por elas. Alcancei o que tenho hoje unicamente com o fruto do meu empenho e trabalho, e nunca tive professores a porem-me a "mãozinha na cabeça". Tive docentes justos e injusto, mas isso é o prato do dia, e pouco ou nada pude fazer em relação a isso, daí, ainda tive que me esforçar mais. Na maioria dos estabelecimentos de ensino privado os alunos são os queridinhos dos professores porque os pais arrotam ali uma boa quantidade de euros todos os meses, muitos têm notas quase dadas, e as escolas ainda recebem subsídios do Estado para terem campos de ténis e equitação para os meninos.

    Para começar, era muito simples: se o ensino é privado ou cooperativo, acabam-se os dinheiros públicos. Ao fim e ao cabo, estamos todos a contribuir para algo que muitos de nós não usufrui. Que aumentem as mensalidades dos meninos riquinhos e, caso os paisinhos não possam pagar, há sempre lugar para mais um numa escola pública, onde não há elites e cada um é presenteado com as notas para a quais trabalhou. Se o ensino público já anda nas lonas porque não há dinheiro, então não tem razão de existir subsídios para o privado. Mas se se fala em passar as riquesinhas dos meninos para a pública, ui, que horror! Porque o público é isto, o público é aquilo... Oh minha gente, deixem-se disso! Não é por alguém frequentar uma escola pública que é tão burro que mal sabe escrever ou manter uma conversa e que não tem educação nenhuma (esta última, que eu saiba, dá-se em casa e não tem nada que ver com a situação económicas das pessoas...).

    Ainda, vê-se mais droga nas instituições privadas que na públicas e, por vezes, mais do que se possa imaginar, são os alunos ricos dos colégios que vendem a droga aos miúdos do público. Nas escolas públicas ganham-se mais defesas relativamente ao mundo exterior: és gozado, levas porrada, tens liberdade para dizeres o que te apetece (sempre dentro das regras da boa educação), os docentes tratam-te como um aluno qualquer e não te dão benesses e, por vezes, nem te ligam puto. Queres as coisas, trabalhas para as ter. Nos colégios privados andam contigo ao colo, não podes ter nem sequer um cabelo fora do sítio, mandam na roupa que vestes mesmo quando não há uniforme obrigatório, agrupam-te em turmas consoante as tuas notas (sendo que apenas as notas da melhor turma são apresentadas para efeitos de ranking) e, se tiveres uma falha e começares a ter pouco aproveitamento, expulsam-te de lá porque não preenches o padrão de "ovelha da manada comedora de livros", ou então há sempre a possibilidade de teres opinião própria e isso é coisa de não se admitir.

    Daí que eu não entendo a razão de ainda muitos paisinhos acreditarem que o melhor para os filhos é um colégio, especialmente se em regime de internato. O mais provável é nem terem paciência para verem a cara dos miúdos todos os dias, pelo que os mandam "de férias" uma boa temporada para o c* de judas, e só porque é caro, já vale o investimento. Só que ainda ninguém lhes disse que nem tudo o que é caro é bom, isso, ou então comem caviar ao pequeno almoço todos os dias. Conheço muita gente que foi para medicina e nunca pôs um pézinho numa escola privada, daí que não estou a ver grandes diferenças, excepto a componente monetária. Mas cada um sabe de si.

    terça-feira, 10 de janeiro de 2012

    Aguém me arranja uma alminha para me benzer a casa?! Oo

    A desgraça de hoje consiste na minha casa propriamente dita e não nos vizinhos, o que pode parecer algo estranho à primeira vista, tendo em conta os seres que também habitam este prédio.

    A coisa já se vinha a manifestar em doses pequeninas de há uns dias para cá, sendo que a pia da cozinha tinha alturas de achar por bem meter nojo e entupir por uns minutos. Ontem à noite não se desentupiu. Levou a noite toda a vazar e hoje ainda está pior. Não posso fazer de comer porque não posso lavar a loiça. Pior: tirei teimas e confirmei que os tubinhos que ligam a pia a não sei onde, talvez à rede de escoamentos, anda a largar água e inunda uma das prateleiras do móvel da cozinha que lhe fica mesmo por baixo. Agora já tenho explicação para os tachos "mal limpos"... Para a minha senhoria, o problema é que nós lavamos a loiça e deixamos os restos de comida irem pelo cano, o que é engraçado porque nem nós fazemos isso, como já é a 3.ª ou 4.ª vez que isto acontece em três anos que cá moro. Deve ser coincidência... Não sei, hesito.

    Continuando, estava eu a desenrascar o almoço de hoje (sandes quentinhas de manteiga ou queijo e leite igualmente quentinho com chocolate), quando ligo a televisão e... a coisa não dava. Desliguei e liguei no botão, tirei a ficha da tomada e voltei a meter. Nada. Entretanto, olhei para a tostadeira e as luzes estavam todas apagadas, e foi aí que pensei: será que a luz foi dar ali uma curvinha ao bilhar grande assim como quem não quer a coisa? Afinal era mesmo. Lá fomos nós, eu e a Cátia, olhar para o quadro da luz, e ela lá conseguiu por a coisa a funceminar de novo. Mas tendo em conta que estavam ligados um microondas, duas tv's e uma tostadeira, parece um pouco estranho que tão pouco seja suficiente para atirar a luz abaixo, mesmo ao nível do chão, até porque já não é a primeira vez que estas coisas estão a trabalhar ao mesmo tempo e nunca tal coisa aconteceu.

    Mas a história não acaba aqui. Há parte de já algumas coisas terem desaparecido misteriosamente do apartamento e que já davam uma listinha jeitosa (ou então são as senhoras empregadas que mudam as coisas dos sítios só porque sim, sítios estes que só elas vêm e nós não), temos o duo fogão & esquentador, qual dupla pseuso cantora de música pimba que se acha a melhor bolacha de pacote. O fogão larga lume demais pelos bicos e tem duas funções: quase queimar a comida e mandar gás para cozinha toda; o forno leva em média hora e meia a cozinhar seja o que for, por mais pequenino que seja. O esquentador... nem sei, mas já está a pedir de joelhos e aos gritos para ser substituído. O fogão, esse, coitado, está em estado vegetativo há uns belos anos, mas ainda ninguém teve coragem de lhe desligar a máquina ventiladora. Por mim, já tinham voado os dois pela janela fora directamente para o ferro velho mais próximo. Teoria da minha senhoria: "já viu que o esmalte ainda nem sequer está corroído? Isto é material que dura menina! Se aguentou estes anos todos, aguenta outros tantos em cima." Talvez quando o dito material me explodir no focinho, é provável que a senhora reflicta algo do género: a menina que passava a vida a reclamar até que tinha razão...

    Para terminar, temos as tomadas. Oh, que coisa mais engraçada, principalmente quando têm a fiosada toda de fora que nem um tipo no Bairro Alto depois de levar uma bela duma facadinha da barriguinha e que está a perecer com as entranhas todas a escorrer pela calçada portuguesa. Sim, é verdade. Metade das tomadas cá em casa ou estão "desactivadas", ou então estão descoladas da parede ou em vias disso. Prova da biodiversidade das ditas é o meu quarto: tenho três tomadas, sendo que uma não funciona, uma está como o desgraçado do Bairro Alto supra e a outra está a "tentar fugir do fulano da naifa", por assim fizer.

    Agora não sei o que fazer da minha vida: quero comer mas não posso. Quero estudar mas não consigo. Porra para Comercial e para o c*railho da pia da cozinha...!

    segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

    Coisinhas bouaaaass! ^^

    Hoje o dia foi feito de emoções fortes. Para começar, acordei às 7 da manhã para me preparar com tempo para o teste de Direito da Família e Sucessões, e ainda conseguir dar uma última vistinha de olhos às coisinhas. Já passava das 9 horas quando comecei a prova, que só durou 60 minutos. Aparentemente, a coisa até correu bem, mas prognósticos só mesmo depois do jogo.

    Depois disso voltei para casa, para o meu foufinho, que consegui convencer a só voltar para casa amanhã ^^ Entretanto saímos para comprar natas e vinho branco para as iguarias do dia. Não que eu quisesse realmente, porém o foufinho convenceu-me a dar mais uma voltinha pelas lojas para ver os saldos mais uma vez. Já tinha estado no shopping aqui de Braga no sábado, mas voltei a casa de trombas, porque não encontrei nada de jeito e verdadeiramente em saldos, daí que não comprei nada. Entramos na Primark e estava, à falta de melhor palavra, deserta. Deste modo pudemos ver tudo com muita mais calma e acabei por adquirir uma linda malinha por apenas 3 euros. É vintage e linda. Já disse que era linda?! xD

    Já de volta a casa, almoçamos caldeirada de peixe confeccionada por moi. Acho muito sinceramente que estou a ficar uma pró na cozinha. Já não era sem tempo! Neste momento tenho o pito no forno (por isso é que o vinho era necessário sim? Que aqui ninguém bebe vinho :s), também feitinho aqui pela Nightwish. E vocês perguntam... e as natas?! Ora, as natas eram precisas para as Natas do Céu! Finalmente consegui fazer as marotas, e já tivemos oportunidade de provar ao lanche. Saíram divinais! ^^ Fica aqui a receita (para 6 unidades):
    • Bolacha Maria q.b.
    • 1 pacotes de natas
    • 3 ovos
    • 2,5 colheres de sopa de açúcar
    • 1,5 colheres de sopa de leite
    Comece por bater as natas e assim que estejam a ficar espessas junte 2 colheres de sopa de açúcar e bata mais um pouco. Bata as 3 claras em castelo e envolva-as nas natas já batidas. Reserve.
    Rale a bolacha na picadora, se não tiver coloque-as num saco plástico e com o rolo da massa bata que elas desfazem-se.
    Leve ao lume brando as gemas com as 1,5 colheres de sopa de leite e com 0,5 colher de açúcar e sem parar de mexer deixe que ferva até ficar o creme um pouco espesso. Deixe arrefecer.
    Em tacinhas individuais comece por colocar uma camada de bolacha ralada, por cima o preparado das natas com as claras, mais uma camada de bolachas e por fim uma camada do creme de ovos.
    Leve ao frigorífico pelo menos 5 horas e está pronto a comer.
     
    E para os mais curiosos, aqui ficam as provas das coisas boas: a malinha e as natinhas do céu ^^

    sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

    Gente horrível é uma coisa que me tira do sério...

    Hoje depois do almoço, quando ia para o teste de Direito Reais, e depois quando voltei para casa para dormir uma sonequinha (o que acabou por não acontecer...), fui vítima de várias visões do inferno, vulgo, pessoas que não se sabem vestir e/ou não têm noção do ridículo. Pode dizer-se que, tanto um problema como o outro, e pior, os dois em simultâneo, são com toda a certeza obra de Belzebu, esse ser pindérico que vive entre nós que tem como único propósito atormentar o conceito de moda dos seres humanos.

    Primeiramente, deparei-me com uma mulher na casa dos seus 30 anos, pelo menos (que eu não lhe olhei muito para a cara), com uns calçõezinhos vestidos e collants por baixo. Até aí, apesar de não gostar muito da combinação de peças, nada de novo ou muito extravagante. A particularidade dos calções é que eram mesmo inhos de tão pequenos. Ainda tenho as minhas dúvidas se aquilo não eram, na verdade, uns boxers. Eu tenho roupa interior que tapa mais pele do que aquilo, por assim dizer. Para piorar, eram de lycra... ou seja, dava para notar praticamente tudo o que estava por baixo. Não vou tecer mais comentários a este respeito, até porque a imagem mental que se deve estar a formar na vossa mente deve ser horrível o suficiente, daqui que não vejo qualquer propósito de vos continuar a torturar a cabecinha.

    Mais adiante, reparei numa moçoila que estava de t-shirt sem mangas. Toda ela gritava "sou uma pita e tenho a mania que sou fashion", com os braços quase anorectivamente delineados e todos arrepiadinhos com o frio, aos quais se juntava uma pasta de base descomunal numa carinha toda enfiadinha pela subnutrição (provavelmente auto-infligida).

    Quando voltei do teste, fiquei à porta do centro de cópias à espera de umas amigas "pegas", que precisavam de fotocopiar uns apontamentos meus. Como sou boa pessoa, não tive qualquer problema em emprestar o que elas precisavam (não sei se repararam, mas esta frase está mais carregadinha de ironia do que um comboio indiano... um dia destes eu desenvolvo a matéria xD). Enquanto esperava, aproveitei para ver as vistas, leia-se, ver quem passava, já que o centro de cópias fica num primeiro andar e me dava uma vista mais que privilegiada sobre o degredo humano. Vi montes de raparigas que ao saírem da cama de manhã, porque tinham os olhos cravejadinhos de remelas, enganaram-se e em vez de vestirem um par de calças, meterem-se dentro de umas leggings. Vi imensas rapariguinhas de saltos altos e que não sabiam andar com eles, de tão tortos que os seus corpos ficavam para serem capazes de manter o equilibro em cima de tamanhos cascos.

    Porém, pior que tudo isso foi ver um moçoilo com umas jeans e um cabelo completamente inacreditáveis. O seu penteado consistia em ter cabelo somente no cimo da cabeça e o resto estava rapado. Relativamente ao cabelo que tinha, decidiu deixá-lo crescer e meter para o lado, tipo "Justin Castor", mas ainda mais horrendo, porque lhe faltava a parte de baixo do capacete. E depois as calças... Eram umas skinny jeans do mais skinny que por aí há, com as beiras para fora e "às solhas", o que proporcionava a um qualquer transeunte ver as suas meias pretas até um pouco acima do tornozelo, mais as suas all star verde relva. De uma coisa podemos ter todos certeza: filho meu não andava assim na rua. O meu problema não é com ele ser, hipoteticamente, bichona, porque o facto de ele ser gay não me faz qualquer diferença. Mas se é para ser bichona, que seja com estilo!

    Sabem o que vos digo? Lá se vai o tempo em que as pessoas se esmeravam para parecer bem. Podiam não ter dinheiro, que a maioria não tinha, mas andavam bem arranjadinhas, e a elegância estava acima de tudo. Hoje em dia, pagam-se balúrdios de dinheiro para se parecer mais rasca que um pedinte ou uma senhora da vida. Haja paciência para perceber esta gente... Ainda falam da Lady Gaga. Essa aí consegue aparecer mais bem vestida e apresentável que alguns seres que por aqui andam.

    quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

    É uma sorte estares viva

    Há pouco estava a falar com uma das minhas sobrinhas académicas. Precisava de encontrar o trengo do meu afilhado, aquele que aparece na foto da Gala. Como sempre, está desaparecido em combate. É incrível como nunca consigo achar o diabo do moço... --'

    Mas continuando, estava a falar com a minha sobrinha quando lhe perguntei pelo desnaturado do meu afilhado, e se ele estava lá por casa. Ela respondeu-me que só lá estavam médicos, enfermeiros e auxiliares. Afinal estava no hospital. Pelo que me disse, teve um acidente de automóvel no dia 24 de Dezembro, mesmo na véspera de natal e está lá internada há uns 15 dias. Aparentemente, quase foi desta para melhor. Fracturou a bacia, partiu uma perna e tem 35 pontos na cara, e até já foi operada. Na verdade, tinha lido um comentário algo estranho no Facebook dela, mas como ela gosta muito de mandar piadas secas e carregadinhas de ironia (claro, sai à tia ^^), pensei que era mais um boca para calar alguém. Só que não era...

    Não lhe perguntei pormenores, pois não quis estar a chafurdar nas más memórias, e ainda para mais tão recentes. Como vêem, não padeço da comum maleita que afecta a maioria dos tuguinhas, que só ficam felizes quando a história acaba em tragédia, especialmente se morrer alguém, e não param de fazer perguntas totalmente inoportunas até que lhes satisfaçam a mórbida curiosidade. Tenho tempo para saber todas essas coisas, ou até nem vá saber de todo, porque nem sequer sou tida nem achada quanto ao assunto. O que realmente me importa é que ela está bem e a recuperar. E sem nunca perder o humor negro (como disse, saí aqui à titi ^^).

    Isto fez-me pensar como damos tudo o que temos por adquirido. Nunca pensamos que o nosso mundo pode ser abalado de um momento para o outro, que agora estamos aqui perfeitamente bem, e que no próximo podemos perder tudo. Deixamos as coisas por fazer, num agora não me apetece... fica para amanhã completamente desinteressado, sem nos preocuparmos em aproveitar todos os segundos que estamos com as pessoas de quem gostamos e que gostam de nós. Não digo para vivermos todos os dias como se fossem o último, porque aí então existiríamos num completo histerismo do pensar será agora o meu suspiro final?, que nem conseguiríamos, de todo, viver em paz.

    Apenas acho importante dar valor a todos os bocadinhos que nos fazem um todo integro. Não interessa para nada aqueles que nos tentam fazer cair a todo o custo e a todo o momento, não importam os pequenos ou grandes tropeções que damos na vida. Aquilo a que devemos dar valor é às pessoas que temos e que nos têm, aos dias em que dizemos eu venci e ninguém me venceu.

    E Lu, quando saíres dessa, vamos para a noite e só voltamos a casa quando o sol já estiver bem alto. Vais ficar ainda melhor do que eras originalmente, eu sei que sim ^^ If you can’t run, you walk. If you can’t walk, you crawl. If you can’t crawl, you find someone to carry you.


    quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

    Onde é que o ensino vai parar...?! No inferno, desconfio...

    Adoro quando os professores fazem apontamentos ou esquemas o diabo a quatro com erros ortográficos. Sim, eu estou a falar mesmo em manifestos erros ortográficos, e não aquela palhaçada do novo acordo ortográfico, sobre o qual nem me vou pronunciar por ora... Alguém pode dizer a estes sapientíssimos docentes que merecem um tremendo de um arraial de porrada?! Degredo.

    Qual não é o meu espanto, enquanto lia uns diapositivos que a docente de Direito Penal II disponibilizou para estudarmos que, verdade seja dita, não explica coisa nenhuma, me deparo com isto:

    É favor atentar ao que está dentro da caixa.

    Não se diz por a condenação, mas sim pela condenação. Esta não foi a única calinada que encontrei, só que já não me lembro qual foram as restantes, nem tenho sequer intenções de perder tempo a procurá-las. Pensem o que quiserem, contudo, aquilo não é de todo uma gralha. Aquilo é um erro ortográfico que faz o próprio Eça se virar na campa. Para piorar a situação, não aprendi nada com a dita apresentação power-point. Ainda bem que li os livros primeiro, que apesar de parecer impossível, a senhora consegui complicar uma coisa que é relativamente simples.

    E agora a questão que se levanta é esta: que moral têm estes professores de nos corrigirem quando nos enganamos? Ou que moral têm eles para nos ensinar, quando não sabem sequer língua portuguesa?! Qualquer pessoa se engana, é certo, e quase sempre que escrevo um texto, dou pelo menos uma ou duas gralhas. O que é que eu faço? Leio o que escrevo. Às vezes as gralhas passam na mesma, não estou aqui para enganar ninguém, mas estes indivíduos destes deveriam ter atenção acrescida e ler e reler o que disponibilizam para os alunos. Para além de ser dever ser inapropriado para o estudo, como é um nadinha muito feio.... Digo eu...

    terça-feira, 3 de janeiro de 2012

    Considerações gerais sobre o Estudo

    Introdução:
    Estou à beira de um esgotamento nervoso e o diabo do pito ainda não está pronto.

    Concretização:
    Há dias que penso o que c*railho ainda ando para aqui a fazer. Já não tenho idade para andar na universidade. A maior parte das pessoas que conheço e que entraram comigo para o ensino superior, ou já terminaram a licenciatura, ou estão em mestrado, ou são do meu curso. Porque é que Direito tem que ter 4 anos e ou outros só têm que marrar (ou não) durante 3? Bem vistas as coisas, acho que são eles que estão errados. Não é em 3 anos que uma pessoa adquire conhecimentos suficientes numa área de estudo para depois ser atirada com um chuto no c* para o mundo do trabalho. Nem em 4, no meu caso. Acho que foi precisamente isso que quem de direito percebeu quando decidiu "vender" mestrados, visto que a licenciatura quase não serve para nada these days.
    Por mim, voltava o curso de Direito com 5 anos, sendo que o último seria de especialização. Já não precisávamos do mestrado, que é uma continuação do nada aprender e ao menos não éramos discriminados e/ou marginalizados pelo Senhor Bastonário e seus convivas... Pré Bolonha volta, estás perdoado!

    Desenvolvimento:
    1. Dos calhamaços:
    Ainda estamos no início da época de testes de final de semestre, e já estou que nem posso. Em duas semanas tenho 6 testes, sendo que dois deles já foram, o primeiro ontem (Declarativo) e o segundo hoje (Executivo). Seguem-se Penal II dia 5, Reais dia 6, Família dia 9 e Comercial dia 13. Haja resistência.
    Aproveito ainda para agradecer à Providência, ou a alguma irmã ou irmão bastardo, o facto de quase ter anulado completamente da face da terra das minhas férias de natal. É certo que ainda consegui ver uns filmitos de animação e enfardar muitos doces, mas eu também queria ter passado estas duas semanas de papo para o ar. Nada disso. Os meus dias foram passados a fazer contas ao calendário e aos calhamaços de livros e folhas que tinha para estudar.
    Comecei a estudar no final de Outubro... Ainda não posso dizer que tenha parado. E já tenho um recurso marcado para o final de Janeiro.

    2. Da má péssima relação com a cozinha:
    Electrodomésticos decadentes e a pedir reforma à parte, eu e a cozinha não nos damos lá muito bem. Aprendi a cozinhar quando vim para a universidade e já no termino do meu ano de caloira. Era aprender ou passar fome. Decidi, diligentemente, optar pela primeira hipótese.
    Continuo a ser uma quase nulidade na cozinha, excepto na área da doçaria, mas ao menos não passo fome. Porém, pode dizer-se que o meu cardápio é um pouco reduzido... Ainda assim, às vezes dá-me na gana e tento coisas novas, como pito no formo, que entretanto já ficou pronto. Escusado será dizer que ficou mais de uma hora "no quentinho", porque o filho da pu*ah do forno é do tempo do arroz de 15 e não dá uma para a caixa. E nem sequer tinha mencionado o facto que o pito consiste numa única perna inteira... Imaginem o tempo que demoraria se fosse um frango completo.
    Estava eu a tirar o bicho para o prato quando me lembrei: não tenho arroz nem batatas feitas!! E agora? Pois, agora é ir à dispensa buscar as batatas fritas de pacote com sabor a presunto, que é para isso que elas servem... Frango e porco, zoológico culinário.

    3. Das outras tarefas domesticas:
    ...que também não gosto de fazer. É certo que sou uma privilegiada, pois tenho empregadas para me limpar o apartamento. Mas é também certo que elas falam mais do que limpam. E já agora, ainda não me descongelaram o congelador...
    Quando é para se mexer o c* e se fazer algum coisa, estudante que se prese nem perde neurónios a pensar nisso. O lixo ainda está ali para ser levado e é bastante. Já falei em levar-mos à rua, contudo, surtiu o mesmo efeito que por um vaso vazio à chuva. Ou seja, nada. Aqui a Nightwish não se vai armar em Wonder Woman e pegar na carrada de sacos que estão na marquise e pôr lá em baixo. Ainda caio pelas escadas abaixo e depois o touro-rosa vem-me dar na cabeça porque fiz muito barulho a rebolar nas escadas com o lixo. Entretanto acabei de comer, mas não vai ser hoje que vou lavar a loiça.

    4. Do tempo, ou falta dele:
    Pois, não o tenho, de todo. Até tempo me falta para dormir. E já nem vou falar das pessoas... Cruzes credo e as coisinhas santas! Isso seria um quase suicídio intelectual.

    Conclusão:
    Já tenho a pança cheia, mas continuo irritada e com sono. Daí que vai ser como a canalha pequena: xixi e cama. Amanhã tenho que acordar cedo, ou tentar, para estudar para Penal II. Wish me luck... vou precisar. Gone.