domingo, 5 de abril de 2015

Happy eating chocolate and watching animation movies day ^^


Pode não ser dia de páscoa para todos, mas ninguém diz que não a chocolates e "bonequinhos". Pelo menos eu não digo que não... não é Bunny Tsukino?! Como tu me entendes moçoila! =D

Vou ali comer o meu ovo da páscoa e já venho ^^ Happy eating chocolate and watching animation movies day to you all ^^

sábado, 4 de abril de 2015

Quando crescer vou ser uma cosplayer ^^

Para quem já lê este meu cantinho há uns tempos, sabe que eu entrei nas andanças do cosplay há relativamente pouco tempo, mas que adorei. Adorei, pronto!! Fiquei rendida à possibilidade de, por um dia, ser alguém completamente diferente (ou apenas um pouquinho diferente) de mim =P Aliás, todo o “novo mundo” que veio aliado aos eventos da chamada cultura pop é fantástico, com temas e assuntos que gosto bastante, como seria de esperar de uma pequena nerd como eu ^^
Podem ver um pouco do assunto aqui e aqui.

Mas afinal, eu estou para aqui a falar… mas o que é o cosplay?
O termo deriva das palavras costume + play. O praticante deste hobby, o cosplayer, veste-se e representa uma personagem de anime, filmes, série, BD, animação, jogos, et cetera. A ideia é tentar ficar o mais parecido possível com a personagem escolhida, através da apresentação estética e de uma verdadeira representação – tentar reproduzir as suas poses e movimentos característicos, como um actor “em personagem”.



Alguns exemplos de cosplays individuais e de grupo (da esquerda para a direita, de cima para baixo):
Sesshoumaru, de InuYasha
Harry Potter
Himura Kenshin, de Rurouni Kenshin (Samurai X)
Várias personagens do universo Marvel
As diversas Navegantes das várias temporadas de Sailor Senshi (Navegantes da Lua)


Na elaboração dos fatos (acessórios incluídos) são utilizados os mais variados materiais. Alguns cosplayers fazem os seus próprios fatos de raiz, ou adaptam algumas peças pré-concebidas; outros preferem delegar esse trabalho a terceiros e concentrarem-se na representação propriamente dita da personagem eleita.

E para quem acha que isto é “coisa de miúdos”… pois que se desengane! Com origem nos EUA em convenções de ficção científica, rapidamente o cosplay se espalhou por todo o mundo, com um foco especial no Japão, e é praticado por todo o tipo de pessoas, independentemente de género, idade, cor ou nacionalidade.

Em Portugal existem alguns eventos e meets de cosplay (estes últimos muitas vezes organizados pelos próprios entusiastas destes hobby), onde há concursos, desfiles e sessões fotográficas ou apenas uma tarde bem passada com o pessoal. Ainda só fui a dois eventos e a nenhum meet, uma vez que sou nova nisto e porque vejo publicitados muitos eventos em Lisboa e menos nas outras zonas do país que, cada vez mais, começam também a despertar para tudo que envolve a chamada cultura pop.

 À esquerda, como Wednesday Friday Addams, de The Addams Family.
À direita, como Abby Sciuto, de NCIS.

Estes fatos foram relativamente fáceis de executar: para Wednesday apenas comprei o vestido numa loja de roupa; para Abby comprei uma extensão de cabelo nos chinos que cortei para servir de franja, uma vez que tudo o resto já eu tinha no guarda-fatos lá de casa (usei a minha própria roupa e sapatos ^^ ).


Adoro fazer cosplay. Sei que ainda sou uma novata, mas adoro, adoro, adoro!! É mesmo divertido sermos “outro alguém” e, sobretudo, “um alguém” que gostamos. Sinceramente, acho que o cosplay também passa um pouco por prestarmos um tributo aos personagens que gostamos, que nos dizem alguma coisa e que são, de alguma forma, importantes para nós. Porque passam-se horas a pesquisar na internet as roupas, as poses, os acessórios, os sorrisos e as carantonhas, ou então a encontrar uma forma de dar ao fato o nosso próprio twist original, para que fique o melhor possível, ou o melhor que nos seja possível. Podem dizer que é uma coisa “de crianças” ou de tolinhos, que é uma perda de tempo e dinheiro, mas é como tudo: se gostamos, que interessa isso?! Gostos são gostos, e como diz o ditado, são se discutem. Faz-nos sentir melhor, e isso é que interessa! Sabe bem ver que as outras pessoas, cosplayers ou não, gostaram do nosso fato/representação, reconhecem a nossa personagem e nos dão os parabéns, ou nos pedem uma foto. Isso significa que valorizam o nosso esforço. Faço sempre questão de dizer a um cosplayer que gostei do seu fato, porque em muitos casos estão ali horas de trabalho e dedicação, de agradecer quando o fazem comigo. E também aprendi a não julgar os fatos dos demais. Cada um faz o seu melhor, e se as coisas não correram assim tão bem da primeira vez, é tentar e melhorar cada vez mais!

E agora…

Tsaraaaa!! Esta é a foto dos dois novos fatos que estou a preparar, com a ajuda das capacidades de costureira da minha mãe, com as quais não fui agraciada. Sou uma nódoa até a cozer botões – a única coisa que sei fazer com agulha e linha (link). Desta vez, vou tentar fazer os fatos mais ou menos de raiz. São para um próximo evento, mas ainda não há datas confirmadas. Quando as houver, eu aviso-vos ^^

Será que conseguem adivinhar qual serão as personagens?! Mesmo que adivinhem, não vou revelar… porque será surpresa. Mas gostava de ver se, com apenas uma foto, conseguem lá chegar =P

Para finalizar, aqui fica um vídeo fantástico que resume o que é ser um cosplayer:





Para saberem mais sobre cosplay, ou apenas dar uma olhadela por curiosidade, aqui ficam algumas referências:
  • Associação Portuguesa de Cosplay: página de Facebook.
  • Cosplayer E-zine (revista digital sobre cosplay gratuita): site e página de Facebook.
  • OtakuPt (portal dedicado à cultura japonesa): site e página de Facebook.



* As fotos dos diversos cosplays e cosplayers presentes neste post, para além de mim mesma, foram retirados da internet para servirem como exemplo. E por favor, se eu escrevi alguma asneira... avisem-me!

quinta-feira, 2 de abril de 2015

I solemnly swear that i'm up to no good

Parece que hoje é o dia do livro infanto-juvenil, segundo a Rádio Comercial.

Foi precisamente no início da adolescência que comecei a ter gosto na leitura. Até hoje, coleccionei mais livros do que aqueles que consigo tenho paciência para contar, os quais nunca são suficientes: tenho uma necessidade quase animalesca de comprar mais e mais livros - é algo que me faz extremamente feliz. Quanto a lê-lo... isso já é mais complicado. O tempo livre para ler em lazer e deixar-me viajar por mundos novos ou velhos é muito pouco, e por vezes a paciência depois de um longo dia de trabalho é ainda menor. Mas há sempre um livrito mesmo ali ao lado pronto para ler lido.

De todos os livros que li, uns foram mais interessantes ou importantes do que outros, como seria de esperar. E tendo em conta o dia de hoje, vou falar-vos de um livro (ou saga) que foi muito importante para mim. É certo que foram "as luas e as praias" de Maria Teresa Maia Gonzalez que me fizeram adorar a leitura ociosa e descomprometida, mas foi a magia do pequeno Harry Potter de J.K. Rowling que me fez sonhar bem alto. 

Lembro-me que os país de uma colega da escola me ofereceram o livro da colecção num aniversário, fazia 10 ou 11 anos, já não sei muito bem. Comecei a lê-lo, mas "alguma coisa" simplesmente não batia certo. Ao ler a sinopse na contra-capa, tinha percebido que a história era uma coisa totalmente diferente, e presa àquele pequeno escrito, pousei o livro e não voltei a pegar-lhe durante algum tempo. Mas de alguma forma, as poucas páginas que lera ficaram gravadas na minha memória e, quando, no final do ano de 2001, fui ao cinema ver um filme sobre um rapazinho feiticeiro com uma cicatriz em forma de raio na testa, percebi o quão tola tinha sido em não insistir naquela leitura.* Mal cheguei a casa, naquela noite, fui a corre pegar na Pedra Filosofal. E o pequeno "rapaz que sobreviveu" ficou comigo para sempre.

Tenho e li os 6 primeiros livros da saga, que ia pedinchando (até ao cúmulo das lágrimas e berreiro, uma vez que o meus pais, nessa altura, não queriam gastar dinheiro com coisas como livros, e achavam que eu apenas estava a fazer uma birrinha típica de menina mimada que nem sabe bem o que quer). Mal chegavam às minhas mãos, lia-os com uma avidez tresloucada e sonhadora. Adorava e devorava cada página: era um mundo totalmente diferente, cheio de aventura e novidade, e de magia. Sempre me perguntei porque razão nunca tinha recebido a carta de Hogwarts.** Queria ver, com os meus próprios olhos, essa Londres desconhecida que se desvendava para mim a cada virar de página. Ri e chorei, e cresci conforme ia lendo mais um volume, ao mesmo tempo que os protagonistas. Ainda me falta ler o último livro, mas isso é uma história um pouco complicada e que deixo para outro dia. Mas quero voltar a ler a colecção inteira, um dia, de início ao fim.

Este é um resumo demasiado pequeno e singelo para algo que para mim foi muito importante. Entretanto, vou-me maravilhando com o mundo virtual que a J.K. Rowling criou para todos os fãs do seu Harry. O site Pottermore é fantástico! É necessário registo, mas vale a pena: podemos ir ao Ollivander's escolher uma varinha (ou deixar que uma varinha nos escolha a nós ^^ ) e ser seleccionado para integrar uma das quatro casas da escola: Gryffindor, Slytherin, Hufflepuff e Ravenclaw; podemos ter aulas de poções e de encantamentos, fazer quests e ir coleccionando diversos itens que nos vão dando pontos para ajudar a nossa casa a vencer a competição pela taça anual. Para quem nunca recebeu a carta, é um bom substituto. 

Para que saibam, fui seleccionada para Slytherin. O Moço, que é Gryffindor, achava que seria uma Ravenclaw por gostar de livros e de aprender. Na verdade, eu sempre soube que o meu lugar era na mesa verde esmeralda e prateada. Mas depois de ter lido a carta de boas-vindas (completa aqui, para quem quiser ler), não tive qualquer dúvida que só poderia ser uma Slytherin: eles jogam para vencer, tentar aperfeiçoar-se o mais possível, protegem-se uns aos outros, não se julgam mutuamente e são muitas vezes incompreendidos. E isso não tem nada a ver com ser-mos bons ou maus - isso é ser-se humano.

E é isto, que a conversa já vai longa. Se quiseram partilhar quais os livros infanto-juvenis que vos marcaram especialmente (não têm que os ter lido enquanto crianças e/ou adolescentes) e porquê, força!! Uma recomendação extra é sempre bem-vinda.

Mischief managed.



* Ainda tenho o poster do filme Harry Potter e a Pedra Filosofal (esta versão, mas em português) em casa, que me foi oferecido pelo senhor que explorava o cinema do burgo naquela época. Está tal e qual como veio, há quase 15 anos: enroladinho e cheio de pó, uma vez que nunca tive autorização para expor em lado algum da casa, porque podia estragar a parede...

** Na verdade, até há uma explicação. Aparentemente, os "amiguinhos" de Voldemort estraçalharam, muito convenientemente, os registos dos feiticeiros nascidos entre 1985 e 1998 de ascendência Muggle. Ainda estou à espera da minha carta, portant's =P

Nota: Por favor, não me façam spoilers do último livro, que eu ainda não li. Agradecida ^^