quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Com as tripas das sacas de compras de fora, ou como as pessoas podem ser (ainda) mais estúpidas, amén

Se o natal é quando o homem quiser, e eu nunca quero, não entendo por que razão "a coisa" se repete todos os anos...

Não é novidade nenhuma que eu tenho um certo e determinado sentimento pelo natal que está muito próximo do ódio. Nos últimos anos tenho cuspido o meu veneno por todo o lado, mais propriamente, por aqui e por acolá, sobre aquela que considero a pior e mais deprimente época do ano. Não tenho boas recordações e parece que há sempre um refluxo, carregadinho de urânio de tão radioactivo, a subir-me pela goela acima todos os anos quando vejo decorações natalícias nas montras das lojas, as luzinhas nas empenas dos edifícios, as músiquinhas horrorosas... e me lembro da via-sacra de compras que vou ter que percorrer outra vez.

Odeio. Fazer. Compras. Sobretudo as de natal. Primeiro: a pesquisa. Tento sempre encontrar prendas que sejam "a cara" das pessoas que as vão receber. Em determinados casos, acabo por "fazer" eu os presentes, uma coisa personalizada, às vezes um pouco trambolha, mas com carinho. (A intenção é que conta, não é verdade? =P ). Segundo: a demanda. Os itens que vimos online não estão disponíveis na loja que visitamos, as pessoas empurram e espezinham "a concorrência" que lhes tenta surripiar as prendas, metade do stock de chocolates da Nestlé e o bacalhau crescido em quantidade para alimentar um batalhão para a ceia onde vão estar apenas quatro pessoas, mesmo nas suas barbas. As lojas estão super quentes e com aquelas melodias dos infernos, que mais parece que, a qualquer momento, poderei ver labaredas a espreitar do expositor mais próximo.

No ano passado fui ao shopping aqui perto para comprar as prendas do Moço. Cheia de saquinhas (eram só três, e duas delas pequeninas, mas eu sou raçada de Leprechaun), ponho um pé fora do edifício... e sou presenteada com uma chuvada medonha. Meia-Moça-Meia-Leprechaun prevenida que sou, levei guarda-chuva... mas também sou trambolha. Por isso, tentei, o melhor que pude, resguardar as sacas mais pequenas, já que uma delas tinha um moinho de café e cereais para o Moço, virando-as para dentro e tentando que o guarda-chuva as protegesse. Muito obviamente, a única saca de papel, a maior, onde levava um robe para o Moço e também algumas coisas para mim, ficou virada para fora. Mas eu, Meia-Moça-Meia-Leprechaun prevenida que sou, mas também crente, achei que a saca sobrevivia a uma pequena viagem de 10 minutos, até porque o aparelhómetro era a prioridade.

Pouco depois de ter deixado o shopping, comecei a reparar que as poucas pessoas que se cruzavam comigo me fitavam com o ar, diga-se, meio parvo. Para ser sincera, já estou habituada que as pessoas fiquem meias tontas a olhar para mim, porque ver uma moça de roupa preta (muito fáshiôn, por acaso) é coisa para vir na capa do jornal diário. Daí que não dei muita importância à questão, apesar de começar a sentir umas comichõezinhas por mim acima.

Entretanto, passei por uma pessoa que estava a tirar o carro de uma garagem da rua que, também ela, ficou a olhar para mim feita idiota e, reparei eu, espreitou pela janela algures para a "zona da minha pessoa" onde também estavam os sacos. Instintivamente, olhei para baixo. A saca de papel que tinha no braço estava toda molhada na parte de baixo, por causa da chuva, e estava aberta já com o conteúdo, constituído pelo dito robe e as minhas cuecas do Mickey e do Batman, a esbordar-se todo para a calçada, quase num golpe de malabarismo circense.

E ninguém, das várias criaturas que passaram por mim na rua, foi capaz de me avisar que tinha a porra das tripas da saca de fora, prestes a esbardalhar-se pelo passeio. Incluindo, insisto, as minhas cuecas.


Claro que, se fosse para criticar a forma como me visto, o tamanho das minhas unhas (sim, isso já aconteceu...), ou a maneira como olho para o pardal que acabou de pousar no parapeito da casa mais próxima, era xinganço estilo Auto de Fé no momento, sem pensar duas vezes. Mas avisar uma pessoa que tem uma saca aberta com as cuecas quase a fazer um caminhinho como as pedrinhas do Hansel, isso já não. Vamos só ficar a olhar feitos atrasados mentais.

Será que já disse que odeio o natal? E pessoas? Também odeio pessoas. Tenho dito.



P.S.: Lembram-se da caça de dragões e da chuva que nos molha, tipo balde de água fria, e que esperamos que não seja para sempre? Pois é, podemos dizer que tive que enfrentar um verdadeiro Cauda de Chifre da Hungria... mas consegui subir a nota do meu exame escrito e passar à fase seguinte. Agora, estou à espera que marquem a minha oral para, finalmente, terminar o estágio da Ordem (admitindo que consigo ser aprovada à primeira *faz figas*). Obrigada a todos os que aturaram as minhas pancas e me deram força para ultrapassar mais este obstáculo, em especial, ao Moço, claro. Porque sim, não pode chover para sempre.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Walls

Eu cá não sou pessoa de me meter em politiquices, mas há muito mais do que isso envolvido na última eleição à presidência dos USA.

Bem cedinho, quando ouvi que o Senhor Trump seria o novo detentor de uns quantos códigos nucleares, pensei que tinha dormido demasiado e acordado no primeiro dia do mês de Abril de 2017, estilo Cinderella pobreta (a outra dormiu por cem anos, eu só me posso ficar por alguns meses). Mas afinal era verdade. Podemos dizer, sem grande alarido ou razão de ciência, que ganhou o descontentamento e a ignorância. Hillary não era a melhor candidata, mas era, sem dúvida, uma opção melhor que esse senhor que foi eleito chefe de estado da "terra da liberdade".

Sejamos sinceros: a América tem o presidente que escolheu. Reflectindo com um pouco de calma, a verdade é que a América tem um presidente à sua imagem e semelhança. O pai de Trump é filho de emigrantes alemães, a mãe é escocesa. Estudou num colégio militar e fez fortuna com a ajuda do pai e à custa do trabalho de gente humilde, na sua maioria, negros e hispânicos, a quem paga miseravelmente. A América foi edificada pelos emigrantes europeus, oriundos sobretudo do UK, e que dizimaram os índios que os ensinaram a trabalhar a terra para não passar fome. Depois, sem mão de obra ao dispor, os colonos brancos importaram uns quantos escravos negros para trabalhar, aquecer as camas e chicotear quando necessário.

A vitória de Trump não é apenas uma derrota de Hillary e os seus democratas. É uma derrota para o mundo inteiro, que poderá ficar comprometido, a qualquer momento, com apenas uma palavra daquele senhor. Talvez os Americanos que elegeram Trump (e que, segundo o próprio, pelo menos nos idos anos 80, são burros e acreditam em qualquer coisa), não tenham realmente a noção do que é ter um louco a governar o seu destino, cujo país pode ser descrito, poucas palavras, como sendo desprovido de História, cultura ou mitologia. A Europa, continente de "grandes snobs", ao contrário, teve duas guerras mundiais travadas no seu território, viu um vasto número de impérios erguer-se e tornar-se cinza, foi palco de bizarros espectáculos proporcionados por diversos lideres despóticos. A América, país com uns meros 240 anos, nas sábias palavras de Alejandro Jodorowsky, tem o Super Homem.

Hoje, no dia em que, há vinte e sete anos, muros foram derrubados, outros se levantam. E não são apenas muros físicos, que dividem geografias, são muros que existem dentro e por dentro da Humanidade. Muros cujos tijolos são a intolerância, o racismo, a xenofobia, a homofobia, a descriminação, o ódio, a ignorância. Posso estar enganada, e espero que, mais tarde, se perceba que sim, mas temo que a Liberdade tenha sido despedida.



ADENDA: Acabei agora de reparar numa coisa curiosa e relativamente desconcertante. Ontem foram 09 de Novembro. 9/11.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Eu e o Jared Leto usamos o mesmo creme anti-rugas


Certo dia, estava numa esplanada com alguns colegas do escritório. Eram todos mais velhos que eu. Eis senão quando, um indivíduo, aproximando-se da nossa mesa, e depois de cumprimentar um dos meus colegas, alvitrou que eu seria a filha dele. O meu colega desfez logo o engano, em resposta do que, o mesmo indivíduo, pedindo desculpa, declarou que pensava que eu tinha dezasseis anos.

Eu só tenho mais dez.

Ok, não vou negar que, daqui a uns anos, vai-me saber bem já estar nos trinta e tirarem-me uns anitos de cima dos ombros e das linhas finas do rosto. Noutras circunstâncias teria rido, mas esta situação foi simplesmente infeliz e desnecessária. É muito chato quando, mesmo que te "vistas bem" e uses saltos altos, ninguém te respeita no trabalho (não foi o caso, mas houve situações que não esteve muito longe) só porque tens bons genes anti-envelhecimento. Não vou fazer umas plástica à cara para parecer mais velha. E não vejo ninguém a queixar-se da fresca vitalidade do Jared Leto.

Resta-me o truque da cara à la Wednesday Addams. Se estiver de trombas, pelo menos, as pessoas pensam duas vezes antes de vomitarem a primeira alarvidade que lhes vier à moleirinha. Por incrível que pareça, ter ar de maldisposta funciona melhor que ser-se bem educada. Porquê, nunca entenderei.

Ainda assim, sempre me consola pensar de mim para comigo que, daqui a uma década, eu vou ter a fuça linda e viçosa, e as meninas pintadinhas e "muito adultas" vão ter a cara como a segunda circular. Nesses momentos, pode ser que um sorriso, também à la Wednesday, passe pela minha face.

A minha vida dava uma Ramona. Um dia destes, quem sabe.



# eueojaredletousamosomesmocremeantirugas # maseunaosouvegetarianacomoele
# bemseiquecomervegetaisfazbem # masquememtiraumbifinhodevacaeunscamaroezinhostirametudo
# tambemnãofumoerva # ejaagoraachristinariccitambemnaoestanadamalparaaidade
# seraqueelafumaerva # oufoidealgumacoisafumegantequebebeunasrodagensdafamiliaaddams

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Ramona

Há dias que parece que saíram da Ramona, ou qualquer outra produção do género. Não, não me estou a referir a um dos vários termos utilizados para designar as forças das autoridades. É algo bem mais tenebroso. Estou a falar de... novelas.

Quem, que tenha vivido nos idos anos 80 e 90, se esqueceu das produções da Globo e, pior!, das novelas mexicanas e argentinas e que, depois de "dubladas" no Brasil, iam para o ar na RTP1?! Ninguém, até porque a coisa traumatizou uma geração. Uma delas era a Ramona.

Já não me lembro do argumento desta novela em questão, mas quase posso adivinhar que tinha triângulos amorosos, troca de crianças na maternidade, uma ou outra calamidade natural, uns bandidos da pior espécie, troca de exames médicos, uma vilã pior que a Rainha da Branca de Neve, pelo menos um assassinato e um final estupidamente feliz, com os bons casados e cheios de bebés, e os maus presos ou falecidos. Portanto, tudo a que uma produção de ficção televisiva sul americana tem direito, em quantidades generosas e acima do permitido por lei. A única coisa que sei é que era essa a novela que estava a ser transmitida no dia dos atentados em Nova Iorque, e que a sua emissão foi interrompida para ser dada a notícia da tragédia em primeira mão.


Daí que Ramona é sinónimo, por várias razões, de histórias do arco da velha, mais ou menos trágicas. Ou apenas estupidamente absurdas. E eu cá cruzo-me com essas histórias muitas vezes no dia-a-dia, demasiadas vezes até. Não deve ser uma coisa saudável.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Perdita

Se há pessoas que têm nomes que se lhes assentam que nem uma luva, e cujo significado consegue resumir fabulasticamente a sua personalidade, eu cá não estou nesse grupo. Se assim fosse, chamar-me-ia, com toda a certeza, Perdita*.

Certo dia, na verdade, cerca de 48 horas depois de voltar a Portugal da fantástica viagem ao UK, Nightwisha Maria já estava a fazer das suas. O meu computador é um anãozinho de amostra, por isso, é fácil perder-lhe o rasto. Quando preparava, depois do jantar, toda a quinquilharia que teria de levar para o escritório no dia seguinte, recomeçou a saga da procura do pc, dos cabos, da pen da internet. Tudo foi efectivamente encontrado com alguma rapidez, excepto o computador. Revira casa para um lado, revira casa para o outro, enquanto tentava reconstituir o meu itinerário nas últimas horas. Heis senão quando, algo me passou pela cabeça. “Eh pah, eu ontem fui tirar cópias à loja de baixo e não me lembro de ter trazido o computador”.

Como uma bala, sem pensar em mais nada, mandei-me pela porta fora. Chegada à lojas das fotocópias, expus a situação. Os funcionários que me atenderam e o dono foram muito atenciosos e prestáveis, procuraram as instalações para ver se alguém tinha guardado um computador “perdido”, mas nada. Ainda fiquei a conversar um pouco com eles, como que a resignar-me para o pior. Eles prometeram ver se conseguiam saber alguma coisa, eu prometi que ia procurar melhor, até porque sou uma cabeça de alho chocho.

Voltei para casa e continuei a demanda, já totalmente desanimada. Poucos minutos depois levantei a carteira... e o estupor do computador estava debaixo dela, ali, no debaixo do meu nariz, o tempo todo. O único sítio onde não procurei. Carteira preta, computador anão enfiado na sua capa preta, só pode dar asneira e vergonha milenar. Voltei à loja para desfazer a confusão que criara uns minutos antes. Quando entrei, um dos funcionários que nem sequer entrara na primeira conversa, mal me viu, perguntou esperançoso: “Encontraste?!”. Socorro. Afinal, toda a gente que estava na loja ouvira a conversa e percebeu que eu era doida da pinha. Pedi desculpas pela confusão e, muito envergonhada, voltei para casa. Agora, com toda a certeza, todos os funcionários e o dono daquela loja me passaram a conhecer, daquele dia em diante, como a miúda chanfrada que perde coisas. Ou Perdita.



* Válido apenas caso fosse estrangeira, filha da Luciana Abreu ou uma cadela dálmata. Para mais informações consulte a lista de nomes próprios permitidos pelo Registo Civil, ou o seu farmacêutico.

sábado, 15 de outubro de 2016

London Calling

Tal como prometido no último post, está na altura de vos relatar como foram as nossas fantásticas férias em Inglaterra. O destino foi escolhido em cima da hora, tal como a marcação da minha última semana de férias. Mas com uma boa ginástica mental, alguma pesquisa e um par de amigos, a coisa saiu mais que bem =)


Se estão preparados para um post enooooorme e cheio de fotografias, é favor fazer scroll down.

Dia 1:
Acordámos às quatro da manhã para nos "aprontar", colocar os últimos itens de higiene pessoal na mala e preparar-nos mentalmente para uma viagem longa entre quase todo o tipo de transportes terrestres até terras de sua Majestade. Façamos um minuto de silêncio pelas horas que não dormi. Táxi, comboio, metro. Aeroporto envolto num nevoeiro do caraças, que até parecia que íamos ver D. Sebastião, a qualquer momento, a cavalo de um 747.

Por essa razão, alegadamente, o nosso voo foi atrasado quase quatro horas. Alegadamente porque, antes e depois de recebermos esta espectacular notícia, conjuntamente com um voucher de quatro euros e meio para comer enquanto esperávamos, outros aviões chegaram e partiram sem problemas. Nota mental para nunca mais viajar com a Easyjet. Sem esquecer que os aviões deles são claustrofóbicos e não nos deram nada para comer durante o voo (mesmo sem termos "contratado a comida", era o mínimo. O que vale é que, Tuga prevenido, leva pãezinhos de leite para enganar o estômago).

 A fazer tontices enquanto esperávamos pelo embarque.

Assim, em vez de chegarmos a Londres ao meio dia, estávamos a sair do aeroporto (de boleia, valha-nos uma alminha caridosa) às 16:20 horas. O nosso rumo era Tunbridge Wells, a Cascais de Inglaterra porque, supostamente, é a terra das Tias. Mais precisamente, a casa da C. e do seu Mais-Que-Tudo, que tão bem nos acolheram! Antes de anoitecer, ainda pudemos dar uma voltinha pela cidade, ver o Opera House (e comer qualquer coisinha =P), o jardim de Tunbridge Wells e a Dudley Street. Depois, foi tempo de um merecido descanso.

#quatrohorasdeatraso #4eurosemeio #rezandopelaindemnização #osotaquedelaéescocês #cascaisdeingraterra #dudleyroad #londoncalling #jánãotenhogases


Dia 2:
Apesar de não termos preparado quase nada para toda a viagem, os nossos anfitriões fizeram o favor de esquematizar quase toda a semana para nós, não estivessem eles já habituados a receber pessoas e dar a sua portuguese tour por todo o lado. Este foi o dia escolhido para vermos o centro de Londres e, pelo caminho, aprender como tudo funciona por aqueles lados, transportes incluídos.

Fomos ao coração da cidade. No centro de Londres, apesar da azafama e da correria de mil e uma vidas por minuto, está tudo muito bem organizado e preparado para receber os turistas. Na estrada, estão pintadas frases para as pessoas saberem para qual lado olhar, antes de atravessar e levar com um carro no lombo. Nas estações, há pessoas com coletes azuis cujo trabalho é, precisamente, auxiliar os turistas perdidos. Não há papéis no chão. Mas escadas rolantes do metro, as pessoas chegam-se para a direita para deixar passar os apressados e os corredores de maratonas a "voar" pela esquerda. As pessoas são super educadas, e são também verdadeiramente simpáticas, contrariamente ao que é apregoado por aí. E faz sol!!

Da esquerda para a direita: Abadia de WestminsterSupreme Court of Justice e
Victoria Memorialem frente do Palácio de Buckingham.

Tiramos fotos à sombra do Big Ben, do Supreme Court of Justice e das árvores do St. Thomas James. Estivemos em Westminster, Buckingham, Picadily e Trafalgar Square, e em tantos outros sítios, como a Loja dos M&M's, onde ainda me ofereceram algumas drageias "para provar". Depois fomos a um lugar super espectacular: Chinatown. Quase se pode encontrar essa zona de Londres pelo cheiro, pois o aroma às comidas cheias de especiarias está impregnado nas suas ruas, com os seus Torii lindos. É tudo colorido e festivo, também por causa do Moon Festival que estava a acontecer naquela altura. Exploramos o interior de um mercado tipicamente asiático, com todo o tipo de produtos alimentares orientais, e aproveitamos para trazer amendoins para os esquilos, caso voltássemos a um parque, e uma caixa de chá oolong, para provar (até porque somos bastante chalados =P ).


 Em cima, na loja dos M&M's; em baixo, em Chinatown.

Os ovos moles que levamos... esfumaram-se.

Depois de um jantar em que não nos deixaram cozinhar e de um banhinho (antes do qual tive de pedir que me baixassem o telefone do chuveiro, que aquilo não está preparado para pigmeus), fomos dormir a "sonhar" com o dia seguinte.

#m&m #chinatown #moonfestival #biscoitosdopanda #eunãoseiondefica #voupelocheiro #humpfturistas #icantbelieveitsnotbutter #nãomedãodecomer #mãeestouapassarfome #amamãnãodeixacozinhar #nãopossocomprarmaiscanecas #eunãochegoaochuveiro #telefonedochuveiro #sãobonsnãoeram


Dia 3:
Podemos dizer que este foi o único dia de toda a viagem que tínhamos planeado, pois foi o escolhido para empreender uma demanda esperada... há anos. Com os bilhetes comprados com antecedência, o fantástico Mundo de Harry Potter nos Estúdios da Warner Brothers esperava por nós.

Como a tour estava marcada para a tarde, aproveitámos para passar por King's Cross ainda durante a manhã, para tirarmos fotos na famosa Plataforma 9 e 3/4, assim como a loja oficial que aí se localiza. Tinha ficado a dica de irmos primeiro a uma das lojas (a de King's Cross ou a dos estúdios) para nos depararmos com os preços antes da tour pois, se o fizemos ao contrário, sentiríamos aquele ímpeto doido de comprar tudo e mais alguma coisa.

Da esquerda para a direita: a entrar pela Plataforma 9 e 3/4 em King's Cross; Estação
de St. Pancras, ao lado de  King's Cross.

Como toda a experiência Harry Potter é demasiado wow! para qualquer Potterhead resumir em meia-dúzia de frases, haverá um post que lhe será especialmente dedicado aqui no tasco. Mas, em modo de antevisão, posso dizer-vos de foi mais-que-fantástico. Eu parecia uma criança deslumbrada com tudo, a pedir ao Moço para fotografar todo e qualquer pormenor. Não queria, de todo, sair de lá e voltar ao triste e enfadonho mundo real. A própria loja era um mundo, mas... não tinha cachecóis. Por isso, saídos dos estúdios fomos a correr, novamente, a King's Cross, comprar os tão desejados itens, entre trocas e baldrocas de linhas de metro. Nesse dia, não houve um segundo de hesitação sobre qual carruagem tomar. Há coisas que nos movem.


Uma pequena amostra dos estúdios: em cima, os brasões da Escola de Hogwarts e das suas quatro casas e a
sala de poções; em baixo, o Sem Forma personificando o maior medo de Neville Longbottom
 ridicularizado, a ponte de Hogwarts e a Weasley's Wizard Wheezes na Diagon Alley.

De volta a casa, já bem depois das dez horas da noite, só conseguimos comer umas tostas mistas e enroscar-nos nos lençóis. Mas o coração estava cheio ^^

#oronconoharrypotter #meiaparaodobby #over9and3/4 #acabamoscomagarrafadefavaios #afinalhaviaoutra #limianoaosquilos #atéfiqueipaneleirodosolhos #desenrascate #trazqueijo


Dia 4:
Com mais um dia por nossa conta, decidimos tentar ver museus. Londres tem uma quantidade insana de museus para visitar e, a sua grande maioria, tem entrada grátis. Optamos por ir a dois, um de manhã e outro de tarde. O Moço escolheu o National History Museum por causa dos dinossauros, claro. Eu escolhi o British Museum, para fazer pesquisa sobre História.

Qualquer museu naquela cidade tem quilómetros de salas e salas para ver, distribuídas em, pelo menos, quatro andares cada um. É uma maratona. Não dá para se estar a ler todas as placas e explicações, porque arriscamo-nos a ver uma décima parte de qualquer museu. No National History Museum nem chegamos a ver a zona especificamente devotada aos dinossauros (um andar completo, se não estou em erro), porque o Moço quis que eu conseguisse fazer a minha querida pesquisa.



Entre um museu e outro, fomos comprar qualquer coisa num supermercado para comer. Croissants tipo francês, um sumo de pêssego concentrado e uns Kit Kats foram os grandes eleitos. O sumo era medonho. Era tão, mas tão doce, que era como sentir um pico de diabetes a escorregar pela goela. Mas com um desgosto nunca vem só, a secção de chás era uma treta. Eu a pensar que ia ao sítio certo para comprar uma penca de chás, mas era mentira. Nada que me chamasse a atenção ou que valesse o risco de comprar e odiar, com a agravante de não ser propriamente barato.

O nosso destino seguinte foi o British Museum, um verdadeiro predioception. Quem iria dizer que aquilo é um edifício dentro de outro? Mas é verdade! E, para não fugir à regra, era enorme. Estava sectorizado por civilizações. Vimos apenas o Egipto Antigo, a Grécia e Roma Clássicas e a Europa. Infelizmente não tivemos tempo para ver as civilizações Asiáticas, mas não dava mesmo para tudo. Tinha algumas coisas fantásticas e incrivelmente lindas, mas maioritariamente cacos. Eu queria ver armas, roupas, objectos do quotidianos mas com utilidades mirabolantes. Mas ainda assim não foi tempo perdido.



A cultura nunca é tempo perdido. E Londres tem e promove cultura por todos os poros. Em todo o lado no metro, há posters com os musicais em exibição, os filmes em cartaz e os últimos álbuns de músicos. Como disse, a entrada na maioria dos museus é gratuita. Os livros, mesmo novinhos em folha, são bem mais baratos do que aqui, e nem estou a considerar o facto dos salários serem muito mais altos lá. É certo que o custo de vida no UK é alto, mas a cultura é pensada para ser acessíveis a todos.

O jantar, desta vez providenciado por nós, foi acompanhado de histórias mirabolantes sobre mecânicos na tropa (uma delas metia um javali), quem seria capaz de levantar o martelo do Thor e do esclarecimento que o sumo de pêssego concentrado era, afinal, concentrado para fazer sumo de pêssego que dava para, sensivelmente, vinte copos.

#cacos #osdinaussaurosfugiram #perdidosnometro #massópor5minutos #porqueagorasomospros #ondeestáochá #oalmoçodecroissants #concentradodepêssego #istoédocecomoam*rda #istodáparavinte #daorelha #opumbavemaí #mecânicosnatropa #somanymuseumssolittletime #quempodelevantaromartelodothor #capitainreferences #fourthwall #nãotenhovida #dóimeospés #nãoestábommasaomenosnãotiveramdecozinhar


Dia 5:
Na perspectiva de um dia cheio, tanto de passeios como de comida, o pequeno almoço foi bem reduzido, pelo menos, da minha parte. A primeira paragem foi uma surpresa: o teatro onde se encontra em exibição a peça Harry Potter and the Cursed Child. Pelo que parece, os bilhetes estão esgotados até Dezembro... de 2017. De seguida, fomos a um local do qual qualquer nerd que se prese necessita de ser salvo: a Forbidden Planet. Vocês não estão a ver... dava vontade de trazer quase a loja toda! Os eleitos para voltar connosco para casa foram uma caneca de Star Wars e uma placa do Marauder's Map.


De seguida, porque o estômago já estava a dar horas, fomos almoçar. Os planos saíram um pouco diferentes do inicialmente programado, por isso, saltamos a comida e fomos directamente para a sobremesa. O nosso almoço foram as fantásticas e gigantescas panquecas do The Breakfast Club. Fomos ao do Canary Wharf, porque os outros dois têm uma fila de espera de quarenta e cinco minutos para sentar. As panquecas eram tão mas tãaaaaaaaaao boas! Mas a melhor parte do dia estava ainda por acontecer.

Depois da pança cheia, fomos de metro para Camden Town. A maioria das pessoas pensa que a experiência Camden acontece na sua avenida principal, mas não podiam estar mais errada. A magia acontece no Stables Market, os antigos estábulos restaurados onde, em cada cubículo que albergara um cavalo, existe uma loja. E há, literalmente, de tudo. Lojas com t-shirts e montes de merchandise, tendas de venda de bijutaria em prata, livrarias em segunda mão... you name it. Há ainda uma zona com lojinhas com diversos tipos de comidas de todo o mundo, a Cyberdog, uma loja toda futurista e luminosa estilo 5th Element (onde não deixam tirar fotografias) e as homenagens a Amy Winehouse. A cantora cresceu em Camden, da qual se tornou "grande embaixadora" e, uma vez que estivemos no local cerca de uma semana depois da data do seu aniversário, a estátua criada por Scott Eaton estava repleta de oferendas dos seus fãs. Foi também lá que compramos as prendinhas da praxe, quer para nós, quer para levar.


Camden é fantástica. Não são apenas as lojas e o cheio de mil e uma comidas. Lá, tudo é normal. Podemos ver uma menina toda bem vestidinha como uma princesa e, mesmo ao lado, um casal de punks nos seus cinquentas. É um local para toda a gente. Foi triste, mas tivemos que vir embora. Na volta, ouvimos atentamente histórias mirabolantes, umas delas sobre uma corrida e um ataque de asma.

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Dia 6:
Este foi um dia especial. Para além de ser o último de aventuras e descobertas, foi também o nosso aniversário. Seis anos juntos... passou assim tanto tempo Moço? =P Em modo de comemoração, eu vesti o meu super casaco novo, comprado em Camden no dia anterior, na Hearts & Roses (outra loja da perdição) e fomos almoçar ao Oriental Buffet. Meus amigos, aquilo é um templo à comida asiática. Tem de tudo um pouco: sushi, dumplings, noodles, tempuras, várias misturas de vegetais, algumas carnes, peixes e mariscos, pão de banana... eu sei lá! E depois, as sobremesas... que delírio. Esta secção era mais ocidental, mas acham que ia deixar lá ficar aquelas gomas todas tão lindas a olhar para mim?

Algumas das muitas iguarias ao Oriental Buffet que saltitaram do prato para a nossa barriguinha.

Não consegui comer o gelado, infelizmente, pois tanto o meu estômago de comida como o de sobremesas estavam a abarrotar. Afinal, era um buffet, e podíamos comer tudo o que quiséssemos. Saímos de lá, naturalmente, a rebolar. E ainda trouxe algumas gomas, que o dia ia ser longo e podia sentir um ratinho a roer =P

De tarde, o destino era Notting Hill. A primeira paragem foi no Holland Park. Prevenidos, como bons meninos, levamos amendoins. Descasquei alguns e chamei um esquilo. O pequeno veio, escarafunchou a minha mão com as suas patinhas, pegou na pequena iguaria que tinha para ele, cheirou... e pousou-a de volta, indo embora. Quer dizer, eu descasquei o amendoim para sua excelência, que os esquilos não querem cascas, baixei-me para não ter um chelique quando o pequenote me subisse pelas pernas acima, e mesmo assim armou-se em esquisito? Enfim, deves ter muitos amigos.


Kyoto Garden.

O parque era enorme, ao ponto de ter um lindo jardim japonês, o Kyoto Garden, com carpas que pareciam porcos de tão grandes e viçosos que eram, e pavões um pouco discretos, pois encontravam-se na altura de mudança de penas. O parque tinha ainda outros spots e vários edifícios onde tiramos fotografias bem engraçadas, não fosse a C. uma verdadeira maníaca da coisa. Conseguimos fazer uma verdadeira sessão fotográfica e nem sequer somos fáshión bloggers. Quais photoshop quais quê! =P Foi só preciso um pau caído de uma árvore para passar a ser uma jovem Bellatrix Black, com um casaco super chic e o seu típico cabelo louco, a abrir a Diagon Alley.



De seguida, fomos a Portobello Market, onde compramos mais livros usados e nos deslumbramos (as meninas) com anéis bem giros. E onde demos asas às más línguas, com piadas sobre armadas invencíveis (quem vê Águila Roja saberá =P ) e adamastores indomáveis. Antes de voltarmos para casa, ainda passamos pelo Japanese Matsuri que estava a acontecer em Trafalgar Square, onde tentamos passar por vloggers famosos, mas falhamos miseravelmente.


De cima para baixo, da esquerda para a direita: com o carro do jardineiro; em Portobello
Market; o autocarro para o Fim-do-Mundo; no Japanese Matsuri, a palhaçar.

Foi, precisamente, na viagem de regresso, por um acaso da nossa natureza doida, depois de uma corrida valente para apanharmos o comboio para Tunbridge Wells, que decidi registar todas as hastags que nos foram passando pela cabeça e que resumiam a nossa estadia em terras de sua Majestade. Uma forma de "finalmentes", de adeus e de sedimentar memórias.


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Dia 7:
O último dia foi o da nostalgia pela partida. Acordamos, preparamos tudo e fomos dar uma última volta por Tunbridge Wells. O dia amanheceu cinzento, como nós, e foi o único dia em que apanhamos chuva, mas apenas por uns dez/quinze minutos. Demos um pequeno passeio e compramos alguns livros em lojas de caridade, que vendem itens em segunda mão, mas em perfeito bom estado. E posso dizer que encontramos umas boas pechinchas =)

Depois de um almoço rápido, uma viagem de taxi que durou cerca de uma hora, o imposto adeus. Não vou mentir: não queria voltar. Mas o trabalho e as responsabilidades estavam à minha espera. Comemos as últimas gomas que sobreviveram à fuga do buffet asiático e embarcamos, desta vez, com a TAP. Meus amigos, se puder, não troco a nossa companhia por nenhuma outra (talvez pela Ryanair). A tripulação era super simpática, o avião não era nada claustrofóbico e fui tratada como uma pequena rainha. A meio da viagem, ofereceram um pãozinho com queijo e fiambre, e logo depois as assistentes de bordo andaram com um carrinho a perguntar o que queríamos beber, entre café, leite, vários sumos da Compal e sei lá mais o quê. Fazer uma viagem sem comidinha na pança? Isso pode ser para os outros, mas para um Tuga, nunca!

Da esquerda para a direita: a dizer adeus; a vista pela janela do avião, de volta ao burgo.

Já no Covil, nem tivemos tempo para choramingar. Foi comer e dormir, como as criancinhas, que o dia seguinte ia ser de labuta. Não me lembro, mas quase que alvitraria que sonhei que ainda estava em Londres. É uma cidade tão viva, tão diversificada, tão autêntica. Se pudesse, voltava para lá já amanhã.

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E agora, se visitar a Inglaterra está nos vossos planos, aqui ficam algumas Dicas por pessoas extremamente viajadas, tipo eu (que, com tanta coisa que fiz e vi, acho que vou criar um blog sobre "estas coisas". Not!):

1. Fiquem em casa de amigos. O alojamento deverá ser, à partida, a coisa mais cara de toda a viagem. Por isso, mesmo que tenham que compensar em gastos com transportes, ficará muito mais em conta. Para além disso, podem sempre comprar ingredientes para comer em casa e não ter fazer todas as refeições fora, e terão uma ajudinha a programar as visitas a todos os locais importantes e/ou interessantes. Para além disso, estarão com amigos e isso, só por si, é óptimo ^^

2. O metro será o vosso melhor amigo. Ou quase. À primeira vista, perceber como o metro funciona, com todas as linhas ali "ensalgalhadas" umas nas outras, parece complicado, mas depois de entenderem o esquema da coisa, é bastante fácil. Pequenas confusões, ainda assim, são possíveis =P Se estiverem hospedados mais para o centro, recomendo que tirem o Oyster para os vários dias que vão estar no país, estilo pack, e que vos dará livre-trânsito para viajar em qualquer linha de metro, as vezes que quiserem/necessitarem. Se vão ficar mais para a periferia, numa localidade que implique o uso do comboio, recomendo o Day Travel Card, que é diários e vos permitirá andar em todos os metros e comboios de toda a Londres. Se o tirarem para um grupo (que deverá sempre viajar junto nos comboios, no metro é irrelevante) e depois das 10h da manhã, ficará bem mais barato.

3. No metro, vão pela direita e tentem sempre ir para as carruagens das pontas. Como disse em cima, nas escadas rolantes, se não estão com pressa, encostem-se à direita para deixar os apressados ou atrasados ir pela esquerda. Os metros, na maioria das vezes, estão apinhados, sobretudo na área mais central da cidade e nas horas de ponta. As carruagens que costumas ir mais vazias são a última e a primeira.

4. Se não estão para cozinhar, e estão perto de casa, ide ao supermercado comprar coxas de frango. A sério, não é peta. Podem comprar uma sopa e uma coxa de frango por, no máximo, duas libras. Os supermercados também têm packs de almoço, que ficam relativamente em conta. Em alternativa, se virem uma Poundland por perto, podem comprar comida mais para o instantânea, mas que dá para o gasto de vez em quando.

5. Cuidado com os concentrados de pêssego. Mesmo. Leiam bem os rótulos de cima a baixo, ou então não, se forem muito destemidos =P

6. Não precisam de se enchouriçar de roupa. Se não forem no pico do verão (sim, isso acontece no UK =P ) ou do inverno, uma t-shirt e um bom casaco são suficientes. Os transportes e edifícios são quentes e, na rua, não se está assim tão desagradável. Claro que a época do ano conta mas, na "meia-estação", basta ir tirando ou vestindo o casaco conforme vão aquecendo ou arrefecendo.

7. Se não tiverem amigos com uma portuguese tour já pensada, programem a viagem com alguma antecedência. Porque vão mesmo precisar. Londres é vasta e tem uma oferta de cultura e locais a visitar abismal. É preciso um mês para ver a cidade toda, e acreditem que não estou a exagerar. Quiçá, um mês não é suficiente. Se tiverem pouco tempo para estar em Londres, então um esquema escrupuloso do que realmente querem ver é essencial.

E, acima de tudo, quer viagem para Londres ou outro destino qualquer, sejam felizes. Isso é, sem dúvida, o mais importante. Tragam memórias inesquecíveis, que vos queiram fazer voltar e explorar sempre novos locais e novas culturas.