quinta-feira, 28 de julho de 2016

Escapist ^^

Como sabem, escapei-me durante uma semana, para umas merecidas e muito ansiadas férias. Estes dias foram um portal mágico para mundo onde consegui, finalmente, descansar, conhecer lugares e pessoas novas, revisitar locais e pessoas já conhecidas, e experimentar novos sabores. Apesar de curtas, foram umas férias atribuladas, mas cheia de tudo de bom.

Vai ser um relato longo, mas recheado de fotografias de locais maravilhosos e muita História. Fiquem por aqui e deliciem-se ^^

Dia 1:
Acordamos cedo e cheios de expectativas, rumo a Coimbra. Mal chegamos, fomos pousar as malas ao hostel e começamos logo a explorar o centro histórico da cidade. Depois de um bom e apetrechado almoço, rumamos ao primeiro ponto de visita: Portugal dos Pequenitos.


Lá dentro, senti a criança em mim saltar cá para fora. Numa primeira zona do parque, existem vários edifícios construídos com elementos distintivos dos vários países de língua portuguesa, ex-colónias nacionais, e ainda das ilhas que compõem os arquipélagos da Madeira e dos Açores. Dentro desses edifícios, encontravam-se expostos diversos objectos típicos desses locais. Apenas "o Brasil" estava fechado ao público, mas de resto, podemos dizer que fizemos a viagem dos Da Vinci.

 Índia.

 Macau.


Numa segunda zona, os edifícios são constituídos por invariados elementos arquitectónicos identificativos de monumentos do nosso pais. Ainda, é possível visitar um Museu do Traje, onde imensas bonecas e bonecos foram vestidos com as roupas típicas das várias épocas da História Mundial. Finalmente, numa terceira zona, podemos saltitar entre casas em miniatura características de várias cidades do país.


 



Depois de umas boas horas de brincadeira, fomos a Sta. Clara-a-Nova, onde se encontra sepultada a Rainha Santa Isabel. A figura desta Rainha de Portugal, vinda de Aragão ainda criança para casar com el-Rei D. Dinis, sempre se mostrou interessante aos meus olhos, graças à aura de mistério e fantasia que o seu milagre das rosas encerra. No mosteiro, apesar de não nos ter sido permitido fotografar o coro baixo, onde se encontra o primeiro túmulo de pedra onde D. Isabel foi depositada, apenas a igreja (em cujo altar se encontra o túmulo de prata e cristal onde ora repousa a Rainha Santa) e os fabulosos claustros que, segundo a guia, é um dos maiores da Europa e o único de estilo barroco, onde não podiam faltar as rosas.


 

Dia 2:
Depois do merecido descanso, rumamos ao único lugar de Coimbra que não conseguimos visitar no dia anterior: os jardins da Quinta das Lágrimas. Diz-se que aí, D. Pedro, herdeiro do trono do Portugal, e D. Inês de Castro, dama galega, vinda para o Reino como aia de D. Constança, prometida àquele, se encontravam em segredo. Os pontos mais interessantes e ligados à história de amor e tragédia destes amantes são a janela de Pedro e Inês, a Fonte das Lágrimas e a Fonte dos Amores. Sem dúvida, um local calmo e inspirador.

 (Da esquerda para a direita) a Janela de Pedro e Inês, a Fonte das Lágrimas e a inscrição com
um dos cantos dos Lusíadas, junto à Fonte dos Amores.

 (Da esquerda para a direita) a Fonte dos Amores e um Moço
refastelado numa enorme raíz.

No caminho para os jardins, ainda fotografamos Sta. Clara-a-Velha, primeira morada póstuma de Isabel de Aragão, agora em ruínas provocados por sucessivas cheias.

Durante a tarde, rumamos ao nosso segundo destino: a cidade de Lisboa, onde fomos recebidos por uma anfitriã simpática e bem-disposta, e ainda quatro gatas bem engraçadas (e algo temperamentais =P ).

Dia 3:
No dia seguinte, o nosso destino foi, não Lisboa, mas a cidade de Sintra, à qual sempre quis voltar para que a pudesse explorar por minha conta. À chegada, fomos confundidos por turistas estrangeiros. Os nossos planos contemplavam as visitas à Quinta da Regaleira, o Palácio da Pena e o Palácio Nacional de Sintra, mas o pouco tempo disponível apenas deu para explorar o primeiro local, o que nos levou horas. Na verdade, a minha prioridade era, precisamente, (re)visitar a Regaleira (onde já estivera, meramente a seguir a professora que apenas viu o que quis, sem dar explicações a vivalma ou se dignou a explicar um único ícone). O espaço, que inspirou obras do grande Eça de Queiroz, é bem maior do que me lembrava e explorara anteriormente, é simplesmente maravilhoso, com todos os seus pequenos refúgios, fontes e simbologias, escrupulosamente espalhados pela propriedade. Tanto o palácio como os jardins, são uma verdadeira fonte de inspiração e de renovação de energias.





De volta ao mundo real, ainda tivemos algum tempinho para passar na Piriquita, e provar os doces típicos da cidade: as queijadas de Sintra e os Travesseiros. Estes últimos, eram simplesmente divinais.

Dia 4:
Mais uma vez, o nosso plano de visitas não foi cumprido, por falta e de tempo... e de termos preguiçado até tarde durante a manhã. Mas isso não interessa nada porque nós merecemos e porque foi o dia do meu aniversário. É verdade, estou a ficar assim para o cota, e não tarda nada, estou a receber uma gigantesca encomenda de cremes para as rugas. Vinte e seis já começa a ser um número pesado =P

Ainda assim, conseguimos ir a um local onde fui há 22 anos atrás: o estádio da Luz. Não posso negar que gosto de futebol e do Maior, e queria mesmo ver o novo estádio, construído no mesmo lugar do anterior. Demos uma volta guiada por parte do estádio, com direito a descer ao relvado, ver duas das águias do clube, a Glória e a Luz, uma vez que a Vitória estava na loja oficial, a tirar fotos com os visitantes (que as desejassem pagar), e os balneários. Depois, ainda fomos ao museu Cosme Damião, onde pudemos ver o palmarés do clube, assim como tributos às suas velhas e novas glórias.





Depois do estádio, e como sabíamos que não conseguiríamos visitar Belém como deveria ser, fomos ao Colombo dar visitinha à loja da Disney e à Primark porque, afinal, era dia de receber prendinhas. O Moço ofereceu-me duas canecas do Dumbo e um peluche do Mickey, para juntar aos bonecos da Mrs. Potts do Brasil e do Cogsworth (também conhecidos, por aqueles que virão e ouvira a versão de A Bela e o Monstro "dublada" em português do Brasil, por Madame Samovar e Horloge), que comprara em Coimbra. Já eu, agraciei-me com várias peças de pijama de Harry Potter, peças do Mickey e da Minnie e umas meias da Tokidoki. Recebi ainda um caderno linda da nossa anfitriã, que prometi utilizar para as minhas histórias ^^




Dia 5:
Este dia resumiu-se a descanso e mais viagens. Assim sem contar, ficamos com dois dias de férias extra, na casa de um casal de amigos, no Porto. Mas antes disso, ainda fomos comer Ramen num dos restaurante do Vasco da Gama, uma nova experiência gastronómica para mim. Decididamente, sou pessoa para gostar de comida asiática (excepto sushi).

Mas antes da partida e de muito abraços de despedida, fui ainda agraciada por uma última prenda do Moço: um conjunto de pauzinhos para comida asiática, ornamentado com gatinhos, da (óbvio!) Loja do Gato Preto.
 Ramen de galinha, acompanhado por chá verde e... Pauzinhos!! ^^

Dia 6:
Tal como programado, este dia foi dedicado ao Central Comics Fest 2016, e o facto de termos ficado pelo Porto ajudou-nos a ficar perto do local do evento deste ano (podem ver o artigo do CCF 2015 aqui).

Logo à entrada fomos recebidos pelos Estudantes de Hogwarts, que estavam a fazer a selecção das Casas. Não fiz o questionário deles, uma vez que já sei qual é a minha casa, e pedi para ser seleccionada para os Slytherin. Pride. Eles foram muito simpáticos e deixaram-me tirar um monte de fotografias e ainda me convidaram (como a todos os visitantes que fossem audazes o suficiente), para a Desgnomização, um jogo que consistia em dar três voltas sobre si e atirar os gnomos pela cabeça para dentro de uma cesta, lá ao fundo. Devo dizer que, segundo eles, me saí muito bem, ao conseguir atirar dois gnomos para a cesta! Não joguei Quidditch, mas ainda dei uma espreitadela aos treinos e a um dos jogos.


 
À tarde, assisti ao painel com o dobrador e actor Rogério Jaques, que interpretou, entre outros, o Queridoooooo Mascarado (Gonçalo/Chiba Mamoru) das Navegantes da Lua (Sailor Moon) e o Seiya de Os Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya). Posso dizer que, tal como a Cristina Cavalinhos, ele foi super simpático e humilde, mostrando-se muito próximo do público e dos fãs. Logo depois, assistimos ao concurso de cosplay que elegeu o representante de Portugal do Eurocosplay deste ano.

 

Dia 7:
Assim, de forma resumida, foi o dia de não fase, literalmente, nenhum e comer bem. Estava um calor que faria o Cornudo voltar para o Inferno, por este último estar mais fresco que "o andar intermédio". Ainda assim, ainda demos uma escapadinha ao Monte Crasto, em Gondomar, ver a gruta e o "Presunto Isidoro". A vista é fantástica.



E depois de uma semana cheia e maravilhosa... as férias terminaram. Foi uma semana incrível, para o verdadeiro e sentido "escapismo". Foi necessário, sem sombra de dúvidas, para encontrar um pouco do e harmonia perdidos. Para me perder e encontrar. Em que pude ser Escapista.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

It can't rain all the time

Às vezes, o universo arranja forma de falar connosco, mas nem a todos é concedido o dom de o ouvir.

Não posso dizer que, de certa forma, não estivesse à espera. O universo falou, eu fiz de conta que não estava a ouvir. Se bem que isso não adiantou coisa nenhuma. A caça dos dragões não correu assim lá muito bem. Chumbei no exame da ordem com 9.13 valores. Primeiro veio a raiva. Depois veio a tristeza e a desilusão. Primeiro vieram os nomes feios que atirei, sem peias, a meio mundo. Depois vieram as lágrimas de quem sente, ao fim de tantas batalhas e de regas do jogo invariadamente transmutadas à nossa revelia, a começar a perder as forças.

Mas a verdade é que chumbei e tenho que aceitar as minhas (minhas?) fraquezas. Chumbei num exame em que, "outrora", quase todos passavam. Mas as regras do jogo mudaram e ninguém me perguntou (ou ao resto dos cerca de 70% dos reprovados) se estava de acordo. Acima de tudo, acho que me sinto decepcionada. Comigo, claro. Mas não só. Agora, resta-me pedir a revisão da prova e esperar conseguir as quatro décimas que almejo. Se tudo correr mal, poderei repetir o exame mais uma vez. Parece pouco, mas o custo será mais alguns meses de longa e dolorosa espera, em que me parecerá que a vida, no geral, seguirá em frente, e eu ficarei para trás. Vai ser difícil, mas resistir terá que ser vencer.

Não vos vou pedir que me consolem. Ao invés, vou pedir que me presenteiem com uma história vossa. Poderá ser qualquer uma, tendencialmente, uma que termine em gargalhadas. O stock de risos d'O Covil tem estado em baixo nos últimos dias, e penso que tem que ser feita alguma coisa em relação a isso.

Por agora, vou conceder-me o privilégio e a ousadia de cumprir o prometido, e estar alguns dias livre de corpo e mente. Finalmente terei uns dias de férias, longe da correria, da monotonia e dos problemas. A vossa ilustre concierge vai estar ausente por uma semana, e vai voltar para vós um anos mais velha. Vou à Coimbra dos amores, vou ao estádio do maior, vou voltar a Sintra e vou à capital do norte ver um jogo de Quidditch. Vou conhecer pessoas novas e rever outras. Vou tentar viver despreocupadamente.


terça-feira, 12 de julho de 2016

Coisas inexplicáveis

Não sei se vos acontece o mesmo mas, depois de um dia extenuante e em que me arrasto até ao meu lindo colchão que por acaso não é ortopédico e me dá umas dores na coluna que devia dar direito a receber uma indemnização, o meu cérebro responde que não está para aturar as minhas manias de querer dormir. Naquele momento, vêm-me à memória as anotações na agenda para o dia seguinte, o telefonema que fiquei de fazer àquela amiga há dois meses atrás ou a resposta extremamente inspiradora que me falhou numa conversa à sombra da árvore do recreio da escola primária, entrelaçadas a questões existenciais que passam por saber se os pinguins têm joelhos ou se 94% do pessoal que escreve algum gatafunho nas redes sociais vai, alguma vez, aprender a fazê-lo em língua portuguesa, sem "kapas" e com uso de vírgulas incluídos.


Por isso, tem alturas que uma pessoa dá o braço a torcer e o resto do corpo também, enquanto espera que o João Pestana faça o seu o servicinho em condições, e se deixa inundar por pensamentos sobre coisas inexplicáveis, às quais a ciência mais avançada ainda não deu resposta, tais como:

  1. Por que razão o Moço deixa sempre as portas dos armários e as prateleiras abertas e as luzes ligadas por onde quer que passe.
  2. Por que razão o Kiko recebe bilhetes grátis para a Comic Con Portugal e eu não.*  **
  3. Por que razão eu tenho sempre óptimas ideias para posts quando não há um retalhinho de papel num raio de 4371 km e, quando tento assentar alguma coisinha a escrito... já se me varreu tudo da mona.
  4. Por que razão os paizinhos insistem em contabilizar a idade dos seus petizes em meses, mesmo quando eles pesam mais que um bezerro sobredesenvolvido, já falam, já correm, já sabem mexer em iphones, ipads e ai que não tenho paciência para os aturar, já tiraram a carta e já estão prestes a terminar o curso da faculdade. A minha idade? 311 meses e meio.
  5. Por que razão nunca sei onde pousei os 273 elásticos do cabelo que normalmente tenho no pulso. Ou as sabrinas que usei ontem. Ou aquela camisola que me lembro, vagamente, de ter arrumado no armário... ou de ter atirado para cima do meio kg de roupa que se encontra, mui sacralmente, depositado no sofá há três-quinze dias.
  6. Por que razão, em praticamente todos os filmes de extraterrestes, os argumentistas/realizadores teimam em recriar os "homenzinhos verdes" como sendo seres sedentos de estabelecer contacto com a Terra, maioritariamente das vezes para a conquistar, quando euzinha só quero distância da maioria dos terrestes. Acreditem, os extraterrestes têm mais que fazer que perder tempo connosco.
  7. Por que razão, consegui encontrar sandálias pretas, número 35, numa loja que nunca, mas nunca, tem nada que me agrade e pior!, que me sirva. Comprei. Dois pares.

Começo a achar que penso demais. xD


* Ok, até sei. Mais vale um Kiko que nada tem a ver com o mundo nerd, que uma Nightisha Maria le Geek desconhecida. Noblesse oblige (vulgo, publicisse oblige).
** Kikonettes deste mundo, percebam que não tenho nada contra o Kiko. Mas um bilhete grátis dava jeito.

terça-feira, 5 de julho de 2016

TAG - The Music

Hoje é dia de desafio. E como é sobre música, é mesmo daqueles que eu gosto! A C. d'O Meu Reino da Noite sabe disso e, por essa razão, me nomeou, o que eu muito lhe agradeço. Uma pessoa acaba por ouvir coisas que já nem se lembrar que andam por aí enterradas nos confins do Media Player... =P

As regras são muito simples:

List the first 10 songs that come on shuffle (no skipsies).
Then write your favorite lyric (or verse) from each song.
Tag/link others.

Lista as primeiras dez músicas que te saírem em modo aleatório (nada de saltar músicas!).
Depois, escreve a tua parte favorita da letra (ou verso) de cada uma.
Nomeia outras pessoas.

E as músicas que me "saíram na rifa" são... pom pom pooooomm!

1. Delain - Sleepwalkers Dreams
(Lucidity, 2006)


Close your eyes
For the night is falling 
Fear no dark 
For it's warm and safe 


2. The Cure - Friday I'm in Love
(Wish, 1992)

Monday you can fall apart
Tuesday, Wednesday break my heart



3. Kamelot - When the Lights Are Down
(The Black Halo, 2005)

Rules without exceptions last eternally
Every move you make creates your destiny


4. Sweeney Tood OST - The Worst Pies in London
(Sweeney Tood: The Demon Barber of Fleet Street OST, 2007)

What a course,
enterprise!
Poppin' pussies into pies!
Wouldn't do in my shop!
Just the thought of it's enough to make you sick!
And I'm telling you them pussycats is quick.


5. Nox Arcana - Darkest Hour
(Shadow of the Raven, 2007)

[instrumental, com letra falada]

Ye who read these words are still among the living, but I who write shall have long
since gone my way into the region of shadows.


6. Nightwish - The Gratest Show on Earth
(Endless Forms Most Beautiful, 2015)

Man, he took his time in the sun
Had a dream to understand
A single grain of sand
He gave birth to poetry
But one day'll cease to be


7. Apocalyptica - Nothing Else Matters
(Inquisition Symphony, 1998)

[instrumental]


8. Epica - Dance of Fate
(Consign to Oblivion, 2005)


Now I want the water to wash away all my sins
The wind to blow away my thoughts without meaning



9. Kiuas - Black Rose Withered
(The New Dark Age, 2008)


Black Rose – where is your heart of stone
maybe the winter for you was too cold


10. Avantasia - Shelter from the Rain
(The Scarecrow, 2008)

But I'm always there, I am the footprints to your right


E finalmente, as minhas nomeações para esta TAG. Agradeço a quem fizer este desafio, que deixe o link do  seu post nos comentários, para eu poder cuscar depois:

White Raven, do Thoughts of a Rare Bird
Lisboeta, do Devaneios Lisboetas
Cláudia S. Reis, do Marés