sexta-feira, 27 de maio de 2016

Dragon Hunters

Depois de algum tempo de ausência, e de ter sobrevivido ao pior exame escrito da minha vida... estou de volta. É quase caso para dizer que regressei dos mortos.

As últimas semanas antes do derradeiro momento de auto-flagelação, comummente conhecido como exame de agregação da ordem dos advogados, foram intensas. Por isso, afastei-me de praticamente tudo o que me pudesse distrair, inclusivamente da leitura. Tornei-me perita na grelha de programação da RTP2 no que concerne a desenhos animados*, que me faziam companhia enquanto desesperava no meio dos calhamaços e da papelada. Também andei insuportável.

A passada sexta-feira foi dia de enfrentar o dito "pelos cornos", rumo ao Porto, onde fiz o meu exame, juntamente com o Moço (que esteve durante horas, estoicamente, à minha espera) e um trolley cheio de códigos até abarrotar. A demanda avizinhava-se difícil. Primeiro, porque era o dia em que as provas do Rally de Portugal iam tomar lugar naquela cidade. Alegadamente, uma grande parte das ruas do centro do Porto estaria cortada ou congestionada e, se os senhores estagiários quisessem fazer o exame, teriam de se desenrascar.

Depois, acordar às 05:15 horas para fazer um exame que iria abarcar parte da manhã e da tarde, com a duração total de cinco horas e meia e incidiria sobre cinco temas/ramos do direito, é coisa para nos deixar mais que desvairados. Já no Porto, e pouco depois de sair do metro... esconchavei uma roda do trolley. Fui a pé até ao locar do exame, constatando, surpresa, que o trânsito circulava sem qualquer reparo. Afinal, apenas os Aliados e pouco mais estavam cortados, tinham colocado passagens para os peões e não havia estações de metro fechadas. Aí, o ânimo era geral: parecia que estávamos todos prestes a ir para o cadafalso. Não saímos melhor. O exame que se nos apresentou foi, sem qualquer dúvida, um dos mais longos e difíceis de sempre. Mas há que ter confiança. É nestes momentos que temos que pensar que nem tudo é justo. Custa, custa mesmo muito, mas se é para ser, que seja para vencer.

Aproveitei as horas que se seguiram, assim que me vi "uma mulher livre", a conceder-me o direito de não pensar mais no assunto. Comprei um livro num dos muitos alfarrabistas da zona. Fomos passear com um casal amigo para a Foz e acabamos por jantar com eles comida asiática. Nos dias que se seguiram, decidi tirar umas férias de mim mesma. Acho que, agora, estou finalmente pronta para voltar a ser eu. Falta-me, apenas, consegui repor as horas de sono perdidas ^^


* Dragon Hunters (Chasseurs de Dragons no original) é uma animação francesa que é transmitida pela RTP2, duarnte a tarde. Foi com bastante admiração que constatei que a música de abertura, com o mesmo nome, é dos ingleses The Cure. Por todas as razões possíveis e imaginárias é, sem dúvida, uma música adequada à ocasião.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Aceitam-se recomendações de bons restaurantes na Rússia

Sinto-me a resvalar para o desespero. Mais ou menos figurativamente. É a pressão do exame que se aproxima a passos largos, as responsabilidades no escritório (uma vez que desaparecer da face da Terra durante umas semanas não é opção, pois atirar para os ombros de outros as minhas responsabilidades é falta de respeito e de carácter e, disso, felizmente não sofro) e todos os típicos problemas e pressões pessoais das quais não me livram livro.

Essencialmente, preciso de férias. À noite, antes de dormir, ainda tento ler uns capítulos, mas nem sempre consigo. Vou-me distraindo, para não dar gripar o motor, como posso. Isso faz-me lembrar que da última vez que tive de férias, nas duas últimas semanas de Agosto (acreditem em mim quando vos digo que o natal não contou).

No início de Setembro, já de volta às andanças do escritório, recebi uma colega que costuma ter processos connosco. Enquanto fazia um pouco de sala (noblesse oblige...), e se faziam e respondiam às perguntas da praxe, essa colega confessou que, durante as férias judiciais tentou ir à Rússia, mas não conseguiu porque não havia vagas em lado nenhum. Por fim, acabou por passar uns dias numa casa de férias, no Norte. E, como mandam as convenções sociais, questionou-me onde tinha passado as minhas férias.



Instalou-se, por momentos, um silêncio estranho. Tenho a leve sensação que a colega achou que estava no gozo com ela... Mas nunca saberemos. Depois passou-se ao tópico seguinte, igualmente desinteressante, até chegar outro colega e me substituir nessa nobre arte de encher chouriços de forma erudita, a qual eu, claramente, não domino. Competir com a Rússia, com três dias de acampamento numa aldeia perdida no mapa, só para os fortes... ou para os doidos que não têm vergonha na cara.

sábado, 16 de abril de 2016

Sabes que a tua vida está no declínio quando...

1. Vais no autocarro e arregalas as orelhas quando ouves falar que houve confusão no cemitério. Pessoalmente, quero lá saber, mas pode ser uma boa oportunidade de arranjar novos clientes.
2. Vês a publicidade de um novo programa de culinária chamado "Massa Fresca" e achas que até escolheram um bom nome. É interessante e fica no ouvido. Depois dizem-te que, afinal, é o nome de uma novela.
3. Ouves rádio e passam uma música do Shaw Mendes, logo seguida de outra do Justin Bieber. Duas vezes, em dias diferentes. Pior que isso, só o facto de conseguires reconhecer as músicas.
4. De manhã bem cedinho, e ainda com os olhos semi-fechados como um gatinho recém-nascido, encontras duas meias que fazem par.
5. O ponto alto do teu dia é imaginares que estás a cuspir na cara da Umbridge. (Estou a reler a Ordem de Fénix pois claro ^^).
6. Não sabes o que é dormir uma noite seguida, sem acordares a meio da noite a pensar em reclamações de crédito, pensões de alimentos e medidas de coação. Não necessariamente por esta ordem.
7. Vais a uma loja comprar um baton... e sais de lá com cuecas do Winnie the Pooh.

Sabes que a tua vida está no declínio quando este é o resumo daquilo que se tem passado, com mais relevância, nos últimos dias. Nunca pior. As cuecas do Winnie the Pooh são bem "fitxes"... e a Umbridge estava mesmo a pedi-las!

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Random like me #3

Hoje vim falar-vos de moi je. Porquê? Porque me apetece e porque bato mal da pinha. De vez em quando, presenteio-vos com palermices aleatórias sobre euzinha e não posso negar como é engraçado ver que, afinal, não sou a única com uma valente pancada na mona. Façam o favor de se rirem com as tontices que aí vêm!

1. A hora do banho é sagrada.
Apesar de ter aprendido a nadar relativamente tarde, sempre adorei saltar para a banheira. É um momento de relaxe quase total, não fossem os 283 produtos de cabelo que tenho para usar, mas não uso porque sou preguiçosa, ali a levar com a água quentinha a ferver no lombo. Até tenho uma touquinha com lacinhos, para aquelas vezes em que não lavo o cabelo e vou experimentando géis de banho de com aromas diferentes. Não canto no chuveiro, para não assustar ninguém num raio de 640527 km.
Seria tudo perfeito... se tivesse um patinho de borracha para brincar =P

2. Quando ninguém está a ver... bebo leite directamente do pacote.
Eu sei que não devia, mas coiso. Às vezes só quero um golinho, especialmente no verão, quando está um calor absurdo e aquele golinho fresco, vindo directamente do frigorífico, pela goela abaixo, cai que nem gingas! Está certo, é assim um pouquinho para o nojento, mas quando o leite é só para mim, não há desculpas que colem!

3. Até poderia ter sido uma boa desenhadora... mas o grande sucesso nunca se deu.
Sempre gostei muito de desenhar e até nem me saía nada mal. Quando era miúda, andava sempre de lápis em punho a sarrabiscar qualquer coisa, um boneco, uma ideia para fazer a minha própria roupa (nunca aconteceu...), uma caligrafia diferente, este ou aquele objecto (pré-existentes ou inventados na minha cabeça) ou os símbolos das minhas bandas favoritas. Adorava desenhar olhos, com montes de pormenores, sem qualquer razão aparente. Só não era lá muito boa a desenhar pessoas com traços realistas.
Deixei de desenhar há muitos anos. Era apenas um hobby, tinha que dar prioridade a outras coisas e, a longínqua ideia de fazer disso a minha carreira, estaria sempre posta de lado caso manifestasse esse interesse. Não por mim, mas adiante.
Mas, graças a algumas peripécias engraçadas (muitas das quais relato aqui no "tasco"), surgiu-me a ideia peregrina de transformar essas situações em desenho, estilo cartoon. Vamos lá ver o que sai daqui! (Se não der em apocalipse em forma de riscos, depois mostro-vos qualquer coisinha ^^).

4. Adoro cadernos.
Tenho imensos! De diversos tamanhos e feitios, lisos e pautados, simples e super elegantes. Tenho sempre um por perto, na carteira, para ir apontando coisas. Mas acabo por não usar a maioria, tanto quanto mais bonitos forem, porque parece que se o fizer, é quase como os estar a sarrabiscar e sujar. Uma tontice, eu sei =P

5. Não tenho tatuagens nem piercings.
Não que não queira, mas não tenho. Fiquei fascinada quando percebi que era possível ter verdadeiras obras de arte impressas na pele e, nesse momento, quis ter uma tatuagens. Depois, várias. Mas a verdade é que nunca fiz nenhuma, primeiro, porque a ideia de ter alguma coisa, tendencialmente para sempre, no meu corpo, mesmo uma obra de arte, é um pouco assustadora. E se deixar de gostar? E se ficar meia "esborratada" e tiver que estar sempre a retocar? Depois, porque ainda existe esse estúpido estigma relativamente às pessoas que têm tatuagens. Sim, já sei, ninguém tem nada a ver com isso... mas a verdade é que ainda temos mentalidades muito tacanhas. O mesmo relativamente aos piercings, dos quais nem sou grande fã. Ainda assim, estou a ponderar usar daqueles falsos, para ver como fica e usar conforme a minha disposição.

E é esta a lista de hoje. A cada dia, sabem mais coisas super interessantes sobre a minha pessoa. Criatura fascinante, hão-de vocês pensar. Qualquer dia, aparecem por aqui uns "homenzinhos de branco" para me estudar, de tão fixolas que sou... ou para me levar para o manicómio! =P

sábado, 2 de abril de 2016

Erudices à hora do chá #3

Não sei se também têm esse problema, mas aqui n'O Covil, as coisas escondem-se. Ou a Entidade diverte-se a pregar umas partidas valentes todos os dias de vez em quando. Parece inacreditável, num momento sei onde está uma coisa, no outro já está no infinito e mais além. O facto de eu ser super despistada não tem qualquer relevância para o assunto.

Tem dias em que ocorrem umas peripécias bem caricatas. E se pensam que sou a única a não saber das coisas... enganam-se! O Moço também é perito em andar às voltinhas pelo Covil, à procura... sei lá, de uma garrafa de Pepsi acabadinha de pousar num canto qualquer.

Moço: Sabes onde acabei de pôr a garrafa de Pepsi vazia?
*Nightwisha Maria olha em volta e vê a dita dentro da carteira, que estava pousada, aberta, na cadeira.*
Nightwisha Maria: Isso significa que estás a dizer, indirectamente, que a minha carteira só tem lixo?
Moço: Se tu o dizes...


Pois. Para os moços, as carteiras das raparigas estão sempre cheias de tralha inútil. Não temos culpa de precisar de muitas coisas (carteira, porta-moedas, chaves disto e daquilo, telemóvel, porta-cartões, uma ou duas canetas, bloco de notas, pacote de lenços, produtos de higiene íntima, um baton do cieiro, um baton de cor para o que der e vier, qualquer coisa para comer a meio da manhã e da tarde...) e de termos bolsos pequeninos nas calças ou casacos e vestidos sem bolsos. Posso dizer que não sou daquelas raparigas que tem uma carteira do tamanho de uma mala de viagens e com a casa toda lá metida (e depois se queixa que a carteira está pesada e está mal das costas), até tenho lá pouca coisa. Mas da próxima vez que me pedires um lenço de papel, podes acreditar que vais ouvir um "Ah! Afinal a minha carteira cheia de lixo até serve para alguma coisa!!" =P

terça-feira, 29 de março de 2016

Epicamente


Quem me conhece há algum tempo sabe do meu gosto desmesurado pela leitura. Adoro ler, mas também não é nenhuma mentira nenhuma que também gosto de escrever - afinal, tenho um blog onde espalho, aqui e ali, um episódio diário, uma trenguice qualquer, ou um pensamento mais ou menos sério - e posso dizer que conheço relativamente bem o mercado livreiro e editorial (e do qual já falei do assunto aqui).

Há uns dias, enquanto estava a estudar, tinha a tv ligada e estava a ser transmitida uma novela que está agora a ser repetida. Apanhei, "no barulho das luzes", a seguinte cena:
- Indivíduo 1: Se calar, devia fazer como "Não Sei das Quantas" e despedir-me. Assim tinha mais tempo para escrever.
- Indivíduo 2: E depois como arranjavas dinheiro para pagar à editora para publicar os teus livros?

Assinar com uma editora é algo comparável que fazer um pacto com Belzebu. O autor cria a obra e cede o direito de edição e publicação, a troco de um género de royalties sempre que um exemplar, físico ou digital, depende dos pactos, vulgo, contratos, seja vendido. É certo que a editora "toma para si" os custos e riscos de publicação, mas também é certo que só investem naquilo que sabem que lhes vai dar lucro. Se acham que as editoras existem apenas para prosseguir o nobre interesse cultural, esqueçam. Como empresas que são, acima do intuito cultural, está o económico. Ainda assim, com as editoras sabemos com o que contar. Se é para fazer um pacto, que seja com o Boss dos sete círculos do inferno e não com um diabrete saltitão que por ali anda - diabretes mais conhecidos como plataformas/editoras de auto-publicação, vulgo, impressoras com um nome chique, das quais a mais conhecida é, provavelmente, a Chiado. Nunca procurei saber como essas empresas funcionam, pois não tenho grande referência de uma editora que, essencialmente, cobra aos autores para os publicar, independentemente da qualidade (da obra, e dos seus serviços de edição, paginação, et cetera...).


E eis senão quando... descobri que a Saída de Emergência decidiu que o seu nome não estava suficientemente na lama e criou a Editora Épica. Fui ao site deles e li todas as informações que aí disponibilizam e ainda o "Manual de Publicação para Escritores" (que, contrariamente ao que fazem crer, pode ser descarregado sem que seja preenchido o formulário disponibilizado, que só está ali para enganar o pessoal e fazer com que as vossas informações façam parte de uma base de dados de possíveis clientes deles, vulgo, autores editados por eles).

É simplesmente revoltante. No essencial, a Editora Épica oferece os seus serviços em forma de packs, que consistem na criação de exemplares físicos e/ou digitais, dependendo dos pack(tos), até 250 páginas (mais do que isso... só com orçamento), e ainda alguns serviços de markting (no caso das opções mais caras), sempre a preços exorbitantes. Os serviços de edição e revisão de texto sobejamente apregoados são... opcionais e passíveis de orçamento, ou seja, não se encontram incluídos nos referidos preços exorbitantes. Capas personalizadas - era para rir ou também se paga à parte?!

Apesar dos serviços de impressora (que é isso que realmente são), nem todas as obras são publicadas, só aquelas que passarem no crivo da empresa. Em caso positivo, por cada exemplar vendido, a editora/super impressora oferece aos autores 15% do preço de capa. Mas isso é antes ou depois de o autor pagar para ser publicado? Por essa margem, vou ali às 294 reprografias à volta da universidade, aproveito e faço uns cartões também, ou publico em formato digital, ainda que a preços substancialmente mais baixos, e saí-me mais barato.

Mas calma lá! "Se o seu livro autopublicado na Editora Épica vender mais de 1.000 exemplares nas livrarias, está de parabéns, é sinal que encontrou o seu público. Como tal, vai receber uma prenda imediata: o seu manuscrito beneficiará de uma revisão e edição de texto profissional (sem qualquer custo para si), e será relançado pela casa mãe, a editora Saída de Emergência, com nova capa e ao lado de alguns dos maiores bestsellers do mundo." (sublinhado nosso). Depois do autor e a sua obra serem conhecidos, para o que esta empresa pouco ou nada contribuiu, já estão muito interessados em assinar um pacto, vulgo, contrato, muito profissional, onde vão tirar, duplamente, partido do esforço alheio.

E só uma nota jurídica, que disso, eu realmente sei qualquer coisinha: a editora não oferece direitos nenhuns. Oferece parte do preço recebido pela venda de um exemplar, tipo royalties. Mais, nenhuma editora fica/é proprietário de todos os direitos do autor sobre a obra nem, caso o autor queira editar com outra empresa, tem que comprar os seus direitos de novo. O contrato em causa trata apenas de direitos de edição e publicação. São direitos meramente patrimoniais, visto que os pessoais nunca deixam a esfera do autor, mesmo depois da sua morte e da queda da obra no domínio público. E os contratos têm prazo. Podem ser renovados ou simplesmente terminar, caso em que o autor poderá, livremente, editar com outra empresa. Vale tudo, portanto.

Para quem não quer esperar... é um mau negócio, no mínimo. Aliciar possíveis clientes deles, vulgo, autores editados, com as 12 editoras que recusaram a publicação de Harry Potter de J.K Rowling, ou com as "auto-publicações" de autores de um século em que as fotografias a cores eram ficção científica (os outros estão apenas a preto e branco para não se notar a diferença de épocas), é moralmente reprovável, para não dizer mais. A vontade desmesurada de se ser editado não me é desconhecida, mas a aceito a qualquer custo. É verdade que há muito talento por aí desperdiçado, e a auto-publicação não é uma alternativa da qual não sou contra, mas isso não justifica consentir em ser-se deslumbrado e enganado. Os "Sims" e os "Nãos" existem como tudo na vida. Não desistam e trabalhem para melhorar todos os dias. Valorizem-se, a vocês e às vossas obras.

quinta-feira, 24 de março de 2016

O melhor da televisão são os anúncios =P


Há uns valentes anos vi, numa daquelas publicidades de redes de telemóvel para os mais jovens, ainda impresso em papel (uma coisa do passado, "portantos" =P), qualquer coisa como: "Admite: o melhor da televisão são os anúncios". Parece um contras-senso, mas tem a sua ciência.

Quando a minha última colega de casa deixou o apartamento onde estávamos (o da velha), o serviço de cabo + net + telefone foi-se, para nunca mais voltar. Mesmo o pacote mais em conta era caro só para mim e, na verdade, eu via muito pouca televisão. Passava, como ainda passo, o dia praticamente todo fora e, quando volto à noite, é comer e dormir. Era entre esta duas actividades básicas que via, uma boa meia hora de tv por dia, fora os fins-de-semana que passava por cá. Ainda assim, via e vejo a maioria dos filmes ou séries no pc. Tenho acesso à internet da falecida Fon Zon, porque os meus pais são clientes e não uso o telefone fixo.

Ainda assim, sentia uma certa falta do barulhinho de fundo, que me acompanhava enquanto estudava, ou passava algum tempo no pc. Mas as rádios em streaming e os álbuns instrumentais vieram, de certa forma, preencher esse pequeno vazio. E então ofereceram-me todas as "maquinetas" para ver TDT n'O Covil. Primeira mudança: voltei a ver as notícias. Ao fim-de-semana, vejo desenhos animados. Mas tirando isso, a tv mantém-se desligada ou com o som quase inaudível, graças às novelas, festarolas das terrinhas (que vão acabar na SIC!!!!!) e quintas desta vida, cujas alternativas passam por ver... ópera, que é francamente melhor que as demais alternativas.

Não se pode negar que a tv é uma companhia que faz toda a diferença. A casa já não está sempre silenciosa. Mas tenho que admitir: o melhor da televisão são os anúncios. E este foi o momento parvo do dia... antes de voltar para os calhamaços =P