segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Para(a)normal =P


O Covil deve ser um ponto de confluência de actividade paranormal. Assim como Sunnydale estava mesmo em cima da Boca do Inferno (referência que só os fortes entenderão... ou os que viram Buffy, the Vampire Slayer), começo a pensar que também tenho o meu rabote sentado, salvo seja, mesmo em cheio num qualquer portal que esbardalha por aí fora energias estranhas, que levam pessoas a fazer coisas estranhas. Claro que também podemos estar todos tolinhos por estes lados, mas vamos acreditar que a primeira opção é que é válida, valha-nos a sanidade mental.

Quando alguma coisa estranha acontece, culpa-se a Entidade e não se fala mais nisso. Por exemplo, quando um tupperware aparece na última prateleira do armário da cozinha, onde ninguém consegue chegar, a não ser o Chewbacca. E as coisas que passam a vida a cair-me das mãos?! Parece que está ali mesmo uma assombração qualquer amandar-me os talheres/ os bollycaos/ o pão/ o telemóvel/ as canetas/ a minha paciência ao chão para me ver lançar faíscas pelas lunetas e fumarada pelas orelhas. É como um jogo de Cluedo, ao fim de umas voltas, vê-se logo quem é o culpado (ou a culpada...).

Mas as costas da Entidade, que devem ser bem largas por sinal, também não podem levar com tudo. As energias extraviadas também afectam as pessoas. Se há coisas que me deixam louca da pinha, são armários abertos e gavetas por fechar. O meu Moço é perito em ambas. De bónus, dá-me o prazer (not) de andar atrás dele, pela casa, a desligar as luzes que ele deixa ligadas. 

Estão a ver a minha sina, não estão? Se podia ter uma vida normal e tranquila? Poder podia... mas não era a mesma coisa. Pois. Só não me sai na rifa um Kokuri-san que me deixe a casa a brilhar de tão limpa e me cozinhe três refeições por dia com cinquenta ingredientes cada.




As imagens são de um anime que vi há pouco tempo e que se chama Gugure! Kokuri-san. É uma história light, mas com muita comédia (e um pouco de drama à mistura, claro). Óptimo para relaxar um pouco e dar muitas gargalhadas. E, ocasionalmente, parar para pensar também. Se quiserem saber mais e dar uma espreitadela ao primeiro episódio (ou aos doze que compõem este anime), fica aqui o link ^^

sábado, 30 de janeiro de 2016

Not enough shelves ^^

Hoje fiz a minha primeira compra de livros do ano. Sim, venho outra vez falar disso... É uma patologia, não há cá dúvidas =P Como sabem, costumo ir à feirinha de antiguidades de Braga sempre que estou por cá. Aproveitámos o passeio matinal e fomos até ao centro para farejar novas aquisições. Ao início estava com poucas expectativas, mas finalmente chegámos à enorme banca com livrinhos a um euro. Eu trouxe três para mim (uma edição de capa rija de A Escrava Isaura de Bernardo Guimarães, A Máquina do Tempo de H.G. Wells e A 25.ª Hora de C. Virgil Gheorghiu) e o Moço trouxe dois para ele (uma gramática de inglês e ainda Parque Jurássico de Michael Crichton).

E isso levou-me a pensar que, graças a estas feirinhas de usados, comprei imensos livros e aumentei consideravelmente a minha biblioteca, especialmente no ano passado. Comprei também alguns novos, directamente nas livrarias, mas foram casos de promoções que valiam mesmo a pena. A estante que tenho neste momento já nem chega para os livros que tenho... parecia tão espaçosa e vazia. E agora está apinhada ^^ Pus-me a fazer contas ao espaço... e à carteira. 2015 foi o ano em que comprei mais livros e gastei mais dinheiro com esta paixão. Aqui fica a lista:

Acho que não me esqueci de nenhum. Estes foram apenas aqueles que comprei para mim. Faltam alguns que comprei para o Moço, que não vão entrar nas contas, apesar de também querer ler alguns desses =P Também não então aqui os que me foram oferecidos (cerca de doze), mesmo aqueles que comprei para serem prendas da minha mãe para mim e dos quais fui posteriormente ressarcida. *Nightwisha Maria faz as contas* Bem...

No total, gastei € 123,17 em 32 livros para mim. Isso dá uma média de € 3.85 por livro. Sem dúvida, um óptimo negócio. Os livros mais caros foram, sem dúvida, aqueles que foram comprados nas livrarias. Ainda assim, adquiri alguns novinhos em folha naquelas bancas/feiras que "despacham" o material que não teve muita saída (ou mesmo nos grandes livreiros, como foi o caso dos do Christopher Moore). Não deixa de ser uma quantia "jeitosa", mas a verdade é que este valor daria apenas para uns seis ou sete livros numa livraria convencional, considerando os preços médios praticados da venda ao público. Para além de que alguns dos livros/edições que adquiri em revenda de usados/alfarrabistas já nem se encontram à venda ou são mesmo muito difíceis de encontrar.

Contas feitas, sinto-me feliz. Agora tenho é de comprar uma estante nova =P

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Books Addiction

Esta é uma história para quem gosta de livros.


Há uns tempos atrás, numa das feiras de usados aqui em Braga, passei por uma banca que vende livros. Vi uma obra que me interessava, comprei e demorei-me uns minutinhos a falar com os moços da banca. Mais tarde voltei a contactá-los e consegui, ao fins de uns meses, comprar um livro pelo qual ansiei durante anos. Mas deixemo-nos de sinopses e passemos à história propriamente dita, que tem, como poderão ver, um final feliz.

A Books Addiction é, para além de livraria/alfarrabista, uma comunidade, algo que faz todo o sentido para os leitores, tanto mais quanto mais bookaholics forem. Tal como eu =P A verdade, é que a Books Addiction não está lá apenas para o negócio de compra e venda de livros usados, mas também para espalhar o gosto pela leitura, esse vício que nos mantém acordados noite foram, mesmo sabendo que, no dia seguinte (ou apenas dali a umas horas), temos que ir para as aulas/ para o trabalho/ para uma consulta no dentista. Achei que este é um projecto muito interessante e gostei bastante do trabalho deles: de uma forma muito próxima, de leitor para leitor. Encontrar alguém no ramo que partilhe o nosso gosto por livros é sempre uma mais valia. Cada vez é mais difícil ir a uma livraria/alfarrabista e conseguir uma opinião ou uma sugestão que não seja o típico "é bom, vende bem, leve!". Para além disso, eles são super simpáticos e profissionais, e tentam ter sempre livros em bom estado e a um preço acessível, uma vez que são livros usados, mas maioritariamente como novos.

Outra vantagem que a Books Addiction dá é podermos "encomendar" livros. Isto é, podemos contactá-los e dizer que andamos à procura deste ou daquele livro em especial. Eles guardam o nosso pedido, fazem uma lista e sempre que conseguem um exemplar da(s) obra(s) em questão, guardam e contactam-nos. Já fiz isso, como disse acima, e isso foi mote para dois dedos de conversa (ou a mão toda). Já agora acabei de me lembrar... tenho uma lista para lhes mandar =P

Poderão encontrar a Books Addiction numa banca em feiras de usados aqui por Braga e no Porto e demorem-se a ver os livros (vale mesmo a pena!). Ou então, podem contactá-los directamente através do e-mail e página de Facebook, e visitar o site deles (que irão remodelar em breve). Deixo todos estes links e contactos mais abaixo.

Finalmente, só me resta desejar-vos boas ^^


e-mail: booksaddiction@sapo.pt
Web: http://booksaddiction.tictail.com
Facebook: www.facebook.com/livrariabooksaddiction

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

D. Sebastião não gostava de sopa

Existe uma lenda, que vai passando de geração em geração, através da tradição oral, sobre el-Rei D. Sebastião. Não, não é aquela treta do nevoeiro. Vamos ser sinceros: quem é que se ia lembrar de uma coisa dessas sem pés nem cabeça? A história, que estou prestes a contar-vos, essa sim, tem fundo de verdade, e vai para além de qualquer contestação.

Ora, certo dia, o pequeno el-Rei D. Sebastião foi obrigado a comer sopa. Afinal, ainda era um pirralho birrento e, como tantos outros, bateu o pé, dizendo que não queria comer.

*Reprodução histórica extremamente fiel*
- Eu sou o Rei! - dizia, indignado. Muito obviamente, não lhe adiantou de nada.
- Se ainda considerasses a possibilidade de casar... - respondia-lhe o seu tio, o Cardeal D. Henrique. - Andas só com ideias de guerras e fazer espetada de Mouro. Queres deitar tudo a perder e deixar o trono ao babão do teu primo Filipe?!
Era verdade, Filipe babava-se imenso. Sobretudo, quando se lhe falava do Reino de Portugal. E também usava óculos. Na verdade, era um moço muito esquisito...
- Cala-te aí ó pilantra velho! A minha avó, D. Catarina, disse-me que, em breve, farei 14 anos e serei adulto. Não poderás mandar mais em mim, nem me obrigar a comer sopa.

E, de facto, assim sucedeu. D. Sebastião foi declarado maior, com 14 anos. Sendo fervoroso adolescente e, afinal, el-Rei de Portugal, nunca mais comeu sopa. Para além disso, não dispensou tempo com belas (ou feias) donzelas, que eram umas snobs. Pitas adolescentes com sangue azul era coisa do demo, quase tão abomináveis como a sopa. Por isso, quis lançar-se no nobre negócio que é a guerra e fazer espetada de Mouro.

Como todos sabemos, a coisa não lhe saiu muito bem. Quando a Morte vinha ter com D. Sebastião, no campo de batalha de Alcácer Quibir, apareceu-lhe, porém, na memória, a imagem de seu tio, a empurrar o Ceifeiro para o lado, que tropeçou nas vestes e trespassou um Mouro com a foice, por engano. O Cardeal D. Henrique dizia, em voz grave, então: "Bem te disse que melhor ficavas aqui, a comer a tua sopinha! Agora o babão do teu primo vai ficar com esta porra toda!" e, num último suspiro, D. Sebastião amaldiçoou todos aqueles que gostavam de sopa, especialmente os caixa-de-óculos como o seu primo Filipe.

E é assim que, ainda hoje, todos os "quatro-olhos" passam as passas do Algarve para conseguir comer a sua sopinha em paz e sossego. Primeiro, é aquela névoa sobrenatural que não os deixa ver nadinha desta vida à frente. Depois, são os salpicos de sopa nas lentes dos óculos que, para além de irritarem como o diabo, enchem as lentes de gordura e que é o cabo dos trabalhos para limpar. Muitos são os que padecem deste mal. Tipo eu. Especialmente, em relação aos salpicos. Conseguir comer um prato de sopa sem pintalgar os meus óculos, é coisa que não me assiste. Acontece sempre. Há maldições que são do arco-da-velha, especialmente, de pirralhos adolescentes com a mania que são gente, só porque têm um coroa na cabeça.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Susana


Tem dias que pareço o Ron Weasley. Não, não sou ruiva nem tenho fome de leão. Ok, até tenho algumas sardas, mas elas costumam ficar bem camufladas por baixo da armação dos óculos. O que eu tenho mesmo é medo, pânico, terror... de aranhas.

Não me perguntem porquê, porque eu também não sei. É uma coisa simplesmente irracional. As bichas não têm culpa, mas são feias, asquerosas e têm uma quantidade de patas superior ao permitido por lei. Mais ou menos como as pessoas (exceptuando o número de patas). Bem sei que a maior parte das aranhas que se encontram por aí não faz mal a ninguém, só as dos Trópicos. E da Austrália, onde encontrar qualquer coisa que não nos mate dá direito a um Prémio Nobel qualquer para a descoberta científica do século. Mas pronto, são mariquices minhas. E se há coisa em que eu sou boa, é a olha aleatoriamente para um sítio qualquer, e ver uma aranha a virar os seus olhos todos para mim, com ar ameaçador. Ou sonolento, ainda não decidi. Elas são tipo ninja, disfarçam muito bem.

Claro que... o Moço tinha que achar piada à coisa.

No outro dia, olhei para o tecto. Estava para lá uma muito bem instalada. Soltei um "ghhh!" irreflectido, o que fez o Moço perguntar o que tinha acontecido. Respondi-lhe que era uma aranha que estava algures por cima das nossas cabeças. E aí, muito calmamente, como se fosse a coisa mais natural do mundo, ele saiu-se com esta:

- É a Susana, deixa-a estar.

Silêncio. A partir desse dia, sempre que vejo uma aranha a saltitar (elas não saltitam, não por estes lados... talvez na Austrália), digo para o Moço "olha uma Susana". A nossa sanidade mental está a abandonar-nos a uma velocidade estonteante. Qualquer dia, ainda leva uma multa por excesso de velocidade.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Shuffle time

Há uns biliões e biliões de anos atrás, a Ice Queen fez um desafio no seu My Life as an Unusual Girl que gostei bastante: era diferente de todos os outros e era sobre música. Na altura, disse que também iria fazer, maaaaas... Pronto, esqueci-me. Hoje decidi, depois de arrumar a casa e para me tentar alegrar um pouquinho, auto-propor-me a este desafio. Ora aqui vai!


Regras:
  1. Colocar a playlist em aleatório (usei o Windows Media Player do pc, mas podem também usar a do telemóvel, do mp3, ou qualquer outro dispositivo);
  2. Ver as cinco músicas que calham;
  3. Falar um pouco sobre as mesmas: onde as conhecemos, que significado têm para nós, há quanto tempo não as ouvíamos... e tudo mais que se queira acrescentar.


Aviso à navegação: por estes lados, quase só se ouve rock e heavy metal. É verdade, tenho os ouvidos e os nervos muito sensíveis, "Pitney Bears" e kizombadas dão-me tremeliques na pálpebra. Isso nunca é bom sinal. "Portantos", protejam-se.


1. Snake Charmer - Nox Arcana (álbum: Carnival of Lost Souls)
Ora, começamos bem! Gosto muito desta banda, que conta com apenas dois elementos e da qual já falei aqui. Todos os seus álbuns contam uma história, cujo enredo vamos percebendo através do nome das músicas e das próprias melodias de cada faixa. Por ser instrumental, é uma óptima companhia sonora para o estudo/trabalho ou simplesmente para relaxar.
Como conheci Nox Arcana? De uma maneira muito peculiar. Estava à procura de imagens sobre já não sei bem o quê, e apareceu-me a capa de um dos seus trabalhos, Grimm Tales. Achei o nome da banda interessante e fui pesquisar. Nunca me hei-de arrepender.
Esta música faz parte de um dos meus álbuns favoritos dos Nox Arcana, a par com Phantoms of the High Seas. Não vos vou contar o enredo de nenhum destes trabalhos, porque acho que os nomes são bastante sugestivos e, assim, talvez fiquei mais curiosos para ouvir e tirar as vossas próprias conclusões. Ainda não há muito tempo estive de volta "dos meus textos" a ouvir Carnival of Lost Souls. É fantástico fechar os olhos e imaginar uma historia, apenas através da melodia e dos vários instrumentos conjugados.

2. Enter Sandman - Apocalyptica (álbum: Amplified - A Decade of Reinventing the Cello)
Este é um verdadeiro dois-em-um. Enter Sandman fez parte do primeiro álbum dos Apocalyptica, Metallica by Four Cellos onde, como o nome indica, quatro moços finlandeses tocavam músicas da conhecida banda americana, da qual também gosto bastante (dos primeiros álbuns... vá). Não sei como nunca foram processados... Nesta altura, os Apocalyptica ainda não tinham baterista, o que, devo confessar, melhorou bastante os seus trabalhos. Não me lembro como conheci a banda.
Já não ouço nada dos Apocalyptica há bastante tempo, nem sequer o último álbum deles. Tenho que dizer que o trabalho não me tem dado hipótese de ouvir grande coisa, especialmente porque eu gosto de estar a ouvir música quando não estou a fazer mais nada, ou seja, realmente a ouvir e saborear cada acorde e/ou palavra. Acho que tenho que mudar isso =)

3. Center of the Universe, Kamelot (álbum: Epica)
Adooooooooro Kamelot. As suas músicas são sempre épicas. Esta, ainda é do tempo do seu segundo vocalista, Roy Khan. Epica, a par com o trabalho seguinte da banda, The Black Halo, é uma opera metal inspirada da história de Goethe, Faust. Conheci Kamelot, por acaso, enquanto estava a visitar uma página qualquer de symphonic / power metal. Na segunda parte desta opera metal, contamos com a voz de Simone Simons, dos Epica, banda cujo nome foi influenciado, precisamente, por este álbum dos Kamleot. Simons casou, entanto, com o actual teclista dos Kamelot, Oliver Palotai.
Esta música é a segunda do álbum, logo após Prologue, e que, verdadeiramente, inicia a sua história. Epica e The Black Halo (não podemos, realmente, falar de um sem o outro) são dos melhores trabalhos da banda.

4. The Point of no Return / Chadelier Crash, Andrew Lloyd Webber (álbum: The Phantom of the Opera - disc 2)
Pronto, não ouço "só barulheira". Também gosto coisas bonitas e tal e coiso, como musicais e a banda sonora deste é simplesmente maravilhosa. Não conheço a versão original, apenas o remake de 2004, que vi só por causa do Gerard Butler (nessa altura, já o conhecia de outros filmes) e acabei por adorar toda a história.
Há imenso tempo que não ouço a ost ou vejo o filme. Houve uma altura que sabia o filme todo de memória, linha por linha, melodia por melodia. Tenho o livro, ali na estante, para ler =)

5. The Cage, HIM (álbum: Dark Light)
HIM, uma das minhas bandas favoritas de sempre. Não posso referir, apenas, uma música. Tenho que referir todo o trabalho desta maravilhosa banda. Foi das primeiras da cena metal (mais ou menos =P ) que ouvi. Adorei. E nunca mais fui a mesma. Marcou uma transição na minha vida, um ponto sem retorno, como diz a música aí em cima de The Phantom of the Opera. Conheci, por acaso, quando um dos seus videoclips (curiosamente, não me lembro qual) passou numa canal de música francês da cabo. Na altura, isso da internet não era coisa abundante, mas fui pesquisando e fui, cada vez mais, ficando encantada com as suas músicas. Assim de repente, acho que gosto de todas. Ouço HIM com alguma regularidade.
Dark Light seguiu-se ao, talvez, mais icónico álbum da banda, Love Metal, e teve como inspiração um livro finlandês e diversas mitologias e religiões, cujas referências se podem encontrar por todas as suas faixas. The Cage é um bonus track, não é das minhas favoritas, mas não é má de todo.


E pronto, minha gente, foi isto que me calhou na rifa. Curioso... não me saiu nenhuma música dos Nightwish. Grande falha do Media Player =P Estas não são, na verdade, as cinco primeiras músicas que me saíram no "aleatório": evitei as faixas que já vinham de origem com o pc e músicas de bandas repetidas, uma vez que também vou falando um pouquinho sobre elas em cada faixa, de modo a haver mais diversidade.

Nas regras não estava nada escrito quanto a passar o desafio a outras pessoas, por isso, façam como eu: se gostarem, façam o favor de o fazer o desafio ^^


P.S.: Ainda nem sequer fui investigar Eluveitie. Ice, estou a falhar...! =P

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Prince

Já devem saber que sou fã da saga Harry Potter, de J.K. Rowling. Comecei a ler os livros com 11 anos (curiosamente, a idade com que os feiticeiros vão pela primeira vez para Hogwarts) e li os seis primeiros volumes da colecção praticamente de seguida. Mas nunca comprei o último livro. No final do ano de 2007, quando Os Talismãs da Morte foi editado em Portugal, achei que o preço praticado era exagerado e acabei por pedir outros nesse natal. A verdade, é que tinha outras razões, para além dessa meramente economicista, e bem mais profundas, para o fazer.

Primeiro, era o início do fim. Eu cresci a ler Harry Potter. Ia lendo os livros conforme estes me eram dados, e claro, ia ficando mais velha à medida que os lia. Mas, ao mesmo tempo, ia acompanhando o crescimento dos personagens principais que eram, mais coisa menos coisa, da minha idade. Crescemos, por isso, e de certa forma, todos juntos.

Segundo, foi no final da leitura do sexto livro, na casa da minha avó materna, quando ela já estava acamada, que tomei consciência que essa seria a última vez que a veria. Num dos últimos capítulos de O Príncipe Misterioso, há uma personagem importante e querida do público que morre e, ao ler essas linhas, confesso não ter chorado. Isso não significa que não me tenha chocado. Passado alguns meses, a minha avó faleceu e, certo é que, por zangas familiares às quais fui alheia, essa foi a última vez que estive com ela.

Acho que, inconscientemente, por estas duas razões, acabei por rejeitar a história. Não ler o seu fim significava que a mesma não ia acabar, e sempre que olhava para a prateleira, lembrava-me de uma experiência que tinha sido dolorosa de várias maneiras. No entanto, no ano passado, decidi que estava na altura de fechar este capítulo. Procurei, durante meses, Os Talismãs da Morte, mas a edição antiga da Presença, para que todos os volumes fossem iguais. Não foi nada fácil. Finalmente, na semana do natal, consegui-o, e recomecei a saga para, ao fim de quase 13 anos, cerca de metade da minha vida, saber afinal como tudo acaba.

Hoje, no entanto, o mundo amanheceu mais triste. O Professor Severus Prince Snape, conhecido por Alan Rickman entre os Muggles, seguiu para uma nova aventura. Soube à hora de almoço, enquanto passava as notícias do dia em revista. O primeiro impacto foi sentir que o meu coração falhou uma batida. Acho que o mundo, em si mesmo, parou durante alguns segundos. Ao início não chorei do choque, depois, já no escritório, quando tomei consciência da realidade, não chorei em frente dos colegas por vergonha.

Severus sempre foi um dos meus personagens favoritos. O mistério, o silêncio, o calculismo e a inteligência que o envolviam, fizeram dele alguém especial. E claro, era o chefe da minha casa, os Slytherin. A sua profundidade, que vai sendo conhecida, aos poucos, de livro para livro, fez dele um fantástico anti-herói e, (porque eu sei, uma vez que há pessoas que são parvas e "botam" spoilers para aí), no final, um verdadeiro herói.

Se ele vai ficar comigo para sempre? And after all this time?
Always.



# For a well structured mind death is just a next adventure
# Let us all raise our wands
# Prince
# Always