segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

I quit

Desisti, definitivamente, de ir às compras de roupa. A sério, não estou a brincar, é mesmo verdade.

Quando fui comprar as prendas de natal do Moço, passei pela Primark porque, para além de não ser uma loja estupidamente cara (ainda que a qualidade não seja a melhor), tem produtos de merchandise de Harry Potter, Star Wars, Marvel e por aí fora. Quer dizer... vai tendo. Como o nosso jantar de natal e consequente troca de prendas foi depois do natal propriamente dito, e porque não consegui lá ir antes das "férias" passadas na terrinha, as compras foram feitas em altura de saldos. Se, por um lado, a maioria do merchandise estava em promoção, o que foi óptimo para a carteira, também era certo que só sobravam os números maiores e os mais pequenos e a loja estava inundada de criaturas para as trocas/saldos, o que foi péssimo para os nervos.

Nem consegui ver nada para mim, apesar de, pelo menos, metade da Primark estar em promoção. Tinha pouco tempo e já estava a ficar nervosa com a quantidade insana de gente que não se desviava e com o calor descomunal da loja. No entanto, em frente à zona dos homens, estava um expositor com blaisers de senhora. Como estava no caminho, dei uma rápida espreitadela e encontrei um último blaiser preto muito fashion, mas que não experimentei porque só iria sair dos provadores depois das badaladas que anunciam o ano novo. Só o vesti já em casa e constatei, com algum pesar, que o blaiser era grande. Bem, teria sempre oportunidade de trocar, mesmo que não fosse por uma peça igual. A loja é grande e havia muita coisa em promoção. Para além disso, precisava de ir ao shopping, para comprar noutra loja umas calças que tinha visto online.

Quando consegui um tempinho para perder nessas andanças lá fui eu, mais o Moço, rumo ao shopping. Novamente, havia povo que nunca mais acabava e parecia que estávamos nas Caraíbas. Não sei porque deixam as lojas tão quentes, a não ser para as pessoas se fartarem de lá estar antes de pensarem bem se realmente querem gastar aquele dinheiro naquelas peças. Mas a questão primordial foi: não gostei de nada do que a Primark tinha. Nada. Ou, pelo menos, nada que valesse o dinheiro que marcava na etiqueta. Depois de mais de uma hora na loja, acabei por trocar o blaiser por peças para outras pessoas. Fui então à Bershka, onde eu não me lembro de comprar uma única peça de roupa. Nada das calças que eu tinha visto na loja online. Voltei para casa com vontade de me afogar em comida, que foi o que fiz. Não foi porque não consegui gastar dinheiro feita louca de Bervely Hills em lojas de roupa, mas porque andava à procura de coisas que me fazem realmente falta e vim para casa de mãos a abanar.

Eu sei que sou esquisita com a roupa, como sou, aliás, com quase tudo. Mas o que eu acho ridículo é não conseguir comprar umas calças básicas, pretas, sem que o botão da cintura me roce no nariz e sem parecer que andei "à bulha" com um felino selvagem que me rasgou a roupa toda. Eu quero umas calças simples, mas para isso não estou disposta a pagar 30 ou 40 euros. Já nem vou falar dos blaisers. Por isso, a partir de agora, vou comprar roupa no eBay ou aprender a fazê-la (as mais simples, pelo menos). Para além de ter maior probabilidade de encontrar o que quero (sempre com atenção à qualidade e às referências de tamanhos) a um preço recomendável, também consigo encontrar montes de merchandise que, mesmo em lojas como a Primark que vende produtos oficiais, só se encontram noutros países. Só volto a comprar roupa numa loja em situações especiais.

Agora, alguém que se ofereça para me ensinar a costurar. A minha máquina de costura de brincar ainda deve funcionar. Sim, eu tinha uma dessa, com agulha verdadeira e que costurava mesmo. Não podia mexer em facas ou aprender a cozinhar porque era perigoso, mas se cosesse os dedos não havia problema nenhum (o que, por acaso, e tendo em conta a minha destrambelhice natural, nunca aconteceu...). Vamos ter esperança.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

She moves in mysterious ways

Oh pah, eu adoro bollycaos. Ou qualquer coisa que se pareça com um bollycao.

Um dia, a minha avó lembrou-se de me comprar uma saquinha com coisas com chocolate lá dentro que, apesar de não perceber muito bem o que era, achou que eu ia gostar. Para ela, a questão é simples: se tem chocolate, eu vou gostar de enfardar aquilo pela goela abaixo. Não posso dizer que ela esteja enganada ^^

Sempre que vejo daquilo à venda, compro. Uma saquinha com quatro pseudo-bollycaos-em-formato-redondo, a estrebuchar de chocolate por dentro (não são tão bom como os "originais", mas ainda não me ouviram queixar), que custa apenas 1 euro. O Moço faz a mesma coisa, porque sabe que eu devoro aquelas maravilhas doces ao pequeno-almoço ou ao lanche.

Hoje, à hora de almoço, comprei um saquinho que tinha os quatro habituais bolinhos, mais um de oferta, pelo mesmo preço. Comi um de sobremesa, o Moço outro, e levei os restantes para o escritório (onde sou a única "gorda", a.k.a., a única que quer lá saber das calorias e comer o que lhe dá na pinha). Mas... tenho que admitir, é capaz de ter havido intervenção divina.

Quando cheguei ao prédio do escritório constatei, em choque, que o elevador estava em manutenção. Por isso, tive que subir quatro andares com a mala a pesar duas toneladas de papelada, computador e todas as outras miudezas que as carteiras de mulher têm algures lá para dentro até aos confins dos infernos. Aí queres ser gorda e comer bollycaos? Então toma lá quatro andares de escadas para veres o que é bom para a tosse e para as calorias. Na descida, foi a mesma coisa, mas como "para baixo todos os santos ajudam", menos mal. Psicologia invertida celestial, "portantos".

Não resultou. Não vou deixar de comer bollycaos. Oremos!




Nota: Não sou fã dos U2 e a letra não tem, necessariamente, a ver com o assunto. Mas é inegável que até é um bom título, não? É um mistério como eu ainda me mexo sem rebolar =P Para quem quiser ouvir a música de qualquer maneira, aqui fica o link.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Level up!


Diz que estamos em 2016. Como foram os vossos últimos momentos de 2015? E os primeiros deste ano? Os meus foram muito interessantes.

Passei quase três horas a limpar e arrumar a casa para recebermos as nossas visitas, um casal amigo e o seu gato. Enquanto me entretinha com os doces, decidi carregar o telemóvel, porque estava à espera que as visitas me ligassem. Saí do apartamento, chamei o elevador... e o bicho começou a fazer uns barulhos muito estranhos, como quem diz: estou avariado. O meu pensamento foi: acabei de f*der o elevador... Vou de escadas. Eu moro num terceiro andar. Quando voltei, o elevador continuava numa chiadeira, que até metia medo. Fui novamente pelas escadas. Entrei em casa para continuar a confecção de doçaria extremamente calórica e, assim do nada, comecei a aperceber-me de um ruído de fundo monumental, que tinha sido abafado pela batedeira. Alguém se lembrou de aspirar a casa com um aspirador super potente, ou será que o elevador é demoníaco e se lembrou de me rogar uma praga directamente do sétimo círculo do inferno?

Obviamente, era o elevador. Pronto, ninguém vai dormir na passagem de ano. Paciência. Eventualmente o barulho parou. No entanto, as visitas nunca mais chegavam. Comecei a ficar preocupada. Eis, então, que o telemóvel tocou. Eram um número que não conhecia, só podiam ser eles. Mas... afinal era a minha mãe. Estava sem dinheiro no telemóvel, por isso, usou o de outra pessoa. Senti uma certa nostalgia... Que momento tão '90. Ainda que inverso.

Finalmente, as visitas chegaram, depois de algum tempo perdidos e de, alegadamente, me terem ligado até à exaustão, sem que eu lhes tivesse atendido. Estranho. Olhei para o ecrã do telemóvel, e nada. Desci, mais uma vez pelas escadas, para dar de caras com uma quantidade insana de sacos. Acho que eles compraram o hipermercado todo, depois de termos dito, expressamente, para não o fazerem. Felizmente, o prédio tem dois elevadores.

Quanto às chamadas fantasma... alguém deve achar que uma empresa qualquer de telemarketing anda e tentar vender-lhe um faqueiro incessantemente ou então tem um stalker à perna. A culpa é dos teclados touch dos telemóveis, em que os botões são do tamanho do bicho da fruta. No chat, ao digitar o meu número para lhes dar, carreguei num botão errado... Claro que eu não podia ter atendido as chamadas. E por incrível que pareça, o número errado chamava... Pelo menos, até ao momento, acho que eles não têm nenhuma queixa na polícia.

Comemos como lobos. No momento das doze badaladas, lembrei-me que não tinha vestido as cuecas novas que tinha guardado para tão solene ocasião. Manda a tradição que se use roupa interior nova e a sua cor será um desejo para o novo ano (não tem que ser azul, cada cor tem um significado diferente). Ora, eu tenho muito desejos. Por isso, as escolhidas foram as minhas cuecas novas do Batman, que têm muitas cores (não sei como isso foi acontecer, perguntem na Primark de quem foi a ideia de fazer merchandise para gaja todo parolo, incluindo, t-shirts do Star Wars e da Marvel cor-de-rosa) e, como não as tinha vestido "a tempo", usei-as na cabeça. Que eu saiba, a tradição não diz que as cuecas têm de estar a tapar o rabo. Para mim, na cabeça também conta como "estar a usar".

Passamos o resto da noite, da madrugada e do dia seguinte, essencialmente, a comer, a dormir, a jogar Uno e a tentar que o nosso ilustre convidado de quatro patas não se interessasse só por nós quando lhe dávamos comida. Falhamos miseravelmente. O gato parecia ter uma antena de detecção de comida. Bastou ver-me pegar numa batata e saltou logo para o meu colo, para ma tirar da boca. Fez o mesmo quando eu peguei num waffle. Se não fossem os meus reflexos super desenvolvidos, tinha trincado ar.

Eventualmente foram embora, e ficamos só eu e o Moço, e uma casa novamente desarrumada, qual explosão de tralha por todo o lado. Ainda não conseguimos limpar tudo. Ontem o dia foi para vadiar e o de hoje, será para trabalhar.

Pode ser de mim, mas continuo com a mesma sensação de 2015: tenho sono; continuo preguiçosa; tenho vontade de comer lasanha, waffles, queijo da serra, gomas e os meus pikicakes; quero acabar de ler a Pedra Filosofal e bloggar, mas tenho que trabalhar no primeiro domingo do ano, porque nem todos podem ignorar prazos e os tribunais/juízes/clientes querem lá saber se eu tenho sono/preguiça/fome/vontade de ler/bloggar. Por isso, liguei o pc pouco depois das dez da manhã... e ainda não fiz nada desta vida.

Os vizinhos de cima já berraram duas vezes, uma logo na noite do dia 01 e outra antes do meio-dia de hoje. Tenho fome. Acho que vou aquecer o resto da lasanha do jantar de ontem e enfardar à Garfield.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Até para o ano!

E é assim, pessoas, que um ano acaba e outro começa. Não vou estar aqui a fazer grandes considerações e resoluções de ano novo todas xpto, que nem sequer vou cumprir - sou demasiado perguiçosa para ir ao ginásio e gosto muito de comer o que bem me apetece, por exemplo.

Agora que penso nisso, ainda não tenho nada feito para o jantar. Bolas.

O que eu desejo para o próximo ano é, basicamente, o que eu desejo para todos os dias: acordar tarde, encher a pança, ler muito, ver uns filmes porreiros, coisas boas, doces, e dormir como um gato. Concentrem-se em serem felizes, que eu vou fazer o mesmo. Nada de más energias e más pessoas nas nossas vidas. Comam o que vos apetece. Façam uma loucura qualquer. Sejam vocês, mas ainda melhores! ^^

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

We can be naughty again!

E então, sobreviveram ao natal?! Como podem ver, eu consegui sair mais ou menos inteira da época festiva, o que não quer dizer que tenha corrido bem. Na verdade, foi horrível e foi o pior de toda a minha vida. Por mim, podiam riscar a data do calendário, uma vez que só existe para me deixar triste e derrotada. Quem disse que o natal é tempo de paz e amor, estava a ter uma trip de ácidos de má qualidade.


Mas... já estou de volta! Ao trabalho e a todos vocês, claro =) Para compensar tudo o que de péssimo se passou no natal propriamente dito, e acreditem que foi de tudo um pouco, eu e o Moço fizemos o "nosso natal" (acho que vou arranjar outro nome para a coisa... só o termo "natal" já me dá fastio...). Fizemos um jantarico com um pouquinho de tudo: queijos e paté de entrada, depois um pratinho de marisco e, para prato principal, lasanha caseira, tudo regado com ice tea de pêssego (pinga da boa, "portantos"). Para sobremesa, tivemos bolo de maçã que a minha avó fez questão de fazer só para eu poder trazer comigo ^^ Como podem ver, foi uma coisa simples, mas foi o momento mais feliz de toda esta época.

E agora... vamos falar sobre prendas!! Foram bastantes, devo dizê-lo, e quase todas do Moço ^^ De todos os presentes dele vou aqui destacar dois: um mini "armazém" de gomas, que ele recheou de docinhos, incluindo "feijões doces" que fazem lembrar os Bertie Bott's Every Flavour Beans (fãs de Harry Potter, levantem a mão!!) e uma lancheira de metal do R2-D2 de Star Wars!


Já quanto aos livros, porque disso nunca pode faltar na vida de uma bookaholic como aqui a je, curiosamente, nenhum foi prenda do Moço, mas ele também soube acertar em cheio, temos que admitir ^^ Ainda assim, recebi o pack Tigana, com os dois volumes em que o livro foi dividido (originalmente é um stand alone), de Guy Gavriel Kay e... pam pam pam!! o sétimo e último volume da saga que me acompanhou durante os pavorosos anos de adolescência (foram mesmos pavorosos, não é cliché): Harry Potter e os Talismãs da Morte, de J.K. Rowling, que ofereci a mim mesma ^^ Finalmente consegui este livro, logo quando já estava a perder a esperança de o encontrar. É uma primeira edição, com a capa antiga da Presença, tal como eu queria, para fazer pandan com o resto dos livros da saga que tenho, usado mas em óptimo estado (está como novo) e a um preço de saldo. Milagre de natal? É... pode ser. Mas não foi realizado pelo Anjo Raziel... caso contrário, teria virado desastre xD (Quem leu os livros do Christopher Moore sabe do que eu estou a falar =P ).


O Moço recebeu, tal como eu, prendinhas típicas de um verdadeiro nerd. Entre elas estão o Guide to Tolkien's World - A Bestiary, de David Day e uma t-shirt do He-Man and the Masters of the Universe. Também lhe ofereci uns boxers com a "fronha" dos troopers de Star Wars, que não consegui encontrar imagem, mas que ele diz que vai usar na passagem de ano =P


Assim sendo, é com muita satisfação que dou por encerrada a época festiva mais deprimente do ano, que espero ter sido menos dolorosa para vocês do que foi para mim, e declaro que todos nós podemos voltar a ser mal comportados outra vez! Eu já comecei as malandrices, e vocês?! =P

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Happy Jólabókaflód ou O natal mais estúpido

Para quem já me conhece há algum tempo, sabe que eu detesto esta época do ano. Não gosto das músicas deprimentes que passam nas ruas das cidades, não gosto de ir comprar prendas porque toda a gente também pensou o mesmo e ainda restam poucas almas no mundo que não nos atropelam com a avareza típica da época, não gosto das famílias perfeitas de fachada, não gosto das tradicionais discussões que quase terminam em desgraça que temos sempre nestes dias, não gosto lá muito de pinheirinhos, não gosto de bolo-rei, não gosto de bacalhau, não gosto da hipocrisia e dos eternos pedidos de paz no mundo que só duram umas horas.

Gostos dos chocolates, dos filmes de animação, das prendas e dos presépios gigantes que parecem uma super casa das bonecas. Mas disso gosto o ano todo. Essencialmente, só não gosto é do natal.


Cheguei à conclusão que, para mim, o natal podia ser riscado do calendário. O ano passado já tive oportunidade de cuspir todo o meu veneno aliado à época natalícia, por isso, este ano, vou tentar cingir-me às coisas boas - ou menos más, dependendo da prespectiva. Não podia ser de outra maneira, tendo em conta que este ano a tempestade que se avizinha para a noite da ceia já se prevê devastadora e "pascoética" (vai haver naufrágio e martírio à vista). Devia cobrir a casa com panos roxos e distribuir, por aqui e por ali, uns coelhos de chocolate.

Por isso, vamos começar com a minha lista de prendas. Já sei que hoje já é véspera de natal, mas ainda não vou receber os presentinho todos hoje, daí que vão sempre a tempo para me compensar do desastre que por aí vem. Aqui está ela:
  • Livros!!
  • Canecas
  • Globos de neve
  • Uma caixa grande de arrumações para os meus cosplays
  • Uma caixinha para bijuterias e coisas
  • Marcadores meios parvos para os livros de comédia
  • Outros marcadores todos kawaiis
  • Merchandising do Harry Potter, em especial dos Slytherin (a minha casa, oh yey!)
  • Um par de pantufas daquelas bem grandes, gordas e fofas
  • Caixa de distribuição de gomas
  • Cenas de nerds

Parece-me bem. Para além disso, gostava de incorporar uma tradição na noite da ceia, oriunda da Islândia. Na véspera de natal, os islandeses oferecem e recebem livros de presente, e passam o resto da noite a ler. Por isso, é chamada de Jólabókaflód (Christmas Book Flood). Nos meses que antecedem o natal, a quantidade de livros vendidos sobe exponencialmente, como forma de preparação para a época festiva, para o que contribuiu a entrega grátis em todas as casas de um catálogo de novas publicações, que ajudar no momento da compra. Aliás, um artigo da BBC prova que os islandeses adoram ler e escrever de tal forma, que a Islândia é o país com mais escritores, mais livros publicados e mais livros lidos per capita do mundo.


É pena ainda não poder implementar essa tradição onde passo o natal. Um dia será uma realidade, mas por agora, tenho que me contentar com os filmes de animação que me vão deixando ver, quando não se apoderam do comando da tv primeiro que eu. De qualquer das formas, já tenho a minha leitura de natal (que podem ver algures na coluna da direita), mesmo em cheio para a quadra natalícia: O Anjo Mais Estúpido, o fantástico Christopher Moore (já falei dele e das suas obras aqui, quando publiquei a opinião do Biff). É daí que vem o título deste post, "portantos", porque acreditem: este vai ser, sem dúvida, o natal mais estúpido de sempre nesta casa...

E, em jeito de "finalmentes", desejo a todos um óptimo natal/ hanukkah/ kwanzaa/ yule/ noite de empantorrar a pança com todo o tipo de doces e ver filmes de animação na tv. Há falta de melhor, "façam cenas" =P

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Comic Con 2015 #Be Watever You Want

A edição de 2015 da Comic Con já terminou há um par de semanas, mas ainda é tempo para se fazer um rescaldo do acontecimento. Até porque eu prometi que vos contava (e mostrava) como foi ^^


Dia 1:
Na sexta-feira apenas tive no recinto pouco mais de meia hora. Estive a trabalhar até relativamente tarde nesse dia, e só consegui chegar à Exponor às 20 horas, graças à boleia de um amigo, a quem irei pagar a gentileza com sopa e doces. Poderia nem ter ido, uma vez que fiquei lá tão pouco tempo, mas como tinha o bilhete geral e sabia que se fosse somente no sábado ficaria uma eternidade na fila para entrar, foi com um pouco de ginástica e muita boa vontade que fui “à festa” para “validar” a minha pulseira e para saber o que é que havia e onde se encontrava. Cumprimentei algumas pessoas, dei uma volta rápida pelo recinto e voltei para casa. Não há fotos desse dia porque... o Moço esqueceu-se do cartão em casa =P

Dia 2:
Sábado bem cedinho, com apenas quatro horas de sono (porque depois de chegarmos a casa, ainda estivemos a preparar as coisas para o dia seguinte), já estávamos novamente no comboio rumo à Comic Con. Chegamos à Exponor uns minutos antes das 10 da  manhã, hora de abrirem as portas, e já a fila de entrada dava a volta ao edifício. Soube depois, durante o dia, que houve pessoal a esperar duas horas para entrar. Eu, que tinha muito sabiamente “validado” o bilhete no dia anterior, tive apenas que esperar uns minutos na porta de reingresso. E houve uma explosão de cor, pessoas e nerdice.

Este ano, a entrada era feita através do “Beco dos Artistas” (Artist's Alley), uma clara melhoria em relação ao ano passado. Esgueirei-me, então, muito afoita, para os “vestiários” destinados aos cosplayers que desejassem trocar de roupa no recinto, providenciada pela equipa da Heróis do CosplayCosplayer E-Zine. O espaço era maior que no ano passado, e tínhamos espelhos e fichas eléctricas para o que fosse necessário. Cá fora, o stand tinha também a SOS Cosplay: um género de "pronto socorro" caso o nosso fato sofresse algum acidente, com linhas, agulhas, maquilhagem variada, alfinetes, um esticador de cabelo, pistolas de cola quente e até uma máquina de costura para o que fosse preciso. Mesmo ao lado, podíamos admirar alguns fatos em exposição e ainda uma zona de descanso com puffs e folhetos/cartões da revista e de cosplayers.

Moi, como Belle, com uma Ariel toda badass (à esquerda) e com a Mulan (à direita).

E esta sou eu saída do vestiário =) Ou será caso para dizer simplesmente... Bonjour! Foi mesmo muito engraçado e fantástico ver que, tal como eu, outras princesas viessem ter comigo para tirar fotos. A maior parte das pessoas reconheceu-me, e iam dando bonjours acompanhados de sorrisos a todo o momento. Confesso que me entristeceu perceber que as crianças não me reconheciam, só as pessoas dentro da minha faixa etária. Mas a verdade é que a Belle já é uma princesa relativamente "antiga" e muitos miúdos não sabem que ela é, ou se sabem, é com o vestido amarelo e não com o azul de rapariga da província, com o seu cesto e o seu livro, como uma boa bookahic =)

Mesmo em frente do stand da Heróis do Cosplay ficou o pessoal da Corte do Norte e os seus convidados, a Liga de Steampunk de Lisboa e Províncias Ultramarinas. Para quem gosta da temática, era o local ideal para passar algum tempo com pessoal fixe =)

À esquerda, com a Steamunk Leia e "O Senhor" (foto gentilmente "fanada" à Vanda/Leia), ao centro, com a Tie Fighter e um membro da 501st Legion e à direita, com um Stormtrooper, também da 501st Legion

E mesmo ao lado, estava a Tie Fighter e os moços da 501st Legion. Eram todos muito simpáticos e claro, não podia deixar de tirar uma foto com eles ^^ Ainda no mesmo pavilhão, estava a zona de jogos, que só visitei no último dia, por isso, deixo a minha opinião para depois ^^

À direita e ao centro, Imperator Furiosa e Max do filme Mad Max: Fury Road; à direita, duas
versões da Belle (Disney e Once Upon a Time)

À esquerda, com a Merida e outra versão da Mulan; à direita, com a Leia (só princesas Disney, "portantos")

No pavilhão ao lado (que era um corredor largo), estava a zona das crianças, bem maior e mais animada do que no ano passado. Logo de seguida, havia um outro pavilhão onde alguns famosos distribuíram autógrafos e onde se encontravam os stands de filmes e patrocinadores. Depois das escadas, o último pavilhão, com as bancas das lojas de merchandising, jogos ou itens originais, uma com comidas e bebidas vindas do Japão, a Fnac e a Saída de Emergência e ainda mais uma zona de jogos, onde se podia experimentar Arcades e jogos de tabuleiro. Através de um "pequeno desvio", estávamos de volta ao Artist's Alley, com muito mais gente que no ano passado, mas onde, mais uma vez, fazia um frio de rachar.

À esquerda, com Lyanna Stark e Rhaegar Targaryan; ao centro o Moço, a dar uma de Moutinho, na zona
da criançada; à direita, com a Fada Madrinha da Cinderella

 À esquerda, mais uma vez, o Special One, com o Blade; à direita, em modo Belle ^^

Pouco depois das três horas da tarde, já eu e o Moço estávamos literalmente plantados no stand da Saída de Emergência. E porquê?, perguntam vocês. Porque o David Anthony Durham estaria lá para dar autógrafos e eu queria ser a primeira da fila. Levei o primeiro e o último volumes da saga Acácia (que originalmente é uma trilogia, mas que a SdE editou em seis volumes - sem comentários...) para ele me autografar. Como só era possível receber um autógrafo por pessoa, eu levei um dos livros e o Moço levou o outro. O Durham chegou atrasado cerca de meia hora, mas quando chegou pediu desculpas porque... tinha estado a almoçar. Pronto, entende-se... os estrangeiros vêm cá e lambuzam-se todos com a nossa comida e, na verdade, não inventou uma desculpa tola para "enganar" os fãs. Foi sincero e extremamente simpático, por isso, pronto, estás desculpado. Para além da dedicatória nos livros, não teve qualquer problema em tirar fotos com os seus leitores ^^ (Rapaz ruivo dos Slytherin, tenho as tuas fotos!! =P)


Mais duas voltinhas pelo recinto e fomos que nem brinquedos telecomandados para o auditório onde se iria realizar mais um concurso Heróis do Cosplay. Consegui ficar num óptimo lugar (na fila da frente) e ainda estive uns minutinhos com os concorrentes no backstage e com o pessoal da organização, a tentar fazer-me útil, nos momentos que antecederam a abertura das portas. A sala encheu em poucos minutos.

Infelizmente, não tenho fotos do concurso, mas deixo-vos o link para o vídeo completo ^^ Mais uma vez, o Moço apresentou o concurso de cosplay que, para mim, foi o momento alto da Comic Con, desta vez com direito a uma co-host, a Sea3P0. Não é para todos!! Posso dizer que, este ano, a fasquia e qualidade dos cosplays que concorreram foi bem mais alta que no ano passado. Simplesmente adorei! O show ficou mais que completo com a participação activa com o público do convidado internacional, o Leon Chiro (da Itália). À primeira vista não parecia (é o que dá estar "em personagem =P ), mas ele é mesmo muito simpático e querido. Com a sua energia, conseguiu que todos os presentes na plateia colaborassem nesta foto fantástica!


E foi assim que terminou o segundo dia de Comic Con. Novamente no comboio para casa, juntamente com as nossas novas amigas que partilhavam connosco as mais diversas dores em todos os músculos no corpo, voltamos para casa. Felizmente, conseguimos preparar tudo para o último dia do evento em "três tempos" fomos dormir, felizmente, um pouco mais que na noite anterior =P

Dia 3:
Não sei onde fomos buscar energia para voltar ao recinto da Exponor no domingo. Mas voltamos. Essencialmente o terceiro e último dia foi para descontrair, experimentar mais jogos e tentar comprar alguma coisa que não implicasse abdicar de um rim.

E... não fui mais a Belle. Fui Death, the Endless (The Sandman, de Neil Gaiman, distribuída pela DC Vertigo). Não foi nenhuma surpresa perceber de pouca gente me ter reconhecia, mas quem conheceu a personagem gostou bastante do cosplay. À primeira vista é um fato simples... sim, foi o que eu também pensei. Mas quando percebi que teria de alterar ou fazer alguns acessórios, dei ainda mais valor ao trabalho de todo o cosplayer que faz um trabalho menos elaborado. Comprar um guarda-chuva totalmente preto e simples foi bastante complicado! A maquilhagem demorou-me meia hora a fazer (no dia) e muitas horas de treino em casa para ficar perfeita =P

À esquerda, com a Chi de Chobits (sem a minha ankh, que me tinha esquecido!); à direita, com
uma menina super simpática, mas que desconheço =P

 
À esquerda, o Moço, junto ao stand do jornal de banda desenhada Jan Ken Pon; ao centro, com o R2-D2; à direita,
com o Rui Leite (foto gentilmente "fanada" à referida pessoa) =P

De cem em cem anos, durante um dia, Death, the Endless visita os vivos e, nessas escassas horas, tenta perceber como as pessoas vivem e experimenta um pouco de tudo. Foi isso que eu fiz no último dia da Comic ConNo pavilhão onde estava o stand do Heróis do Cosplay, onde passei grande parte do tempo, encontravam-se várias zonas onde podíamos experimentar jogos mais recentes, da xBox e da Nintendo, mas também as consolas antigas como a Sega Mega Drive. Mais ao fundo, havia uma zona com Arcade e um local onde empresas portuguesas que desenvolvem jogos convidavam o pessoal para experimentar os seus produtos recentemente lançados no mercado ou alguns que ainda estavam em fase de testes, para perceberem junto dos jogadores, o que estes achavam e o que poderiam melhorar.

À esquerda, a provar leite de banana vindo directamente do Japão; ao centro, com o anão Gimli; à direita, novamente com a Ariel (é a mesma cosplayer que ali em cima =D ), mas com o fato de humana tradicional da personagem 

À esquerda, com a Angewomon de Digiomon; à direita, a jogar Super Mario


DeLorean de Regresso ao Futuro


Comi gomas, provei leite de banana e tirei fotos com mais alguns cosplayers. Recebi de presente um conjunto de casa de banho de Star Wars, com as imagens do Darth Vader e o Mestre Jedi Yoda e ainda o último livro da trilogia das Jóias Negras, da Anne Bishop. E depois a hora do encantamento terminou e tivemos que vir embora, de vez. Chegamos todos rotos a casa, mas felizes. Na segunda-feira, foi dia de trabalho =P

E agora... O Rescaldo:
Obviamente, adorei voltar à Comic Con. No entanto, percebi que "encantamento" proporcionado por uma primeira edição e por ter sido o primeiro evento de género a visitar, tinha desaparecido. Este ano, fui mais selectiva em relação ao que queria fazer e a quem/com quem queria tirar fotos. Tudo e mais alguma coisa já não era novidade. Mas não posso dizer que não tenha gostado porque gostei, e muito! Durante dois dia pude ser quem eu queria, sem quês nem porquês. E revi pessoas com quem estou uma ou duas vezes por ano ^^

Achei que, no geral, o evento melhorou muito em termos de organização, tendo em conta o ano passado. Mesmo muito. A fila de entrada, (falo na de sábado, porque no domingo cheguei um pouco mais tarde), estava bem organizada, assim como aquelas para os autógrafos dos famosos. Os voluntários, em menor número, pareciam realmente ter sido instruídos das suas tarefas. A zona de alimentação contou com um pequeno pavilhão só para si (onde no ano anterior estava a exposição Sci Fi), que só descobri no último dia porque levei sempre comida e bebida de casa.

Gostei que tivessem aproveitado melhor o espaço, eliminando os "locais vazios". Nesta edição, o recinto estava repleto. Igualmente, achei um ponto positivo a ampliação da zona de jogos, que este ano não esteve no mesmo pavilhão que os pontos de venda, o que fez com que houvesse mais espaço para ambas. Em especial, achei bastante positivo que dessem um espaço (ainda que pequeno) às empresas nacionais que desenvolvem jogos, onde me diverti-me muito e só encontrei pessoas super simpáticas.

Para além disso, achei super ternurento o facto de ver mais miúdos na Comic Con e, acima de tudo, miúdos a fazer cosplay. Parece-me que os pais estão cada vez mais abertos ao mundo nerd e já não brindam os seus filhos com o olhar recriminatório que os da minha geração tiveram. Provavelmente, isso deve-se ao facto de os pais de agora terem recebido esse mesmo olhar recriminatório quando, em tenra idade, alegaram querer ser cavaleiros Jedi. E, da mesma forma, vi também pessoas mais velhas, incluindo aquela maravilhosa Fada Madrinha da Cinderella. Era uma senhora extremamente simpática, que foi ao evento com a sua filha, que já deveria estar na casa dos 30 e muitos. Acho que estão a ser quebrados dogmas. Ser-se nerd e cosplayer, já não é coisa de rapazes caixa-de-óculos borbulhentos, que gostam de "esquisitices" e não têm vida social, mas sim de quem realmente gosta de o ser, sem clichés e sem barreiras. É, como o o slogan da Comic Con 2015, ser-se quer se quiser ser.

No entanto, houve algumas coisas que não gostei tanto. Os convidados famosos de séries foram muito publicitados, mas os outros... nem por isso. No sábado, deviam estar umas vinte pessoas na fila para receber um autógrafo do David Durham. O homem é mundialmente conhecido e não teve quase publicidade nenhum. Fiquei um pouco triste por ele, confesso, sobretudo, por ter sido tão afável e simpático com os fãs, mesmo tendo chegado atrasado. Igualmente, não houve qualquer publicitação dos painéis de banda desenhada e os auditórios estiveram praticamente "às moscas". É verdade que melhoraram a abordagem ao Artist's Alley, fazendo com que a entrada no recinto implicasse, obrigatoriamente, passar por aquela zona, mas mesmo assim, continuou-me a parecer que estavam um pouco "a um canto", tal como algumas bancas de venda, que estavam "viradas" para uma parede branca e onde poucas pessoas pareciam passar.

Outra coisa a que torci o meu narizito, foi a postura de algumas pessoas em relação a duas coisas. Não sei se repararam, mas na foto do Leon Chiro, há locais na primeira fila que estão vazios, que foram reservados para algumas pessoas. Quanto aos patrocinadores, nem todos apareceram, é certo, mas tendo em conta que tinham stands de venda no evento, podem não ter tido quem os substituísse nas bancas e a organização do concurso (que não é a mesma da Comic Con), resolveu o assunto preenchendo esses lugares com pessoal que estava lá para assistir ao show, eu incluída. No entanto, houve quem tivesse direito a um assento na primeira fila, o reivindicasse e depois, quando o concurso deixou de interessar, abandonasse o auditório. Daí, os lugares vazios na foto, o que eu considero uma falta de respeito para com a organização do Heróis do Cosplay e, sobretudo, com os concorrentes. Ainda, soube apenas há uns dias, que os vestiários que a organização do Heróis do Cosplay conseguiu para que os cosplayers trocassem de roupa de forma mais confortável (tal como muitos, também já o fiz num cubículo de casa-de-banho e não é muito "prático"), ficaram uma autêntica lixeira. Não são uns alfinetes caídos no chão nem uns fios das perucas do pessoal que vai fazer problemas, mas os restos de comida e outros que foram deixados dentro dos vestiários, como se fosse obrigação do pessoal do stand limpar. Isso é, faltando melhor palavra para o classificar, muito feio. Podem ser "mariquices minhas", mas não gostei.

Contas feitas, o saldo foi positivo. Se tudo correr bem, para o ano, estou lá de volta, mas conto ter onde ficar durante a noite e deixar-me de viagens intermináveis a horas menos decentes. Para quem quiser, fica aqui o link para a edição do ano passado. E não se esqueçam: Be watever you want! ^^



* Todas as fotos que aparecem aqui foram tiradas por mim ou pelo pessoal que me acompanhou, excepto as devidamente assinaladas. Em todas foi pedido aos intervenientes o seu consentimento. Um muito obrigada a todos!