terça-feira, 13 de outubro de 2015

Doce

Ontem ao jantar, pela primeira vez na vida, provei vinho doce que deram ao Moço e ele trouxe para mim. Mais concretamente, é vinho acabadinho de fazer, mas ainda sem fermentar, o que o torna apenas sumo de uva em fase de transição para milagre, ou seja, vinho efectivamente.

Proveio-o ainda estava a descongelar, por isso, demasiado frio para ser apreciado. Mas era bom e docinho. E tinha bolhinhas que "comichavam" na boca. Hoje ao almoço voltei a provar, agora a uma temperatura mais recomendada, mas já se notava que o processo de fermentação já tinha começado. Lá "bem no fundo", já se sentia um pequenino travor a álcool. É pena, que eu até gostei da versão sumo de uva.

No entanto, não deixa de ser curioso que, mesmo na falta de uma experiência alcoólica, só tenha dito disparates na hora de ir dormir. Não sei explicar, deve ter sido psicológico. Tudo o que me vinha à cabeça me dava vontade de rir. O resultado foi o Moço me chamar de vibrador (porque quando me rio, começo a tremer muito sem largar um pio, e depois, quando já estou a chorar, rebento em gargalhadas que mais parece choro - a ver se os vizinhos não chamam a polícia um dia destes...! =P ) e de replicar, muito seriamente: nunca mais te dou vinho.

E pronto, é isto que eu tenho que ouvir =P

sábado, 10 de outubro de 2015

Fun-not-so-much

Odeio ir às compras. De qualquer tipo. Neste momento, alguns de vocês estão a pensar o seguinte: "O que? uma gaja que não gosta de ir às compras? Não pode ser... não acredito!". E a questão é: eu alguma vez vos menti? Pois, a verdade é que não gosto nada de ir às compras e hoje tive que me lembrar disso mais uma vez.

Pois bem, à hora do pequeno-almoço reparamos que precisávamos de comprar algumas coisas que foram acabando. Daí que fomos ao hipermercado. O qual estava, por estranho que pareça, apinhado de criaturas a um sábado de manhã. E era o pessoal parado no meio do nada, outros que quase atropelavam toda a gente porque queriam passar primeiro, as cotoveladas nos apertados corredores e, a minha favorita, a corrida para a caixa. O Moço, sem querer, quase passou com o carrinho por cima de uma criatura que, do nada, se meteu na frente dele, toda lambona, para se enfaixar numa caixa. Deu-me mesmo vontade de lhe dar uma trombada com o carrinho, para ver se aprendia...

Senhores, as pessoas são mesmo horríveis.

Mesmo quando é para comprar roupa, sinto-me uma "gaja atormentada". Primeiro, é a confusão: o gado que não se mexe e fica, como nos corredores dos hipermercados, parado no meio do pasto a olhar bovinamente para todo o lado ou para o telemóvel ou mesmo a conversar com alguém. Depois, quase todas as lojas têm o ar condicionado regulado para "inferno", o que faz com que me sinta mal com facilidade. Ainda, há o facto de eu, raramente, encontrar alguma peça de roupa que goste. Finalmente, aquelas que gosto são, em normal, estupidamente caras. Tudo isso aliado faz com que a Nightiwsha Maria volte para casa de mãos vazias e de trombas. Ao menos não gasto dinheiro.

Por isso, cada vez mais estou a optar por fazer pesquisa em casa, nos sites das lojas. Pelo menos, aquelas que os têm. Assim, vejo o que há e o que me agrada e, caso queria adquirir alguma peça, chego à loja, procuro ou pergunto a um funcionário, experimento, e decido se levo ou não. Penso com muita mais calma e só perco o tempo estritamente necessário. Claro que a Primark, onde se vão encontrando peças da Marvel, DC ou Disney, não dá essa opção... --'

Vou ali ver umas coisas e já venho! =P

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Lunetas =P

Parece que hoje é o dia mundial da visão. E, segundo a Radio Comercial, "o dia das pessoas que usam óculos" =P Pode ser um dia diferente para os outros, mas para mim é só mais um dia em que tenho que os usar!

Tenho as minhas "lunetas" há 12 anos... eh pah, já foi há tanto tempo?! Na altura foram precisos uns dois anos para convencer o chefe do orçamento de estado lá de casa que tinha que abrir os cordões à bolsa, uma vez que eu já não via "a ponta de um corno", citando o oftalmologista que me examinou.

Foi um filme para me mentalizar que ia ter que usar óculos para o resto da vida, especialmente para uma adolescente. Maior filme ainda foi escolher uma armação que gostasse, vulgo, que não achasse horrível. Acabei por, ao cabo de umas duas horas em que a funcionária da óptica quase desesperou, optar pela última tentativa de compra: uma armação de homem, fina, preta, a coisinha mais simples que a loja tinha. Não sei porque razão a mulher não percebeu logo o que eu queria, mas talvez estivesse em vista um negócio que lhe seria mais lucrativo.

Uma coisa é certa: a armação era das boas. Ainda a tenho, pelo menos uma parte. Há coisa de uns quatro anos, a mola de uma das hastes partiu, e tive que mudar as duas, para não parecer esquizofrénica, com as duas haste dos óculos diferentes. Não são iguais às originais, mas são extremamente parecidas. A armação que segura as lentes, que foram mudadas em duas ocasiões, é efectivamente a original.

Posso dizer que demorei anos a me habituar a ter uns ferrinhos à volta dos olhos... mas é estranho constatar que, agora, já não tiro os óculos para pousar para as fotografias, porque já não "me (re)vejo" sem eles. Alguns até acham que usar óculos é chic e dá um ar mais intelectual, e os usam apenas por estilo, sem qualquer graduação. É uma opção, bem sei, mas não entendo, talvez porque essas pessoas também não entendem a sorte que têm quando, ocorrendo uma das situações descritas abaixo, poderem sempre pousar as "lunetas" num canto qualquer, sem medo que se partam, porque vão sempre ver tudo às mil maravilhas:
  1. Rapidamente percebes que ver tv de "ladeques" no sofá não é algo possível;
  2. Vais tomar banho, começas o "teu ritual" e, de repente, fica tudo estranhamente enevoado, que até parece que D. Sebastião está prestes a voltar à Pátria;
  3. Deitas-te, passado um pouco viras-te de lado, e sentes uma coisa estranha na fuça;
  4. Queres coçar um olho, e deixas a tua impressão digital numa lente, sem contar que, com a força, quase a metias dentro do referido olho;
  5. Usar óculos de sol não graduados (e claramente mais baratos), mais cedo ou mais tarde, deixa de ser uma opção;
  6. Igualmente, mais tarde ou mais cedo, vais perceber que nem ir "à casinha" podes sem levar os óculos postos, sem achares que o mundo te vai fugir;
  7. Se acontece algum "pequeno desastre", e tens que mandar reparar/comprar outros óculos, e tens que andar uns dias, ou apenas umas meras horas, sem eles, tudo se torna difícil. Percebes que nem a tarefa mais simples consegues fazer, e tens que depender de outros, para isso (quando a graduação é substancial);
  8. Não podes sair de casa sem óculos, por isso, quando não te lembras onde os deixaste ontem à noite quando o sono já pesava valente, parece que está a ocorrer um cataclismo natural (sem prescindir, ver ponto 6);
  9. No inverso, quando entras em casa, numa loja com ar condicionado ou quando bebes um café, D. Sebastião volta a emprestar-te a sua névoa.
Mas nem tudo é mau. O Moço gosta de mim assim, mesmo "caixa de óculos" e tudo ^^

sábado, 3 de outubro de 2015

Princesa do Mónaco

Quando tenho que ir ou voltar do escritório a pé, faço o caminho que me parece mais curto e que é quase sempre a direito. Três ruas e mais uma avenida, seguidas, quase em linha recta. Nessas ruas, passo por alguns cafés daqueles que só têm babões, novos e velhos, à porta, a olhar para todas as criaturas do sexo feminino que mexem, novas ou "menos novas", mais tapadas ou mais destapadas.

Normalmente faço o percurso com phones, primeiro porque música ou rádio são óptimas companhias, e depois porque, assim, evito ouvir as alarvidades que os ditos babões mandam cá para fora. Caso calhe de ouvir, por qualquer razão, as frases ridículas de engate que cospem (não sei se eles já perceberam que não engatam ninguém com aquilo), faço de conta que não dei por nada. É certo que, se ninguém ripostar, eles vão continuar a fazer o mesmo, mas de que vale a pena descer ao nível deles? Só pioraria as coisas.

No outro dia, por acaso, não tinha os phones postos. Passei por um café onde estavam uns cinco atrasados mentais à porta, e um sai-se com o seguinte "pseudo piropo de engate", em modo de melodia: "Princesa do Mónacooo...!". Fiz de conta que era surda.

Nobres moçoilos que por aqui passam, ouçam o conselho que vos dou. A primeira coisa que este "pseudo piropo" me lembra, é que as princesas do Mónaco são um pouco... vá, dadas. Chamar uma rapariga tal coisa, é quase como lhe chamar rameira. Se é para deleitarem ouvidos, meus amigos, mais vale irem por uma delicada e encantadora "princesa da Suécia", ou até mesmo uma chique mas um pouco pespineta "Doña Letizia de España" (quem não se lembra do célebre "déjame termiar!" hehe). Ou, finalmente, podem ir, simplesmente, pela "Princesa Leia", que essa tem sempre uma arma por perto, o que é uma mais-valia. E nada de cantorias baratas, fachabori. Ou é para fazer a coisa como deve de ser, ou então, calem-se para sempre.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Pasta de dentes corrosiva

Ontem fui ao dentista para uma consulta de rotina. Há uns tempos abriu uma clínica nova aqui em Braga e, como passo a maior parte do tempo por aqui e até precisava de dar "uma vista de olhos" nos meus sisos, aproveitei uma campanha que eles estavam a fazer. Se ficasse cliente, como fiquei, e caso necessitasse de algum tratamento, como vim a descobrir que precisava, tinha um belo desconto.

Descobri que, ao fim de quase 25 anos (na altura), tinha uma pequena cárie. Sempre tive dentes fortes, e mesmo tendo descuidado algumas vezes a higiene oral durante a adolescência (também, quem é que lavava os dentes depois de comer na cantina da escola?), nunca tive cáries nem nada do género. Aos 18 anos descobri que ainda tinha um dente de leite (devo ter tido dois no mesmo sítio), e que o definitivo "andava a passear no meu palato". Foi a primeira vez que fui ao dentista, porque, muito obviamente, tinha dores. Não se choquem... como podem ver, lá em casa a saúde não era prioritária. Como tive que usar aparelho, comecei a dar mais atenção à higiene oral, mas com os sisos a querer sair a todo o custo, acaba por ser quase impossível escabichar bem os ditos quando ainda estão "meios enterrados". Por isso tive uma pequena cárie, que foi logo tratada para não dar mais problemas.

Ontem voltei à clínica para a consulta de rotina (são de seis em seis meses), e parece que os meus queridos sisos não podiam ter escolhido uma altura melhor para me melgar a cabeça mais uma vez... No mês passado, houve ali uns dias que a gengiva à volta dos sisos inferiores tinha ficado muito sensível e doía como o diabo. A dentista esteve a ver e disse, como eu já esperava, que o dentes estavam a forçar "a sua emersão" e estavam a rasgar a gengiva. Para piorar, o espaço é muito limitado e os dentes são demasiado grandes para um maxilar tão pequeno. Uma das raízes, a do dente esquerdo, para cúmulo, é torta e está mesmo ao lado de um nervo. Esse, muito provavelmente, vai ter que sair, e talvez o outro siso de baixo também. Mas vamos aguardar mais um pouco, para só mexer se e quando for mesmo necessário, porque seria tirar o dente esquerdo vai ser "o cabo dos trabalhos".

Depois do susto, que de certa forma eu já esperava, a dentista esteve então a ver toda a boca e a fazer uma rápida destartarização (e a tirar um resquício de cola que ainda tinha num dente da frente). Advertia que, depois de achar que a minha boca tinha sido assaltada por alguma infecção, que há "alturas no mês" em que a gengiva incha que é uma coisa doida. Ciclos hormonais. Então, para prevenir o sangramento da gengiva, sobretudo "nessas alturas do mês", ela deu-me uma amostra de uma pasta de dentes toda xpto. A bisnaga veio com uma advertência: "o sabor não é nada agradável, mas vai fazer-te bem". Tendo em conta que eu acho que todas as pastas e elixires dentífricos têm um sabor de brandar aos céus e que quase me fazem vomitar sempre que tenho que os usar (excepto os de criança com saber a laranja no Lidl ^^ ), pensei cá para mim que não podia ser assim tão mal.

É mesmo muito mau. É mil vezes pior que o sabor a menta dos produtos do género. O elixir horroroso que tenho é um deleite para o palato comparado com aquilo. A consistência é inexplicável, parece borracha. E pior, sabe a borracha. Por momentos, pensei que estava a lavar a boca com petrólio ransoso com um toque de menta de péssima qualidade, provavelmente contrabandeada de um país da Ásia. Queixei-me ao Moço e, em resposta, tive uma piada. Quanto terminei o "ritual", fui para a beira dele no sofá e disse-lhe qualquer coisa. "Não é assi... CA CHEIRO HORRÍVEL!". Pois, afinal tinha razão. Bochechei com o elixir para tentar nimorar "os estragos". Faz-se o que se pode.

Curiosidades sobre a pasta de dentes Parodontax®:
  • A bisnaga diz "extra fresh". Só se a "frescura" é sinónimo de "produto dentro do prazo de validade".
  • Acabei de reparar que a amostra não tem prazo de validade
  • Um dentífrico "inofensivo" não vem com instruções de uso, muito menos, as seguintes: "SIGA SEMPRE AS INSTRUÇÕES DESCRITAS NA EMBALAGEM. Escove os dentes duas vezes por dia e não mais do que três. Evite engolir e cuspa. Não utilizar em crianças com menos de 12 anos. (...) Mantenha fora do alcance das crianças. Caso ocorra irritação, descontinue o uso da pasta." (A frase a negrito está igualmente destacada na bisnaga); ou ainda "pode ser usado todos os dias".
  • Os ingredientes incluem extractos de várias flores, bicarbonato de sódio, álcool, glicerina e um ou outro polímero lá para o meio escondido.
  • Os fabricantes da pasta de dentes são de Inglaterra, mais propriamente de... Middlesex. Tinha que partilhar. O Billy Idol é de lá. Se são demasiado novos ou distraídos para saber quem é o senhor, fachabori de carregar aqui.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Sunshine Blogger Award

Hoje é dia de desafios!! É verdade que foi um verdadeiro desafio mandar-me de casa quem nem um foguete para o escritório, em dia em que estaria de folga, e que o facto que ser o dia Internacional do Café, de acordo com o Garfield, poderia ter ajudado, caso o café me fizesse alguma coisa...

Mas não é desses desafios que eu estou a falar =) A S. do blog Wildflower nomeou-me para esta TAG e, como boa "respondedeira" que sou, não podia deixar passar a oportunidade. Obrigada S.!


As regras do desafio são as seguintes:
  • Agradecer à/ao blogger que te nomeou e mandar-lhe o link da tua resposta;
  • Listar as regras e exibir o logótipo no blog do TAG;
  • Responder às perguntas;
  • Nomear outros bloggers e notificá-los da nomeação;
  • Criar perguntas para os bloggers nomeados responderem.

E aqui ficam as minhas respostas às perguntas da S.:

1. Qual a tua maior ambição?
Ok, esta é difícil. Acho que soaria demasiado Miss Universe dizer que ambiciono viver de forma folgada, calma, a fazer alguma coisa de realmente importante, blá blá blá, coisas. Mas é isso mesmo. Há muitas coisas que ambiciono, e que estão entrelaçadas umas nas outras. Acho que, resumindo, fico-me por "ser feliz" =)

2. Qual é para ti o maior valor?

Decididamente, ser fiel a mim mesma. Posso estar certa, errada ou assim-assim, posso fazer uma coisa boa que acaba por fazer algum mal, ou fazer uma coisa má para um bem maior. Posso ser a favor de um movimento qualquer, ou "nadar totalmente contra a maré". O que nunca posso deixar é de ser eu. Com as minhas convicções, virtudes e defeitos. E saber aceitar-me tal como sou, antes de esperar que os outros façam o mesmo.

3. Qual a tua música preferida?
Não tenho uma música favorita, acho que é uma coisa impossível =P Tudo depende do momento em que estamos, do que estamos a sentir, do que estamos dispostos a ouvir. Por isso, vou escolher uma música importante, e que é uma das minhas favoritas e que é de umas das minhas bandas preferidas: In Joy and Sorrow, dos HIM. Podem descobrir o porquê aqui ^^ May the music be even in your favor.

4. Consegues definir felicidade?
Humm... nem por isso. A felicidade é coisa de se sentir, mas raramente de se definir. Acho que a melhor de a definir é mesmo com o meu típico sorriso de tontinha. Se o "estiver a usar", pronto, a felicidade está bem por perto ^^


E, de acordo com o poder em mim investido, nomeio para este TAG:

O Tio, do As Cenas do Tio


As minhas perguntas são as seguintes:

1. Consegues definir-te numa frase?
2. Qual a tua memória mais antiga?
3. Se encontrasses a lâmpada mágica do Alladin, seguindo as regras extremamente científicas do Génio, tinhas direito a três desejos, quaisquer que eles fossem, excepto matar alguém, ressuscitar alguém, ou fazer alguém se apaixonar. Assim sendo, quais seriam os teus desejos?
4. E para terminar, uma pergunta extremamente importante: entre batatas fritas de presunto, chouriço, camponesas ou daquelas "normais", quais as tuas favoritas?

Divirtam-se ^^

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Five + 32

Para quem já andou a bisbilhotar nas Cenas do Tio, já sabe o que aí vem. Ele tem o dom de se adiantar a mim a dar este tipo de "notícias" =P

A ausência prolongada durante estes dias teve uma boa razão: o fim-de-semana que passou foi devotado a celebrações: cinco anos de namoro e "mais uns quantos" de idade do Moço ^^ E, como sempre, juntamos as duas datas para fazermos apenas uma e prolongada "festividade".


Na sexta-feira, eu e ele celebramos cinco anos de parvoeira conjunta. É verdade... cinco anos de aturanços mútuos, muita comida saborosa e bolinhos fantásticos, de maus momentos ultrapassados, de boas lembranças, de experimentar coisas novas e repetir antigas, de saber ceder, e de evoluir constantemente.

Infelizmente, tive que ficar o dia todo no escritório, o que nos deu muito pouco tempo para a festarola. Cheguei cansada e tive alguma dificuldade em enfardar o jantar, porque os meus sisos decidiram não gostar de mim durante uns dias, pelo que me deixaram a gengiva em estado de sítio. Ainda assim, trocamos as nossas prendinhas durante o dia (e na noite da véspera, já que havia um Moço muito impaciente...). Fiquei muito contente com as minhas: um livro de crianças para pintar dos Looney Toons em formato chibi/criança, uma caixinha de lápis de cera, 3 sets de mobiliário de para casinhas de bonecas do-it-yoursef (sala de estar, sala de jantar e quarto) e não um... mas quatro livrinhos!!

Ele sabe que eu sempre gostei de pintar e, na verdade, já não me lembro de usar lápis de cera, por isso, foi bem jogado. Quanto às mobílias, foi quase necessário fazer-lhe uns sinais de neon tipo Las Vegas, mas ele chegou lá =P Já os livros são sempre bem-vindos, e ele também sabia que já andava à procura do Frankenstein de Mary Shelley há muito tempo, mas queria uma edição mais antiga (e mais barata, claro está), e ainda tive direito às novelizações dos episódios IV, V e VI de Star Wars ^^


Depois de dar umas "dentadas" na mousse de chocolate que, choquem-se, não fui eu (a pasteleira cá do sítio) que fiz, mas ele (e estava muito boa!!), fomos para o ninho, que no dia seguinte estavam "programadas" diversas actividades.

Bem cedinho, dirigimo-nos para o centro da cidade onde encontramos a nossa querida feira de antiguidades. Aí compramos apenas dois livros, um para cada um de nós, a um euro cada. Em seguida, fomos a outra feira, esta de usados, onde maioritariamente de encontram bancas com roupas, mas que, de vez em quando, assim escondidinha, descobrimos uma com livros. E não é que consegui comprar o último livro do Christopher Morre editado em Pt que ainda não tinha?! Pela módica quantia de três euros, O Anjo Mais Estúpido veio comigo para casa. Ainda que seja usado, está em óptimas condições e poupei onze euros. Já tenho leitura do natal =P

De tarde, fomos vizinhar os "nossos vizinhos" do INL - Internacional Iberian Nanotechnology Laboratory. Durante os dias 26 e 27 deste mês decorreu a 1.ª iniciativa "Portas Abertas" no INL, onde os visitantes tiveram direito a uma visita guiada por parte das instalações, ver pequenas experiências in loco (mais para miúdos) e ainda falar com alguns dos investigadores no INL sobre os seus trabalhos. Escusado será dizer que eu parecia uma verdadeira criança deslumbrada com o lugar. Para além dos laboratórios, e à semelhança de outras instituições europeias, o INL tem um dormitório para os investigadores estrangeiros se instalarem provisoriamente até se conseguirem estabelecer na cidade, e ainda uma creche para os filhos de todos os investigadores. Há ainda espaços de lazer, para descontrair e socializar um pouquinho entre o trabalho.


De novo em casa, fomos plantar os mini pés de alface que compramos no mercado da cidade de manhã. Estamos a começar uma pequena hortinha a varanda. E eu, que nunca plantei o que quer que fosse na vida, estou toda yupi. Até vou comprar um pequeno regador ^^

Ontem, domingo, dia de aniversário do Moço, foi o dia mais calmo de todos. Ele não é de grandes celebrações quando o visado é apenas ele próprio =P Enchemos a pança de empadão e bolo de chocolate de um café aqui perto, que tem sempre doces muito bons, fresquinhos e em conta. De tarde continuamos a "hortar", desta vez couves e salsa. Quanto às prendas... ele abriu-as todas no nosso aniversário, porque é como a canalha e quer tudo de uma vez. E, segundo ele, parece que este ano acertei mesmo em cheio: O Moço recebeu uma caneca toda catita (não que haja disso a potes por cá, mas ele queria uma caneca só dele), uma moldura que parece invocar Tolkien a cada milímetro com uma citação da sua obra, um moinho de pimenta, um cantil daqueles que os senhores chic's usavam para pôr o brandy com um print de um game boy e... pam pam pam! um kit de escavação de dinossauro! Estou mortinha para o ver escarafunchar aquilo tudo e descobrir o bicharoco =P

 

Correu tudo maravilhosamente bem, como podem ver, mas não da forma como tínhamos programado. Este ano, infelizmente, não conseguimos cumprir algumas "tradições" da quadra: não fomos ao cinema, porque não havia nenhum filme que quiséssemos ver em exibição, e não consegui fazer nenhum bolo para as celebrações. Mas, na verdade, algumas tradições são mesmo para quebrar, nem que seja para criar outras. O que importa é que foi super divertido!

Para o ano há mais ^^