terça-feira, 29 de setembro de 2015

Sunshine Blogger Award

Hoje é dia de desafios!! É verdade que foi um verdadeiro desafio mandar-me de casa quem nem um foguete para o escritório, em dia em que estaria de folga, e que o facto que ser o dia Internacional do Café, de acordo com o Garfield, poderia ter ajudado, caso o café me fizesse alguma coisa...

Mas não é desses desafios que eu estou a falar =) A S. do blog Wildflower nomeou-me para esta TAG e, como boa "respondedeira" que sou, não podia deixar passar a oportunidade. Obrigada S.!


As regras do desafio são as seguintes:
  • Agradecer à/ao blogger que te nomeou e mandar-lhe o link da tua resposta;
  • Listar as regras e exibir o logótipo no blog do TAG;
  • Responder às perguntas;
  • Nomear outros bloggers e notificá-los da nomeação;
  • Criar perguntas para os bloggers nomeados responderem.

E aqui ficam as minhas respostas às perguntas da S.:

1. Qual a tua maior ambição?
Ok, esta é difícil. Acho que soaria demasiado Miss Universe dizer que ambiciono viver de forma folgada, calma, a fazer alguma coisa de realmente importante, blá blá blá, coisas. Mas é isso mesmo. Há muitas coisas que ambiciono, e que estão entrelaçadas umas nas outras. Acho que, resumindo, fico-me por "ser feliz" =)

2. Qual é para ti o maior valor?

Decididamente, ser fiel a mim mesma. Posso estar certa, errada ou assim-assim, posso fazer uma coisa boa que acaba por fazer algum mal, ou fazer uma coisa má para um bem maior. Posso ser a favor de um movimento qualquer, ou "nadar totalmente contra a maré". O que nunca posso deixar é de ser eu. Com as minhas convicções, virtudes e defeitos. E saber aceitar-me tal como sou, antes de esperar que os outros façam o mesmo.

3. Qual a tua música preferida?
Não tenho uma música favorita, acho que é uma coisa impossível =P Tudo depende do momento em que estamos, do que estamos a sentir, do que estamos dispostos a ouvir. Por isso, vou escolher uma música importante, e que é uma das minhas favoritas e que é de umas das minhas bandas preferidas: In Joy and Sorrow, dos HIM. Podem descobrir o porquê aqui ^^ May the music be even in your favor.

4. Consegues definir felicidade?
Humm... nem por isso. A felicidade é coisa de se sentir, mas raramente de se definir. Acho que a melhor de a definir é mesmo com o meu típico sorriso de tontinha. Se o "estiver a usar", pronto, a felicidade está bem por perto ^^


E, de acordo com o poder em mim investido, nomeio para este TAG:

O Tio, do As Cenas do Tio


As minhas perguntas são as seguintes:

1. Consegues definir-te numa frase?
2. Qual a tua memória mais antiga?
3. Se encontrasses a lâmpada mágica do Alladin, seguindo as regras extremamente científicas do Génio, tinhas direito a três desejos, quaisquer que eles fossem, excepto matar alguém, ressuscitar alguém, ou fazer alguém se apaixonar. Assim sendo, quais seriam os teus desejos?
4. E para terminar, uma pergunta extremamente importante: entre batatas fritas de presunto, chouriço, camponesas ou daquelas "normais", quais as tuas favoritas?

Divirtam-se ^^

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Five + 32

Para quem já andou a bisbilhotar nas Cenas do Tio, já sabe o que aí vem. Ele tem o dom de se adiantar a mim a dar este tipo de "notícias" =P

A ausência prolongada durante estes dias teve uma boa razão: o fim-de-semana que passou foi devotado a celebrações: cinco anos de namoro e "mais uns quantos" de idade do Moço ^^ E, como sempre, juntamos as duas datas para fazermos apenas uma e prolongada "festividade".


Na sexta-feira, eu e ele celebramos cinco anos de parvoeira conjunta. É verdade... cinco anos de aturanços mútuos, muita comida saborosa e bolinhos fantásticos, de maus momentos ultrapassados, de boas lembranças, de experimentar coisas novas e repetir antigas, de saber ceder, e de evoluir constantemente.

Infelizmente, tive que ficar o dia todo no escritório, o que nos deu muito pouco tempo para a festarola. Cheguei cansada e tive alguma dificuldade em enfardar o jantar, porque os meus sisos decidiram não gostar de mim durante uns dias, pelo que me deixaram a gengiva em estado de sítio. Ainda assim, trocamos as nossas prendinhas durante o dia (e na noite da véspera, já que havia um Moço muito impaciente...). Fiquei muito contente com as minhas: um livro de crianças para pintar dos Looney Toons em formato chibi/criança, uma caixinha de lápis de cera, 3 sets de mobiliário de para casinhas de bonecas do-it-yoursef (sala de estar, sala de jantar e quarto) e não um... mas quatro livrinhos!!

Ele sabe que eu sempre gostei de pintar e, na verdade, já não me lembro de usar lápis de cera, por isso, foi bem jogado. Quanto às mobílias, foi quase necessário fazer-lhe uns sinais de neon tipo Las Vegas, mas ele chegou lá =P Já os livros são sempre bem-vindos, e ele também sabia que já andava à procura do Frankenstein de Mary Shelley há muito tempo, mas queria uma edição mais antiga (e mais barata, claro está), e ainda tive direito às novelizações dos episódios IV, V e VI de Star Wars ^^


Depois de dar umas "dentadas" na mousse de chocolate que, choquem-se, não fui eu (a pasteleira cá do sítio) que fiz, mas ele (e estava muito boa!!), fomos para o ninho, que no dia seguinte estavam "programadas" diversas actividades.

Bem cedinho, dirigimo-nos para o centro da cidade onde encontramos a nossa querida feira de antiguidades. Aí compramos apenas dois livros, um para cada um de nós, a um euro cada. Em seguida, fomos a outra feira, esta de usados, onde maioritariamente de encontram bancas com roupas, mas que, de vez em quando, assim escondidinha, descobrimos uma com livros. E não é que consegui comprar o último livro do Christopher Morre editado em Pt que ainda não tinha?! Pela módica quantia de três euros, O Anjo Mais Estúpido veio comigo para casa. Ainda que seja usado, está em óptimas condições e poupei onze euros. Já tenho leitura do natal =P

De tarde, fomos vizinhar os "nossos vizinhos" do INL - Internacional Iberian Nanotechnology Laboratory. Durante os dias 26 e 27 deste mês decorreu a 1.ª iniciativa "Portas Abertas" no INL, onde os visitantes tiveram direito a uma visita guiada por parte das instalações, ver pequenas experiências in loco (mais para miúdos) e ainda falar com alguns dos investigadores no INL sobre os seus trabalhos. Escusado será dizer que eu parecia uma verdadeira criança deslumbrada com o lugar. Para além dos laboratórios, e à semelhança de outras instituições europeias, o INL tem um dormitório para os investigadores estrangeiros se instalarem provisoriamente até se conseguirem estabelecer na cidade, e ainda uma creche para os filhos de todos os investigadores. Há ainda espaços de lazer, para descontrair e socializar um pouquinho entre o trabalho.


De novo em casa, fomos plantar os mini pés de alface que compramos no mercado da cidade de manhã. Estamos a começar uma pequena hortinha a varanda. E eu, que nunca plantei o que quer que fosse na vida, estou toda yupi. Até vou comprar um pequeno regador ^^

Ontem, domingo, dia de aniversário do Moço, foi o dia mais calmo de todos. Ele não é de grandes celebrações quando o visado é apenas ele próprio =P Enchemos a pança de empadão e bolo de chocolate de um café aqui perto, que tem sempre doces muito bons, fresquinhos e em conta. De tarde continuamos a "hortar", desta vez couves e salsa. Quanto às prendas... ele abriu-as todas no nosso aniversário, porque é como a canalha e quer tudo de uma vez. E, segundo ele, parece que este ano acertei mesmo em cheio: O Moço recebeu uma caneca toda catita (não que haja disso a potes por cá, mas ele queria uma caneca só dele), uma moldura que parece invocar Tolkien a cada milímetro com uma citação da sua obra, um moinho de pimenta, um cantil daqueles que os senhores chic's usavam para pôr o brandy com um print de um game boy e... pam pam pam! um kit de escavação de dinossauro! Estou mortinha para o ver escarafunchar aquilo tudo e descobrir o bicharoco =P

 

Correu tudo maravilhosamente bem, como podem ver, mas não da forma como tínhamos programado. Este ano, infelizmente, não conseguimos cumprir algumas "tradições" da quadra: não fomos ao cinema, porque não havia nenhum filme que quiséssemos ver em exibição, e não consegui fazer nenhum bolo para as celebrações. Mas, na verdade, algumas tradições são mesmo para quebrar, nem que seja para criar outras. O que importa é que foi super divertido!

Para o ano há mais ^^

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Sou um acidente ambulante, ou como me untei num quente dia de verão

Às vezes dá-me para me lembrar de cada coisa... =P

Como já devem ter notado, tenho um problema craneo-encefálico grave. Aliás, tenho vários. Um deles consiste em, assim que me aproximo de um parque infantil, não conseguir conter-me e lá vou eu como uma seta para os baloiços e os escorregas (excepto quando estão lá miúdos, se a coisa estiver deserta… seta).

Pois bem, um belo dia de verão, fui passear pelo parque aqui perto, onde tem... pam pam pam! um parque infantil, claro está. Estava um calor monumental, e as estruturas do parque, que são de metal, ferviam como um caldeirão de sopa no inferno. Subi as escadinhas do escorrega e, para meu espanto, aquilo era mais estreito do que estava à espera. Afinal não sou assim tão minorca como achava… claro que há sempre a probabilidade de agora fazerem os parques infantis em tamanho mais pequeno. Só pode mesmo ser isso. Lá me enfiei no cimo do escorrega, meia espremida, e dessa forma, com os cotovelos colados ao lados do escorrega que estão lá para a canalha e os adultos-sem-actividade-craneana-suficiente-para-que-a-coisa-funcione-decentemente não caiam que nem tordos da estrutura abaixo. Enquanto descia e me projectava para o infinito (tenho mais peso que as crianças que normalmente se escorregam por lá, ou seja, mais balanço), o que aconteceu assim de forma totalmente inesperada?!!? Raspei os cotovelos todos nas paredes do escorrega. Só alguém como eu seria capaz de não perceber que isso ia acontecer.

Raspanso a alta velocidade em chapa a ferver ao sol é uma coisa hilariante. Um cotovelo nem ficou assim muito mal, mas o outro ficou todo queimado. Não me lembrava de ter uma marca do género há anos. Sempre fui daquelas crianças que são encorajadas a brincar quietas, para não cair, não esfolar nada, não incomodar, não sujar a roupa... essas tretas. As dores resultantes desta maluquice não foram nada simpáticas, afinal, eram de queimaduras, e eu sem pomadas ou coisas equivalentes para o efeito. Até que me lembrei que tenho em casa uma coisa que raramente uso: geleia real. Tenho algumas da Oriflame, de vários aromas. Aquilo é basicamente um creme gordo, feito à base de cera de abelha e óleos vegetais, super concentrado, para os locais mais secos do nosso corpo (ou naqueles que quisermos =P). Meus amigos, foi um milagre! Untei a zona flagelada... e as dores passaram q.b. e as queimaduras cicatrizaram bastante bem. Foi assim uma coisa que me passou de esguelha na mona, mas felizmente fez efeito, e que bom efeito!! Agora, quando me queimo a cozinhar, marino o local chamuscado com geleia real, e pronto!

E o que é que aprendemos hoje? Não voltar a "abrir as asas" em escorregas de chapa que dão para cozinhar bifes. Em caso de descuido, untar a zona com consistência de coirato queimado com geleia real, e seguir caminho de encontro à estupidez seguinte.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Fear of the dark

Não, não vos venho aqui falar da música dos Iron Maiden (mas se quiserem ouvir, fica aqui o link ^^ Eu cá acho que vale a pena darem uma espreitadela/"ouvidela" =P ). Vou mesmo falar do meu medo do escuro. E da estranha maneira como o ultrapassei.

Quando era pequena (isto é, mais pequena, que ainda sou uma "amostra de gente" ^^ ), tive um problema nos ouvidos. Não vos posso dizer, com certeza, o que era, mas foi provocado por otites sucessivas e mal curadas. Claro que, de início, era o "deixa andar" e "isto cura-se". Até ao momento que comecei, progressivamente, a deixar de ouvir. Então a minha avó levou-me a um otorrino. E bem... foi bastante complicado.

O tratamento durou anos e custou uma pequena fortuna. As dores eram... incomportáveis. Se não fosse a diligência da minha avó, agora estaria, muito provavelmente, surda. Foi quase um milagre conseguir salvar o ouvido direito. Ainda assim, ouço bastante mal mas, com o tempo, aprendi a disfarçar. Pode parecer estranho, e não é algo que consiga explicar, mas tenho vergonha da minha fraca audição. É quase como admitir que sou menos que as outras pessoas. Tenho razões para me sentir assim? Claro que não. Mas o ser humano é demasiado complicado para ser definido.

Foi um período negro. Não tenho grandes recordações dessa altura, mas há uma que nunca me deixará. É uma das minhas memórias mais antigas. Deveria ter uns quatro anos de idade. As dores de ouvidos que tinha eram tantas, que acordei a meio da noite aos berros e a chorar de uma maneira que parecia que me estavam a matar. Foram as piores dores que já senti. Já tive dores de dentes, que se ouve dizer por aí que são as mais difíceis de suportar (é curioso que, nestas situações, nunca se falam das dores de parto… mas eu essas nunca senti), mas nada se compara com a sensação de que os nossos ouvidos estão a ser perfurados, esborrachados e feitos em papa, e que, graças a isso, a nossa cabeça vai explodir. Não para mim. Há anos que não sinto nem nada parecido, mas mesmo assim, nunca me esqueci da sensação que aquela dor me proporcionou. E não é uma memória que goste de revisitar.

Lembro-me também que, depois de alguns minutos de berreiro, tomei noção de que estava sozinha e às escuras no meu quarto. As dores eram de tal ordem, que nem dei conta do que rodeava. E tive medo, não apenas das dores, mas da penumbra completa que era o meu quarto. Nessa altura ainda tinha medo do escuro, como muitas crianças dessa idade. Mas as dores eram tantas e tão desesperantes que suplantaram o medo do escuro que, depois disso, nunca mais voltou. Estranho constactar que uma dor tão excrusciante me fez perder uma fobia. Pena foi quase ter ficado surda à conta disso.

Os seres humanos são mesmo estranhos.

Ide masé ouvir a música dos Iron Maiden =P

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Vizinhos de Belzebu, Vol. VIII - Quando o problema é outro

Como sabem, mudei-me para um prédio em que, a maioria dos moradores, são estudantes universitários. Claro que, aquando da escolha para O Covil, tinha perfeita noção que me iria encontrar mesmo "no foco" da festança: com diversos estudantes como vizinhos, e "em cima" de alguns locais de divertimento nocturno/bares, o silêncio não ia imperar pelo local. Mas, como sabem, lá me mudei. Não posso dizer que estou descontente com o novo poiso, mas há alguns aspectos que queria partilhar convosco.

Sim, alguns estudantes são barulhentos e outros não. Os moços do apartamento do lado gostam de pôr música de engate para as moças (não sei se convidadas, se as vizinhas da varanda da frente...), a um nível de decibéis indesejável mas, chegadas as 22 horas, ninguém os ouve mais. Não vou dizer que gosto das músicas que põem a tocar, porque não gosto, mas há que saber ser tolerante. Um dia poderei ser eu a fazer algum barulho/dar um jantar mais animado/pôr a máquina a lavar tardiamente para aproveitar o coiso biorário, e não quero criaturas penduradas em mim, a chatear-me a mona, dois minutos depois. Afinal, são músicas de engate. Claro que se fosse eu a meter Skid Row, independentemente das horas, já sei que iria aparecer alguém (não necessariamente estudante) a queixar-se do barulho, dos pulsos cortados, da adoração do diabo e dos sacrifícios de galinhas pretas... mas adiante. O meu problema não são os estudantes, os dias de arraial (como hoje, mas que desta vez não será aqui na zona), as quartas-feiras académicas, os moços a enganarem-se a tocas à campainha e coisas que tais.

O meu problema são os vizinhos de cima: um casal que, quando se ouve, é em altos berros e com conversas de lavar roupa suja.

Logo nos primeiros dias depois de instalada, houve semelhante berrume que eu acho que andou tudo pelo ar. Não consegui perceber a maior parte da conversa (é uma das desvantagens de ouvir mal), mas foi uma discussão e pêras. Ela guinchava de nervos e ele lhe respondia, e passo a citar: "cala-me a p*ta da bocaaaaaa!!". O resto era barulho de coisas a andar a rasto ou assim e, provavelmente, uma pêra. Eu não consegui perceber, mas o Moço acha que ela apanhou uma estalada ou coisa assim. E tal como começou, a discussão parou. Mais ou menos uma semana depois, aconteceu algo parecido, mas com menos intensidade. Durou uns cinco minutos, desta vez sem fruta (pêras, o futebol não é para aqui chamado =P ) e não conseguimos perceber se eram as mesmas pessoas. Este incidente conta apenas como meio, portanto.

A noite passada, acordei por volta das quatro da manhã, com a mulher aos berros novamente: "Nojento! És um nojento! Nojento! Que nojo! És um nojento, nojento! És um nojento! Porco! És um porco! (Qualquer coisa imperceptível) de quatro! Que nojo! Nojento!". E depois silêncio. Passei algum tempo hoje a tentar perceber o que aconteceu (especialmente onde é que o "de quatro" encaixa nesta história). Percebi que, muito provavelmente, não quero descobrir.

Dois incidentes e "meio". Se voltar a acontecer e perceber que está "a haver molho", podem ter a certeza que chamo a polícia. Quanto ao mais, vou seguir um sábio conselho: usar a vassoura para bater no tecto. Para além do barulho, que não é nada agradável, a situação em si mesma é simplesmente ridícula.

Ao menos os arraiais vêm com bifanas incluídas.




Para verem o post do Moço sobre o assunto, fachabori de clicar aqui.

Para lerem os volumes anteriores destas crónicas, fachabori de clicar aqui.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Recolha de monstros =P

Quando estou na paragem/à espera de boleia, passam por mim coisas muito interessantes. No outro dia foi um miúdo bastante traquinas, e hoje foi... a Recolha de Monstros.

Mas, e o que é isso Nightwisha Maria? É um serviço prestado por diversas entidades públicas responsáveis pelos resíduos em cada município (por cá, isso está a cargo da Agere - empresa de águas, efluentes e resíduos de Braga) que, mediante marcação prévia, vão recolher à casa das pessoas electrodomésticos, mobílias e outros monos que já não usam/estão avariados/estragados e que, por serem de grande porte, acabam por ficar acumulados a um canto ou nas beiras dos passeios. Para clientes domésticos, a Agere presta este serviço de forma gratuita. Quem for daqui e precisar de uma recolha de monstros, pode aceder ao serviço via online aqui. Se forem de outras zonas do país, basta uma pesquisa rápida, que encontram facilmente um serviço similar a este.

Hoje, o camião que passou por mim levava, para aí, uns sete ou oito colchões, todos muito bem amarradinhos. Com o início das aulas aqui na universidade, deve haver muitos monos de natureza diversa por aí. Lembro-me que, há uns anos, foi o mês dos colchões e dos sofás. Todos os dias, havia novos "monstros" desses por aí, espalhados, e nem por isso para recolha, visto que permaneceram onde foram deixados durante dias.

Não sei o que acontece aos "monstros" recolhidos, uma vez que nem todos estão inutilizáveis. Acredito que aqueles que ainda estejam em relativo bom estado, ou que necessitem apenas de um arranjozinho, sejam posteriormente encaminhados para instituições ou directamente a terceiros que precisem deles. De todo o modo, acho uma boa iniciativa. Afinal, é bom para, por um lado, quem se quer livrar de algumas coisas lá de casa, especialmente aquelas que não têm conserto, ou daquelas que são grandes de mais para transportar para onde quer que seja, e por outro, para tentar prevenir o abandono destes grandes monos assim no meio da rua. E diga-se, é bastante divertido ver o camião a passar por nós na rua, com uma faixa que diz, em letras garrafais, "Recolha de Monstros" ^^

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Passaram-me um comando para a mão… e ✇♫☣☠☢ tudo =P

Sempre tive veia de nerd invertebrada, mas não de jogadora. Ou me põem uma coisa estupidamente simples à frente, ou esqueçam lá isso. Sou péssima a carregar em botões. Pelo menos, nos botões certos. Não é intencional, mas troco sempre as teclas e vá… estou sempre a mandar-me de penhascos abaixo e a levar porrada. Os jogos em que me safo relativamente melhor são os tower defense (como o Plants vs. Zombies, sobre o qual já falei aqui), porque o perigo não é assim muito eminente, logo, enervo-me menos e há menor probabilidade de carregar nas teclas erradas/acertar no ar em vez do inimigo.

Isso não impediu que virasse “trabalho de ciências” pessoal do Moço. Ele decidiu que me ia pôr a jogar como deve de ser. Não posso dizer que estou chateada ou triste com isso, pelo contrário ^^ (excepto quando me enervo e quero mandar tudo pela janela). Acho sinceramente que o problema é eu achar que não me safo a jogar o que quer que seja. Sou trambolha, já sei, mas pronto, é como ele diz: no começo, vais morrer mais vezes que a conta, mas depois torna-se mais fácil.

E realmente ele tinha razão. Continuo a enervar-me porque não sei saltar lá muito bem, e passo “séculos” no mesmo sítio para chegar “mais lá acima”, e quando o jogo é temporizado, o nível de enervanço é ainda maior; continuo a atingir o ar e não os inimigos (são eles que me apanham a mim) e a mandar-me de penhascos abaixo, ou seja, passo mais tempo a morrer do que outra coisa. Grito e, de vez em quando, tenho uma vontade súbita e avassaladora de mandar tudo pela janela… Mas já não sou péssima, sou só muito má =P

Acho que o ponto de viragem foi quando o Moço instalou o Castle Crashers, um jogo de pancada com gráficos super engraçados, que um dia "vos mostro". Quase parece uma coisa de miúdos, e eu achei tanta piada que ele me passou o comando para as mãos (é mais fácil jogar com isso do que com o teclado, acreditem no que vos digo, e nas horas que passei espetada contra muros no Colin McRae 2000 e picos para pc com um sistema operativo qualquer que não me lembro, mas que já deve estar mais que ultrapassado). Claro que o campeão que usei já tinha um nível muito acima do inicial, e realmente não morria com muita facilidade. Ganhei-lhe gosto. Um dia, pedi-lhe para me deixar jogar no computador dele, e ele disse que não, mesmo depois de a trambolha aqui lhe ter ensinado como passar o nível da "nave espacial dos abelhos amarelos" que, mesmo depois de horas de tentativas, ele não conseguira. Fiquei de trombas.

Eventualmente, ele acabou por instalar-me um emulador no computador, para poder jogar numa "pseudo" Sega Mega Drive/Nintendo. São jogos muito antigos e relativamente fáceis, como o Super Mario Bros, o Sonic The Hedgehog ou o Tiny Toons Adventures (imagem à esquerda), com gráficos tão péssimos e pixelizados que até é engraçado tendo em conta o avanço tecnológico nessa área, mas a ideia é começar por aqui mesmo e depois passar para coisas mais difíceis. Para já, está a correr bem (tretas, continuo a morrer mais vezes que o Krilin ou o Sean Bean), e estou a tomar-lhe o gosto. E agora estou sempre à espera que ele jogue The Binding of Isaac: Rebirth (o melhor jogo de seeeempree!). Nos próximos eventos/Cons a que for, quero ir para a parte dos jogos de consola. Vou passar uma vergonha descomunal, mas quero lá saber. Agora que penso melhor, não sei se vão ficar a olhar para mim porque sou uma nódoa a jogar, se por ser uma rapariga a jogar. Espero bem que seja pela segunda razão – assim os meus oponentes ficam distraídos a olhar para mim e pode ser que ganhe algum jogo =P