sexta-feira, 11 de setembro de 2015

When you're just living your life =P

Estou a ficar seriamente preocupada.

Este mês, as minhas contas em redes sociais têm sido invadidas de fotos e notícias devastadoras: é só pessoal a casar. Não vou mentir: abomino a instituição do casamento (por questões pessoais, ainda que não seja contra quem o faça. Cada um sabe de si, e eu sei que não quero casar). Desde muito nova que tomei a decisão de que "casar" não é assinar um contrato. Como a minha avó muito sabiamente diz, não é num papel que se vai encontrar amor. Mas, de novo, esse é um passo que cabe a cada um decidir se está preparado para dar ou não, e quem está de fora só tem que aceitar, quer a decisão seja positiva ou negativa.

A questão que eu coloco a mim mesma, depois de uma pandemia de fotos de amigos e colegas que ficaram noivos, que casaram ou que foram aos casamentos de outras pessoas, tudo isto em poucos dias, é a seguinte: (palavrão) já tenho 25 anos.

É assustador quando dás por ti e vês que, à tua volta, está toda a gente a dar o nó (alguns, talvez, ali pela zona do pescoço... =P ) ou muito perto disso. É um misto de sensações. Por um lado, percebes que já és adulto e que ainda vives como se fosses um miúdo, e isso é bom, porque o que importa realmente é ter um espírito jovem; por outro lado, é como se fosses ficando para trás. Ainda há uma grande pressão social e familiar, na generalidade, sobre a ideia de, chegando a uma determinada idade, a ordem natural das coisas ser casar ("ajuntar" não, apesar de já ser encarada como uma coisa "aceitável", quanto mais não seja porque é mais barato - assim ao estilo tuga hipócrita), ter filhos e todas aquelas coisas que os nossos pais fizeram, talvez até mais novos do que nós.

Certo é que, para aqueles que decidiram e puderam estudar até mais tarde, e investir numa (possível) carreira, tudo isso fica para mais tarde. Mas ainda assim, não deixo de ter 25 anos e, à minha volta, o círculo de amigos/colegas/conhecidos transfigura-se de uma forma assustadora: para os que já terminaram ou estão para terminar a sua formação académica/profissional, o próximo passo é estabilizar... e isso significa casar e ter filhos. Aqueles que decidiram ficar pela escolaridade mínima obrigatória... já têm família. Se assim não for, lá começam as perguntas inconvenientes do "e para quando o casamento?" ou "com essa idade já podiam 'mandar vir' um menino!" e outras tretas que tais. Continuo-o a olhar para mim ao espelho, e ver que não tenho idade para essas coisas. Respeitem a minha opinião, sim? Não tenho pachorra. Já me basta ver fotos de copos de água, e eu toda fogo-de-artifício por ter comprado uma t-shirt de Star Wars.

Devia ser proibido crescer.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

TAG - Certified Bookaholics

Tcharaaaa!! Não sei se gostam ou não de desafios, mas aqui está um. Só que este é especial! Foi criado em colaboração com a C. do O Meu Reino da Noite e o Tio do Cenas do Tio (para quem não sabe, é o Moço ^^ ). E porquê? Porque nos deu na pinha e porque somos, assumidamente, Certified Bookaholics!!


Este TAG não foi criado com regras, por isso acho que cada um pode criar as suas =P Por mim, é só pegarem na imagem do desafio, responderem às perguntas, e nomearem quem quiserem. Eu cá vou nomear as seguintes pessoas:
asminhasquixotadas do As Minhas Quixotadas
Ricardo M.B.B. do contRacapa
S. do Wildflower

E claro, quem mais passar por aqui e gostar do desafio, fachabori de se sentir nomeado também ^^

Aqui ficam as minhas respostas =)

1. O primeiro livro/colecção que te vem à cabeça
Assim de repente, sem pensar, a saga Harry Potter, de J.K. Rowling. Porque sim, tenho sido bombardeada com memes sobre como o filho mais velho do Harry e de outra-personagem-que-não-vou-dizer-por-causa-dos-spoilers ter ido pela primeira vez para Hogwarts no dia 01 de Setembro... e, como sempre, a minha carta continua perdida nos correios... há 13 anos.

2. Um livro que dizes a todos para não ler
Acho que não há nenhum livro que eu diga às pessoas para não lerem. Há alguns de que não achei lá grande coisa, mas aprendi que os que para mim podem ser daqueles livros que nem para usar de apoio de mesa me serviam, para outros podem ser fantásticos. Ou simplesmente tive alguma sorte e ainda não encontrei um livro mesmo muito mau. Excepto O Memorial do Convento... mas esse era de leitura obrigatória, por isso, não conta.

3. O livro mais caro e o livro mais barato que tens (oferecidos não contam)
O livro mais caro foi o Cosmos de Carl Sagan, que me custou 25,24 euros, apesar de cerca de metade desse valor ter sido pago com o saldo acumulado no cartão Bertrand.
O livro mais barato... na verdade foram vários =P Costumo ir a uma feira de usados em Braga, onde consigo comprar diversos livros a 1 euro cada. Mas como tenho de dizer um, então seja o Farpas Escolhidas, de Ramalho Ortigão (uma selecção de Rodrigues Cavalheiro de alguns textos que compõem os 18 volumes de As Farpas, escritas, numa primeira fase, em parceria com Eça de Queirós).

4. Conto de fadas favorito
A Bela e o Monstro, tanto a versão "mais Disney", como a original de Jeanne-Marie lePrince de Beaumont.

5. Top 3 das tuas personagens favoritas (sejam principais ou não)
Não necessariamente por esta ordem:
Levi bar Alphaeus, mais conhecido por Biff (Cordeiro - O Envangelho Segundo Biff, o amigo de infância de Jesus Cristo, de Christopher Moore).
Os gémeos, Fred e George Weasley (saga Harry Potter, de J.K.Rowling).
Jane Eyre (Jane Eyre, de Charlotte Brontë).

6. Top 3 das personagens que menos gostaste (sejam principais ou não)
Não necessariamente por esta ordem:
Sansa Stark (saga A Song of Ice and Fire, do Tio George).
Douglas Tate Barley (As Confissões de uma Adolescente, de Camilla Gibb).
Lord Asriel (trilogia His Dark Materials, de Philip Pullman).

7. Top 3 de lugares que existem só em livros que gostarias de visitar
Arda (da obra de J.R.R. Tolkien)
Hogwarts (saga Harry Potter, de J.K. Rowling)
O País das Histórias (A Verdadeira História de Tom Trueheart, de Ian Beck)
Westeros é um lugar demasiado perigoso.

O País das Histórias, ilustração de Ian Beck (A Verdadeira História de Tom Trueheart, de Ian Beck)

8. Uma personagem que trarias à vida real
Levi bar Alphaeus, mais conhecido por Biff (Cordeiro - O Envangelho Segundo Biff, o amigo de infância de Jesus Cristo, de Christopher Moore).

9. Um livro que te fez feliz
O Guarda da Praia, de Maria Teresa Maia Gonzalez. Foi dos primeiros livros que li e que me impulsionaram para a leitura. Mas para além disso, foi um livro que fez com que me apercebesse do mundo ao meu redor, de um modo subtil mas, ao mesmo tempo, muito profundo. Uma sensação que ainda hoje conservo ao reler as suas páginas.

10. Um livro que te fez chorar
Harry Potter e a Ordem de Fénix, de J.K. Rowling. Acho que todos sabem porquê, e... não vamos falar sobre isso.

11. Um livro que te fez pensar
A trilogia de Os Mundos Paralelos, de Philip Pullman, em especial o terceiro volume, O Telescópio de Âmbar que, dos três, é o meu favorito. Ao início pensava que estes livros seriam um YA com pouca relevância, mas à medida que a leitura foi avançando, a minha opinião foi mudando consideravelmente. Não acho assim tanto que estes sejam livros para miúdos, mas também para adultos.

12. Um livro que te fez rir
Cordeiro - O Envangelho Segundo Biff, o amigo de infância de Jesus Cristo, de Christopher Moore. Este livro também me fez pensar, e muito, mas foi, provavelmente, de todos os que já li, o que mais me fez rir.

13. Pior adaptação cinematográfica de um livro
Decididamente, Game of Thrones. Não quero saber que me digam que sou uma "purista", que uma adaptação é não suposto ser igual, que a história vai dar no mesmo e mais não sei quê. Eu li todos os livros de A Song of Ice and Fire do Tio George já editados (sim, este é o verdadeiro nome da saga, Game of Thrones é o nome do primeiro livro e da série televisiva) e acho que estão a estraçalhar a história. Pronto, não gostei da adaptação.

14. Livro(s) que vais ter que reler
A saga Harry Potter, quando finalmente conseguir comprar o último volume (edição antiga da Presença).
As Confissões de uma Adolescente, de Camilla Gibb
Saga A Song Of Ice and Fire, do Tio George. Um dia, talvez. Se ele não esticar o pernil antes de terminar a história, claro...
Cordeiro - O Envangelho Segundo Biff, o amigo de infância de Jesus Cristo, de Christopher Moore.
E muitos outros... =)

15. Um livro que te vez voltar uma página atrás devido ao choque
A Muralha de Gelo (A Game of Thrones parte II, edição Pt), do Tio George. Li três vezes uma certa passagem, porque não conseguia acreditar que tinha acabado de ler o que tinha acabado de ler. Foi um momento que mais parecia um vácuo no tempo.

16. Um livro que aches que esteja incompleto
Os do Saramago, ou pelo menos O Memorial do Convento, que foi o único que li dele. Falta todo o tipo de pontuação. Ai e tal, mas é a técnica dele escrever. Está bem, mas se for eu, está errado. Para mim, isso é incompleto.

17. Um livro com um final inesperado
The Kitchen Boy: Os últimos dias dos Romanov, Robert Alexander. Só posso dizer que é um livro fantástico em todos os sentidos. Não vou dizer mais para não spoilar o pessoal, mas vale mesmo a pena ler.

18. Um livro que terminou num cliffhanger 
A Estranha Vida de Nobody Owens, de Neil Gaiman, ainda que seja suposto que a história termine em aberto, num momento que faz o leitor quer saber mais.

Algumas ilustrações de Chris Riddell, que podem ser encontradas
em A Estranha Vida de Nobody Owens, de Neil Gaiman

19. Um livro com um final de arrancar cabelos
Drácula, de Bram Stoker. O que é que foi aquilo?! A sério... quero o meu príncipe que "have crossed oceans of time to find me". Não é o Ed. Isso é uma fada. Estou a falar de vampiros vitorianos bem educados, muito chiques e extremamente cruéis, como é suposto serem. Quando cheguei ao último capítulo de Drácula pensei: é agora que vou ter acção, luta e sangue por todo o lado!... nada disso. Vai masé ali para um canto embalar-te contra a parede.

20. Uma citação importante
Sei que vai soar a cliché, mas cá vai.

Citação por Jojen Reed, (A Dance with Dragons, do Tio George).

21. Uma música perfeita para ler
Eu não costumo ouvir música enquanto leio. Mas se escolher alguma, será instrumental, de certeza. Provavelmente, será dos Nox Arcana. Vou aqui deixar a música Calliope, que faz parte de um dos álbuns deles que mais gosto, o Carnival of Lost Souls .

The End

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Random like me #2

Como hoje é segunda-feira, vulgo, o pior dia da semana, decidi alegrar as vossas vidas (e a minha, porque isto vai dar em risota) com factos aleatórios sobre a Je, cumprindo a teoria do egocentrismo que este blog segue.

1. Gosto de dormir.
Para além de gostar muito de gatos, também sou como eles quando se fala em dormir. Eu podia ronhar na cama o dia todo, acreditem. Se há coisa que gosto, é de estar quentinha e aconchegadinha no ninho, a ronhar. Acordar e saber que posso virar-me para o lado e enterrar a fuça na almoçada outra vez... é das melhores coisinhas!

2. Nunca aprendi a andar de bicicleta.
Eu já tive uma quando era miúda, mas com aquelas rodinhas de apoio atrás. Vivia feliz e contente, a pedalar dentro da garagem comunitária do prédio onde os meus pais moram (nem pensar ir para a rua!!). Até que, num fatídico dia, as rodinhas desapareceram. Nunca me consegui equilibrar lá muito bem, e nas curva... já foste! Raspava-me toda naquele chão de cimento como uma profissional. Pouco depois, cresci o suficiente para já não conseguir andar nessa bicicleta, e pronto, acabou a história =P

3. Tenho uma panca por canecas.
Ainda não está científica e patologicamente provado, mas eu sei que a única explicação é ter umas "peças soltas" por aqui, na região cerebral. Eu a-d-o-r-o canecas. Já nem sei quantas tenho, mas são muitas. Muitas, mas não demais. O conceito de demasiadas canecas não existe... Já pedi mais umas de prenda. Eu disse que era patológico =P

4. Fico quase sempre de olhos fechados nas fotos.
E depois tenho que tirar mais. Sou só eu que acho difícil fica imóvel, isso incluindo não mexer as pálpebras, durante uma infinidade de tempo para a foto sair? É incrível como eu aguento com os olhos abertos, e aguento, e aguento... e quando decido dar uma piscadela super hiper rápida... Kachau! Já foste. Ou fico de olhos fechados, ou de um forma muito peculiar que levará aqueles que virem a foto fica com a impressão que andei a fumar umas coisas estranhas à base de "certos fungos".

5. Tenho demasiada preguiça para pintar as unhas.
Juro. Porque se é para as pintar, é para fazer um trabalho bem feito. Normalmente pinto apenas com uma base com um pouco de brilho, e mais nada (não vou para o escritório de unhas pretas, né?). Mas ter que ficar umas duas horas com as gânfias levantadas tipo louva-a-deus, sem poder fazer nada, só para não correr o risco de a unha ter uma marquinha? Não é para mim. (Podem dizer que há vernizes de secagem rápida, eu sei disso, mas secar superficialmente não é a mesma coisa que secar todo o verniz que se tem na unha. Um toque com mais força em alguma coisa, e lá está um risco com a profundidade de uma cratera lunal). Momento ideal para pintar as garras? Quando se está a ver um filme. Mas sem pipocas.

E agora já sabem mais coisas super interessantes sobre mim. Not. E podem sempre dar uma expreitadela ao Random like me #1 aqui. Já sou quase uma celebridade, olaré! Só me faltam as fotos a fazer bico de pato de 5 em 5 minutos no twitter e já sou como a estrábica que é péssima actriz e namorou com o Angélico e cujo nome agora não me lembro.

sábado, 5 de setembro de 2015

Going to grandma's

Quando estou na terrinha, o que não acontece muitas vezes, tento sempre visitar a minha avó. As manhãs de sábado estão reservados só para ela... e para enfardar as toneladas de comida que me põe na frente.

A minha avó é uma pessoa especial. Foi ela que me criou. Vivi com ela até aos 12 anos e posso dizer que tenho uma ligação maior e mais forte com ela do que os meus pais. Para além disso, sou a sua única neta. Por tudo isso, mesmo que tenha que fazer o esforço para me levantar cedo ao fim-de-semana, ou durante os poucos dias de férias que passo por aqui, vou sempre visitá-la encher a pança e passar com ela algum tempo de qualidade.

Eu sei que não sou isenta, mas posso dizer que, com quase oitenta anos, a minha avó é uma mulher bastante moderna e com a mente super aberta. É muitíssimo mais tolerante que muita gente bem mais nova. Consegue compreender que os tempos são diferente e que não é "como os velhos" =P Com ela, não há cá paninhos quentes. O que tem a dizer diz, quer a mim, quer a qualquer pessoa, e quem não gostar, que ponha na beira do prato. Mas é a primeira a dar carinho e uma palavra de conforto quando necessário.

Hoje fui lá mais uma vez. Como sempre, bebi apenas um iogurte líquido ao pequeno-almoço, só para ter alguma coisa no estômago, porque na casa dela é sempre comer até já não caber mais nada lá dentro. E se me deixar ficar um pouquinho mais de tempo?! Não saio de lá sem lanchar primeiro. É curioso que as pessoas mais velhas, provavelmente porque muitas já passaram grandes necessidades, e mesmo fome, oferecem tudo e mais alguma coisa de comer às suas visitas. Já disse à minha avó que, um dia, vou a rebolar pela rua. Ela respondeu logo que isso era um disparate... não me dava comida suficiente para isso =P (Se bem que, com a quantidade de doces, bolinhos e bolachas que ela me dá... não sei não... É uma sorte ainda não ter apanhado diabetes xD). De qualquer modo, não dá para negar: a minha avó cozinha bem que dói. Não há restaurante ou chef que lhe chegue aos pés. É, literalmente, de comer e chorar por mais!

É sempre bom ir lá a casa, a casa onde cresci, e onde sei que, à minha espera, está sempre alguém com quem posso falar, que me apoia e que, às vezes, me dá um puxão de orelhas quando preciso. Não faz apenas bem ao estômago, também faz bem ao coração ^^

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Quando o telefone toca...

Não, não vou falar de telemarketing. Era coisa que dava pano para mangas, mas hoje vou falar-vos da minha experiência como telefonista. É verdade. Lá no escritório já tivemos um senhora que fazia todo o trabalho de secretariado, mas depois de se reformar, ficámos nós a atender o telefone "à vez" e cada um trata das suas cartas e afins.

Já me aconteceu quase de tudo. Vou registar aqui alguns exemplos. Em todas as situações retratadas, a primeira fala é minha, é só seguir a sequência.

Situação 1:
- Escritório de Advogados, bom dia.
- Estou a falar com a Dona XXXXX (que era a senhora da secretaria)?
- Não, daqui é...
Pi pi pi pi pi pi pi (a.k.a. a pessoa desligou-me a chamada na cara).


Situação 2 (com uma funcionária judicial, depois de ter passado por outras duas que não me queriam sabiam resolver o problema):
- Estou a falar para o Tribunal de XXXX, Secção XXXX?
- Sim.
- Estou a falar do escritório XXXXXX, e precisava de uma informação sobre um processo. Será que me podia ajudar?
- Diga o número do processo.
- Ora, é o processo XXXXXXXXXXXX.
- E o que é que quer?
Lá expliquei à pessoa, provavelmente mais que uma vez, já não me lembro bem da conversa, mas sei que passei uns 10 minutos a ser mal tratada por telefone. Sei que precisava de alguma coisa que a pessoa não queria dizer ou fazer. Foi uma luta. Entretanto houve qualquer coisa na conversa que, para a funcionária, não estava a "bater certo" e então perguntou:
- Com quem estou a falar? É a empregada?
- Sou colega.
- Oh Sra. Dra.! Bem... vamos fazer o seguinte ... (E pronto, assunto resolvido, mas por especial favor! Pois.)


Situação 3 (hoje de tarde):
- Escritório de Advogados, boa tarde.
- Estou? Queria falar com a Dra. XXXXXX
- Neste momento a Sra. Dra. não está no escritório.
- É que eu precisava de falar com ela, é muito urgente!
- E é a Dona...?
- Sou cliente dela.
- Sim, mas eu preciso de saber quem é para poder informar a Sra. Dra. quando ela chegar.
- Diga que é a Dra. XXXX, ou só XXXX, também dá.
- Ah, Dona XXXXX, como está? (Já tinha ouvido falar dela).
- Desculpa, mas com quem estou a falar?
- Com uma colega de escritório.
- Oh Sra. Dra.! Já me lembro de si! (Acho que nunca a vi na vida...) Como está?! Olhe, desculpe, não a estava a conhecer... Mas o que se passou foi o seguinte... (e o resto da conversa foi tudo o que de bom e afável que há no mundo).


Gostaram? Eu também. Adorei cada uma delas. E isto é apenas um exemplo. Também já apanhei telemarketing no escritório, mas esses despacho-os bem quando digo que não sou a pessoa responsável pela coisa. Mas o que mais me dá comichões nas entranhas é mesmo saber que só me tratam como uma pessoa quando percebem que sou "senhora doutora". A falta de educação é uma coisa muito triste, não haja dúvida... mas pronto, uns morrem, outros ficam assim. Vai dando para rir.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Roadtrip to elsewhere ^^

Estou de volta.

Continuo a odiar acampar. Mas como sou tolinha da pinha, espero voltar para o ano, desta vez com um colchão insuflável. E porquê? Porque o que fez "a festa" não foi o acampamento em si, mas as pessoas. Eu e o Moço partilhamos um pequeno "condomínio fechado" feito de um círculo de tendas e um oleado para a chuva, com alguns amigos dele e amigos de amigos, mas tudo gente espectacular. Pokemon's assim daqueles raros e que só encontras por detrás de um raminho de mil em mil anos. Over 9 000! ^^

No primeiro dia choveu a cântaros. Era água e lama por todo o lado, e um frio monumental. O que é que se faz em alturas destas?! Tenta-se parar a chuva. E como, perguntam vocês? Com Teru Teru Bozu 's. São uns bonequinhos que, supostamente, afastam a chuva (quase podia jurar que já fiz um post sobre eles... mas acho que ando a ter alucinações. Fica prometido para uma próxima ^^ ). Eu colaborei a desenhar as carinhas. E a verdade é que, depois de os pendurarmos... a chuva foi-se. Ainda voltou, mas nada que se compare ao dilúvio de quando chegamos ao acampamento.

À noite fomos à "primeira rodada" de concertos. Comemos, bebemos e ainda encontrei uns amigos. Quando chegamos à tenda... nem deu tempo para raciocinar que estava a dormir no chão (o tapete de campismo faz tanta diferença como uma folha de papel). Nos dois dias seguintes esteve um calor abrasador. Por isso, fomos para o rio dar uns mergulhos (ou molhar os pés, no meu caso), ver peixinhos e rãs, comer amoras silvestres, a fazer penteados e muita palhaçada, claro está. O rio estava super limpinho, sem lixo nem nada. Ainda andamos a saraquitar entre antigos moinhos já meios desfeitos. Foi uma óptima inspiração e posso dizer que tive muitas boas ideias. A zona não tem nada que ver, mas é bem bonita e acolhedora. Mesmo os campistas "vizinhos" foram porreiros porque, na verdade, o pessoal estava lá para se divertir e passar uns dias "desligado" de tudo.


Na segunda noite fomos novamente aos concertos, e vimos uma banda que adorei. Os Jabardeus eram uma banda de folk totalmente desconhecida para mim, mas deram um espectáculo e pêras. Fiquei fã ^^ De volta à tenda... foi dormir que nem um porco. Infelizmente não pudemos ficar para a última noite, mas aproveitamos todos os momentos e a água quentes dos banhos grátis, lá isso aproveitamos!

Para o ano há mais. E já agora, obrigada ao nosso pessoal, que nos montou a tenda, nos deu de comer durante dois dias e qualquer coisa, e me fez esquecer daquilo que me fez fugir da comodidade de uma caminha para o meio do mato. Diverti-me à brava, e a coisa é para repetir, no camping required! ^^


P.S.: Temos que fazer uma t-shirt sobre os quenelles. Ainda não percebi muito bem em que consistem...  mas comeu-se! =P

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Fui ali dar uma volta e já venho

A Nightwisha Maria não gosta nada de acampar. Por isso, a Nightwisha Maria vai acampar e só deve estar de volta lá para domingo.

Com, verdadeiramente, duas semanas de férias, que têm sido passadas ora dentro de casa, ora à mesa com a minha avó a encher o bandulho de comida, posso dizer que não tinha grande possibilidade de fazer alguma coisa digna de nota a que pudesse, efectivamente, chamar de férias. Por isso, eu e o Moço vamos acampar num festival, onde não se paga nada. Exceptuando o consumo de comes e bebes dentro do recinto dos concertos, como é óbvio, a entrada e o acampamento são gratuitos, daí que, mais vale isso do que nada.

Isso não significa que eu goste de acampar, porque não gosto.

Já estamos a preparar as mochilas, a comida, os produtos essenciais, e o espírito, visto que não vamos dormir durante uns três dias. Já sei que vamos vir mais cansados do que formos, cheios de picadelas de mosquitos ou todos encarquilhados da humidade, dependendo se estiver sol ou se chover a potes. Está mais virado para a segunda opção, mas eu quero lá saber: vou mesmo acampar para o meio do monte, independentemente das alergias, do animaledo e da chuva. Pelo menos há água quente para se tomar banho. É aproveitar, que segunda-feira já começa o trabalhinho outra vez!

Por isso, aqui vou eu. Vemo-nos daqui a uns dias =)