domingo, 9 de agosto de 2015

Colorices - Dos livros de pintar para adultos

Não percebo esta nova moda. Ou melhor, não percebo se o pessoal agora anda numa de livros de colorir só porque é moda, ou se o pessoal simplesmente anda numa de pintar e, por isso, virou moda e agora é só livros desses em todo o lado porque o que é comercial dá dinheiro.

Eu sempre gostei de pintar. Com marcadores, porque com tinta... esqueçam! A não ser que estejam numa de adquirir pinturas rupestres por um ser que sofre de síndrome de Tourette, não me metam um pincel e tintas para a mão. É tempo perdido. Ainda assim, não me safo nada mal com os marcadores, tal como podem comprovar pelo comentário que uma das minha educadoras do infantário teceu, curiosamente, não quanto às minhas habilidades com as conhecidas "borranas", mas antes sobre o meu vestuário: "tu dantes combinavas cores tão bem... agora só vestes preto. * ar de quem pensa que se perdeu uma artista * ". Sim, tem tudo a ver.

Mesmo depois de já ter passado a "idade de pintar", e de a minha mãe se recusar a comprar-me desses livrinhos nos "chinos" porque "isso é coisa de canalha e já devias ter juízo", continuei a imprimir da internet algumas imagens apenas delineadas, para esse propósito. E era assim que costumava passar algum do meu tempo livre, apesar de, aos poucos, ter perdido esse hábito (talvez os olhares de soslaio da minha mãe tenham contribuído...). Eventualmente vieram os dentes do siso e deixei de pintar de todo.

Agora é moda. E paga-se um balúrdio para estar na moda, claro. Nos "chinos" há livros com versões pesudo-copiadas e um pouco estranhas das princesas da Disney, umas quantas Navegantes da Via Láctea e arredores, ou mesmo uns sayajins, e acredito piamente que a coisa deve fazer o mesmo efeito que as mandalas mágicas. Afinal é só para pintar e aliviar o stress, se bem que eu não entendo como pintar dentro das margem de forma incólume de áreas com míseros milímetros quadrados pode ser uma actividade relaxante. Já sei, já sei... a criação de uma mandala é suposto ser um ritual de meditação e introspecção, uma representação espiritual do universo, e há mandalas fantasticamente desenhadas. Mas para mim, não passar as linhas quando estou a pintar é uma coisa super stressante, que até fico com o coração acelerado sempre que a ponta do marcador se achega a uma margem, tipo tirar um osso ao Mauzão e tentar que ele não nos ferre. Se me querem ver irritada, já sabem que basta enviar-me um livro de colorir e uns marcadores pelo correio. Quando ouvirem um grito a quilómetros de distância, já sabem que fui eu a atirar o material pela janela fora e a rogar-vos uma praga. Como é que era? Ultrapassar adversidades faz-nos mais fortes?! Uma praga é sempre um bom começo.

Ainda assim, é uma desculpa para dar à minha mãe. Quando ela me voltar a dizer que pintar livrinhos é coisa de criança, já posso dizer com muita satisfação que isso agora é coisa de "gente crescida que tem muito stress". Assim como assim, agora passatempo de criança é jogar nos tablets dos pais (ou deles próprios), por isso, that's right.


P.S.: Que fique bem claro que eu não tenho nada contra o pessoal que pinta mandalas. Isto é apenas uma sátira e, como disse acima, também gosto de desenhos para colorir. Acho só estranho que, de repente, toda a gente o faça. Provavelmente é assim porque é moda, e não pelo envolvimento espiritual do ritual em si. Para quem quiser se dedicar às pinturas sem gastar muito dinheiro, na internet há milhentas imagens, mandalas ou bonecada, para sacar gratuitamente.

sábado, 8 de agosto de 2015

Mudanças

Vim viver para Braga há sete anos. Na altura era uma "recém-adulta" acabadinha de sair do forno, com 18 anos, caloira e as únicas ocupações domésticas que sabia fazer eram comer e dormir. Não sabia cozinhar, porque em casa havia o seguinte mote: se "a menina" mexer no lume, queima-se; se "a menina" mexer numa faca, corta-se; se "a menina" se empoleirar num banco para resgatar uma coisa, cai e esparrama-se toda no chão. Ou seja, até ali existi na minha passividade de clausura em redoma de vidro. Não conhecia nada, porque nunca tinha tido "autorização" para sair da minha bolha. Se vissem "a parvinha" que eu era, a olhar para um admirável mundo novo ali, na eminência de acontecer... morreria de vergonha.

Fui então "depositada" por cá, num T2 com mais três raparigas que conheci na fila para a matrícula, onde dividia-mos os quartos. Éramos todas caloiras, e desejosas de conhecer o mundo. Os meus pais vieram comigo conhecer "os cantos à casa", e foi aí que a sua intervenção ficou. Mesmo sabendo que eu desconhecia essa arte feiticeira de cozinhar, tinha sempre duas opções: aprender sozinha ou esperar que alguém cozinhasse por mim, já que ficou bem esclarecido que não iam haver "aulas" da dita arte feiticeira em casa, e muito menos tupperwares de fim-de-semana congelados. Esse ano passou e, como seria de esperar, duas das minhas colegas foram viver com outras pessoas dos seus cursos e uma decidiu que lhe compensava ir e vir todos os dias visto que não morava muito longe. Sobrei eu.

Então tive que procurar uma nova casa. Tive um acidente de percurso (nunca mais duvidei do meu instinto depois disso, e comecei a confiar piamente no que ele "me diz") e fui para uma nova casa. Aprendi a cozinhar, a mexer em máquinas de lavar e como mudar botijas de gás. Fiquei nesse apartamento durante três anos, até aparecerem duas bodalhocas imundas e sem qualquer tipo de educação "criaturas" (ver ou relembrar situação da Entidade com menstruação aqui; saber ou relembrar quem é a Entidade aqui.). Mudei-me então para a casa onde estou agora, partilhei-a com uma louca durante quatro meses e com uma rapariga super fixolas durante dois anos. Este último que passou estive sozinha na casa, muito embora outras pessoas a tivessem visitado, porque, essencialmente, é um "buraco": entre coisas estragadas, inexistentes ou a cair, sobra muito mas muito pouco. No entanto, foi o mais barato que encontrei e... dinheiro teve que ser.

Apesar das parcas condições da habitação, a coisa foi-se passando, até ao momento em que o frigorífico deixou de funcionar. Alertei a senhoria, e a resposta que tive foi: vou-te aumentar a renda e o frigorífico logo se vê, que não tenho dinheiro nem disponibilidade agora, e só contigo na casa, não me sobra nada. Devo lembrar os leitores incautos que, se apenas cá resido eu, é por inércia da dona, que não faz obras e tem tudo bolorento, incluindo as paredes dos quartos livres que, por não estarem a ser "usados", têm humidade suficiente para uma ou várias culturas de bicharada. Para não falar nas portas dos armários que me caem em cima dos pés, dos electrodomésticos que, ou não existem ou não funcionam, na instalação eléctrica da casa de banho que não funcionou durante dois anos porque a ligação tinha sido feita com fio de telefone (não sei como não ardeu a casa toda connosco lá dentro), e por aí fora...

Agora tenho que mudar. É uma imposição da senhoria, à qual paguei, durante três anos, todas as minhas obrigações, sem falta. Há um mês que procuro novo poiso, mas o arrendamento subiu muito nos últimos sete anos. Não condeno quem investe num apartamento com tudo do melhor, e depois queira o devido retorno, mas tendo em conta o sovina que tenho em casa e que infelizmente ainda me paga as contas, tudo é caro. Tenho até ao final de Agosto para mudar e não tenho nenhuma perspectiva. Os quartos mais baratos são "em cima" dos bairros problemáticos, e eu não tenho intenção de ficar com as tripas de fora ou coisa do género. Há ainda a possibilidade de ir para um pequeno apartamento, mas... dinheiro. Gostava de mudar com o Moço, mas é quase impossível encontrar um apartamento em que aceitem um casal num quarto e, uma vez que ele ainda não conseguiu emprego, está ainda mais difícil. Se bem que tendo em conta que alguns T1's não são muito mais caro do que um quarto singelo, numa casa cheia de gente, com a qual me posso vir a dar mal, talvez compensasse, pelo menos em descanso. Bem sei que nem todos os estudantes são porcos bêbedos, eu própria não o era, mas é um risco demasiado grande e eu não me posso dar ao luxo de acordar às três da manhã só porque partilho casa com gente sem respeito. Mas... dinheiro. Arranjar um part-time é-me extremamente difícil visto que estagio a semana inteira, sem possibilidade de remuneração porque a minha ordem profissional não deixa, e assim permanecerei por, provavelmente, mais um ano e qualquer coisa, e aos fins-de-semana seria complicado porque tenho que ir a casa de vez em quando (a bolha ainda existe, aparentemente... esta sou eu, com 25 anos).


Ainda assim, comecei a "empacotar as coisas". E já parece um dos 12 trabalhos de Hércules. Já me tinha esquecido que mudar de casa era tão mau. Parece que aparecem coisas vindas de todos os sítios e hipotéticos buracos. Só aí uma pessoa vê a tralha que tem. Ao fim de sete anos, é espectável que já se tenha uma "casa montada" e não se viva com o meramente essencial à sobrevivência. Por este andar, as minhas férias vão ser procurar casa até à última e ensacar as minhas coisas. Nada de passeios, conhecer sítios novos ou descansar.

Depois de este post demasiado longo (nem sei como têm paciência para ler isto tudo...!), percebo como é fácil reduzir/desconstruir uma pessoa num punhado de sacos e caixas de cartão, mas que é difícil voltar a montá-la como uma pessoa inteira. Que há sempre alguma coisa que acrescentámos "à tralha", porque há sempre alguém que esteve naquele local antes de nós, e deixou alguma coisa esquecida para trás. E que há sempre alguma coisa que deixamos esquecida para trás quando "andamos em frente" que, muito provavelmente, irá acrescer "à tralha" de outro alguém.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Cordeiro – O Evangelho Segundo Biff, o amigo de infância de Jesus Cristo

Biff, o meu novo melhor amigo.

(Talvez achem produtivo ler a sinopse do livro primeiro, por isso, o link está aqui ^^ )

Há uns tempos atrás vi uma lista de livros em promoção e encontrei um que me chamou especialmente a atenção. Apesar de não ser “a minha praia”, havia nele qualquer coisa que me deixou curiosa. A ideia de ler um evangelho revolucionário escrito pelo punho que quem melhor sabe como realmente foi a história de um dos maiores e mais conhecidos ícones mundiais, pareceu-me um pouco venenosa… e hilariante.

Cordeiro – O Evangelho Segundo Biff, o amigo de infância de Jesus Cristo de Christopher Moore, é dos melhores livros que li nos últimos tempos. Contrariamente ao que eu estava à espera, não é um livro venenoso. É verdade que é uma comédia extremamente sarcástica, mas não aponta o dedo a esta ou àquela religião: aponta o dedo à humanidade, e acho que é precisamente aí que assenta a sua genialidade. Obviamente que, apesar de ter por base bastante pesquisa histórica e religiosa, não podemos esquecer que é uma obra de ficção. Tal como o autor declara nas notas finais do livro, este limitou-se a preencher um vazio na história contada sobre a vida de Jesua de Nazaré, da mesma forma que os autores dos evangelhos: com a imaginação.

É então, pelas palavras do melhor amigos de infância do Filho de Deus, Levi bar Alpheus, também conhecido por Biff, que conhecemos as aventuras e desventuras de… bem, pessoas de carne e osso. A capa da edição portuguesa, ainda que não seja muito chamativa à primeira vista, está muito bem conseguida e é, de todas as edições, a minha favorita. Apesar de minimalista, acompanha o sentido da narrativa sem deixar de ser engraçada.

Acho que, curiosamente, Christopher Moore encontrou uma maneira bastante sábia para retratar Jesua de Nazaré. Há muito sarcasmo à mistura, isso é inegável, mas esta é a imagem que eu gostaria que os ministros da religião adoptassem para apresentar o “seu” Filho de Deus. Moore não nega a sua divindade, mas dá-lhe também a possibilidade de ser humano. Jesua brinca, cresce, faz escolhas, tropeça e cai, levanta-se, aprende e ensina, sem deixar de fazer piadas, de se divertir e ter amigos e família com quem partilhar os bons e os maus momentos. Consegue, mesmo com o seu amigo sarcástico e mundano sempre atrelado a si, atingir um nível de plenitude incrivelmente simples e incrivelmente certo, tal como é esperado do Messias. Biff é, ao mesmo tempo, o melhor amigo e o melhor cronista que qualquer um poderia ter. A sua devoção, não ao mestre, mas ao amigo pelo qual deixa o pouco que tem para trás, é verdadeiramente inspiradora – uma autêntica ode à amizade. A trama está muito bem construída, pois, como disse, aceita numa boa pesquisa, onde Moore enceta passagens conhecidas, dando-lhe uma leveza que não encontraríamos noutro lugar. Acima de tudo, transmite uma mensagem séria e carregada de significado, ainda que a brincar.

Resumindo, digamos apenas que adorei este livro. Acho que qualquer pessoa, independentemente das suas crenças religiosas, ou falta delas, deveria lê-lo. Afinal, é uma comédia. Talvez a mensagem final de Moore seja precisamente essa: a de que todos devemos saber rir. Recomenda-se!


Sobre o Autor:
Christopher Moore é um autor americano de ficção absurda, nascido a 1 de Janeiro de 1957, em Toledo, Ohio (a melhor cidade para se nascer tendo em conta o género =P ). Como filho único, aprendeu a entreter-se sozinho enquanto miúdo. Começou a escrever com seis anos. E converteu-se no menino-prodígio mais velho de sempre, ao publicar a sua primeira obra com trinta e poucos anos. Vive actualmente numa fortaleza, situada numa ilha inacessível no Pacífico (mentira, vive em São Francisco, Califórnia =P ).

As suas histórias apresentam-nos homens comuns que se vêem envolvidos em situações sobrenaturais ou extraordinárias. Em Portugal, apenas cinco das suas obras foram publicadas: Cordeiro, Minha Besta, Guia Prático Para Cuidar de Demónios, O Bobo e O Anjo Mais Estúpido. Apenas o último destes livros me falta na prateleira, provavelmente por ser o único que não custa entre € 3 a € 3,50 em qualquer livraria. Uma pechincha, tendo em conta a qualidade das histórias deste senhor.

Christopher Moore convida ainda os seus leitores a contactá-lo por e-mail (algo que estou a ponderar fazer mesmo a sério), através do endereço BSFiends@aol.com.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Os melhores (ou piores) toques de telemóvel de sempre xD

Uma coisa extremamente pessoal e que, muito provavelmente, é a primeira que personalizamos num telemóvel novo, é o seu toque. Sempre que alguém nos melga a mona telefona, queremos ouvir uma coisa de que gostamos e que nos identifica de certa maneira. Desde os "toques clássicos", que são apenas um trimm trimm, às melodias pré-definidas (e normalmente desinteressantes e melosas), até uma das músicas das nossas várias playlists, a coisa pode rondar o infinito de possibilidades. Na verdade, o que todos queremos é um pouco de individualidade, pois cada equipamento acaba por ter a sua melodia, e é mais fácil identificar quando é o nosso a tocar. Excepto quando se tem o clássico trimm trimm =P

Eu já tive vários toques, desde o Rebel Yell do Billy Idol à música da Ponyo (anime dos Estúdios Ghibli, distribuído nos EUA pela Disney - estes gajos andam em todo o lado...). Neste momento, quando ouço um Whole Lotta Love dos Led Zeppelin assim do nada, já sei que "estou a dar sinal". No dia-a-dia, ouve-se cada coisa vinda dos telemóveis alheios... Daí que, num dia em que não tinha  mais nada interessante em que pensar, me perguntei: quais seriam os toques de telemóvel mais estranhos e engraçados de sempre?!

E daí surgiu este post =P


1. The Imperial March, tema de Darth Vader do franchise Star Wars.
Foi escrita por John Williams, para o filme Star Wars Episode V: The Empire Strikes Back. Combinado com um aviso de mensagens do som do Darth Vader a respeirar... brutal! Também funciona muito bem como Alarme =P



2. Super Mario Bros., tema do jogo com o mesmo nome. 

3. Go go Power Rangers!, tema da série Mighty Morphin Power Rangers, de Ron Wasserman.

4. The Addams Family, tema da série original com o mesmo nome, de Vic Mizzy.

5. Scotty Doesn't Know, dos Lustra.
Viram o filme EuroTrip? Se não viram... estão a falhar! Esta música faz parte da banda sonora (que tem a ver com o plot em si) do filme e é extremamente aditiva. E de rir!

6. Ghostbusters, tema do filme com o mesmo nome, de Ray Parker Jr.

7. The History of Everything, tema na série The Big Bang Theory, dos The Barenaked Ladies.
Adivinhem qual seria o aviso de mensagem... yap, o Bazinga do Sheldon =P


8. The Murder, tema do Psyco, de Bernard Herrmann.
Uma colega na universidade tinha este toque escolhido para quando os pais lhe ligavam que, se não me engano, começava com o grito estridente da Marion Craine. Muito subtil.

9. Knight Rider, tema da série com o mesmo nome, de Stu Phillips.
"Kitshi, me venha buscar!"

10. Tema da série MacGyver, de Randy Eledman.
Eu queria ter um canivete suíço como ele... e uma mota também!

E para finalizar... uma música que qualquer criança dos '90 conhece e cuja mãe ameaçava sacar de uma caçadeira sempre que a referida criança a começava a cantar:

Não sei quem criou esta música, mas sei que passou num dos episódios da Ilha das Cores, uma série infantil da RTP2 dos anos '90. 


E então, quais são ou foram os vossos toques? Que acham desta lista? Teriam algum tema a adicionar? Nunca ouvi nenhuma destas músicas no telemóvel de quem quer que fosse, mas se isso alguma vez acontecer, vou esmerdalhar-me a rir. Isso é certo =P

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Central Comics Fest 2015 ^^

Pois é... e ontem estivemos por lá!

Este ano, o Central Comics Fest decorreu durante os dias 1 e 2 de Agosto, na Casa das Artes, no Porto, mas infelizmente só pudemos ir um dia, pelo que o domingo foi o dia escolhido para fazer a nossa aparição.

Lá chegados, eu e o Moço fomos fazer um "reconhecimento à área", ou seja, saber quais as actividades programadas para o dia e em que local do espaço iam acontecer. No andar de cima havia banquinhas com merchandising e handcrafts, uma zona com computadores para os visitantes experimentarem alguns jogos digitais, outra para jogos de tabuleiro, e ainda um auditório/anfiteatro onde iriam decorre algumas actividades. Em baixo havia uma sala para jogar Dungeons & Dragons (RPG de tabuleiro) e TCG's (trading card games) e as casas-de-banho. No exterior, que era um jardim extremamente simples e bonito, havia uma banca de comes e bebes, mais um par delas de venda, algumas mesas para jogos e finalmente uma zona com armas em esponja para dar pancada ao pessoal (demonstração de Belegarth).

Depois de alguns beijinhos trocados com pessoal conhecido, lá foi aqui a je, na sua missão de rumar à casa-de-banho mais próxima e... trocar de roupa.



E... cá estou eu! Sim, é verdade, é/ sou/ fui a Pan de Dragon Ball GT ^^ Pensei que não ia conseguir um fato de cosplay satisfatório (sou um pouco picuinhas nestas coisas...), mas depois de ver as fotos e o meu reflexo numa parede espelhada do espaço, fiquei mais confiante. E o pessoal disse que estava muito bem, por isso fiquei bastante contente com o resultado =)

Entretanto alguém nos interceptou... e levou-nos para jogar Dungeons & Dragons. Para mim foi a primeira vez, apesar de já ter ouvido falar do jogo vezes sem conta. Decidi experimentar e posso dizer que é um pouco complicado de início, sobretudo quando se é a única pessoa na mesa que nunca jogou D&D na vida =P Mesmo assim, a ideia era participar numa aventura relativamente simples, para pessoal iniciante, até porque tínhamos um jogador experiente connosco e o Dungeon Master (que é quem controla o ambiente e descreve o jogo), que nos iam dando umas dicas. Agora estou numa de pesquisar como criar a minha própria personagem para jogar mais vezes com algum pessoal =)


Da parte da tarde, andamos a passear pelo recinto, a conversar com o pessoal e claro, também parámos na área de jogos de computador para experimentar um pouquinho. Devo dizer que me saí razoavelmente mal, como de costume. Mas acho que já estou a melhorar. Muito pouco, mas estou =P Entretanto fomos para o auditório porque queríamos muito ver a entrevista à convidada do dia. Era nem mais nem menos que... a Cristina Cavalinhos!! Sim, é a actriz e dobradora que faz diversas vozes de desenhos animados, mas talvez os mais conhecidos sejam Sailor Moon (Navegante de Marte, Navegante de Plutão, a gatinha Diana e ainda, na versão Crystal, a gata Luna) e Dragon Ball (Bulma, C-18 e... a Pan!!).


Ela foi muito simpática e querida ao responder às perguntas da plateia, sem ares de grandeza e com uma sinceridade e humildade enormes tendo em conta todo o seu trabalho e talento. Acabou por confessar que a personagem que lhe era mais querida era precisamente a Pan, a neta do Son Goku ^^ É claro que eu fiquei toda babada e contente, porque escolhi fazer esse cosplay precisamente quando soube que ela ia ser uma das convidadas, também como uma forma de tributo (e ela até apontou para mim quando falou da personagem ^^ ).

No final, esteve a dar autógrafos, e claro que me levantei que nem uma seta para ir ter com ela. Novamente, ela foi muito atenciosa com todos, deu beijinhos e tirou fotografias também =)

(Com a Cristina, e também C-17 - Ricardo Dias - obrigada! ^^ )

Finalmente, foi o momento de assistirmos ao concurso de cosplay do evento, que foi a segunda eliminatória do Eurocosplay, que apurou quem vai à final que se realiza em Londres. Antes da competição propriamente dita, ainda houve tempo para brincadeira e palhaçada, que também é sempre necessária, e os apresentadores (um deles são capazes de conhecer, porque ele já tem aparecido por aqui... é o meu afilhado e ficou muito confortavelmente à minha frente na foto abaixo =P ) chamaram ao palco todos os cosplayers da plateia que não iam concorrer, para também mostrarem os seus fatos e apresentarem os seus personagens. Gostei particularmente da Joker que, questionada sobre quem era, respondeu muito séria "Sailor Moon". xD


Não vou por aqui nenhuma foto do concurso, porque dadas as condições de luminosidade durante o mesmo e os "limites" da câmara/lente do Moço, não tinha nada de jeito para vos mostrar, mas poderão ver o rescaldo da competição, assim como de todo o evento, na página de Facebook do Central Comics Fest 2015 (soube que as fotos ainda estão a ser editadas em razão da quantidade) e noutros locais habituais, como a OtakuPt (para já ainda não há fotos nem artigo, mas sei que vai haver nos dias que se seguem) ou no site da Cosplayer.

E pronto, depois disso tirei mais algumas fotos com outros cosplayers, enquanto esperava pelo anúncio dos vencedores, ao qual, infelizmente, não consegui assistir porque... transportes públicos. Houve necessidade de se proceder a uma reorganização do "guia das actividades", e por isso as mesmas atrasaram-se um pouco infelizmente. Não deu para me despedir do pessoal todo "como deve de ser", mas todos sabem que sei que deram o seu melhor e lhes agradeço pelo óptimo trabalho. Daí que fui mudar de roupa para ser a je outra vez bem rapidico e lá voltamos nós para casa pelo mesmo caminho que fomos.

(Obrigada também à Sininho e Trunks do Futuro ^^ )

Hoje de manhã estava super cansada, mas valeu a pena. Diverti-me bastante nas actividades, revi pessoal fixe e conheci novas pessoas igualmente fixes e espero que para o ano se repita, se possível, ainda melhor, porque podemos sempre melhorar!! Obrigada a todos que proporcionaram este evento fantástico! ^^

sábado, 1 de agosto de 2015

Just another day in the world =P

Acho que já posso dizer que estou de férias. Quero dizer, mais ou menos =P Ainda tenho algumas coisas para fazer no escritório, mas podemos dizer que é "trabalho residual". Vou ter mais tempo para descansar e não fazer nenhum, que também é preciso(!), aproveitar para descontrair, dedicar-me à leitura, ver umas séries, jogar umas coisas, e também ver casas para mudar, visto que tenho que sair de onde estou até ao final deste mês.

Já agora, ontem ao vi nenhuma lua azul. Nem Smurfs. A lua estava tão branquinha de tão desbotada, que até o sinal luminoso do INL (International Iberian Nanotechnology Laboratory) que é "meu vizinho", pelo menos por enquanto, estava mais azul que a lua. Se abriram o link acima, conseguem ver que o logótipo dos moços nem sequer é azul, por isso acho que perceberam o que eu queria dizer. Lua azul... Publicidade enganosa, é o que é! =P

E pronto, como vêem, nada de interessante tem acontecido para estes lados. Mas amanhã já conto que seja diferente, porque eu e o Moço vamos a um evento, o Central Comics Fest 2015, que se realiza este fim-de-semana, no Porto, mais concretamente na Casa das Artes. Não deu para ir hoje, mas amanhã ainda é dia! =) Infelizmente não consegui terminar nenhum dos fatos que tinha programado, mas entretanto terminei outro relativamente mais simples e que vos mostrarei amanhã, com um apanhado do que se irá passar por lá. Se também forem, avisem! Talvez nos encontremos ^^

Divirtam-se! =)

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Bombons de chocolate recheados com morangos ^^

Às vezes não tenho que fazer. Ok, isso é mentira, que tenho sempre coisas para fazer e, quando não tenho, invento logo umas vinte, de modos que passo a ter muito que fazer outra vez. Daí que, um dia lembrei-me de, tendo o Moço “se ausentado” umas horas para ir ao Centro de Emprego para um entrevista, cuja carta a indicar tal obrigatoriedade de comparecer não dava qualquer informação sobre a que cargo se estava a candidatar e para que empresa, pensei em fazer-lhe bombons. Já alguma coisa me dizia que o iria ter que compensar =P

Como foi assim uma coisa que me passou pela pinha tipo relâmpago, tive que me desenrascar com o que tinha em casa. Fazer os simples bombons de “chocolate maciço” pareceu-me meio “sem graça”, mas não queria fazer bombons recheados, uma vez que nunca experimentara e sabia que ia perder muito tempo em pesquisas, é algo suja meia cozinha e, claro, quando ele chegasse a casa, ainda não estariam prontos e lá se ia a surpresa. 

Saraquitei pela casa, a ver se era bafejada com alguma inspiração ao olhar para as mercearias e afins, e foi então que vi: na prateleira de cima, mesmo com a luz do frigorífico a dar-lhe valente, estava um tupperware com morangos. Peguei na forma de bombons que ainda não estreara e no chocolate preto e meti mãos à obra.


Numa tigela coloquei o chocolate e meti no micro-ondas para aquecer. Confesso que isso nem sempre me corre bem, mas já descobri o truque: agora não uso tupperwares para aquecer o chocolate e coloco sempre o micro-ondas na temperatura mais baixa. É verdade que assim demora mais tempo, mas é pouquíssimo provável que o chocolate queime. Depois, fiz o que faço sempre: pôr o micro-ondas a trabalhar por lapsos de tempo curtos, tirar a tigela, mexer o conteúdo, e fazer tudo igual outra vez. Claro que o facto de ter usado chocolate de melhor qualidade também ajudou.

Entretanto, lavei os morangos, tirei-lhes o raminho verde, e cortei-os em pedacinhos pequeninos. Depois de o chocolate ter a consistência desejada, fui enchendo a forma e colocando dois ou três pedacinhos de morangos lá dentro. Não é muito difícil, mas neste caso, como estava a usar fruta fresca e não desidratada, o chocolate ficava um pouco “húmido”. Mas com jeitinho, lá ficou. Depois de encher os buraquinhos, peguei na forma pelas extremidades e bati com alguma força contra a mesa. A ideia é eliminar as bolhas de ar que os bombons tenham. Finalmente, coloquei a forma no frigorífico e esperei que os “pequeninos” solidificassem.


Limpei a sujeira toda que fiz e arrumei os ingredientes no sítio, para não deixar vestígios nenhuns na cozinha. Claro que depois esqueci-me completamente que tinha a forma no frigorífico, e foi só quando o Moço chegou que tive todo o cuidado de não o deixar lá ir. Quando ele não estava por perto, fui ao frigorífico para me certificar se os bombons já estavam prontos. E estavam, uffa! Enquanto os desenformava, às escondidas, ele perguntou: Que estás a fazer?! Eu, que entretanto tinha voltado para a cozinha para ir buscar um prato*, respondi: Já vais ver.

Quando lhe mostrei os bombons parecia um puto. Comeu logo dois, mesmo antes do jantar. Também não são lá muito grandes… aquilo não cabe “na cova de um dente”, quanto mais encher a pança =P Mas o que importa é que ele adorou! Escusado será dizer que os “pequeninos” não duraram muito tempo, mas isso, na verdade, até é uma coisa boa ^^ Experimentem!



* Pode parecer estranho (e efectivamente é), mas eu tenho o frigorífico na sala2. Vivo numa casa de estudantes, em que a sala “verdadeira” foi transformada num quarto. Nessa divisão agora não está ninguém, por isso passou a ser sala outra vez. No entanto, a casa tem uma pequena divisão, ao lado da cozinha, que foi transformada em sala, uma vez que a “verdadeira” era um quarto. Para que se orientem, é aquilo ao que antigamente correspondia o quarto da empregada. Como na cozinha, apesar de espaçosa, foi adicionada uma banca a mais, comprida, estilo “ilha” (é mais uma península, mas está bem =P ), a única ficha eléctrica disponível para o frigorífico é, precisamente, onde a banca termina, e não dá espaço para se passar de um lado para o outro da cozinha. Por isso, o frigorífico está na sala2/quarto da empregada.