Não percebo esta nova moda. Ou melhor, não percebo se o pessoal agora anda numa de livros de colorir só porque é moda, ou se o pessoal simplesmente anda numa de pintar e, por isso, virou moda e agora é só livros desses em todo o lado porque o que é comercial dá dinheiro.
Eu sempre gostei de pintar. Com marcadores, porque com tinta... esqueçam! A não ser que estejam numa de adquirir pinturas rupestres por um ser que sofre de síndrome de Tourette, não me metam um pincel e tintas para a mão. É tempo perdido. Ainda assim, não me safo nada mal com os marcadores, tal como podem comprovar pelo comentário que uma das minha educadoras do infantário teceu, curiosamente, não quanto às minhas habilidades com as conhecidas "borranas", mas antes sobre o meu vestuário: "tu dantes combinavas cores tão bem... agora só vestes preto. * ar de quem pensa que se perdeu uma artista * ". Sim, tem tudo a ver.
Mesmo depois de já ter passado a "idade de pintar", e de a minha mãe se recusar a comprar-me desses livrinhos nos "chinos" porque "isso é coisa de canalha e já devias ter juízo", continuei a imprimir da internet algumas imagens apenas delineadas, para esse propósito. E era assim que costumava passar algum do meu tempo livre, apesar de, aos poucos, ter perdido esse hábito (talvez os olhares de soslaio da minha mãe tenham contribuído...). Eventualmente vieram os dentes do siso e deixei de pintar de todo.
Agora é moda. E paga-se um balúrdio para estar na moda, claro. Nos "chinos" há livros com versões pesudo-copiadas e um pouco estranhas das princesas da Disney, umas quantas Navegantes da Via Láctea e arredores, ou mesmo uns sayajins, e acredito piamente que a coisa deve fazer o mesmo efeito que as mandalas mágicas. Afinal é só para pintar e aliviar o stress, se bem que eu não entendo como pintar dentro das margem de forma incólume de áreas com míseros milímetros quadrados pode ser uma actividade relaxante. Já sei, já sei... a criação de uma mandala é suposto ser um ritual de meditação e introspecção, uma representação espiritual do universo, e há mandalas fantasticamente desenhadas. Mas para mim, não passar as linhas quando estou a pintar é uma coisa super stressante, que até fico com o coração acelerado sempre que a ponta do marcador se achega a uma margem, tipo tirar um osso ao Mauzão e tentar que ele não nos ferre. Se me querem ver irritada, já sabem que basta enviar-me um livro de colorir e uns marcadores pelo correio. Quando ouvirem um grito a quilómetros de distância, já sabem que fui eu a atirar o material pela janela fora e a rogar-vos uma praga. Como é que era? Ultrapassar adversidades faz-nos mais fortes?! Uma praga é sempre um bom começo.
Ainda assim, é uma desculpa para dar à minha mãe. Quando ela me voltar a dizer que pintar livrinhos é coisa de criança, já posso dizer com muita satisfação que isso agora é coisa de "gente crescida que tem muito stress". Assim como assim, agora passatempo de criança é jogar nos tablets dos pais (ou deles próprios), por isso, that's right.

P.S.: Que fique bem claro que eu não tenho nada contra o pessoal que pinta mandalas. Isto é apenas uma sátira e, como disse acima, também gosto de desenhos para colorir. Acho só estranho que, de repente, toda a gente o faça. Provavelmente é assim porque é moda, e não pelo envolvimento espiritual do ritual em si. Para quem quiser se dedicar às pinturas sem gastar muito dinheiro, na internet há milhentas imagens, mandalas ou bonecada, para sacar gratuitamente.

P.S.: Que fique bem claro que eu não tenho nada contra o pessoal que pinta mandalas. Isto é apenas uma sátira e, como disse acima, também gosto de desenhos para colorir. Acho só estranho que, de repente, toda a gente o faça. Provavelmente é assim porque é moda, e não pelo envolvimento espiritual do ritual em si. Para quem quiser se dedicar às pinturas sem gastar muito dinheiro, na internet há milhentas imagens, mandalas ou bonecada, para sacar gratuitamente.














