quarta-feira, 11 de março de 2015

Porque aroma a brisa marítima e lavanda é demasiado out

Sabem quando alguém compra um presente que não é do agrado de quem o recebe, e depois o dito anda de mão em mão até haver uma alminha que fique com ele? Foi precisamente por essas "vias travessas", que um certo e determinado perfume me veio cair no colo, salvo seja. Estou a falar, nem mais nem menos, do perfume Fame da Lady Gaga. E se pensam que é água rasca vendida a €10 na feira mais próxima, considerem-se enganados. Alguém gastou uma pipa de massa para ver a sua rica prenda a saltitar de mão em mão. Até chegar aqui à je.

Antes que pensem que este é um post "de gaja", continuem a ler. No final, vão estar mais inclinados para o classificar como post "de gajo" xD

A primeira coisa que fiz foi cheirar o produto. Percebi logo o porquê de me ter vindo parar às manápulas. Não é coisa que se goste à primeira snifadela. Digamos, em tom de eufemismo, que é um gosto adquirido. Uma esguichadela bastou para o aroma se propagar pela casa... é daqueles que se entranha. Todavia, consegui, quase por mero acaso, descobrir um óptimo uso para o perfume: depois do ataque biológico proporcionado pelo Moço na casa-de-banho mais próxima, sem outra alternativa visto que não tinha ambientador e que ainda segurava o frasco no momento crítico em questão, a minha reacção instintiva vou polvilhar o a lufada de ar viciado com o Fame.

Pessoas, fiquem consciencializadas: aquilo realmente resulta.

Em segundos, o ataque biológico foi neutralizado. Não estou a brincar. Alguém devia fazer um ensaio científico sobre o assunto. E esqueçam a brisa marítima, os citrinos e as flores. Agora, o nosso ambientador é Fame by Lady Gaga. Muito in, portant's. Podem mandar vir mais destes.

sexta-feira, 6 de março de 2015

A "Besta" #5 - É favor correr para o bote salva-vidas mais próximo

Desde ontem que estou siderada graças ao último e-mail que recebi da Escola de Direito.
Finalmente marcaram-me as provas para defesa da "Besta".

Tenho sentimentos misto neste momento. Se por um lado acho que "já não era sem tempo", uma vez que a data inicial da defesa era 02 de Fevereiro, agora estou em sobressalto porque já tenho dia marcado para marchar rumo ao cadafalso. Nós, humanos, nunca estamos felizes com a vida que temos.

Mas algum dia teria que ser, e já falta pouco para esta via sacra de estudo, folhas por todo o lado, puxar pela mona e rezar a todos os anjinhos que os prazos fossem cumpridos (da minha parte, pois claro), então que seja. E se for para me esbardalhar ao cumprido, ao mesmo que seja de um forma triunfante.

Considero mudar a referência à minha leitura actual que se encontra à margem... E eu que ponderei a hipótese de, depois do meu querido Eça, ler uma comédia satírica do Christopher Moore... bem, envolve cordeiros, aqueles fofos desgraçadinhos comummente conhecidos nos ritualismos sacrificiais como a oferenda solenemente entregue a um futuro de estraçalhanço. Parece fazer pandan com o cadafalso, afinal...

Já não me posso é queixar que não me deram tempo para preparar a Besta (não sei se me consigo preparar a mim mesma). Se da última vez foram 10 dias, agora é um mês e meio, mais o que os regularmente estabelecidos 30 dias. Sei que, à primeira vista, parece muito tempo, mas considerando uns segundos de cogitação intensa daquelas que são como os comentas - só passam de 7329 em 7329 anos - isso não é lá grande coisa. Entre o estágio, as viagens a casa, o bendito do quarto eternamente por arrumar e alguns momentos de lazer que também são necessários, mês e meio não chega a nada. Lá para os finais de Abril, e já não Março como se previra, talvez recebam a notícia que fui desta para outra melhor.

Bem, vou para ali, para um canto escuro e sombrio qualquer, ler a bestinha em versão digital. E talvez falecer por cinco minutos.
Ao menos já tenho Elán para ouvir enquanto faço ambas as coisas.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Vem cá doida agulha...

Não são só azarices que me acontecem. As coisas estúpidas também têm a sua parte.

Há uns tempos comprei um casaco - nada de fantástico... exceptuando o facto de que esta peça fazia parte da colecção de criança e tem escrito na etiqueta, "158 cm - 13 years". É quentinho e tem um corte meio colegial, meio militar, com imensos botões, daqueles que parecem ter um brasão impresso no metal. E é aí que reside o meu "problema": os botões estão sempre a cair.

Não importa de que maneiras eu coza aqueles benditos botões, ou com que marca de linha use. Passado uns dias, ouço um tilintar de metal na rua, e já sei que, quando chegar a casa, tenho trabalho de Menina Alice à espera. Acho sinceramente que o problema está no corte dos botões, que não deve ser sido bem feito, e que poderá ser alguma aresta viva no buraquito por onde passa a linha, e que acaba, inevitavelmente por rompe-la sempre (diz a minha mãe que é muito sabedora nestas artes, ao contrário da filha que, efectivamente, só sabe coser botões). Por isso não, a culpa não é da Nightwisha Maria costureira, que termina a lide com os dedinhos mais picados do que um diabético. Não há vez nenhuma que não me esburaque, qual queijo suíço, a coser botões, estes ou quaisquer outros. Sou um desastre prestes a acontecer com um estojo de costura na mão.

Preciso de uma varinha mágica que cosa botões com um simples abalar luminescente. Afinal, a Fada Madrinha puffou (do verbo to puff, brevemente "algures" num priberam mais próximo) um vestido inteiro para a remelenta da Cinderella, e eu só quero fazer dançar umas linhinhas. Alguém sabe onde se compra tamanha iguaria magical?!

Mas vá, ao menos é uma desgraça que dá para rir. Vou ali comer um chausson de maçã ^^

terça-feira, 3 de março de 2015

Cake will bring world peace

Preciso de quantidades insanas de açúcar no sangue.

Digam o que disserem, nos maus momentos, um docinho cai sempre bem. Não vai fazer o problema desaparecer, e pode nem ajudar a solucioná-lo, mas pelo menos faz-nos as pessoas mais felizes no universo durante os minutos que o seu sabor durar na nossa boca.

Já devia ter percebido que, tendo em conta o resultado (vergonhoso da minha parte) da partida de Monopoly de hoje à hora de almoço, que a coisa não podia melhorar da parte da tarde. Não melhorou, pois claro. Tem-me acontecido cada uma nos últimos tempos, que só me faz pensar que "joguei pedra na cruz"...

Mas ao menos aquela última fatia de bolo de chocolate super calórico não vai fugir do frigorífico até eu lhe deitar a unha, ou o dente, vá. Ou pelo menos assim o espero. Há coisas levadas da breca, por isso mais vale não falar muito... o Moço anda por aí. Pode lá chegar primeiro que eu!

Acho é desta que esvazio o stock de doces da casa. E acreditem, tenho mais doçaria aqui que a fábrica de chocolate do Willy Wonka. Mas que se lixe. Doces e pensar o quão feliz fui na Comic Con fazem-se sorrir, mesmo nos piores momentos. Posso ficar um pote, mas fico um pote "mais forte". E há sempre personagens mais rechonchodinhas para fazer cosplay anyway.

Sim, no fim lavo os dentes.

domingo, 1 de março de 2015

Resistir

Não foi desta que se viram livres de mim.

Infelizmente, mais por motivos pessoais (os outros motivos também não ajudam, mas não são os "piores"), não tenho tido tempo, paciência ou até vontade de vir deitar as orelhas de fora por estes lados. Há alturas em que simplesmente queremos estar desligados de tudo e todos, para assentar ideias, dormir sobre os problemas, ou simplesmente dar-nos uma folga do mundo. Só não dá mesmo é para deixar de trabalhar, o que, de certa forma, nos esvazia a mente de quaisquer problemas e que ficam na porta do escritório.

No entanto, não deixo de lembrar aquilo que, há uns tempos, e pelos mesmos motivos a Ice Queen (you've been missed!) publicou antes da sua própria sabática: resiliência.

Apesar de todos os problemas, sejam eles quais forem, continuo todos os dias a levantar-me para trabalhar mais do que a conta e dos agradecimentos devidos e não devolvidos. Continuo a aturar as loucuras de pessoas, familiares incluídos, e ter que ser a única pessoa com alguma coisa que funcione entre as orelhas. Continuo a ter a cargo das minhas costas a subsistência emocional de um lar e de uma família, que o deixou de ser há muito tempo. Continuo a fazer a minha vida, apesar das noites mal dormidas, do cansaço, da loiça por lavar e do quarto por arrumar. Mas é para ser mesmo assim. É como o nosso lema de praxe: resistir é vencer.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Crónicas dos Vizinhos de Belzebu, Vol. VII - O mirone e o "fado do lar"

As traseiras do prédio onde vivo em Braga têm uma vista privilegiada para um amontoado de pequeninas casas velhas, a que chamo de "galinheiro". O nome tem a ver com o estado de (fraca) conservação dos imóveis, não sei se por falta de dinheiro dos donos, se por estes não quererem saber. Para além da única casa em bom estado, que foi restaurada há pouco tempo, a qual é habitada por um casal jovens , todas as outras habitações são de pessoas mais velhas.

É então da minha janela da cozinha, que é enorme e transforma o local em estufa no verão, que vejo as senhoras do "galinheiro", isto é, "as galinhas", a conversar sobre a vida dos outros, em amena cavaqueira, enquanto espreitam para ver o que eu ando a fazer dentro da minha própria casa. Por essa razão, chego ao cúmulo de, depois de correr as cortinas, as prender com molas da roupa, só para não ter que me chatear, porque elas bem se esticam para tentar ver alguma coisa. Imaginem com que cara fico ao explicar aos convidados da casa, a razão daquele aparato. Mas a verdade, é que sempre que me chego à janela, parece que há sempre, pelo menos, uma "galinha", a espreitar.

Na continuação da lateral traseira do prédio, está a lavandaria, apenas separada da cozinha por uma porta de correr que costuma encravar, ao ponto de me conseguir magoar ao mover a dita cuja. Na lavandaria continuam o envidraçado gigante das janelas, mas aí já não existem cortinas. E lá ficam as vizinhas maravilhadas a constatar que eu até meto roupa a secar de vez em quando... E berram, olham fixamente, e nem disfarçam.

Há uns dias, no entanto, "o espectáculo" foi diferente. O Moço ajudou-me a pendurar a roupa (até porque eu não chego às cordas que estão dentro da lavandaria... --' ), e enquanto lha passava, olhando distraidamente para fora, reparei que um homem vinha a descer o "galinheiro", fixado em nós. Agora que penso nisso, quando reparou que eu estava a olhar de volta para ele, o homem até que disfarçou bem, e eu nem dei grande importância ao assunto naquele momento, continuando na minha "lide doméstica". Algumas peças de roupa depois, volto a olhar pela janela, por mero acaso... E lá está o "galinho", do outro lado do passeio, parado, a olhar de forma totalmente descarada... para o Moço.

"Se calhar nunca viu...", disse depois de explicar ao Moço o que se tinha acabado de se passar, já o mirone se estava a dirigir para o "galinheiro" novamente. E ele respondeu "pois, se calhar, nunca viu mesmo um homem a pendurar roupa". Alguém devia explicar a estas criaturas que o tempo da sanzala já lá vai... Um homem não fica rendido por ajudar a mulher/namorada/companheira/mãe/irmã a tratar da casa que ambos usam. Se não gostam, e estão no seu perfeito direito de não gostar, têm bom remédio: virem a cara para o lado. Eu cá fico com o meu "fado do lar".

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Gatices ^^

Para quem não sabe, hoje é um dia muito especial (não, não é por ser carnaval...). 17 de Fevereiro foi a data escolhida para ser o Dia Mundial dos Gatos ^^

Penso que já disse por aqui, até por diversas vezes, que adoro estes bichaninhos. São amorosos, fofinhos, lindos, e todas essas coisas. Já sei que a muitos de vocês estão agora a pensar "ai, não gosto nada de gatos Nightwisha Maria, que as criaturas são traiçoeiras". Eu diria que eles são masé uns finórios, que nos ficam com ares de importância, como se fossemos os reis dos idiotas que lhes acabou de dizer para irem buscar os chinelos. Os gatos são menos fáceis de conquistar. Será que são assim tão diferentes das pessoas?!

E na verdade, quem não quer ser como eles? Os gatos comem e dormem, e o ocasionalmente caçam qualquer coisita, mobiliário variado incluído. Eu quero. Apesar de um pouco mauzinho, o Garfied sempre foi um exemplo a seguir: come, dorme, faz do coitado do Odie e do dono gato-sapato, e depois ganha (quase) sempre. E eu adoro lazanha e preguiçar ^^

Para além de tudo isso, os gatos são uma companhia e fonte de alegrias e mimos. Apesar de muito independentes, muito mais do que qualquer outro animal doméstico, que dependem de nós para tudo, os gatos também são capazes de mostrar afecto. Aliás, acho que essa independência tão característica é uma das razões que me faz querer esses "peludos" como animais de estimação indicados para mim.

Enfim, não consigo resistir às suas carinhas fofas. Desconfio que um dia que tiver o meu Faneca, ele vai ser o dono da casa, como acontece com o Ricardo Araújo Pereira =P