quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Bell ringing is coming...

Há algum plano diabólico em curso.

Não é possível que hoje, sempre que ia à "casinha" no escritório, alguém tocava à campainha. Juro que é verdade. Nem por uma única vez pude o que quer que fosse no wc sem ter que correr com as calças ainda na mão para abrir a porta.

Pior que isso é quando passas quase uma semana para mandar dois faxes, cada um para tribunais diferentes, e nenhum chega ao destino. E os prazos que não se interrompem. Depois, como por milagre, alguém vai ao fax e puff!, lá foi ele.

Mas voltando à história da casa-de-banho, eh pah, não entendo como é que é possível uma pessoa ter um timing tão péssimo (eu). Parecia que as pessoas estavam a espiar-me por detrás da fechadura, à espera que eu me esgueirasse à "casinha", para logo enterrarem o dedo na campainha. Ainda conservo algumas dúvidas se não estariam mesmo a espreitar... Só a mim =P

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Vamos ao Puorto!

No sábado de manhã, assim completamente do nada, enquanto ainda pensávamos o que íamos comer ao pequeno-almoço, o Moço pergunta o seguinte "vamos hoje ao Porto?". Naquele momento, a única resposta correcta pareceu-me ser não outra senão "sim!". Enchouriçamo-nos, metemos uma sandocas na mochila, e lá fomos nós, assim completamente do nada, sem planeamentos (que é quando as coisas tendem a correr melhor ^^ ).

Enquanto íamos no comboio, programamos mais ou menos aquilo que queríamos (podíamos) ver em apenas uma tarde. Chegados ao nosso destino, a primeira coisa que fomos visitar foram os Clérigos. Vimos a igreja e subimos até lá acima, ou pelo menos até onde deixaram, porque já não há acesso à parte dos sinos aos turistas. Posso dizer, sem sombra de dúvidas, que a vista da torre sobre a cidade é magnífica. Há qualquer coisa nas casinhas centenárias e nas ruelas do Porto que a torna única e incrivelmente bonita (algo impossível de captar em foto, e que tem que ser experienciado "em pessoa").






Lá do alto marcamos a nossa visita seguinte: a Livraria Lello e Irmão, considerada uma das livrarias mais bonitas do mundo e que, sem sombra de dúvidas, merece tal título. Como é óbvio, não compramos lá nada, que naquela livraria não há promoções, mas "as vistas" são de tirar o fôlego ^^ E uma ruas abaixo, estivemos com o meu amigo Ramalho Ortigão!




Depois de termos "abancado" nos jardins da Cordoaria a comer as sandochas e Conguitos, passamos pelo Tribunal da Relação para eu tirar uma foto, para ficar no meu "álbum de viagens à porta dos tribunais" =P De seguida, demos um saltinho ao Palácio de Cristal, onde estava a decorrer uma feira do livro, onde consegui comprar A Casa das Almas Perdidas de F.G. Cottam por apenas € 3 (livro este que se encontra esgotado em todas as livrarias onde procurei).

Já no final do dia, ainda passamos pelo Via Catarina, onde comprei mais um livro numa banquinha, desta vez A Caixa em Forma de Coração de Joe Hill, por € 5, antes de fazermos a derradeira compra na Arena Porto: o jogo de tabuleiro Catan, ao qual estava desejosa de deitar a mão desde que joguei na Comic Con.


Balanço do dia: dois livrinhos novos, duas partidas de Catan jogadas e vencidas, e uma dor medonha das barrigas das pernas, de termos andado pelas tropilhas.

Temos que fazer isto mais vezes ^^

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Fresquinho

Não sei se é da minha cabeça, mas acho que, quando eu "não estava a olhar", operou-se assim uma coisa qualquer durante um nano-segundo e puff!, o mundo transformou-se num cubo de gelo. Ou então fui transportada para um plano paralelo, em que tudo o resto se manteve igual, excepto o "fresquinho soviético" que se faz sentir. Ainda não decidi.

Por momentos, ao olhar pela janela, tive a sensação de ver um urso polar a passarinhar lá fora. Mas admito que tenha sido um momento de delírio provocado pelo frio intenso.

Uma coisa é certa: este frio de rachar enrigesse as carnes. Mas eu prefiro outro métodos que não o congelamento de algumas partes do corpo. O meu fiel companheiros das noites frias tem sido a minha botija de água quente com um saquinho de vaquinha (que o Moço é companheiro fiel de todas as estações, não sejam perversos!). Mas nem ele, a quantidade astronómica de roupa polar que eu coloco em mim e na cama, e ou Moço a ajudar à produção de calor, conseguem aplacar este iceberg.

E com este frio todo, nem neva sequer aqui!! Que desfeita... se é para congelar os neurónios, então que mandem neve para o pessoal brincar.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Matematicamente falando

Muitos colegas e amigos meus, na hora de escolher uma área de estudos no secundário, acharam por bem ir para outra coisa qualquer que não ciências e tecnologias (antigo cientifico-natural), para fugirem à matemática. Actualmente, estou em crer que muitos deles falharam miseravelmente.

Por razões que às vezes eu própria desconheço, depois de três anos de matemática A e laboratórios em que se falava de bicharada, pedregulhos, soluções químicas e nas leis de Newton, acabei por concorrer e entrar no curso de Direito. Uma área de estudo que, à primeira vista, não tem nada que ver com aquelas coisas meias hieroglíficas que se aprende em folhas de quadradinhos.

Isso é tudo muito bonito, até chegar o momento em que se têm de calcular juros, permilagens, quotas em inventários (sobretudo os que têm a ver com direito sucessório - heranças), actualizações de prestações de alimentos e por aí adiante. E é precisamente isso que eu tenho andado a fazer esta semana no escritório. Mas não vou negar: eu adoro pegar numa folha em branco, e sarrabiscar para lá raciocínios matemáticos e setas e "bonecos". Nem sempre me saio bem à primeira, que às vezes é quase necessário um algoritmo de física quântica para chegar à solução, mas chego lá, lá isso chego!

Daí que me dou a pensar que, se calhar, me devia dedicar a outra coisa... Considerando o facto de hoje terem saído as notas dos exames de agregação de colegas estagiários mais velhos (segunda fase de estágio da OA) e de a grande maioria ter chumbado, talvez não me saísse nada mal na apanha dos gabusinos, piopardos ou galifantes. É só preciso um saco e um pau.

(Estou a brincar, não me vou nada dedicar a outra coisa. Vou continuar a fazer "contas" por aqui mesmo ^^ Mas não deixa de ser irónico. Para aqueles que foram para outras áreas para fugir à matemática... bem, esqueceram-se que a matemática está em tudo. E sinceramente, ainda bem!!).

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Random like me #1

Hoje vou começar uma nova rubrica, que espelha o quão egocêntrica sou: de vez em quando, virei aqui atirar-vos factos aleatórios sobre a minha pessoa. Muito interessante e de extrema importância, portant's. Mas como sou filha única, posso ser egocêntrica, uma vez que, aparentemente, todos os filhos únicos o são, e aqueles que têm irmãos nunca sofrem desse mal... --'

Para a lista de hoje, recorri à presta ajuda do Moço em me descrever de acordo com as coisas mais estapafúrdias que se consegue lembrar.

1. Se há uma coisa que não me canso de comer é... queijo.
É verdade, se houver queijo em casa, eu consigo metê-lo em quase tudo o que seja de comer. Não é incomum pegar no queijo, levá-lo para a mesa, e transformá-lo em guarnição para a refeição (mas isso é quando não misturo o queijo com o que está no prato). Em momentos de "desespero" é ver-me a cortar fatias e come-las em catadupa só porque sim. (E por falar nisso, só de pensar em queijo, já me está a dar uma vontade insana de ir ao frigorífico buscar umas fatias... =P ).

2. Tinha medo de nadar.
É verdade. Aprendi a nadar com 21 anos, porque, essencialmente, sem que tivesse consciência disso, tinha um medo demoníaco de mergulhar e afogar-me. De onde vem essa toleira?! Nem eu sei muito bem, mas posso dizer que ainda a tenho, apesar de já controlar o meu medo.

3. Sou disléxica.
Não tenho a certeza se já falei disso aqui. Não é propriamente uma doença grave, mas já me deu que fazer algumas vezes. Muitas vezes dou erros ortográficos ao escrever sem saber, porque não reparo que troquei algumas silabas de sítio, ou coloquei letras erradas na palavra. Só depois de muito olhar para a palavra é que penso "eh pah, isto tem um aspecto diferente...", ou quando o processador de texto que estou a usar me assinala coisas a vermelho (quando essa funcionalidade está desligada é um deusmalibre). Quanto a números... nem vale a pena falar, que eles para mim são todos iguais =P

4. Nunca apanhei uma bebedeira.
E não, não é mentira. Ser estudante não é sinónimo de ser uma esponja alcoólica. Não vou dizer que, muito de vez em quando, não bebo um copito de uma ou outra bebida muito específica, mas bebedeiras não são comigo. Primeiro porque não gosto da maioria das bebidas com álcool, e segundo, porque gosto de ter noção daquilo que estou a fazer. Sei que "algumas criaturas" não entendem o que eu quero dizer com isto... Mas que já tive a minha conta de bêbedos para cuidar e/ou levar a casa, lá isso tive (vocês sabem quem são) =P

5. Adoro gatos.
E quero ter um (ou vários) a saltitar aqui por casa, a arranhar os móveis e a pendurarem-se nos cortinados. Também gosto muito de cães, mas se vejo um gato, parece que fico louca e só me apetece estufegar o bicho de mimos e abraços. Até já tenho nome para o bichano: o meu gatinho vai chamar-se Faneca ^^

E pronto, é isto por hoje. Estão autorizados a comentar e dizer que eu sou a pessoa mais fixe que alguma vez conheceram. Ou a mais passada da cassarola =P

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Blogging

Hoje venho aqui falar-vos de uma iniciativa muito interessante para todos aqueles que se movem na blogosfera, tanto bloggers como leitores: o Blogging.

Nesta plataforma portuguesa foi criada para aproximar blogs e os seus leitores. Criar um blog é fácil, existindo variadíssimas ferramentas para o efeito, mas fazer com que as nossas mensagens ou tolices mais recentes cheguem ao nosso público... bem, nem por isso. E é aí que entra o Blogging. Aí poderão encontrar diversos blogs, separados por temas (Actualidade, Beleza e Cosmética, Cozinha, Decor e DIY, Desporto e Bem-estar, Entretenimento, Lifestyle, Moda e Tecnologia), pelo que o leitor poderá aceder directamente àqueles que abordem assuntos do seu interesse. Também podem encontrar o Blogging no Facebook e no Twitter.


Pessoalmente, acho que esta é uma iniciativa bastante interessante e inovadora. Por isso o WalC vai fazer parte dela. Convido todos a dar uma espreitadela e a aderir ^^

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Sinais de que poderás ser um livro-dependente

Há uns tempo, encontrei pela internet algumas listas de sinais de que indicam que, provavelmente, se é um bookaholic: alguém que adora livros (livro-dependente). Tipo eu. Posso dizer que me revejo na maioria das situações enumeradas, o que não é um choque nem um espanto, mas deu para rir um bom bocado.
Decidi então partilhar uma lista criada por mim, com alguns dos sinais que podem demonstrar que também tu, sim tu que estás a ler, és alucinado por livros:

1. Lês à socapa no trabalho
Check. Mais que uma vez, e cheia de medo de ser apanhada. Mas não resisti. Também já li nas aulas. Lembro-me perfeitamente de ler O Monte dos Vendavais da Emily Brontë nas aulas teóricas de Penal II. Não sei como o professor nunca percebeu, uma vez que tinha aulas em anfiteatros, em que o orador consegue ver tudo o que a plateia está a fazer, ainda para mais tendo em conta que àquelas aulas iam meia-dúzia de gatos pingados.

2. Lês no carro/enquanto conduzes
Não, nunca fiz. Mas isso é porque não conduzo. Mas admito que, se conduzisse, tal como algumas pessoas, ficaria tentada a ler nos semáforos...

3. Lês noite dentro:
Check. Até cair, literalmente, para o lado com o livro na mão, ou mesmo com a cabeça entre folhas do dito cujo. Check that too.

4. Sentes-te nervoso(a) entre leituras
Check. Posso não ter tempo para pegar num livro durante semanas, mas tenho sempre que ter algum para ler. Sempre. É uma necessidade básica, portant's.

5. Os funcionários das livrarias e/ou bibliotecas que frequentas, já sabem o teu nome
Não digo que me conheçam pelo nome, mas os funcionários da Bertrand do burgo reconhecem-me quando lá vou e, por vezes, até sorriem daquela forma como quem diz "lá vem esta outra vez...". Tenho histórias muito engraçadas lá passadas, em especial com o gerente da loja, que é um senhor impecável tendo em conta que aguenta com a minha panca sempre sorridente e bem disposto.

6. A primeira coisa que fazes quando vais à casa de um amigo, é espreitar a sua prateleira
Check. E até trago alguns emprestados.

7. Após a leitura de um livro, tens necessidade de fazer "luto"
Check. Por diversas vezes, quando leio aqueles livros que mais gosto e, por consequência, que mais me marcaram, apesar de poder já ter uma leitura seguinte em mente (vide ponto 4.), sou incapaz de ler. Alguns livros exigem um momento de reflexão depois de terminados, quase como uma lavagem à alma.

8. Falas sobre personagens fictícias como se fossem reais
Muito check nisto. Consigo conversar durante horas sobre personagens, acontecimentos, locais... tudo o que exista num livro de ficção, como se fossem coisas reais, como se conhecesse essas pessoas ou locais, ou como se essas situações se tivessem passado comigo e bem à frente dos meus olhos. Perguntem ao Moço que ele confirma (ele também sofre deste e de outros males da lista =P ).

9. Lês enquanto fazes outras coisas
...como comer ou a andar na rua. Sim, já fiz ambas. Lembro-me que, não há muito tempo, estava a ler quando a minha mãe me chamou para almoçar. Como estava mesmo a terminar um capítulo, levei o livro para a mesa e continuei a ler, passando as folhas com uma mão, e tentando não espetar o garfo no olho com a outra. De repente, só ouço a minha mãe a dizer "mas estás a ler ao mesmo tempo que estás a comer?!?!". A resposta parecia vinda de uma criança apanhada com a boca cheia de chocolate "mas só me faltam umas duas páginas para terminar esta capítulo!!".

10. Lês em catadupa, a uma velocidade estonteante, e mais que um livro de cada vez
Não. Primeiro porque não tenho tempo, e segundo, porque gosto de "digerir" os livros que estou a ler. Conheço vários testemunhos de leitores que, passado pouco tempo, já não se lembram de nada do que leram. Uns, é certo, não têm lá grande memória, mas arrisco-me a dizer que a maioria simplesmente não presta lá grande atenção ao conteúdo do livro, e está mais preocupada em dizer que leu 275062 obras em determinado número de dias/meses. Sou uma leitora lenta, portant's, que normalmente lê um livro de cada vez, e demoro o meu tempo para deixar-me embrenhar na sua história (ou deixar a história embrenhar-se em mim =P ).

11. Tarefas incompletas
Podes ter a casa virada do avesso mas, nesse momento, só consegues pensar que tens que continuar a ler para saber o que se vai passar a seguir. E sim... check.

12. A tua lista de presentes de aniversário/natal contém, essencialmente, livros
Check. Uma das últimas listas que dei ao Moço, despoletou a seguinte reacção: "eu pedi-te uma lista de prendas, não uma lista de livros". Aliás, muitos dos meus presentes são efectivamente livros. Posso dizer que prefiro isso a roupa! Quando me dão dinheiro... é óbvio onde o vou gastar, não achas?! Sim, pois claro, vou comprar um livro ^^

13. Não sabes o que é ter "demasiados livros"...
...mas sim o que é não ter prateleiras suficientes. Check!