domingo, 1 de janeiro de 2012

Ano novo, mais do mesmo =P

Primeiro dia de dois mil e dóze. E sinceramente, pareceu-me mais do mesmo.

Acordei pela manhã a morrer de sono, e o meu foufinho só me conseguiu tirar da cama para almoçar e quase com a ajuda de um reboque. Almocei, depois fiquei a ver um pouco de tv, estudei para o teste de amanhã e fiz montes de outras coisas tão normais como lavar a loiça. Como podem ver, o primeiro dia do meu ano não foi nada de mais.

Relativamente à noite de ontem, não podia ter sido mais normalíssima do que foi. No entanto a comida foi óptima ^^ O foufinho confeccionou o jantar, e ainda tive direito a entradas! A sobremesa ficou a meu cargo, mas o foufinho decidiu fazer a sua parte também, e decorou um pratinho com bolachas, chocolates, mais compota de framboesa de compra e doce de kiwi feito por ele mesmo. Deixo-vos fotinhas das iguarias de fim de ano:


As entradas eram queixo brie com compota de framboesa. Ficou mesmo muito bom! O prato principal (e único) consistiu em arroz com frango desfiado e pedacinhos de cenoura e chouriço no forno. Não é tão bom como arroz de pato, mas o princípio é o mesmo e não lhe ficava, de todo, atrás.


E aqui está a sobremesa: eu fiz um bolo de chávena, super rápido, adicionei chocolate em pó e utilizei duas forminhas em forma de coração. Juntei as duas partes e recheias com compota de framboesa. A combinação ficou um nadinha doce, mas ainda assim, bem saboroso.

À meia noite, acordei o foufinho que já tinha mais que arrochado no sofá, festejamos a passagem de ano sem uvas passas, cuecas azuis ou champanhe, apenas com uma boa dose de beijinhos. Como podem ver, não foi nada de absolutamente fantabolástico. Mas foi óptimo ter estado com o foufinho ^^

Espero que o vosso Reveillon tenha corrido pelo melhor, e que todos os desejos que tenha idealizado para o novo ano se concretizem (excepto o Sporting ser campeão... Sorry XL =P).

sábado, 31 de dezembro de 2011

New Year's Resolution

E aqui vos fica o último post de 2011. Como tinha prometido ontem, hoje deixo-vos aqui a minha lista de resoluções para o ano que vem. Sei bem que uma boa parte das coisas que desejo fazer ou ter não serão propriamente conseguidas em 2012, mas pelo menos fica a vontade ^^

  1. Ir à Disney
  2. Comprar uma Harley Davidson
  3. Ver um concerto dos Nightwish (mas só quando tiverem uma vocalista decente...) e outro dos HIM
  4. Acabar o curso e seguir para mestrado
  5. Ver o pôr do sol
  6. Escrever
  7. Dormir na praia
  8. Ver uma aurora boreal
  9. Viajar, simplesmente 
  10. Aprender a não perder as minhas coisas
  11. Dizer menos coisas feias
  12. Aprender finlandês
  13. Ser feliz

Independentemente do que mais queiram para o próximo ano que se avizinha mesmo ali ao virar da esquina (já falta pouco para eu ficar sem tv aqui em Braga... Yey... --'), espero que tenham montes de coisas boas! ^^ Tenham um óptimo 2012!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Um bom 2000 e... Dóze!

Nunca fui muito boa nessa coisa de fazer balanços, seja do que for. Tenho uma leve tendência para evidenciar as coisas chatas e negativas, com relativa ironia, e de maneira a que seja patente uma razoável vontade de dar paulada em alguém. Mas também falo das coisas boas, claro, de um modo meio aparvalhado e tipo uma adolescente com as hormonas aos saltos. Sou de extremos, pois com certeza. Um dia estou perfeitamente bem, outro estou perfeitamente mal.

E acho que é mesmo a isso que, se eu o fizesse, o meu balanço de 2011 se resumiria: dias bons e dias maus, dias melhores e dias piores, pessoas que adorei conhecer, outras que preferia nunca ter cruzado na vida, que passei a algumas cadeiras, chumbei a outras, fiz coisas que adorei e que adoraria repetir, outras que não fiz ou que desejaria não ter feito. O meu 2011 resumiu-se a vivê-lo.

Este foi também o ano em que criei este blog. Ao tempo que pensava fazê-lo, mas tudo e mais alguma coisa parecia adiar mais um dos meus planos. Falei de coisas que adoro, levei as minhas palavras e opiniões aos outros, descarreguei as minhas frustrações relativas à universidade, aos vizinhos, ao mundo em geral e às pessoas em particular, desabafei sobre tristezas e partilhei os bons acontecimentos da minha vida. Prometo voltar para o ano, para o bem de quem me gosta de me ler e para o mal de quem não gosta. A vida tem disto.

Porém, este não é o último post do presente 2011. Para amanhã está marcada a derradeira crónica, uma lista de coisas a fazer em 2012, ou nos anos seguintes, tudo depende de... bem, de tudo mesmo. Ainda assim, aqui ficam os meus votos a todos os meus leitores de um bom dois mil e dóze!! (Cortesia da Radio Comercial - o vídeo está mesmo de matar a rir xD). Façam as coisas que lhes der na gana, divirtam-se, não liguem aos outros, e e last but not least, não se esqueçam de serem felizes ^^

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Crónicas dos Vizinhos de Belzebu, Vol.IV - Versão (ainda mais) nortenha

Quando eu pensava que voltar para a minha terrinha ia fazer maravilhas pela minha sanidade mental, derivado de aqui o ar ser mais puro e os vizinhos menos barulhentos, estava nada mais, nada menos, do que redondamente enganada... Quer dizer, o ar é efectivamente mais puro, é verdade, mas os vizinhos mereciam duas traulitadas na mona.

O meu drama com eles não é recente. Lembro-me quando ainda era caloira, e estava a tentar estudar para Introdução ao Direito precisamente na época a que satiricamente chamam férias de natal, e os vizinhos do apartamento de cima estavam a praticar a sua "ginástica nocturna". A primeira vez que mandei uma c*ralhada para o ar era perto da meia noite, a segunda já passavam das duas da manhã. Na altura, o desporto tardio era uma normalidade para eles, e já vinha dos meus tempos de secundário. Eu era literalmente obrigada a acordar lá pelas nove da manha graças ao basqueiro que a cama fazia a ranger e a bater na parede.

Eventualmente, a mania de fazerem aquilo quando eu precisava de dormir ou estudar passou-lhes. Há uns tempos para cá, lembraram-se de fazer todo o tipo de outros barulhos tão irritantes como o da "ginástica nocturna". É varrer ou aspirar a pu*ha da casa, às vezes mais que uma vez por dia, é o arrastar os móveis, o deixar cair coisas ao chão e discutir em altos berros todos os santos dias. Todos. Todos os dias fazem tudo isto que acabei de relatar. Acabo por dar em mim a pedir que o pinocanço volte, que ao menos era barulho apenas uma vez por dia (ou duas, uma de noite, outra de manhã).

Esta tarde passei a estudar e com os nervos em franja. É que não bastava me ter dedicado a Processo Executivo, ainda tive que aturar a paranóia dos vizinhos. A sério Apolinário? Não se calaram a tarde toda... Ora discutiam, ora ela varria a casa, ora discutiam mais uma vez, e voltavam a discutir, mandavam coisas ao chão e para finalizar, mais uma dose de discussão, sempre aos berros para toda a gente ouvir. Estou a atingir o meu limite. Desconfio bem que até me ir embora para Braga para o Reveillon, ainda vou ter que ir lá acima e ameaçar-lhes com o Código Civil. Ando seriamente a pensar nisso desde o primeiro ano de licenciatura. Agora sou finalista. Tem que ser desta.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Os estudantes e o mundo...

Hoje, à hora de almoço, vi uma reportagem na SIC sobre estudantes de medicina. Claro, não podiam falar de mais nenhum estudante, tinham que ser os de medicina. Há vezes mete-me impressão que só alguns estudantes de alguma universidades é que são relevantes.

Para quem não sabe, também escrevo para o Jornal Académico da minha universidade, e sempre que se fala de ensino superior, para além das notícias da própria instituição de frequento, que não são assim tantas, só há que relatar temas sobre as Universidades públicas de Lisboa e Coimbra. De vez em quando, lá se lembram que o Porto também tem uma. Os estudos, os entrevistados, as estatísticas, as novidades são todos de Lisboa ou Coimbra. E sinceramente isso enerva-me profundamente. Não sei se toda a gente já reparou, mas Portugal não é só Lisboa... Todo o investimento que o país faz, inclusive na cultura e turismo, vai praticamente (se não realmente) todo para Lisboa. Mas não é sobre isto que desejo falar e, com todo o respeito, vou passar ao que interessa.

Como estava a dizer, fizeram um meeting de estudantes portugueses de medicina, com aqueles que cá estão e aquele que, vá... emigraram para poder estudar aquilo que queriam. Falou, entre outros, um dirigente associativo que estava a participar nesse meeting, provavelmente também como um dos organizadores do evento. Quando a repórter lhe perguntou a sua opinião pessoal sobre voltar ou permanecer no estrangeiro após terminar a licenciatura, o mesmo respondeu qualquer coisa como: bem, muitos estão a pensar regressar para frequentar a especialidade cá e/ou exercer... Mas pessoalmente, e estou em Santiago de Compostela, penso ficar por lá e, eventualmente, um dia destes, voltar para Portugal.

Ora vamos lá ver uma coisa... Se alguém foi rejeitado no seu país, se outros lhe deram a educação, se esses outros lhe oferecerem perspectivas de emprego (já não digo de um emprego melhor, mas de um emprego por si só), porque é que haveria esse alguém de querer voltar? Que achem o que quiserem, porém, a verdade é que Portugal rejeitou e continua a rejeitar um grande número de estudante que por décimas, não entram em medicina, em vez de se lembrarem que talvez fosse mais inteligente aumentar as vagas do curso. Nós com falta de médicos e enfermeiros, e eles a debandarem para o lado de lá da fronteira. Conclusão: temos que importar profissionais do sector de Espanha e da América Latina, tal como importamos praticamente todos os serviços que podiam ser perfeitamente executados por nós mesmos.

Isso fez-me lembrar mais uma das coisas que está mal no meu curso: as vagas, precisamente. Só no ano passado aumentaram as vagas em mil nas universidades do país. MIL VAGAS! Mas esta gente é louca ou faz-se para levar a vida? Tanto jurista por aí, sem emprego nem na sua área ou nas caixas do Pingo Doce, e ainda dizem que é preciso saírem nas universidades mais licenciados em Direito? Isso é um convite ao desemprego, ao gastar dinheiro numa formação que não sabemos bem se vais ser sequer empregue. É vender um sonho pelo qual se paga alto por ele. Depois é claro que o senhor Bastonário queira barrar a entrada na Ordem dos Advogados aos novos juristas (se bem que está a optar pelo pior modo de o fazer... um tema para um post futuro...).

Meus amigos: fiquem onde estão. Não voltem, não vale a pena. Quem vos fala é mais uma estudante que está a pensar pôr-me a andar daqui para fora, não deve tardar muito. E por falar em estatísticas, também falei à hora de almoço sobre a mania que as pessoas têm de se basearem em estudos americanos e estudos americanos. É outra coisa que me dá comichões, diga-se. Mas não sabemos se, na verdade, quem realizou essas mesmas estatísticas foram os tuguinhas que saíram do país há um tempinho para tentar a vida lá fora. Tal como os tipos que fizeram a grande maioria dos sistemas informáticos para a NASA e que ainda lá trabalham... e que são portugueses.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O que nos ensinam nos contos de fadas...

Estas férias têm sido uma verdadeira maratona entre prendas de última hora, preparar docinhos e arranjar tempo para estudar para todas as cadeiras. Tem sido muito difícil, contudo, com força de vontade pode não se conseguir tudo, mas consegue-se alguma coisa.

Esta tarde saíram as notas dos trabalhos de Executivo. Aquilo consistia em fazer um comentário escrito sobre um acórdão, que tínhamos que escolher à sorte numa lista interminável. É claro que eu escolhi o tema mais simples e o que foi leccionado primeiro, assim como a maioria das pessoas. Convenhamos que: ser burro sai caro. Se eu já não sabia o que fazer da minha vidinha para redigir o trabalho, ia dar numa de ai que sou tão inteligente e vou escolher o tema mais difícil para mostrar aos outros que sou melhor que eles...?! É que me ia espetar ao comprido com uma pinta daquelas. Daí que decidi ser humilde e remeter-me à minha falta de conhecimentos e/ou imensa preguiça de ter que pesquisar o triplo, e escolhi aquilo que me pareceu dar mais hipóteses de ter uma nota razoável, leia-se, positiva.

Quando estava a aceder às pautas, só me conseguia lembrar da Pops, que tinha quase a certeza que ia tirar negativa no trabalho. Por momentos pensei o mesmo. Não foi o caso. Nem da Pops nem meu. Tirei 16. Fiquei parvinha da vida.

Aproveitei e dei uma olhadela pelo panorama geral. Só uns quatro ou cinco alunos tiraram negativa no trabalho. A nota mais alta foi 17, de quatro pessoas, e depois uns cerca de quinze 16. Estou banzada. Fiquei ao mesmo nível que os marrõezinhos da minha turma, e até consegui tirar melhor nota que muitos bons alunos. Fiz um trabalho ao nível daqueles que eu sei que tiveram ajuda, ou até melhor. Estou super orgulhosa de mim, porque sei que fiz tudo quase às cegas e sem ninguém que me orientasse. Não pensem que estou a achar-me a última bolacha do pacote e que sou mais que os meus colegas, simplesmente nem acredito que consegui fazer um trabalho tão bom!

E tudo isto me lembra A Princesa e o Sapo da Disney, que por acaso até deu na véspera de natal. A "princesa", Tiana, partilhava com o pai o sonho de ter um restaurante onde pudesse apresentar a comida de ambos. O pai disse-lhe para pedir à estrelinha mais brilhante do céu que a ajudasse a realizar o seu sonho, mas que nunca esquecesse que a estrelinha não ia fazer tudo sozinha, só ia ajudar. Na verdade, era apenas com o seu árduo trabalho que ia conseguir o que queria, e nunca com facilidades. Podem chamar o que quiserem aos contos infantis, ou as versões mais soft dos mesmos feitos pela Disney, porém, a realidade é uma: eles ensinam muito mais do que à primeira vista se pode pensar, mais do que em algumas cadeiras na universidade. Foi trabalho duro que me deu aquela nota, isso e o reconhecimento desse mesmo trabalho.

E Senhor Walt Disney, graças a si sou uma pessoa muito mais feliz ^^

domingo, 25 de dezembro de 2011

Bolinhos e prendinhas ^^

Eu sei que é um pouquinho fatela, mas a única coisa que me lembrei de jeito para falar num dia como o de hoje foi mesmo o rescaldo da véspera de natal (porque, para os mais distraídos, hoje é que é mesmo natal).

Vou falar-vos das prendinhas e dos bolinhos que fiz especialmente para a festarola. Começando pelas prendinha, acreditem que se vão rir com algumas coisas, tendo em conta o que eu escrevi na lista de coisas que não gostava de receber... Aqui vai a listinha de prendinhas recebidas:
  • Lady Rebel com Carteira
  • Chocolates variados, entre eles os meus lindos Ferreritos
  • Pijaminha quentinho
  • Base com ventoinha para o portátil
  • Livro Acácia com t-shirt
  • Bonequinha de peluche a imitar as bonecas de trapos antigas
  • Cachecol com pompons de pelinho (que faz pandan com as minhas luvinhas e earmuffs com pelinho)
  • Dinheiro

Pois... Mais um perfume, não é verdade? É que há uma senhora que todos os anos me dá um, e eu não tenho coragem de, ao fim de tantos anos, lhe dizer que não gosto muito de os receber de presente. Mas este ano até que o perfumito cheira bem e a carteira que traz é bem gira. Quanto à base ventiladora, eu até que estava a precisar de uma... O restante das prendas é, como se diz, "outra vez arroz", mas eu não me importo porque gosto de livros, de peluches e de chocolate em qualquer altura do ano ^^

E agora, os bolinhos! Ontem à tarde deu-me uma de fada da doçaria, só que lembrei tarde de que não tinha quase nada em casa e não ia sair para o frio da rua para ir buscar o que quer que fosse. Daí que me desenrasquei com o que encontrei na dispensa. E resultou nisto:


Temos, da esquerda para a direita, mini bolinhos de baunilha e pintarolas, mini bolinhos de maçã e canela, mini bolinhos de chocolate e pepitas de chocolate e mini bolinhos de laranja com mini bolachas. Sim, é tudo mini, porque não sabia o que havia de fazer e assim fiz um pouquinho de tudo. E como não tinha as minhas forminhas de cupcakes, tive que usar umas outra que tinha por aqui, e serviu perfeitamente. Tanto a decoração quanto a massa foram invenção de moi, já que utilizei o que tinha nem segui qualquer receita. Portanto já sabem, se eu não me safar na minha área de estudos, já sei por onde começar ^^