sábado, 8 de outubro de 2011

A Entrevista

Ontem fui a uma entrevista de pré-estágio, a primeira do género e de qualquer tipo a que alguma vez fui. Aviso já de antemão que não fui seleccionada, mas sinceramente também desconheço quais foram os critérios de selecção. Limitei-me a ser eu mesma e a responder ao que me era perguntado. Nada contra o entrevistador, até foi bastante engraçado, mas pronto, alguém devia ser melhor que eu, e quanto a isso não há que lhe fazer.

O meu dia começou comigo a acordar cedo e a pensar "não vou ter tempo para fazer tudo e vou chegar atrasada", o que não é invulgar em mim, porque eu penso sempre o mesmo nestas ocasiões. Lá me levantei com um sono dos diabos, vesti a blusinha com um belo laçarote, que me levou tempo sem fim a por direitinho, prendi o camafeu no fito laçarote, penteei-me e maquilhei-me - tudo isto em calções de pijama da Pantera Cor-de-Rosa que a Micas me ofereceu (ainda dizes tu que nunca me vez com ele... o que é normal já que só o uso para dormir e nós não dormimos propriamente juntas - just kidding =P).

Depois fui passar as calças a ferro, que tinha posto a lavar no dia anterior... que ainda não tinham secado completamente. Então eu pensei "bem, elas acabam de secar quando eu as passar a ferro". Isso é que era! O c*railho do ferro decidiu dar-me praxe e começar a largar água por todos os lados. Conclusão: as calças ficaram uma m*rda e ainda mais molhadas. Mas eram aquelas que eu queria e levar e decidi pô-las a secar na marquise enquanto arrumava as minhas coisinhas e tomava o pequeno-almoço. Quando as fui buscar, era óbvio que ainda estavam húmidas. Vesti-as mesmo assim (ideia maravilhosa, não?! Sou tão croma... --'). Calcei-me, sem antes passar uma esponjinha nas sabrinas para elas ficarem mais bonitas e fui para a varanda levar com o solinho quente da manhã no rabo para ver de o raio das calças secava. Não ficaram totalmente secas, mas deu para o gasto.

A minha boleia chegou e lá fomos nós para a entrevista. Só que já estávamos perto do sítio e X da sede da sociedade. Lá liguei para o local, mas felizmente constatamos que não éramos as únicas com dificuldades em dar com o sítio. Quando entramos: o povo todo de calças de ganga, t-shirt e camisa, nada de gravatas nem fatinhos xpto. Ora bolas... e nós todas pipis. Entrou uma rapariga para a entrevista, depois fui eu e no fim a Cátia que tinha ido comigo. Só ficamos nervosas aquando da espera, que antes estávamos na maior.

Quando me chamaram, entrei, dei os apertos de mão da praxe e sentei-me, direitinha, sem cruzar as pernas ou os braços. Não esqueci o sorriso leve e o contacto visual. O advogado fez-me perguntas, deixou-me logo à vontade e até brincou comigo um pouco. A coisa correu bem e rapidamente. Saímos e voltamos para casa, eu para acabar de fazer a mala e para almoçar uma sandoca e voar para o TUB, que não me deixou entrar, nem às outras pessoas na paragem, porque estava a rebentar pelas costuras de tanto povo lá dentro. Lá ficou a Night à espera do seguinte, e a rezar para não perder mais um comboio. Mas pronto, acabei por apanhar o TUB seguinte, o comboio seguinte e chegar a casa a morrer de fome a cansaço.

É pena não ter sido seleccionada. Ia ganhar bastante experiência profissional e pessoal, que uma pessoa nunca sabe o que nos vai acontecer no futuro e a vida de um advogado é ligar com as relações interpessoais de montes de gente, evoluir como profissional e como pessoa. Com sorte, acabava por ficar lá a estagiar após terminar a licenciatura, ou pelo menos receberia uma carta de recomendações. Mas calhou assim. Fiquei desapontada, não o vou negar, contudo é sempre uma experiência. Acho que não fiz nada errado, só que simplesmente não era o que eles estavam à procura. Outras oportunidades virão, o que importa é não desistir e olhar para a frente. Daqui a uns anos eles vão olhar para mim e perceber que perderam uma óptima colaboradora xD

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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Game of Thrones RPG - So awesome ^^

Aqui há dias vi este vídeo tão awesome sobre a série Game of Thrones, que para quem não sabe (shame onyou if you don't!!) é a versão para televisão da saga literária A Song of Ice and Fire de George R. R. Martin. Para quem já leu os dois primeiros livros da edição portuguesa ou vou a primeira temporada da série, faça todo o favor e mais algum de ver o vídeo abaixo, caso contrário, é aconselho a experimentar a leitura ou visualização das referências acima, a não ser que adore Spoilers Alert! =P


O que eu não me ri a ver isto! Está mesmo muito engraçado, e quem o pessoal que o criou tentou o mais possível fazê-lo parecido com imagens da série. E melhor ainda, tem um guião tão fixolas, mesmo mesmo meeeessmoooo altamente irónico. Adorei simplesmente, pela simplicidade e ao mesmo tempo complexidade ta coisa. Faz lembrar aquele jogo dos Pokemons que se jogava no gameboy quando eu era miudita. Claro que eu jogava nos gameboys dos rapazinhos da minha turma, que eu não tinha dessas coisas (mas agora tenho o Pokemon Emerald no portátil através de uma plataforma de adaptação ou lá o que é, que eu não percebo nada de tecnologices xD).

Mas tirando esta boa paródia, existem mesmo jogos inspirados pelo A Song of Ice and Fire. Um deles é A Game of Thrones: Genesis, toma lugar mais de 1000 anos antes da história que os livros contam, pela altura em que a Rainha Guerreira Nymeria dos Roinares (eu sei que para quem não conhece a coisa isto parece um pouco vago e... estranho, mas não liguem =P). O objectivo do jogo é ganhar o Trono de Ferro e cada casa conta com habilidades especiais. As coisas do costume.

Quanto a mim, eu deixo-me ficar pelas coisas mais "simples", nada de MMORPG's para a Nightwish =P Contento-me perfeitamente com a série e sobretudo os livros. E já agora, se quiserem dar uma vista de olhos aos criadores do vídeo consultei o link: http://www.collegehumor.com.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Jane Eyre, o filme

Há uns dias vi o filme (mais um) baseado no livro de Charlotte Brontë, Jane Eyre. Esta versão é de 2011, a mais recente, e conta com a participação de Mia Wasikowska no papel de Jane Eyre e Michael Fassbender como Mr. Edward Rochester. Infelizmente, tal como previra, a película ficou muito à quem do que eu espera, sendo que a única coisa que compensou a minha pessoa ter ficado até às 3 da manhã a ver a dita foi o Sr. Fassbender. Tal como prometi à Nerwen (aqui), aqui vai a minha opinião sobre a coisa =P

Para começar, o filme começa quase já no fim da história narrada pelo livro. Tudo o que fica para trás é mostrado como que se fosse uma lembrança da protagonista, porém, para quem não leu a obra, torna-se um pouco confusa esta mudança contínua entre o presente e diferentes pontos no passado de Jane. Este início pressagiou o que eu temia: a película foi uma verdadeira desilusão. Os primeiros anos da vida da protagonista, que ocupa cerca de meio livro, foram completamente passados ao lado. A narrativa começa com Jane com 10 anos e passa 8 ou 9 numa instituição, Lowood, que quase não são referidos. Estamos a falar de quase dez anos da vida de uma pessoa reduzido a cerca de 15 minutos...

A história centra-se essencialmente em Jane e Mr. Rochester. E até o final foi um atentado à literatura original. O filme acaba abruptamente, no penúltimo capítulo do livro, e com muito do que está lá escrito por aparecer. Muitas personagens foram cortadas, alguma apareciam apenas para mostrar que existiam, os diálogos eram curtos e muitos pormenores e factos assentes da história negligenciados ou então nem sequer foram referidos. Enfim, ficou muito por dizer, demais até. Sei bem que nunca poderiam reproduzir a obra na integra e com todos os milímetros pormenores, todavia acho que podiam ter feito um melhor trabalho.

Apesar de tudo, não acho que a visualização do filme foi uma perda total, em especial porque foi graças ao trailer deste publicado pela Nerwen no seu blog que me chamou à atenção para o livro. E depois foi o Michael Fassbender, que é um jeitosão. A primeira vez que o vi foi em 300, mas creio sinceramente que a roupa interior de cabedal não é a sua fatiota de eleição. Ele fica bem melhor com as roupas da época do séc. XIX, que são bem mais elegantes, sem esquecer os seus olhos verdes e a sua voz grave. Deu muito bem corpo à personagem, apesar que se ninguém se ria no bendito filme.

De qualquer maneira, vejam Jane Eyre. E decidam por vocês se gostam. Recomendo sim, mas recomendo também ler o livro primeiro.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Ser burro sai caro... mas nem sempre...

No fim-de-semana ouvi duas notícias em cadeia, durante o jornal da noite, que me fizeram pensar um pouquinho. Uma delas já tinha ouvido ao almoço, mas as duas completam-se de uma forma... assustadora. Minha gente, ser um aluno empenhado já não vale a pena, nem tão pouco acabar o secundário a tempo e horas, e sobretudo, com boas notas.

Eu sei que é um pouquinho difícil mudar o chip e tentar incorporar uma nova mentalidade sobre o que quer que seja, todavia, temos que encarar a nova realidade que no facilitismo é que está o ganho. Eu ainda sou do tempo em que me f*odia toda, literalmente, a estudar para tirar uma nota decente nos testes ou nos intercalares a meio do ano (estava no curso de Ciências do secundário, e tinha que "dar ao pedal" ou então ficava na m*rda), já para não falar nos exames nacionais. Se fosse hoje, não sei se não teria interrompido o 12.º ano, ia laurear a pevide uns tempinhos, e depois inscrevia-me nas Novas Oportunidades, acabava o secundário em 3 meses e entrava na Universidade com altas notas.

Antes que haja um tumultuo ao estilo tsunami, fica desde já aqui declarado que eu não sou contra o objectivo da iniciativa das Novas Oportunidades, porque acho muito bem que toda a gente tenha um bom grau de estudo e a educação que por alguma razão não pode ter anteriormente, ora porque tinha muitas dificuldades e teve que desistir do ensino recorrente, ora porque foi obrigada a deixar a escola para ir trabalhar. Mas é para ser uma coisa com termos e que as pessoas que se inscrevem recebam alguma coisa para além do dinheiro da bolsa. Eu estou totalmente contra ao facilitismo que este tipo de oferta gratuita atribuição de certificados dá, porque sem esforço ou trabalho algum, a maioria das pessoas inscritas nesta iniciativa conseguiu obter o 12.º ano que a mim me custou muito sacrifício.

Para não bastar, o Estado achou por bem cortar mais uma vez onde não se deve: nas bolsas de mérito. O pessoal pode-se esfalfar tudinho a trabalhar para ser bom e ver o seu esforço reconhecido, que recebe c*railhos. Isso e vermos alunos que se aproveitam do estatuto de desportistas de alta competição para entrar em Medicina com média de 13 (agora não sei qual é a média, mas quando eu concorri à 4 anos atrás, era só disso que precisava para entrar em Medicina... e claro, o estatuto). Eu sei que ser um desportista deste nível exige muito, porém, o que é demais é erro. Eu conheço várias pessoas que não entraram em Medicina por décimas, e acredito que a frustração deles tenha sido um verdadeiro Adamastor. Essas mesmas pessoas também prescindiram de muitas saídas à noite, de muitas horas de lazer, e sabe-se mais lá o quê para ficarem para trás por décimas, tal como os desportistas sacrificaram partes da vida para entrarem nas competições. Ambos tiveram desgaste, uns mais fisicamente, outros mais psicologicamente. Não acaba por ser tudo o mesmo?! Então porque é que uns têm estatuto e outros não? Não estamos nós num país que enaltece a igualdade?! Talvez só haja igualdade para alguns... mas eu quero (tentar) acreditar que não.

Simplesmente à coisas no meu país e na nossa Educação que eu nunca vou entender...

domingo, 2 de outubro de 2011

Nova designação de CP = Completa Palhaçada

Pois muito bem. Como é habitual, aos domingos é dia de perder toda a minha pouca inteligência e ficar com o cérebro em papa graças à cambada de transportes púbicos que tenho que apanhar para chegar a Braga. Hoje não foi excepção... mas será que os comboios se andam a reproduzir?! Foi uma pergunta que me acertou a mente, ainda estava eu a passar a ponte de Viana...

Para começar, o primeiro comboio que tinha que apanhar chegou 10 minutos atrasado. E era daqueles que eu odeio de paixão. A maior parte de vós anda nas novas carruagens da CP, amarelinhas e super confortáveis. Eu ando nas antigas, azuis, de chapa e quase a cair de podres. Porém, como sempre, a CP consegue surpreender-nos quando achamos que isso já não é possível. Não é que me volta a aparecer o diabo do comboio manhoso que vem da ligação de Tuy?! C*railho para aquilo, masé! Eu nem consigo abrir as portas daquela bodega, que ainda são as de manivela, sem contar que casa carruagem leva entre 10 a 12 pessoas cada uma, com portas e portinhas por todo o lado. A minha sorte é que alguém abria a porra das portas antes de eu lá chegar... Agora não sei se aquilo é português e saiu do meio do pó para matar a nostalgia de algum mentecapto, ou então foi uma cedências dos nuestros queridos hermanos p*neleiros dos espanhóis.

Mas qual não é o meu espanto, quando o pica de "efectiva" o bilhete, me diz que tenho que mudar de comboio em... Barcelos?!!? "Desculpe, o senhor disse Barcelos?!", "Sim sim menina, é isso mesmo". Da última vez que fui consultar a coisa, e eu já ando nisto há quatro anos, tenho que mudar em Nine para apanhar a ligação Porto-Braga, não em Barcelos! E como já era de esperar, ninguém me conseguiu informar o porquê da troca. Mas e enfim, lá pego eu na mala que pesa uns 30 kg e tento não me matar a subir e descer sucessivas escadas de carruagens de todo o tipo e feitinho. Chegada a Barcelos, entro noutro comboio, este já dos azuis.

E uns dez minutos depois, chego a Nine. Só para saber que o meu segundo terceiro comboio está atrasado. Ora boa m*rda... Mais um para a conta. Já em Braga, saio eu disparada para apanhar o TUB para a zona da Universidade. E querem adivinhar o que aconteceu? O desgraçado do autocarro chegou 14 minutos atrasado. Porquê, é outra incógnita do dia, todavia suspeito que seja por causa do caos que o transito desta cidade se tornou com obras e vias suplementares, ora por causa do acesso ao novo hospital, ora por causa da Cidade Europeia da Juventude. Sinceramente, nem sei a que horas cheguei a casa, mas estava a ver que nunca mais alapava o meu real rabinho no sofá.

Tirando o caso do TUB, que era algo que eu já estava a contar porque sei como é quase impossível conduzir em Braga sem se perder a sanidade mental, especialmente em determinadas horas, como foi o meu caso, estou seriamente nas horas com a CP. E se eles passassem a ser mais profissionais e menos m*rdeiros? A comunidade estudantil agradeceria por mil anos em vez de os amaldiçoar por dez mil. Já nem vou falar nos aumentos dos bilhetes, que consistem numa autêntica roubalheira, eu que ainda sou do tempo de pagar 4 euros e pouco por viagem, neste momento chego a dar 5 euros e meio por um serviço medíocre, com péssimas condições e picas com ar de que lhes foram ao c* e não lhes pagaram. Ao todo, por semana, pago quase 15 euros em transportes. Mas o que eu vou querer também? Como diz o Prof. Pinto da Costa (o médico, essa excelsa individualidade, que nada tem a ver com o panasco do irmão): "Em Portugal estas coisas não existem, só mesmo na Portugalâdia...".

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 É mesmo de lhes f*der o focinho com um mote destes, não?! C*brões...

sábado, 1 de outubro de 2011

Chapinhar ou não-chapinhar...

Pois é, a Nightwish deixou de ser (tão) preguiçosa e inscreveu-se na piscina. E com um pouquinho de sorte, ainda vai aprender a nadar. Admirem-se, assustem-se e caiam para o lado (mas vejam lá se não partem nada, que a economia anda pelas horinhas da morte; já se se magoarem, levantam-se e a dor passa logo logo... xD): eu nunca aprendi a nadar, excepto naquela modalidade excelsa do "estilo à prego", que consiste na minha pessoa afundar qual peça metálica do género mal meto o corpinho na piscina.

É verdadeiramente vergonhoso ter 21 anos e nadar um absoluto e redondo X. Felizmente não sou a única, e isso deixa-me mais feliz menos infeliz. Na "família Italiana" (que vocês ainda não fazem a mínima ideia do que seja) somos pelo menos três; para além de mim, há o foufinho e o filhote mais novo. Mas já está na altura de aprender, não? Calhava mesmo bem... Assim já podia ir para a piscina da Inês sem ter medo de falecer ou então não ganhar um jeito nas costas por passar duas horas toda esticadinha para conseguir respirar ar em vez de água (que eu ainda tenho pé naquilo, mas é mesmo mesmo à rasquinha).

Hoje tinha tudo prontinho para ir chapinhar. A mochila já estava feita deste ontem à noite com quase tudo:  toalha, touca, champô, gel de banho, creme corporal e desodorizante (estes últimos da Oriflame - quem quiser algum produto ou inscrever-se é só falar comigo - MPD: Momento Publicidade Descarada). Hoje de manhã foi só pegar na escova e nos óculos infantis para a água que me tinha esquecido ontem, vesti o fato de banho, o kit de curso e umas calças e fui dormir mais um pouquinho à espera da horinha. (Sim, não leram mal, os óculos são modelo infantil porque eu sou bastante pequenina e eram os únicos que me serviam... E já agora, os kits de curso dão um jeitaço nestas ocasiões ^^). Só que a coisa já estava condenada à nascença.

Primeiro foi a minha progenitora que não lhe apeteceu levantar o rabisque da cama, mas lá a consegui convencer a preparar-se quase em cima da hora. Para cúmulo, ainda não tinha feito o saco para ir, o que nos custou mais algum tempo... E depois o meu progenitor recusou-se a sair da dita cama para nos ir levar. Aqui a Nightwish não teve outro remédio senão ficar feita parva à espera de suas excelências. Conclusão: por ter esperado por outras pessoas e por ter sido obrigada a fazer o caminho a pé, quando cheguei à piscina já a aula ia a meio e tive que voltar para trás. Se eu tivesse sabido que não ia ter companhia para chapinhar ou boleia para lá chegar, tinha saído porta fora e não tinha perdido a aula.

Estas m*rdas irritam-me. Se eu me tivesse inscrito por diversão e se tivesse em casa todos os fins-de-semana, amuava um nadinha e a coisa passava com uma boa doze de chocolate. Só que esse não é o caso, já que fico vários fins-de-semana em Braga quando tenho exames e/ou para estar com o foufinho, e que a principal razão para me ter inscrito na piscina aos sábados de manhã é por uma questão de saúde, já que os meus joelhos e as minhas costas me "dão praxe" constante.

A consideração que algumas pessoas têm por mim é mesmo fascinante... Vou verificar se ainda vai dar algum filme de jeito hoje na tv, o que duvido, ou então escolho um qualquer da carrada deles que tenho no pc, a ver se hoje não me passo da marmita de vez. Não vinha nada a calhar.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Eu e a minha grande boca...! =P

Pois é, a minha linda boca qualquer dia ainda me vai deixar em maus lençóis, até porque eu não sou de me ficar, nem de levar desaforos para casa. Mas desta vez (ainda) não me meti numa coisa má, nada má de todo até xD

O que aconteceu foi o seguinte: conversa, daqui conversa dali, e comentei com algumas colegas de curso que durante as férias fiz uns pastéis de nata daqui (movimento de puxar levemente a orelhinha). Em consequência disso, fui acusada de lambona e mázona, por não ter partilhado os meus dotes com mais ninguém. Eu bem argumentei que foi numa altura em que não estava em Braga, porque a Universidade já tinha acabado e mais não sei quê, mas não foi suficiente.

Como medida de coação imposta à minha pessoa por tão grave falta, ficou então combinado que um dia destes fazemos um jantar entre coleguinhas e que cada uma tem que levar uma sobremesa. Estou mesmo a ver que aquilo não vai ser propriamente um jantar com comida, por assim dizer, mas um buffet de sobremesas para encher a pança até mais não. O que não é de todo mal, mesmo nada!! Eu adoro docinhos ^^ E claro, eu fiquei encarregue de fazer os pastéizinhos de nata, como seria de esperar.

Mas enquanto não faço os ditos bolitos, deixo-vos com água na boca e a receita:

- 1 embalagem de massa folhada fresca
- 1 colher de sopa de manteiga derretida
- 5 dl de natas
- 9 gemas
- 9 colheres de sopa de açúcar

Estenda a massa. Pincele as formas com a manteiga derretida. Corte a massa em círculos do tamanho das formas e forre-as. Num tacho coloque os ovos, o açúcar e as natas. Leve ao lume em banho-maria, e mexa até engrossar. Deixe arrefecer. Encha as formas. Leve ao forno a 180.º C até a massa ficar cozida e o recheio tostado.
Sugestão: sirva com canela e/ou açúcar em pó.

E é só isto meus senhores e senhoras! Pode parecer que dá muito trabalho, mas bem organizadinho é sempre a aviar =P Convém é ter atenção ao forno e não deixar os pastéis de nata virarem pedra-tostada, mas isso também se aprende a tentar. Supostamente esta receita dá para 6 unidades, porém recomendo terem pelo menos 12 forminhas prontinhas para serem usadas, que quando foi comigo foi o que deu.



(Não são os meus =P Sorry)