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domingo, 31 de julho de 2016

Always, ou Ten years less ten days

Terminei de ler a saga Harry Potter há dias... e continuo a processar a experiência. Não consigo acreditar que, depois de todos os estes anos... finalmente terminou.

Acho que nunca estive, realmente, preparada. Foram tantos anos, mas foi demasiado rápido. É algo que não consigo explicar. Olhando para trás, não foi só o pequeno Harry, deixado na porta do n.º 4 de Privet Drive que sobreviveu.


Tudo começou, era eu ainda uma miúda, quando me ofereceram o primeiro livro da saga. Por uma palermice qualquer, a história não me prendeu logo no início e, em vez de insistir na leitura, após algumas páginas, decidi pousar o livro na estante. Todos nós já cometemos erros na vida, e para uma rapariga de 10 ou 11 anos, que ainda estava, sozinha, a descobrir as mavarilhas da leitura, é quase desculpável. Mas, passado algum tempo, e graças a um rasgo de sorte, vi num grande ecrã de cinema as imagens que, um dia, se tinham formado na minha imaginação... a partir das primeiras páginas de um livro que eu ousei pousar na estante. Uma gata com manchas nos olhos, que faziam lembrar um par de óculos, um ancião de longas barbas cor de prata que conseguia apagar as luzes dos lampiões e de um rapaz com uma cicatriz em forma de raio.

A partir desse momento, os livros de J.K. Rowling, e a magia que as suas páginas encerravam, e que não provinha apenas da varinhas e sortilégios, não mais me abandonou. E hoje, sinto-me grata por isso. Foi essa magia que me fez sonhar e que me fez procurar a luz nos lugares mais escuros. Foi essa magia que me fez rir e chorar. Foi essa magia que me ensinou a não julgar e a aceitar a todos como iguais. Foi essa magia que me fez perceber a diferença entre o bem e o mal, e que o mundo não está dividido entre pessoas boas e más, porque o bem e o mal vivem ambos dentro de nós. Foi essa magia que me fez conhecer locais e pessoas maravilhosas, ainda que apenas feitos de tinta impressa em papel. Foi essa magia que me fez crescer. E ser feliz.


Pode parecer fantasioso e idílico, mas foi em Hogwarts que encontrei um refúgio para o labirinto para a vida real, quando a realidade era demasiado angustiante. E foi esse mundo que me agarrou às suas páginas. No entanto, descobri muitos anos depois, (mas nunca demasiado tarde), que as suas portas sempre estiveram abertas para mim e que a sua ajuda sempre seria dada àqueles que a pedissem. Ou melhor, àqueles que a merecessem. E como o filho pródigo da parábola, voltei aos portões onde a magia (aquela magia que fizera parte de mim e que, na verdade, nunca me abandonou) acontece. Voltei a ver as cores da minha equipa e às masmorras. Voltei a ver as mais espantosas e maravilhosas criaturas. Voltei a ver as loucuras dos gémeos que tanto adorava e das quais tinha mais saudades do que aquelas que imaginava possíveis. Reencontrei caras conhecidas e queridas, muitas delas ruivas e sardentas dos Weasley, a família que nunca tive e sempre desejei. Do bonacheirão e desastrado Longbottom, que apenas precisava aprender a acreditar em si mesmo. Do pálido Malfoy que desejava, somente, viver para deixar o seu pai orgulhoso, mas que parecia nunca conseguir, aos seus olhos, nunca ser suficiente. Da força da professora de Transfiguração, da quietude de mármore, salpicada de sabedoria (ainda que um pouco tendenciosa) do Director, do silêncio e da verdade do Príncipe das Poções.


Enquanto lia, pela primeira vez, o último volume e as derradeiras páginas desta saga, chorando a queda de alguns heróis, sentia que estava, finalmente, a chegar ao fim de um ciclo que, durante anos, não permiti que se fechasse. Se, por um lado, queria saber como, afinal, tudo acaba, por outro, não queria que aquela história tivesse, alguma vez, fim. Mas o momento tinha chegado. Não sei o que senti, se foram todas as emoções do mundo, ou nenhuma. Senti-me plena. Senti-me vazia. Senti-me eu.

Eu nasci, precisamente, dez anos menos 10 dias depois do Rapaz que Sobreviveu. Mas não me sinto menos Eleita do que ele. Even after all this time?





# isolemnlyswearthatiamuptonogood  # wearethechosenones  # wereallborninlatejuly
# regardlessourage  # regardlessourgender  # regardlessourblodline
# happybirthdatejo  # happybdaymrsjkrowling  # happybirthdateharryjamespotter
# happylateonceagainbdaynevilelongbottom  # letsraiseourwandsonceagain  # always  # prince
# mischiefmanaged

segunda-feira, 18 de julho de 2016

It can't rain all the time

Às vezes, o universo arranja forma de falar connosco, mas nem a todos é concedido o dom de o ouvir.

Não posso dizer que, de certa forma, não estivesse à espera. O universo falou, eu fiz de conta que não estava a ouvir. Se bem que isso não adiantou coisa nenhuma. A caça dos dragões não correu assim lá muito bem. Chumbei no exame da ordem com 9.13 valores. Primeiro veio a raiva. Depois veio a tristeza e a desilusão. Primeiro vieram os nomes feios que atirei, sem peias, a meio mundo. Depois vieram as lágrimas de quem sente, ao fim de tantas batalhas e de regas do jogo invariadamente transmutadas à nossa revelia, a começar a perder as forças.

Mas a verdade é que chumbei e tenho que aceitar as minhas (minhas?) fraquezas. Chumbei num exame em que, "outrora", quase todos passavam. Mas as regras do jogo mudaram e ninguém me perguntou (ou ao resto dos cerca de 70% dos reprovados) se estava de acordo. Acima de tudo, acho que me sinto decepcionada. Comigo, claro. Mas não só. Agora, resta-me pedir a revisão da prova e esperar conseguir as quatro décimas que almejo. Se tudo correr mal, poderei repetir o exame mais uma vez. Parece pouco, mas o custo será mais alguns meses de longa e dolorosa espera, em que me parecerá que a vida, no geral, seguirá em frente, e eu ficarei para trás. Vai ser difícil, mas resistir terá que ser vencer.

Não vos vou pedir que me consolem. Ao invés, vou pedir que me presenteiem com uma história vossa. Poderá ser qualquer uma, tendencialmente, uma que termine em gargalhadas. O stock de risos d'O Covil tem estado em baixo nos últimos dias, e penso que tem que ser feita alguma coisa em relação a isso.

Por agora, vou conceder-me o privilégio e a ousadia de cumprir o prometido, e estar alguns dias livre de corpo e mente. Finalmente terei uns dias de férias, longe da correria, da monotonia e dos problemas. A vossa ilustre concierge vai estar ausente por uma semana, e vai voltar para vós um anos mais velha. Vou à Coimbra dos amores, vou ao estádio do maior, vou voltar a Sintra e vou à capital do norte ver um jogo de Quidditch. Vou conhecer pessoas novas e rever outras. Vou tentar viver despreocupadamente.


terça-feira, 12 de julho de 2016

Coisas inexplicáveis

Não sei se vos acontece o mesmo mas, depois de um dia extenuante e em que me arrasto até ao meu lindo colchão que por acaso não é ortopédico e me dá umas dores na coluna que devia dar direito a receber uma indemnização, o meu cérebro responde que não está para aturar as minhas manias de querer dormir. Naquele momento, vêm-me à memória as anotações na agenda para o dia seguinte, o telefonema que fiquei de fazer àquela amiga há dois meses atrás ou a resposta extremamente inspiradora que me falhou numa conversa à sombra da árvore do recreio da escola primária, entrelaçadas a questões existenciais que passam por saber se os pinguins têm joelhos ou se 94% do pessoal que escreve algum gatafunho nas redes sociais vai, alguma vez, aprender a fazê-lo em língua portuguesa, sem "kapas" e com uso de vírgulas incluídos.


Por isso, tem alturas que uma pessoa dá o braço a torcer e o resto do corpo também, enquanto espera que o João Pestana faça o seu o servicinho em condições, e se deixa inundar por pensamentos sobre coisas inexplicáveis, às quais a ciência mais avançada ainda não deu resposta, tais como:

  1. Por que razão o Moço deixa sempre as portas dos armários e as prateleiras abertas e as luzes ligadas por onde quer que passe.
  2. Por que razão o Kiko recebe bilhetes grátis para a Comic Con Portugal e eu não.*  **
  3. Por que razão eu tenho sempre óptimas ideias para posts quando não há um retalhinho de papel num raio de 4371 km e, quando tento assentar alguma coisinha a escrito... já se me varreu tudo da mona.
  4. Por que razão os paizinhos insistem em contabilizar a idade dos seus petizes em meses, mesmo quando eles pesam mais que um bezerro sobredesenvolvido, já falam, já correm, já sabem mexer em iphones, ipads e ai que não tenho paciência para os aturar, já tiraram a carta e já estão prestes a terminar o curso da faculdade. A minha idade? 311 meses e meio.
  5. Por que razão nunca sei onde pousei os 273 elásticos do cabelo que normalmente tenho no pulso. Ou as sabrinas que usei ontem. Ou aquela camisola que me lembro, vagamente, de ter arrumado no armário... ou de ter atirado para cima do meio kg de roupa que se encontra, mui sacralmente, depositado no sofá há três-quinze dias.
  6. Por que razão, em praticamente todos os filmes de extraterrestes, os argumentistas/realizadores teimam em recriar os "homenzinhos verdes" como sendo seres sedentos de estabelecer contacto com a Terra, maioritariamente das vezes para a conquistar, quando euzinha só quero distância da maioria dos terrestes. Acreditem, os extraterrestes têm mais que fazer que perder tempo connosco.
  7. Por que razão, consegui encontrar sandálias pretas, número 35, numa loja que nunca, mas nunca, tem nada que me agrade e pior!, que me sirva. Comprei. Dois pares.

Começo a achar que penso demais. xD


* Ok, até sei. Mais vale um Kiko que nada tem a ver com o mundo nerd, que uma Nightisha Maria le Geek desconhecida. Noblesse oblige (vulgo, publicisse oblige).
** Kikonettes deste mundo, percebam que não tenho nada contra o Kiko. Mas um bilhete grátis dava jeito.

sábado, 25 de junho de 2016

Don't Starve

Hoje vim falar-vos de uma coisa que não faço muitas vezes: jogos de computador. É verdade, não sou lá grande jogadora, mas há coisa de um par de anos, em grande parte influenciada pelo vício do Moço, tenho experimentado alguns jogos e não posso dizer que não tenha gostado. Este aqui, podem acreditar, é "muita fitxe"! =P


Don't Starve é um jogo de aventura estilo surviver e rouguelike, criado pela canadiana Klei Entertainment para várias plataformas (Microsoft, OS, Plastation, Xbox One, et cetera). Este é mais um jogo ao qual decidi dar uma oportunidade depois de, como disse, ver o Moço jogar, vontade que foi impulsionada por outra viciada consumidora de bambus (Pandi, estás aí? =P).

Posso dizer que, apesar de ter esperado algum tempo para experimentar este jogo, Don't Starve me prendeu, digamos... à primeira vista, por causa do tipo de história e art style surrealistas, bem ao estilo de Tim Burton. Um dia, o cientista Wilson ouve uma voz através do rádio a prometer-lhe "conhecimento secreto". Wilson aceita e, com a informação oferecida, constrói uma máquina gigante. Ao hesitar pôr a máquina a trabalhar, a voz no rádio insiste e Wilson assente... mas dois braços feitos de sombra irromperem do chão e levam-no para um outro mundo. Podem ver o trailer aqui.

Este "novo mundo" é totalmente louco e surreal. Aí, Wilson (ou outra personagem, conforme as forem desbloqueando) terá que sobreviver à fome, aos monstros e à insanidade. Os mapas são sempre diferentes e aleatórios quando se começa um jogo novo. No canto inferior direito existe um mapa, que vai mostrando os locais que o personagem já visitou. É possível criar ferramentas e outros items que permitem a sobrevivência do jogador, a partir de coisas que este vai apanhando e recolhendo, assim como alguns vegetais para comer. Com armadilhas, também é possível apanhar animais e cozinhá-los. E quando vier a noite, acendam uma boa fogueira e nunca a deixem apagar. Assim que o ecrã ficar completamente preto... já foste =P


Um dia destes, apanhei o pc do Moço a jeito, e experimentei jogar (versão que vem com a expansão Reign of Giants, mas dá para seleccionar qual queremos). Foi vício à primeira teclada. Da primeira vez que joguei, consegui chegar ao dia 12, o que é um feito!! Tenho experimentado várias personagens e as duas versões disponíveis (original e a expansão). Vou-e safando bastante bem em racionar os recursos, tentando manter os níveis de fome, saúde e sanidade num nível aceitável (não é estritamente necessário que estejam sempre ao máximo) e mantendo um olho sempre na barra dia/noite, tentando planear o que fazer e com que rapidez. Continuo a ser uma nódoa a tentar matar a bicharada que me ataca, assim ao calhas =P Também podem ir jogando com as skills dos diversos personagens que vão sendo desbloqueados, uns são mais fortes fisicamente, outros são menos susceptíveis a ficarem "pirulas", e por aí fora.

O jogo é viciante... mas vale a pena deixar-se embrenhar. Recomendo a todos aqueles que gostem de jogos de estilo sobrevivência/aventura, que gostem de Tim Burton ou que apenas gostem de se divertir ^^

terça-feira, 21 de junho de 2016

Cenas da vida mirabolante

De acordo com os episódios espectaculosos com que vos presenteio com abundante regularidade, já devem ter percebido que sou uma pessoa a quem acontecem as coisas mais estapafúrdias alguma vez imaginadas. Tipo aquela criatura que está sempre lá, algures, no meio de uma multidão de povo, a levar com uns pixies da Cornualha.


Se houver algum (ou vários) tacos soltos no soalho de madeira, podem ter a certeza que sou eu quem vai tropeçar nos que estão soltos. Todos os tacos soltos. Sempre que lá passar. Todas as 8352 vezes. Sem qualquer dúvida. Estilo déjà vu da loja dos trezentos.

No dia em que o atrasado mental do motorista da TUB se lembrar de ir na faixa rodoviária central, a olhar para a morte da bezerra, mas nunca para a próxima paragem de autocarros, sou eu quem vai lá estar, a esbracejar feita doida... e não apanhar autocarro nenhum.

Se a maquinaria do escritório decidir, como por artes de belzebu, tirar férias sem vencimento e chegar ao cúmulo de não ligar (ecrãs azuis não contam...), sou eu quem vai estar a ligar e desligar fios, a fazer 13492 resets e a empoleirar-me em cima da secretária em posição de corvo (ou outra de yoga extremamente difícil) para ver se se dá um ritual qualquer desconhecido e aquelas geringonças decidam voltar à vida.

No exacto momento em que o elevador não estiver virado para a grotesca função de funcionar, sou eu quem vai ter que se descalçar para conseguir subir quatro andares de escadas, com meia tonelada de lancheira, processos e tamancos na mão.


Como podem ver, tenho muitos atributos e uma vida plenamente preenchida. Estas foram as peripécias de hoje... e o dia ainda não acabou. Devo ser parente do Neville Longbottom e ainda ninguém descobriu. Mas os amiguinhos do Voldy apagaram os registos dos muggleborns nascidos entre 1985 e 1998, por isso, não me admirava nada. Já agora, já que tenho os genes da desastrice, também me dava jeito ter os da jeitosice que se revelam depois da adolescência. Esses ainda não se manifestaram.

Entretanto, enquanto a minha carta de Hogwarts não chega, podem sempre contactar-me quando precisem de alguém que descubra os vossos tacos descolados. Não é que eu não esteja habituada. E os trocos davam-me jeito.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Dragon Hunters

Depois de algum tempo de ausência, e de ter sobrevivido ao pior exame escrito da minha vida... estou de volta. É quase caso para dizer que regressei dos mortos.

As últimas semanas antes do derradeiro momento de auto-flagelação, comummente conhecido como exame de agregação da ordem dos advogados, foram intensas. Por isso, afastei-me de praticamente tudo o que me pudesse distrair, inclusivamente da leitura. Tornei-me perita na grelha de programação da RTP2 no que concerne a desenhos animados*, que me faziam companhia enquanto desesperava no meio dos calhamaços e da papelada. Também andei insuportável.

A passada sexta-feira foi dia de enfrentar o dito "pelos cornos", rumo ao Porto, onde fiz o meu exame, juntamente com o Moço (que esteve durante horas, estoicamente, à minha espera) e um trolley cheio de códigos até abarrotar. A demanda avizinhava-se difícil. Primeiro, porque era o dia em que as provas do Rally de Portugal iam tomar lugar naquela cidade. Alegadamente, uma grande parte das ruas do centro do Porto estaria cortada ou congestionada e, se os senhores estagiários quisessem fazer o exame, teriam de se desenrascar.

Depois, acordar às 05:15 horas para fazer um exame que iria abarcar parte da manhã e da tarde, com a duração total de cinco horas e meia e incidiria sobre cinco temas/ramos do direito, é coisa para nos deixar mais que desvairados. Já no Porto, e pouco depois de sair do metro... esconchavei uma roda do trolley. Fui a pé até ao locar do exame, constatando, surpresa, que o trânsito circulava sem qualquer reparo. Afinal, apenas os Aliados e pouco mais estavam cortados, tinham colocado passagens para os peões e não havia estações de metro fechadas. Aí, o ânimo era geral: parecia que estávamos todos prestes a ir para o cadafalso. Não saímos melhor. O exame que se nos apresentou foi, sem qualquer dúvida, um dos mais longos e difíceis de sempre. Mas há que ter confiança. É nestes momentos que temos que pensar que nem tudo é justo. Custa, custa mesmo muito, mas se é para ser, que seja para vencer.

Aproveitei as horas que se seguiram, assim que me vi "uma mulher livre", a conceder-me o direito de não pensar mais no assunto. Comprei um livro num dos muitos alfarrabistas da zona. Fomos passear com um casal amigo para a Foz e acabamos por jantar com eles comida asiática. Nos dias que se seguiram, decidi tirar umas férias de mim mesma. Acho que, agora, estou finalmente pronta para voltar a ser eu. Falta-me, apenas, consegui repor as horas de sono perdidas ^^


* Dragon Hunters (Chasseurs de Dragons no original) é uma animação francesa que é transmitida pela RTP2, duarnte a tarde. Foi com bastante admiração que constatei que a música de abertura, com o mesmo nome, é dos ingleses The Cure. Por todas as razões possíveis e imaginárias é, sem dúvida, uma música adequada à ocasião.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Aceitam-se recomendações de bons restaurantes na Rússia

Sinto-me a resvalar para o desespero. Mais ou menos figurativamente. É a pressão do exame que se aproxima a passos largos, as responsabilidades no escritório (uma vez que desaparecer da face da Terra durante umas semanas não é opção, pois atirar para os ombros de outros as minhas responsabilidades é falta de respeito e de carácter e, disso, felizmente não sofro) e todos os típicos problemas e pressões pessoais das quais não me livram livro.

Essencialmente, preciso de férias. À noite, antes de dormir, ainda tento ler uns capítulos, mas nem sempre consigo. Vou-me distraindo, para não dar gripar o motor, como posso. Isso faz-me lembrar que da última vez que tive de férias, nas duas últimas semanas de Agosto (acreditem em mim quando vos digo que o natal não contou).

No início de Setembro, já de volta às andanças do escritório, recebi uma colega que costuma ter processos connosco. Enquanto fazia um pouco de sala (noblesse oblige...), e se faziam e respondiam às perguntas da praxe, essa colega confessou que, durante as férias judiciais tentou ir à Rússia, mas não conseguiu porque não havia vagas em lado nenhum. Por fim, acabou por passar uns dias numa casa de férias, no Norte. E, como mandam as convenções sociais, questionou-me onde tinha passado as minhas férias.



Instalou-se, por momentos, um silêncio estranho. Tenho a leve sensação que a colega achou que estava no gozo com ela... Mas nunca saberemos. Depois passou-se ao tópico seguinte, igualmente desinteressante, até chegar outro colega e me substituir nessa nobre arte de encher chouriços de forma erudita, a qual eu, claramente, não domino. Competir com a Rússia, com três dias de acampamento numa aldeia perdida no mapa, só para os fortes... ou para os doidos que não têm vergonha na cara.

sábado, 16 de abril de 2016

Sabes que a tua vida está no declínio quando...

1. Vais no autocarro e arregalas as orelhas quando ouves falar que houve confusão no cemitério. Pessoalmente, quero lá saber, mas pode ser uma boa oportunidade de arranjar novos clientes.
2. Vês a publicidade de um novo programa de culinária chamado "Massa Fresca" e achas que até escolheram um bom nome. É interessante e fica no ouvido. Depois dizem-te que, afinal, é o nome de uma novela.
3. Ouves rádio e passam uma música do Shaw Mendes, logo seguida de outra do Justin Bieber. Duas vezes, em dias diferentes. Pior que isso, só o facto de conseguires reconhecer as músicas.
4. De manhã bem cedinho, e ainda com os olhos semi-fechados como um gatinho recém-nascido, encontras duas meias que fazem par.
5. O ponto alto do teu dia é imaginares que estás a cuspir na cara da Umbridge. (Estou a reler a Ordem de Fénix pois claro ^^).
6. Não sabes o que é dormir uma noite seguida, sem acordares a meio da noite a pensar em reclamações de crédito, pensões de alimentos e medidas de coação. Não necessariamente por esta ordem.
7. Vais a uma loja comprar um baton... e sais de lá com cuecas do Winnie the Pooh.

Sabes que a tua vida está no declínio quando este é o resumo daquilo que se tem passado, com mais relevância, nos últimos dias. Nunca pior. As cuecas do Winnie the Pooh são bem "fitxes"... e a Umbridge estava mesmo a pedi-las!

sábado, 2 de abril de 2016

Erudices à hora do chá #3

Não sei se também têm esse problema, mas aqui n'O Covil, as coisas escondem-se. Ou a Entidade diverte-se a pregar umas partidas valentes todos os dias de vez em quando. Parece inacreditável, num momento sei onde está uma coisa, no outro já está no infinito e mais além. O facto de eu ser super despistada não tem qualquer relevância para o assunto.

Tem dias em que ocorrem umas peripécias bem caricatas. E se pensam que sou a única a não saber das coisas... enganam-se! O Moço também é perito em andar às voltinhas pelo Covil, à procura... sei lá, de uma garrafa de Pepsi acabadinha de pousar num canto qualquer.

Moço: Sabes onde acabei de pôr a garrafa de Pepsi vazia?
*Nightwisha Maria olha em volta e vê a dita dentro da carteira, que estava pousada, aberta, na cadeira.*
Nightwisha Maria: Isso significa que estás a dizer, indirectamente, que a minha carteira só tem lixo?
Moço: Se tu o dizes...


Pois. Para os moços, as carteiras das raparigas estão sempre cheias de tralha inútil. Não temos culpa de precisar de muitas coisas (carteira, porta-moedas, chaves disto e daquilo, telemóvel, porta-cartões, uma ou duas canetas, bloco de notas, pacote de lenços, produtos de higiene íntima, um baton do cieiro, um baton de cor para o que der e vier, qualquer coisa para comer a meio da manhã e da tarde...) e de termos bolsos pequeninos nas calças ou casacos e vestidos sem bolsos. Posso dizer que não sou daquelas raparigas que tem uma carteira do tamanho de uma mala de viagens e com a casa toda lá metida (e depois se queixa que a carteira está pesada e está mal das costas), até tenho lá pouca coisa. Mas da próxima vez que me pedires um lenço de papel, podes acreditar que vais ouvir um "Ah! Afinal a minha carteira cheia de lixo até serve para alguma coisa!!" =P

terça-feira, 29 de março de 2016

Epicamente


Quem me conhece há algum tempo sabe do meu gosto desmesurado pela leitura. Adoro ler, mas também não é nenhuma mentira nenhuma que também gosto de escrever - afinal, tenho um blog onde espalho, aqui e ali, um episódio diário, uma trenguice qualquer, ou um pensamento mais ou menos sério - e posso dizer que conheço relativamente bem o mercado livreiro e editorial (e do qual já falei do assunto aqui).

Há uns dias, enquanto estava a estudar, tinha a tv ligada e estava a ser transmitida uma novela que está agora a ser repetida. Apanhei, "no barulho das luzes", a seguinte cena:
- Indivíduo 1: Se calar, devia fazer como "Não Sei das Quantas" e despedir-me. Assim tinha mais tempo para escrever.
- Indivíduo 2: E depois como arranjavas dinheiro para pagar à editora para publicar os teus livros?

Assinar com uma editora é algo comparável que fazer um pacto com Belzebu. O autor cria a obra e cede o direito de edição e publicação, a troco de um género de royalties sempre que um exemplar, físico ou digital, depende dos pactos, vulgo, contratos, seja vendido. É certo que a editora "toma para si" os custos e riscos de publicação, mas também é certo que só investem naquilo que sabem que lhes vai dar lucro. Se acham que as editoras existem apenas para prosseguir o nobre interesse cultural, esqueçam. Como empresas que são, acima do intuito cultural, está o económico. Ainda assim, com as editoras sabemos com o que contar. Se é para fazer um pacto, que seja com o Boss dos sete círculos do inferno e não com um diabrete saltitão que por ali anda - diabretes mais conhecidos como plataformas/editoras de auto-publicação, vulgo, impressoras com um nome chique, das quais a mais conhecida é, provavelmente, a Chiado. Nunca procurei saber como essas empresas funcionam, pois não tenho grande referência de uma editora que, essencialmente, cobra aos autores para os publicar, independentemente da qualidade (da obra, e dos seus serviços de edição, paginação, et cetera...).


E eis senão quando... descobri que a Saída de Emergência decidiu que o seu nome não estava suficientemente na lama e criou a Editora Épica. Fui ao site deles e li todas as informações que aí disponibilizam e ainda o "Manual de Publicação para Escritores" (que, contrariamente ao que fazem crer, pode ser descarregado sem que seja preenchido o formulário disponibilizado, que só está ali para enganar o pessoal e fazer com que as vossas informações façam parte de uma base de dados de possíveis clientes deles, vulgo, autores editados por eles).

É simplesmente revoltante. No essencial, a Editora Épica oferece os seus serviços em forma de packs, que consistem na criação de exemplares físicos e/ou digitais, dependendo dos pack(tos), até 250 páginas (mais do que isso... só com orçamento), e ainda alguns serviços de markting (no caso das opções mais caras), sempre a preços exorbitantes. Os serviços de edição e revisão de texto sobejamente apregoados são... opcionais e passíveis de orçamento, ou seja, não se encontram incluídos nos referidos preços exorbitantes. Capas personalizadas - era para rir ou também se paga à parte?!

Apesar dos serviços de impressora (que é isso que realmente são), nem todas as obras são publicadas, só aquelas que passarem no crivo da empresa. Em caso positivo, por cada exemplar vendido, a editora/super impressora oferece aos autores 15% do preço de capa. Mas isso é antes ou depois de o autor pagar para ser publicado? Por essa margem, vou ali às 294 reprografias à volta da universidade, aproveito e faço uns cartões também, ou publico em formato digital, ainda que a preços substancialmente mais baixos, e saí-me mais barato.

Mas calma lá! "Se o seu livro autopublicado na Editora Épica vender mais de 1.000 exemplares nas livrarias, está de parabéns, é sinal que encontrou o seu público. Como tal, vai receber uma prenda imediata: o seu manuscrito beneficiará de uma revisão e edição de texto profissional (sem qualquer custo para si), e será relançado pela casa mãe, a editora Saída de Emergência, com nova capa e ao lado de alguns dos maiores bestsellers do mundo." (sublinhado nosso). Depois do autor e a sua obra serem conhecidos, para o que esta empresa pouco ou nada contribuiu, já estão muito interessados em assinar um pacto, vulgo, contrato, muito profissional, onde vão tirar, duplamente, partido do esforço alheio.

E só uma nota jurídica, que disso, eu realmente sei qualquer coisinha: a editora não oferece direitos nenhuns. Oferece parte do preço recebido pela venda de um exemplar, tipo royalties. Mais, nenhuma editora fica/é proprietário de todos os direitos do autor sobre a obra nem, caso o autor queira editar com outra empresa, tem que comprar os seus direitos de novo. O contrato em causa trata apenas de direitos de edição e publicação. São direitos meramente patrimoniais, visto que os pessoais nunca deixam a esfera do autor, mesmo depois da sua morte e da queda da obra no domínio público. E os contratos têm prazo. Podem ser renovados ou simplesmente terminar, caso em que o autor poderá, livremente, editar com outra empresa. Vale tudo, portanto.

Para quem não quer esperar... é um mau negócio, no mínimo. Aliciar possíveis clientes deles, vulgo, autores editados, com as 12 editoras que recusaram a publicação de Harry Potter de J.K Rowling, ou com as "auto-publicações" de autores de um século em que as fotografias a cores eram ficção científica (os outros estão apenas a preto e branco para não se notar a diferença de épocas), é moralmente reprovável, para não dizer mais. A vontade desmesurada de se ser editado não me é desconhecida, mas a aceito a qualquer custo. É verdade que há muito talento por aí desperdiçado, e a auto-publicação não é uma alternativa da qual não sou contra, mas isso não justifica consentir em ser-se deslumbrado e enganado. Os "Sims" e os "Nãos" existem como tudo na vida. Não desistam e trabalhem para melhorar todos os dias. Valorizem-se, a vocês e às vossas obras.

quinta-feira, 24 de março de 2016

O melhor da televisão são os anúncios =P


Há uns valentes anos vi, numa daquelas publicidades de redes de telemóvel para os mais jovens, ainda impresso em papel (uma coisa do passado, "portantos" =P), qualquer coisa como: "Admite: o melhor da televisão são os anúncios". Parece um contras-senso, mas tem a sua ciência.

Quando a minha última colega de casa deixou o apartamento onde estávamos (o da velha), o serviço de cabo + net + telefone foi-se, para nunca mais voltar. Mesmo o pacote mais em conta era caro só para mim e, na verdade, eu via muito pouca televisão. Passava, como ainda passo, o dia praticamente todo fora e, quando volto à noite, é comer e dormir. Era entre esta duas actividades básicas que via, uma boa meia hora de tv por dia, fora os fins-de-semana que passava por cá. Ainda assim, via e vejo a maioria dos filmes ou séries no pc. Tenho acesso à internet da falecida Fon Zon, porque os meus pais são clientes e não uso o telefone fixo.

Ainda assim, sentia uma certa falta do barulhinho de fundo, que me acompanhava enquanto estudava, ou passava algum tempo no pc. Mas as rádios em streaming e os álbuns instrumentais vieram, de certa forma, preencher esse pequeno vazio. E então ofereceram-me todas as "maquinetas" para ver TDT n'O Covil. Primeira mudança: voltei a ver as notícias. Ao fim-de-semana, vejo desenhos animados. Mas tirando isso, a tv mantém-se desligada ou com o som quase inaudível, graças às novelas, festarolas das terrinhas (que vão acabar na SIC!!!!!) e quintas desta vida, cujas alternativas passam por ver... ópera, que é francamente melhor que as demais alternativas.

Não se pode negar que a tv é uma companhia que faz toda a diferença. A casa já não está sempre silenciosa. Mas tenho que admitir: o melhor da televisão são os anúncios. E este foi o momento parvo do dia... antes de voltar para os calhamaços =P

domingo, 20 de março de 2016

Blossom

Pois é... tenho andado assim um pouco para o desaparecida. Vocês já sabem como é: há alturas que me dá assim uma tontice de hibernação e passo uns tempos sem aparecer. Mas depois volto, claro! =)


E pareceu-me bem voltar precisamente hoje, no equinócio de primavera, que marca o início de uma nova estação. Na onda da mudança. Agora, os dias começam a ficar "maiores" outra vez, já não está aquele frio glacial que fazia congelar os neurónios dentro da moleirinha, as árvores começam a florir e eu volto à minha saga de espirrar e me coçar que nem uma doida à conta das alergias, toda a gente começa a "córtir" o bom tempo e eu tenho que ficar cá dentro a estudar para o exame de agregação que finalmente a Ordem decidiu marcar. Olho para o dia 20 de Maio, ali escarrapachado no calendário, com o sentimento de me estar a dirigir para o cadafalso.

Por cá não se passou nada de especial entretanto... quer dizer, tenho algumas novidades e trenguices (claro!) para contar =P Vou adiantar-vos uma: o Covil já tem microondas!! Agora já não preciso de aquecer o leite no fogão e esbardalhar o conteúdo todo porque o deixei ferver enquanto me maquilho/ preparo o(s) lanche(s) do dia/ procuro os sapatos/ tento encontrar a tralha toda que deveria estar na minha carteira... e não está. Nightwisha Maria, a viver no fio da navalha desde 1990.

De resto, inventei coisas boas para se enfardar, comprei livros (muuuuitos livros!) e fiquei outra vez sem espaço na estante para eles, já comecei a espirrar... e senti saudades de todos vocês. É provável que não venha aqui ao tasco com tanta frequência como antes do último hiato, mas pretendo não passar tanto tempo sem vos escrever, até como forma de me distrair um pouco nos intervalos no estudo. E por falar nisso, os calhamaços estão a chamar por mim outra vez. Até logo! ^^

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Rebell Yell

No dia-a-dia, sou uma moçoila bastante calma e atinadinha. Mas tem alturas que uma pessoa, como diz o ditado, não é de ferro, e tem que soltar toda a rebeldia que vem acumulando. E apagar a luz da casa-de-banho também. E é com dois "L", que é para ser ainda mais "rebellde" xD

Quando alguém vem ao Covil, repara logo em duas coisas: há muitos livros e muitos chás. É verdade, sou uma chalada, mas o Moço é ainda pior e foi ele que me passou o hábito. Nos últimos tempos, sempre que encontrámos promoções de chás da Lipton (que, para mim, são os melhores do mercado, tendo em conta as marcas mais acessíveis. Aparentemente, Twinings é muito bom, mas não dá muito jeito deixar um rim no hipermercado à conta disso), é aproveitar. Um dos "quadradinhos" da estante é armazém de chás aqui do Covil, que conta com diversos sabores, que nem me vou dar ao trabalho de contar, mas dos quais destaco um dos meus favoritos, as pirâmides de infusão Andalusia Fresh, com aroma de citrinos e especiarias.

No fim-de-semana, enquanto tratava de algum "trabalho de casa", a.k.a., trabalho que trouxe do escritório para casa, apeteceu-me beber um chá. O tempo está frio, cinzento e extremamente ranhoso, que é quando uma bebida quentinha sabe melhor. Andei a escarafunchar pelas caixinhas e decidi-me por um chá novo, do qual me tinham dado um saquinho para experimentar. Há pessoas que trocam cromos e moedas, eu troco saquinhos de chá. Mirtilo e maçã, pareceu-me bem. O problema é que, supostamente, era para fazer cold tea com ele, mas como eu sou extremamente rebelde, fi-lo quente na mesma.

O chá era bom... mas realmente sabe melhor frio. Como está um verão típico da Sibéria, não demorou muito tempo e o meu chá super quentinho ficou gelado. Olhei para a caneca e, como sou extremamente rebelde, não me apeteceu voltar a aquecer o chá, como já cheguei a fazer, por diversas vezes, na mesma tarde. Com o mesmo chá. Ele ficava frio e eu voltava a aquecê-lo. I'm a real rebel.



Para quem quizer, aqui fica o link da música Rebel Yell, do álbum com o mesmo nome, do maluco do Billy Idol - moço do punk rock inglês, que ainda anda para aí a bombar, apesar de já ter idade para ter juízo. Ele também é rebelde, como podem ver =P

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Para(a)normal =P


O Covil deve ser um ponto de confluência de actividade paranormal. Assim como Sunnydale estava mesmo em cima da Boca do Inferno (referência que só os fortes entenderão... ou os que viram Buffy, the Vampire Slayer), começo a pensar que também tenho o meu rabote sentado, salvo seja, mesmo em cheio num qualquer portal que esbardalha por aí fora energias estranhas, que levam pessoas a fazer coisas estranhas. Claro que também podemos estar todos tolinhos por estes lados, mas vamos acreditar que a primeira opção é que é válida, valha-nos a sanidade mental.

Quando alguma coisa estranha acontece, culpa-se a Entidade e não se fala mais nisso. Por exemplo, quando um tupperware aparece na última prateleira do armário da cozinha, onde ninguém consegue chegar, a não ser o Chewbacca. E as coisas que passam a vida a cair-me das mãos?! Parece que está ali mesmo uma assombração qualquer amandar-me os talheres/ os bollycaos/ o pão/ o telemóvel/ as canetas/ a minha paciência ao chão para me ver lançar faíscas pelas lunetas e fumarada pelas orelhas. É como um jogo de Cluedo, ao fim de umas voltas, vê-se logo quem é o culpado (ou a culpada...).

Mas as costas da Entidade, que devem ser bem largas por sinal, também não podem levar com tudo. As energias extraviadas também afectam as pessoas. Se há coisas que me deixam louca da pinha, são armários abertos e gavetas por fechar. O meu Moço é perito em ambas. De bónus, dá-me o prazer (not) de andar atrás dele, pela casa, a desligar as luzes que ele deixa ligadas. 

Estão a ver a minha sina, não estão? Se podia ter uma vida normal e tranquila? Poder podia... mas não era a mesma coisa. Pois. Só não me sai na rifa um Kokuri-san que me deixe a casa a brilhar de tão limpa e me cozinhe três refeições por dia com cinquenta ingredientes cada.




As imagens são de um anime que vi há pouco tempo e que se chama Gugure! Kokuri-san. É uma história light, mas com muita comédia (e um pouco de drama à mistura, claro). Óptimo para relaxar um pouco e dar muitas gargalhadas. E, ocasionalmente, parar para pensar também. Se quiserem saber mais e dar uma espreitadela ao primeiro episódio (ou aos doze que compõem este anime), fica aqui o link ^^

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

D. Sebastião não gostava de sopa

Existe uma lenda, que vai passando de geração em geração, através da tradição oral, sobre el-Rei D. Sebastião. Não, não é aquela treta do nevoeiro. Vamos ser sinceros: quem é que se ia lembrar de uma coisa dessas sem pés nem cabeça? A história, que estou prestes a contar-vos, essa sim, tem fundo de verdade, e vai para além de qualquer contestação.

Ora, certo dia, o pequeno el-Rei D. Sebastião foi obrigado a comer sopa. Afinal, ainda era um pirralho birrento e, como tantos outros, bateu o pé, dizendo que não queria comer.

*Reprodução histórica extremamente fiel*
- Eu sou o Rei! - dizia, indignado. Muito obviamente, não lhe adiantou de nada.
- Se ainda considerasses a possibilidade de casar... - respondia-lhe o seu tio, o Cardeal D. Henrique. - Andas só com ideias de guerras e fazer espetada de Mouro. Queres deitar tudo a perder e deixar o trono ao babão do teu primo Filipe?!
Era verdade, Filipe babava-se imenso. Sobretudo, quando se lhe falava do Reino de Portugal. E também usava óculos. Na verdade, era um moço muito esquisito...
- Cala-te aí ó pilantra velho! A minha avó, D. Catarina, disse-me que, em breve, farei 14 anos e serei adulto. Não poderás mandar mais em mim, nem me obrigar a comer sopa.

E, de facto, assim sucedeu. D. Sebastião foi declarado maior, com 14 anos. Sendo fervoroso adolescente e, afinal, el-Rei de Portugal, nunca mais comeu sopa. Para além disso, não dispensou tempo com belas (ou feias) donzelas, que eram umas snobs. Pitas adolescentes com sangue azul era coisa do demo, quase tão abomináveis como a sopa. Por isso, quis lançar-se no nobre negócio que é a guerra e fazer espetada de Mouro.

Como todos sabemos, a coisa não lhe saiu muito bem. Quando a Morte vinha ter com D. Sebastião, no campo de batalha de Alcácer Quibir, apareceu-lhe, porém, na memória, a imagem de seu tio, a empurrar o Ceifeiro para o lado, que tropeçou nas vestes e trespassou um Mouro com a foice, por engano. O Cardeal D. Henrique dizia, em voz grave, então: "Bem te disse que melhor ficavas aqui, a comer a tua sopinha! Agora o babão do teu primo vai ficar com esta porra toda!" e, num último suspiro, D. Sebastião amaldiçoou todos aqueles que gostavam de sopa, especialmente os caixa-de-óculos como o seu primo Filipe.

E é assim que, ainda hoje, todos os "quatro-olhos" passam as passas do Algarve para conseguir comer a sua sopinha em paz e sossego. Primeiro, é aquela névoa sobrenatural que não os deixa ver nadinha desta vida à frente. Depois, são os salpicos de sopa nas lentes dos óculos que, para além de irritarem como o diabo, enchem as lentes de gordura e que é o cabo dos trabalhos para limpar. Muitos são os que padecem deste mal. Tipo eu. Especialmente, em relação aos salpicos. Conseguir comer um prato de sopa sem pintalgar os meus óculos, é coisa que não me assiste. Acontece sempre. Há maldições que são do arco-da-velha, especialmente, de pirralhos adolescentes com a mania que são gente, só porque têm um coroa na cabeça.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Susana


Tem dias que pareço o Ron Weasley. Não, não sou ruiva nem tenho fome de leão. Ok, até tenho algumas sardas, mas elas costumam ficar bem camufladas por baixo da armação dos óculos. O que eu tenho mesmo é medo, pânico, terror... de aranhas.

Não me perguntem porquê, porque eu também não sei. É uma coisa simplesmente irracional. As bichas não têm culpa, mas são feias, asquerosas e têm uma quantidade de patas superior ao permitido por lei. Mais ou menos como as pessoas (exceptuando o número de patas). Bem sei que a maior parte das aranhas que se encontram por aí não faz mal a ninguém, só as dos Trópicos. E da Austrália, onde encontrar qualquer coisa que não nos mate dá direito a um Prémio Nobel qualquer para a descoberta científica do século. Mas pronto, são mariquices minhas. E se há coisa em que eu sou boa, é a olha aleatoriamente para um sítio qualquer, e ver uma aranha a virar os seus olhos todos para mim, com ar ameaçador. Ou sonolento, ainda não decidi. Elas são tipo ninja, disfarçam muito bem.

Claro que... o Moço tinha que achar piada à coisa.

No outro dia, olhei para o tecto. Estava para lá uma muito bem instalada. Soltei um "ghhh!" irreflectido, o que fez o Moço perguntar o que tinha acontecido. Respondi-lhe que era uma aranha que estava algures por cima das nossas cabeças. E aí, muito calmamente, como se fosse a coisa mais natural do mundo, ele saiu-se com esta:

- É a Susana, deixa-a estar.

Silêncio. A partir desse dia, sempre que vejo uma aranha a saltitar (elas não saltitam, não por estes lados... talvez na Austrália), digo para o Moço "olha uma Susana". A nossa sanidade mental está a abandonar-nos a uma velocidade estonteante. Qualquer dia, ainda leva uma multa por excesso de velocidade.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Erudices à hora do chá #2

Por acaso, esta foi à hora de almoço. Há uns dias, aproveitei a pausa para essa tão distinta refeição para passar numa loja de roupa interior e diverso vestuário de andar por casa (a.k.a. pijamas e afins). Fui procurar cuecas.

Gosto de cuecas com bonequinhos e de merchandise, mas desde que não sejam cor-de-rosa. O facto de ter um rabo pequeno faz com que bonequinhos abundem... relativamente a todo o resto da roupa que existe no mundo. Tal como nos sapatos, estou naqueles números estranhos que nunca existem - são demasiado grandes para a secção das crianças e demasiado pequenos para a secção das mulheres/adultos.

A conclusão a que qualquer pessoa chegará, neste ponto, é que, muito obviamente, não havia cuecas suficientemente kawaiis (e não cor-de-rosa) e do tamanho certo para moi je.


Por esse motivo, em momento de milenar erudição, que ficou ali a marinar tempo suficiente para ser um novo ensinamento do Yoda, o Moço saiu-se com esta:

Moço - Tu és como o Mini Milk.
Nightwisha Maria - Como o quê?
Moço - O Mini Milk. Nunca ninguém soube realmente como aquilo se comia. Se era para trincar ou lamber.

Não sei se ria, se chore. Posso sempre fazer as duas coisas ao mesmo tempo, já que se diz por aí que as moças são multitasking. O que eu queria mesmo, era arranjar cuecas "fitxes" e, de preferência, me servissem no rabo. Algo me diz que é coisa que não compense mandar vir do eBay. Mesmo que compensasse (no caso do merchandise), duvido que tivessem o meu número: 3/4 de gaja ou 3 1/3 e meio de criança.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

I quit

Desisti, definitivamente, de ir às compras de roupa. A sério, não estou a brincar, é mesmo verdade.

Quando fui comprar as prendas de natal do Moço, passei pela Primark porque, para além de não ser uma loja estupidamente cara (ainda que a qualidade não seja a melhor), tem produtos de merchandise de Harry Potter, Star Wars, Marvel e por aí fora. Quer dizer... vai tendo. Como o nosso jantar de natal e consequente troca de prendas foi depois do natal propriamente dito, e porque não consegui lá ir antes das "férias" passadas na terrinha, as compras foram feitas em altura de saldos. Se, por um lado, a maioria do merchandise estava em promoção, o que foi óptimo para a carteira, também era certo que só sobravam os números maiores e os mais pequenos e a loja estava inundada de criaturas para as trocas/saldos, o que foi péssimo para os nervos.

Nem consegui ver nada para mim, apesar de, pelo menos, metade da Primark estar em promoção. Tinha pouco tempo e já estava a ficar nervosa com a quantidade insana de gente que não se desviava e com o calor descomunal da loja. No entanto, em frente à zona dos homens, estava um expositor com blaisers de senhora. Como estava no caminho, dei uma rápida espreitadela e encontrei um último blaiser preto muito fashion, mas que não experimentei porque só iria sair dos provadores depois das badaladas que anunciam o ano novo. Só o vesti já em casa e constatei, com algum pesar, que o blaiser era grande. Bem, teria sempre oportunidade de trocar, mesmo que não fosse por uma peça igual. A loja é grande e havia muita coisa em promoção. Para além disso, precisava de ir ao shopping, para comprar noutra loja umas calças que tinha visto online.

Quando consegui um tempinho para perder nessas andanças lá fui eu, mais o Moço, rumo ao shopping. Novamente, havia povo que nunca mais acabava e parecia que estávamos nas Caraíbas. Não sei porque deixam as lojas tão quentes, a não ser para as pessoas se fartarem de lá estar antes de pensarem bem se realmente querem gastar aquele dinheiro naquelas peças. Mas a questão primordial foi: não gostei de nada do que a Primark tinha. Nada. Ou, pelo menos, nada que valesse o dinheiro que marcava na etiqueta. Depois de mais de uma hora na loja, acabei por trocar o blaiser por peças para outras pessoas. Fui então à Bershka, onde eu não me lembro de comprar uma única peça de roupa. Nada das calças que eu tinha visto na loja online. Voltei para casa com vontade de me afogar em comida, que foi o que fiz. Não foi porque não consegui gastar dinheiro feita louca de Bervely Hills em lojas de roupa, mas porque andava à procura de coisas que me fazem realmente falta e vim para casa de mãos a abanar.

Eu sei que sou esquisita com a roupa, como sou, aliás, com quase tudo. Mas o que eu acho ridículo é não conseguir comprar umas calças básicas, pretas, sem que o botão da cintura me roce no nariz e sem parecer que andei "à bulha" com um felino selvagem que me rasgou a roupa toda. Eu quero umas calças simples, mas para isso não estou disposta a pagar 30 ou 40 euros. Já nem vou falar dos blaisers. Por isso, a partir de agora, vou comprar roupa no eBay ou aprender a fazê-la (as mais simples, pelo menos). Para além de ter maior probabilidade de encontrar o que quero (sempre com atenção à qualidade e às referências de tamanhos) a um preço recomendável, também consigo encontrar montes de merchandise que, mesmo em lojas como a Primark que vende produtos oficiais, só se encontram noutros países. Só volto a comprar roupa numa loja em situações especiais.

Agora, alguém que se ofereça para me ensinar a costurar. A minha máquina de costura de brincar ainda deve funcionar. Sim, eu tinha uma dessa, com agulha verdadeira e que costurava mesmo. Não podia mexer em facas ou aprender a cozinhar porque era perigoso, mas se cosesse os dedos não havia problema nenhum (o que, por acaso, e tendo em conta a minha destrambelhice natural, nunca aconteceu...). Vamos ter esperança.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

She moves in mysterious ways

Oh pah, eu adoro bollycaos. Ou qualquer coisa que se pareça com um bollycao.

Um dia, a minha avó lembrou-se de me comprar uma saquinha com coisas com chocolate lá dentro que, apesar de não perceber muito bem o que era, achou que eu ia gostar. Para ela, a questão é simples: se tem chocolate, eu vou gostar de enfardar aquilo pela goela abaixo. Não posso dizer que ela esteja enganada ^^

Sempre que vejo daquilo à venda, compro. Uma saquinha com quatro pseudo-bollycaos-em-formato-redondo, a estrebuchar de chocolate por dentro (não são tão bom como os "originais", mas ainda não me ouviram queixar), que custa apenas 1 euro. O Moço faz a mesma coisa, porque sabe que eu devoro aquelas maravilhas doces ao pequeno-almoço ou ao lanche.

Hoje, à hora de almoço, comprei um saquinho que tinha os quatro habituais bolinhos, mais um de oferta, pelo mesmo preço. Comi um de sobremesa, o Moço outro, e levei os restantes para o escritório (onde sou a única "gorda", a.k.a., a única que quer lá saber das calorias e comer o que lhe dá na pinha). Mas... tenho que admitir, é capaz de ter havido intervenção divina.

Quando cheguei ao prédio do escritório constatei, em choque, que o elevador estava em manutenção. Por isso, tive que subir quatro andares com a mala a pesar duas toneladas de papelada, computador e todas as outras miudezas que as carteiras de mulher têm algures lá para dentro até aos confins dos infernos. Aí queres ser gorda e comer bollycaos? Então toma lá quatro andares de escadas para veres o que é bom para a tosse e para as calorias. Na descida, foi a mesma coisa, mas como "para baixo todos os santos ajudam", menos mal. Psicologia invertida celestial, "portantos".

Não resultou. Não vou deixar de comer bollycaos. Oremos!




Nota: Não sou fã dos U2 e a letra não tem, necessariamente, a ver com o assunto. Mas é inegável que até é um bom título, não? É um mistério como eu ainda me mexo sem rebolar =P Para quem quiser ouvir a música de qualquer maneira, aqui fica o link.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Level up!


Diz que estamos em 2016. Como foram os vossos últimos momentos de 2015? E os primeiros deste ano? Os meus foram muito interessantes.

Passei quase três horas a limpar e arrumar a casa para recebermos as nossas visitas, um casal amigo e o seu gato. Enquanto me entretinha com os doces, decidi carregar o telemóvel, porque estava à espera que as visitas me ligassem. Saí do apartamento, chamei o elevador... e o bicho começou a fazer uns barulhos muito estranhos, como quem diz: estou avariado. O meu pensamento foi: acabei de f*der o elevador... Vou de escadas. Eu moro num terceiro andar. Quando voltei, o elevador continuava numa chiadeira, que até metia medo. Fui novamente pelas escadas. Entrei em casa para continuar a confecção de doçaria extremamente calórica e, assim do nada, comecei a aperceber-me de um ruído de fundo monumental, que tinha sido abafado pela batedeira. Alguém se lembrou de aspirar a casa com um aspirador super potente, ou será que o elevador é demoníaco e se lembrou de me rogar uma praga directamente do sétimo círculo do inferno?

Obviamente, era o elevador. Pronto, ninguém vai dormir na passagem de ano. Paciência. Eventualmente o barulho parou. No entanto, as visitas nunca mais chegavam. Comecei a ficar preocupada. Eis, então, que o telemóvel tocou. Eram um número que não conhecia, só podiam ser eles. Mas... afinal era a minha mãe. Estava sem dinheiro no telemóvel, por isso, usou o de outra pessoa. Senti uma certa nostalgia... Que momento tão '90. Ainda que inverso.

Finalmente, as visitas chegaram, depois de algum tempo perdidos e de, alegadamente, me terem ligado até à exaustão, sem que eu lhes tivesse atendido. Estranho. Olhei para o ecrã do telemóvel, e nada. Desci, mais uma vez pelas escadas, para dar de caras com uma quantidade insana de sacos. Acho que eles compraram o hipermercado todo, depois de termos dito, expressamente, para não o fazerem. Felizmente, o prédio tem dois elevadores.

Quanto às chamadas fantasma... alguém deve achar que uma empresa qualquer de telemarketing anda e tentar vender-lhe um faqueiro incessantemente ou então tem um stalker à perna. A culpa é dos teclados touch dos telemóveis, em que os botões são do tamanho do bicho da fruta. No chat, ao digitar o meu número para lhes dar, carreguei num botão errado... Claro que eu não podia ter atendido as chamadas. E por incrível que pareça, o número errado chamava... Pelo menos, até ao momento, acho que eles não têm nenhuma queixa na polícia.

Comemos como lobos. No momento das doze badaladas, lembrei-me que não tinha vestido as cuecas novas que tinha guardado para tão solene ocasião. Manda a tradição que se use roupa interior nova e a sua cor será um desejo para o novo ano (não tem que ser azul, cada cor tem um significado diferente). Ora, eu tenho muito desejos. Por isso, as escolhidas foram as minhas cuecas novas do Batman, que têm muitas cores (não sei como isso foi acontecer, perguntem na Primark de quem foi a ideia de fazer merchandise para gaja todo parolo, incluindo, t-shirts do Star Wars e da Marvel cor-de-rosa) e, como não as tinha vestido "a tempo", usei-as na cabeça. Que eu saiba, a tradição não diz que as cuecas têm de estar a tapar o rabo. Para mim, na cabeça também conta como "estar a usar".

Passamos o resto da noite, da madrugada e do dia seguinte, essencialmente, a comer, a dormir, a jogar Uno e a tentar que o nosso ilustre convidado de quatro patas não se interessasse só por nós quando lhe dávamos comida. Falhamos miseravelmente. O gato parecia ter uma antena de detecção de comida. Bastou ver-me pegar numa batata e saltou logo para o meu colo, para ma tirar da boca. Fez o mesmo quando eu peguei num waffle. Se não fossem os meus reflexos super desenvolvidos, tinha trincado ar.

Eventualmente foram embora, e ficamos só eu e o Moço, e uma casa novamente desarrumada, qual explosão de tralha por todo o lado. Ainda não conseguimos limpar tudo. Ontem o dia foi para vadiar e o de hoje, será para trabalhar.

Pode ser de mim, mas continuo com a mesma sensação de 2015: tenho sono; continuo preguiçosa; tenho vontade de comer lasanha, waffles, queijo da serra, gomas e os meus pikicakes; quero acabar de ler a Pedra Filosofal e bloggar, mas tenho que trabalhar no primeiro domingo do ano, porque nem todos podem ignorar prazos e os tribunais/juízes/clientes querem lá saber se eu tenho sono/preguiça/fome/vontade de ler/bloggar. Por isso, liguei o pc pouco depois das dez da manhã... e ainda não fiz nada desta vida.

Os vizinhos de cima já berraram duas vezes, uma logo na noite do dia 01 e outra antes do meio-dia de hoje. Tenho fome. Acho que vou aquecer o resto da lasanha do jantar de ontem e enfardar à Garfield.