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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

#Saladadehastags

Pois é, estamos de volta. Depois de uma semana (quase) inteirinha por terras de sua Majestade e dos vilões mais fixes, heis que o retorno foi inevitável, snif snif. Mas sabem que mais? Foi fantástico!!

Mesmo com alguns acontecimentos marados à misturas, as férias foram fabulosas e tive muita pena de voltar e deixar um país e pessoas espectaculares. Posso dizer, com muito orgulho e muita satisfação, que nos divertimos melhóes/ paletes /cataplanas! Infelizmente, ainda não é hoje que vos presenteio aqui com um artigo super profissional e totalmente subjectivo objectivo da viagem, mas não vos deixo de mãos à abanar...! A partir de uma das várias peripécias mirabolantes que vivemos, surgiu a ideia de não deixar escapar da nossa memória todas as hastags que nos viessem à mona que resumissem a experiência, as quais registei no meu fiel caderno, com as diversas cores da minha fantástica caneta da Tokidoki (a minha é igual à do meio). Aqui ficam elas, em primeira mão, para todo vocês.

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Se eu me lembrar de mais, acrescento. É provável que algumas se tenham escondido =P Ficam, no entanto, desde já a saber, que demorei mais de uma hora a passar esta porra toda a limpo! Agora, queria era ver-vos a tentar adivinhar o que cada uma delas significa =P Algumas são bem fáceis, mas outras... nem vos passa pela carola! No próximo post perceberão =)

Mas sabem que mais? Voltava já amanhã para lá ^^

Registando o momento... mas só a primeira página =P

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Crónicas dos pipis avitaminados

Como todas as meninas com idade para ter juízo, todos os meses passo por aquela fase dos "dias difíceis". Para ultrapassar tal privação, como qualquer uma das referidas meninas com idade para ter juízo, também já me tive que provisionar para os longos momentos de tempestade: chocolates, uma lista de insultos à Umbridge e... pensos higiénicos.

Isto pode soar estranho aos leitores masculinos aqui do tasco espaço extremamente requintado, mas também aproveitam e ficam já a saber que a variedade de pensos higiénicos que se encontra em mini-super-hiper mercados é astronómica, quase a chegar ao absurdo. É, se virmos bem as coisas, um bom mercado onde investir, porque são produtos que uma generosa quantidade da população usa com regularidade, e da qual está sempre a precisar.

Considerações macro-económicas à parte, um dia destes fui à secção de higiene íntima feminina, para fazer uma pesquisa de mercado. Costumo aproveitar boas promoções nestes produtos (como em qualquer outro que necessite) e, como sei que é coisa que até vou precisar, basicamente, todos os meses durante mais uns... sei lá, trinta anos, trago sempre quantidades massivas quando a coisa se justifica. Depois de uns segundos de rápida olhadela pelas prateleiras, procurei um tipo de pensos específicos que, quando em promoção, são uma verdadeira pechincha. Mas naquele dia não fui, infelizmente, bafejada pelas musas das promoções de produtos de higiene feminina.


Nightwisha Maria: Olha, estes que costumo levar, não estão em promoção.
Moço: Mas tens aqui outros sabores.
*Press pause. Acho que há aqui alguma coisa mal que não está bem.*
Nightwisha Maria: Querias dizer marcas?
Moço *ainda a apontar para pensos de outras marcas*: Sim, era isso.

Ok. Se calhar, não escolhi o melhor dia para adquirir pensos higiénicos. Ou será do ar. Alguém anda a contaminar as condutas dos hiper-mercados e ainda ninguém se apercebeu da coisa. Continuei então na minha divagação pelas prateleiras, na demanda do produto pretendido, mas com um preço simpático. Enquanto pegava numa embalagem e inspeccionada as suas informações, o Moço, claramente a tentar ajudar no estudo de mercado levado a cabo, pergunta, muito inocentemente:

Moço: Qual é o nível de chupação que estás à procura?
*WTF...oi isso que disseste mesmo?!*
Nightwisha Maria: Queres dizer nível de absorção?
Moço: É isso.


Socorro. Os deuses presentearam-me com um Moço que é muito bom rapaz, extremamente competente ali na zona da cozinha, mas com um cardápio de palavras que, apesar de vasto, é desconcertante. Mas pronto acabei por me decidir, numa de experimentar, pela marca branca do hiper em questão. O nível de chupação parece-me bem e aquele sabor até estava em promoção. Para além disso, de acordo com a grande especialista Maria Amêndoa, agora serei a feliz detentora de um pipi avitaminado.

Com isso em mente, enquanto esperávamos pela nossa vez na fila para pagar, decidi explicitar ao Moço, sucintamente, a matéria abordada no artigo extremamente científico, da amendoada sumidade em pipis avitaminhados de conhecida reputação mundial.

Nightwisha Maria: Agora podemos esquecer a possibilidade de termos filhos ruivos.
Moço *com ar pensativo - devia estar a passar a árvore "ginecológica" em revista mental* Talvez...
Nightwisha Maria *muito séria*: Acredita. Agora vou ter um pipi avitaminado *digo, enquanto lhe mostro, mais uma vez, a embalagem de pensos eleita* Não há ferrugem que lhe pegue.


Dito isto, chegou a nossa vez se sermos atendidos. Acho que a senhora da caixa deve ter ficado a pensar que dá-mos os dois nos ácidos, uma vez que, enquanto lhe dávamos a boa tarde, reprimia-mos um ímpeto avassalador de rir às gargalhadas. Não na cara dela, mas parecia.

E, com esta, me voy por uma semana. Não, não vou para Madrid, que apesar da mudança de ares (que é bem precisa), mas também não vou para as Caraíbas. Nem oitcho nem oitchentcha. Ai, que eu até já estou a falar espanhol... não liguem, é um chelique nervoso. Estou a ver que, afinal, não é só o pipi que precisa de ser avitamindado!

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Prioridades

Certo dia, precisei de ir a um serviço público entregar uns documentos de um cliente. Dirigi-me então ao balcão central do referido serviço, onde deveria especificar o que desejava e, em consequência, receber uma senha para a secção competente pretendida. Naquele local, não há maquinas onde possamos escolher as senhas que queremos.

Como toda a gente sabe, as repartições públicas são, na falta de melhor palavra, um inferno: há povo que mete medo, os sistemas de ar-condicionado oscilam entre o verão da Sibéria e o inverno de Satã, e os funcionários, na sua maioria, têm mau-feitio. Sabendo que tinha muito que fazer, uma pilha de trabalho à minha espera no escritório e que poderia pedir uma senha prioritária (em função da profissão), foi isso mesmo que fiz quando chegou a minha vez de ser atendida no balcão central.

Nightwisha Maria: Por favor, queria uma senha prioritária para a secção de entrega de documentos.
Funcionária 1: E por que razão quer uma senha prioritária?
*Ora, porque sou parva da cabeça e gosto de pedir coisas*
Nightwisha Maria: Por ser advogada (naquele momento, tive a presença de espírito para omitir o sufixo "estagiária").
Funcionária 1: Posso ver a cédula?
*Passo cá a vida e perguntam-me pela cédula?!*
Nightwisha Maria: Sim, com certeza *procura nos confins da mala* Aqui está.
Funcionária 1: Aqui tem a sua senha.


Primeiro obstáculo ultrapassado. Mal tive tempo para me encostar a um canto qualquer, já a minha senha mágica aparecia no ecrã. Atendi imediatamente ao chamamento, caso alguém, do outro lado do botão, se arrependesse de me atender. Cheguei então ao balcão da secção de entrega de documentos.

*Funcionária 2 levanta-se ligeiramente da cadeira e olha, algures, para as minhas pernas*
*Nightwisha Maria olha, instintivamente, para as pernas, ao mesmo tempo que pensa que se terá sujado a comer*
Funcionária 2: Estava a ver se estava grávida.
*Ah! Afinal não estava suja!*
Nightwisha Maria: Ah?
Funcionária 2: É que, como pediu uma senha prioritária, pensei que estivesse grávida.
Nighwisha Maria: Não. Há outras senhas prioritárias, como as dos advogados que vêm tratar de entregar documentos de clientes. (Mais uma vez, tive a presença de espírito para omitir o sufixo).
Funcionária 2: Mas podia estar grávida na mesma, e não saber...
*Isto não me está a aconteceeeeeeeeeer...!*
Nightwisha Maria: Desculpe lá, mas se estivesse grávida, eu sabia.
Funcionária 2: Mas podia não saber.
Nighwisha Maria: Se estivesse grávida, eu sabia.

Depois disto, quase a pedir de joelhos, a mulher lá se calou com o raio da gravidez desconhecida e assintomática, e se dignou a recebeu-me os papéis. Um sacrifício para o típico funcionário público. Desde que não seja dar à palheta e engravidar pessoas, deus-ma-libre-que-este-trabalho-dá-cabo-de-mim! (Felizmente, nem todos os funcionários públicos são assim... Há uns 39, espalhados por esse país, que são extremamente competentes). E que não entendem a essência das prioridades. Se elas existem (não em todas as repartições públicas, que já vi mandarem uma grávida esperar como os outros, porque ali não havia daquilo), é para serem usadas e há-de haver uma razão para isso.


Se é chato ficar horas numa fila, às vezes, para se levar uma banhada de um funcionário mal-disposto, e que ainda só conseguiu fazer 42 pausas naquele dia? É. Mas se a minha profissão (meia, não esquecer o sufixo) me dá essa benesse (deve ser a única, neste momento), porque estou ali em trabalho e a resolver problemas alheios, não vou perder a tarde toda para entregar uns papéis que apenas exigem da funcionária que me atendeu, registar umas folhas no sistema electrónica e fazer um carimbo. A conversa fiada sobre gestação hipotética era desnecessária.

Cenas tristes e bilhetes do prego, só a mim. (Não sei de ontem esta "frase típica veio, mas ouço-a desde sempre). 

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Cada criatura no seu Covil

Para quem já segue as minhas tolarias há algum tempo, sabe das peripécias (nem sempre boas) de, há cerca de um ano, ter saído da casa onde estava para o novo ninho, o qual foi carinhosamente apelidado de O Covil. Não sei de onde veio essa ideia, mas a verdade é que soou muito bem, e acabou por ficar.

Mas afinal, o que faz um covil?

1. As portas, incluindo as do frigorífico, fazem barulhos próprios de filme de terror.
2. Tem mais zubats dentro para apanhar que uma gruta.
3. Pó, muito pó. Ao ponto de se ter que varrer o chão umas três vezes por dia. No mínimo.
4. Tem habitantes "de outras paragens", como a Entidade, que faz desaparecer coisa e depois coloca-as em sítios que não lembra a vivalma.
5. Tacos soltos e sapatilhas alheias por todo o lado, que tornarão os seus habitantes nos próximos atletas olímpicos da nova modalidade que combina o salto do obstáculo e a ginástica acrobática.
6. A Grande Desorganização. (Quem encontrar as sabrinas ganha um prémio).

Agora... e vocês? Será que também têm o vosso próprio covil? Não sabem? Ora, aproveitem esta lista de sinais cientificamente reconhecidos para avaliar a vossa humilde casota e saber se vivem, igualmente, num verdadeiros antro covilístico.

Mas notem: não são os zubats que, realmente, fazem o vosso Covil. É algo mais do que isso. São as pequenas coisas e quem está lá à vossa espera, quer seja o gato imaginário (também existe um =P ) ou uma pessoa especial. Afinal, é como naquele ditado do "cada macaco no seu galho", mas com muito mais estilo =)

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Random like me #4

A Silly Season está aí e não há melhor época do ano para vos bombardear com alguns pormenores super interessantes sobre a minha pessoa altamente fantabolástica. Desta vez, e só mesmo para contrariar a White Raven, que diz que eu só vos confesso coisas fofas sobre moi, desta vez vou presentear-vos com factos totalmente aleatório que não sejam assim tão fofinhos.

Pode ser que consiga =P

1. Quando vou à "casinha" deixo sempre a porta aberta.
Não interessa o que vá lá fazer, mas simplesmente não gosto de fechar a porta da casa-de-banho. Não é claustrofobia (se bem que já me servi de wc's minúsculos, em que podia lavar as mãos sentada "no trono"), mas pronto, coisas da vida. Não que o Moço ache muita piada, mas toda a gente tem manias =P

2. Sou decididamente, extremamente, borbulhantemente preguiçosa.
Ouvi dizer algures por aí que, de acordo com um estudo qualquer, a preguicite é um sinal de inteligência. Se a coisa foi verdadeira, então eu devo ser o próximo Einstein e ainda ninguém deu por isso. Não é que eu faça de propósito, porque não faço, mas tem alturas que mexer um dedo que seja é demasiado penoso. Sabe-me tão bem estar alapada na cama ou no sofá, que nem vos passa pela cabeça. Até agora pensava que era um problema, mas parece que é só a muita super inteligência a pesar xD

3. Mas se dormir uma sesta...
...fico insuportável. Não sei se isto acontece a outras pessoas, mas a verdade é que se dormir um pouquinho durante a tarde, acordo uma pequena Nightizillla extremamente rabugenta.
Explicações para este fenómeno endiabrado procuram-se.

4. Não gosto dos Transformers.
Os mega nerds que me desculpem, mas eu nunca gostei dos Transformers. Já desde o tempo dos desenhos animados que davam na RTP1, eu não achava piada nenhuma à coisa. Gostava das Tartarugas Ninja, adorava os Motorratos de Marte, delirava com os X-Men (esses davam na SIC), mas os Transformers era coisa que a mim não me assistia. E continua a não assistir =P

5. Sou bastante resmungona.
Mesmo quando não durmo a sesta.
Quem costuma sofrer com esta minha resmunguice crónica é o Moço. Eu já tentei controlar os nervos, e tenho conseguido algumas melhorias mas, para mim, é muito fácil perder a cabeça. (Especialmente quando alguém se empenha nessa tarefa).
Para aqueles que padecem deste mal, tal como aqui a je, recomendo chá de limonete, um achado encontrado pelo Moço, e cujo poder calmante já foi testado. Até pode ter sido efeito placebo, mas vamos acreditar que aquilo funcemina na perfeição. Dá mais jeito que assim seja =P

E por hoje, sobre moi je eu, é tudo.

Nos próximos dias serão brindados com as peripécias que ocorreram durante a última Viagem Medieval em terras de Santa Maria. Estou só à espera que o pessoal da organização (e os transeuntes) publiquem algumas fotos... Espero que apareçam registos fotográfico de um determinado acontecimento bastante engraçado. E se for o caso, preparem os lenços, porque poderão ter que limpar as lágrimas de tanto rir =P

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Erudices à hora do chá #4

Ando numa de tentar comer de forma mais saudável e de experimentar coisas novas. Por isso, tenho investigado mais ou menos afincadamente receitas com mais vegetais e com sabores/texturas diferentes.

Tenho, "portantos", investido em pratos com legumes salteados, com inspirações asiáticas e em saladas variadas mas ainda assim nutritivas, especialmente escolhidas para esta época de calor infernal. Também tenho bebido mais água e chás. Nem por nada levanto o rabo preguiçoso do sofá (não, não jogo Pokemón Go. Nada contra o jogo, mas sou demasiado Bunny Tsukino para isso =P ), mas já é um começo. Palminhas para mim, que estou a tentar, com muita força, ser uma pessoa mais saudável, sem me privar de comer o que gosto. Estou apenas a tentar ter mais juízinho =)


Em certa e determinada ocasião, em que eu e o Moço estávamos a escolher legumes para saltear com noodles, surgiu assim, como por um passe de mágica, esta maravilhosa pérola:

Moço: Podemos pôr cogumelos, courgette, feijão verde e couves de bruxelas.
Nightwisha Maria: *torce o nariz quando ouve falar em couves de bruxelas*
Moço: Não gostas muito disso, pois não?
Nightwisha Maria: Não.
Moço: Mas tens comido.
Nightwisha Maria: Mas só como porque tu gostas. Sabem mal. Sabem a meias velhas do tio Vernon.

A sério. As couves de bruxelas sabem mal. Pior, só o pimento, já dizia o Shin Chan. Não sei quem é a alma que consegue comer aquilo. Só uma Nightwisha Maria muito gostadeira do seu Moço é que conseguiria passar por tal provação. Devia receber pontos só por isso... oh lá se devia!

terça-feira, 12 de julho de 2016

Coisas inexplicáveis

Não sei se vos acontece o mesmo mas, depois de um dia extenuante e em que me arrasto até ao meu lindo colchão que por acaso não é ortopédico e me dá umas dores na coluna que devia dar direito a receber uma indemnização, o meu cérebro responde que não está para aturar as minhas manias de querer dormir. Naquele momento, vêm-me à memória as anotações na agenda para o dia seguinte, o telefonema que fiquei de fazer àquela amiga há dois meses atrás ou a resposta extremamente inspiradora que me falhou numa conversa à sombra da árvore do recreio da escola primária, entrelaçadas a questões existenciais que passam por saber se os pinguins têm joelhos ou se 94% do pessoal que escreve algum gatafunho nas redes sociais vai, alguma vez, aprender a fazê-lo em língua portuguesa, sem "kapas" e com uso de vírgulas incluídos.


Por isso, tem alturas que uma pessoa dá o braço a torcer e o resto do corpo também, enquanto espera que o João Pestana faça o seu o servicinho em condições, e se deixa inundar por pensamentos sobre coisas inexplicáveis, às quais a ciência mais avançada ainda não deu resposta, tais como:

  1. Por que razão o Moço deixa sempre as portas dos armários e as prateleiras abertas e as luzes ligadas por onde quer que passe.
  2. Por que razão o Kiko recebe bilhetes grátis para a Comic Con Portugal e eu não.*  **
  3. Por que razão eu tenho sempre óptimas ideias para posts quando não há um retalhinho de papel num raio de 4371 km e, quando tento assentar alguma coisinha a escrito... já se me varreu tudo da mona.
  4. Por que razão os paizinhos insistem em contabilizar a idade dos seus petizes em meses, mesmo quando eles pesam mais que um bezerro sobredesenvolvido, já falam, já correm, já sabem mexer em iphones, ipads e ai que não tenho paciência para os aturar, já tiraram a carta e já estão prestes a terminar o curso da faculdade. A minha idade? 311 meses e meio.
  5. Por que razão nunca sei onde pousei os 273 elásticos do cabelo que normalmente tenho no pulso. Ou as sabrinas que usei ontem. Ou aquela camisola que me lembro, vagamente, de ter arrumado no armário... ou de ter atirado para cima do meio kg de roupa que se encontra, mui sacralmente, depositado no sofá há três-quinze dias.
  6. Por que razão, em praticamente todos os filmes de extraterrestes, os argumentistas/realizadores teimam em recriar os "homenzinhos verdes" como sendo seres sedentos de estabelecer contacto com a Terra, maioritariamente das vezes para a conquistar, quando euzinha só quero distância da maioria dos terrestes. Acreditem, os extraterrestes têm mais que fazer que perder tempo connosco.
  7. Por que razão, consegui encontrar sandálias pretas, número 35, numa loja que nunca, mas nunca, tem nada que me agrade e pior!, que me sirva. Comprei. Dois pares.

Começo a achar que penso demais. xD


* Ok, até sei. Mais vale um Kiko que nada tem a ver com o mundo nerd, que uma Nightisha Maria le Geek desconhecida. Noblesse oblige (vulgo, publicisse oblige).
** Kikonettes deste mundo, percebam que não tenho nada contra o Kiko. Mas um bilhete grátis dava jeito.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Cenas da vida mirabolante

De acordo com os episódios espectaculosos com que vos presenteio com abundante regularidade, já devem ter percebido que sou uma pessoa a quem acontecem as coisas mais estapafúrdias alguma vez imaginadas. Tipo aquela criatura que está sempre lá, algures, no meio de uma multidão de povo, a levar com uns pixies da Cornualha.


Se houver algum (ou vários) tacos soltos no soalho de madeira, podem ter a certeza que sou eu quem vai tropeçar nos que estão soltos. Todos os tacos soltos. Sempre que lá passar. Todas as 8352 vezes. Sem qualquer dúvida. Estilo déjà vu da loja dos trezentos.

No dia em que o atrasado mental do motorista da TUB se lembrar de ir na faixa rodoviária central, a olhar para a morte da bezerra, mas nunca para a próxima paragem de autocarros, sou eu quem vai lá estar, a esbracejar feita doida... e não apanhar autocarro nenhum.

Se a maquinaria do escritório decidir, como por artes de belzebu, tirar férias sem vencimento e chegar ao cúmulo de não ligar (ecrãs azuis não contam...), sou eu quem vai estar a ligar e desligar fios, a fazer 13492 resets e a empoleirar-me em cima da secretária em posição de corvo (ou outra de yoga extremamente difícil) para ver se se dá um ritual qualquer desconhecido e aquelas geringonças decidam voltar à vida.

No exacto momento em que o elevador não estiver virado para a grotesca função de funcionar, sou eu quem vai ter que se descalçar para conseguir subir quatro andares de escadas, com meia tonelada de lancheira, processos e tamancos na mão.


Como podem ver, tenho muitos atributos e uma vida plenamente preenchida. Estas foram as peripécias de hoje... e o dia ainda não acabou. Devo ser parente do Neville Longbottom e ainda ninguém descobriu. Mas os amiguinhos do Voldy apagaram os registos dos muggleborns nascidos entre 1985 e 1998, por isso, não me admirava nada. Já agora, já que tenho os genes da desastrice, também me dava jeito ter os da jeitosice que se revelam depois da adolescência. Esses ainda não se manifestaram.

Entretanto, enquanto a minha carta de Hogwarts não chega, podem sempre contactar-me quando precisem de alguém que descubra os vossos tacos descolados. Não é que eu não esteja habituada. E os trocos davam-me jeito.

domingo, 12 de junho de 2016

Pêcê-jaquim

Tem dias que tenho problemas mentais. Quer dizer, tem dias que tenho mais problemas mentais que outros. Um deles é apanhar o pc do Moço desprevenido e fazer-lhe pc-jacking (ou pêcê-jaquim, para os amigos).

Ninguém o manda ter lá jogos instalados que não estão no meu.

A verdade é que tudo começou de uma forma bastante inocente, quando aqui a je foi ao aparelhómetro procurar a lista que compras personalizada do Covil. Eis senão quando... vi o icon de Dont' Starve*, ali, a olhar para mim, tão fófinho. Não resisti. Joguei. E joguei. E joguei... até ele chegar a casa e perguntar:
- Que estás a fazer com o meu computador?
- Estou a jogar, já desbloqueei a maior parte das personagens e consegui encontrar mandrágoras.


Isto aconteceu várias vezes e, para ser sincera, quero lá saber da lista de compras. O Moço não parece gostar muito... (mas só porque ele também quer jogar =P ). Não é ele que está sempre a dizer que devia experimentar um joguito de vez em quando, para me distrair e divertir um pouco? Isto só mostra que estou atenta ao que ele diz e até sigo os seus conselhos ^^

E por falar nisso... o Isaac* está preso na cave a chamar por miiiiiiimm!



* Prometo que, num futuro "aproximadamente próximo", venho aqui falar-vos de Don't Starve e de The Binding of Isaac. São dois jogos muito bons e que podem ser jogados no computador. Se ficarem viciados, a culpa não é minha.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Aceitam-se recomendações de bons restaurantes na Rússia

Sinto-me a resvalar para o desespero. Mais ou menos figurativamente. É a pressão do exame que se aproxima a passos largos, as responsabilidades no escritório (uma vez que desaparecer da face da Terra durante umas semanas não é opção, pois atirar para os ombros de outros as minhas responsabilidades é falta de respeito e de carácter e, disso, felizmente não sofro) e todos os típicos problemas e pressões pessoais das quais não me livram livro.

Essencialmente, preciso de férias. À noite, antes de dormir, ainda tento ler uns capítulos, mas nem sempre consigo. Vou-me distraindo, para não dar gripar o motor, como posso. Isso faz-me lembrar que da última vez que tive de férias, nas duas últimas semanas de Agosto (acreditem em mim quando vos digo que o natal não contou).

No início de Setembro, já de volta às andanças do escritório, recebi uma colega que costuma ter processos connosco. Enquanto fazia um pouco de sala (noblesse oblige...), e se faziam e respondiam às perguntas da praxe, essa colega confessou que, durante as férias judiciais tentou ir à Rússia, mas não conseguiu porque não havia vagas em lado nenhum. Por fim, acabou por passar uns dias numa casa de férias, no Norte. E, como mandam as convenções sociais, questionou-me onde tinha passado as minhas férias.



Instalou-se, por momentos, um silêncio estranho. Tenho a leve sensação que a colega achou que estava no gozo com ela... Mas nunca saberemos. Depois passou-se ao tópico seguinte, igualmente desinteressante, até chegar outro colega e me substituir nessa nobre arte de encher chouriços de forma erudita, a qual eu, claramente, não domino. Competir com a Rússia, com três dias de acampamento numa aldeia perdida no mapa, só para os fortes... ou para os doidos que não têm vergonha na cara.

sábado, 16 de abril de 2016

Sabes que a tua vida está no declínio quando...

1. Vais no autocarro e arregalas as orelhas quando ouves falar que houve confusão no cemitério. Pessoalmente, quero lá saber, mas pode ser uma boa oportunidade de arranjar novos clientes.
2. Vês a publicidade de um novo programa de culinária chamado "Massa Fresca" e achas que até escolheram um bom nome. É interessante e fica no ouvido. Depois dizem-te que, afinal, é o nome de uma novela.
3. Ouves rádio e passam uma música do Shaw Mendes, logo seguida de outra do Justin Bieber. Duas vezes, em dias diferentes. Pior que isso, só o facto de conseguires reconhecer as músicas.
4. De manhã bem cedinho, e ainda com os olhos semi-fechados como um gatinho recém-nascido, encontras duas meias que fazem par.
5. O ponto alto do teu dia é imaginares que estás a cuspir na cara da Umbridge. (Estou a reler a Ordem de Fénix pois claro ^^).
6. Não sabes o que é dormir uma noite seguida, sem acordares a meio da noite a pensar em reclamações de crédito, pensões de alimentos e medidas de coação. Não necessariamente por esta ordem.
7. Vais a uma loja comprar um baton... e sais de lá com cuecas do Winnie the Pooh.

Sabes que a tua vida está no declínio quando este é o resumo daquilo que se tem passado, com mais relevância, nos últimos dias. Nunca pior. As cuecas do Winnie the Pooh são bem "fitxes"... e a Umbridge estava mesmo a pedi-las!

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Random like me #3

Hoje vim falar-vos de moi je. Porquê? Porque me apetece e porque bato mal da pinha. De vez em quando, presenteio-vos com palermices aleatórias sobre euzinha e não posso negar como é engraçado ver que, afinal, não sou a única com uma valente pancada na mona. Façam o favor de se rirem com as tontices que aí vêm!

1. A hora do banho é sagrada.
Apesar de ter aprendido a nadar relativamente tarde, sempre adorei saltar para a banheira. É um momento de relaxe quase total, não fossem os 283 produtos de cabelo que tenho para usar, mas não uso porque sou preguiçosa, ali a levar com a água quentinha a ferver no lombo. Até tenho uma touquinha com lacinhos, para aquelas vezes em que não lavo o cabelo e vou experimentando géis de banho de com aromas diferentes. Não canto no chuveiro, para não assustar ninguém num raio de 640527 km.
Seria tudo perfeito... se tivesse um patinho de borracha para brincar =P

2. Quando ninguém está a ver... bebo leite directamente do pacote.
Eu sei que não devia, mas coiso. Às vezes só quero um golinho, especialmente no verão, quando está um calor absurdo e aquele golinho fresco, vindo directamente do frigorífico, pela goela abaixo, cai que nem gingas! Está certo, é assim um pouquinho para o nojento, mas quando o leite é só para mim, não há desculpas que colem!

3. Até poderia ter sido uma boa desenhadora... mas o grande sucesso nunca se deu.
Sempre gostei muito de desenhar e até nem me saía nada mal. Quando era miúda, andava sempre de lápis em punho a sarrabiscar qualquer coisa, um boneco, uma ideia para fazer a minha própria roupa (nunca aconteceu...), uma caligrafia diferente, este ou aquele objecto (pré-existentes ou inventados na minha cabeça) ou os símbolos das minhas bandas favoritas. Adorava desenhar olhos, com montes de pormenores, sem qualquer razão aparente. Só não era lá muito boa a desenhar pessoas com traços realistas.
Deixei de desenhar há muitos anos. Era apenas um hobby, tinha que dar prioridade a outras coisas e, a longínqua ideia de fazer disso a minha carreira, estaria sempre posta de lado caso manifestasse esse interesse. Não por mim, mas adiante.
Mas, graças a algumas peripécias engraçadas (muitas das quais relato aqui no "tasco"), surgiu-me a ideia peregrina de transformar essas situações em desenho, estilo cartoon. Vamos lá ver o que sai daqui! (Se não der em apocalipse em forma de riscos, depois mostro-vos qualquer coisinha ^^).

4. Adoro cadernos.
Tenho imensos! De diversos tamanhos e feitios, lisos e pautados, simples e super elegantes. Tenho sempre um por perto, na carteira, para ir apontando coisas. Mas acabo por não usar a maioria, tanto quanto mais bonitos forem, porque parece que se o fizer, é quase como os estar a sarrabiscar e sujar. Uma tontice, eu sei =P

5. Não tenho tatuagens nem piercings.
Não que não queira, mas não tenho. Fiquei fascinada quando percebi que era possível ter verdadeiras obras de arte impressas na pele e, nesse momento, quis ter uma tatuagens. Depois, várias. Mas a verdade é que nunca fiz nenhuma, primeiro, porque a ideia de ter alguma coisa, tendencialmente para sempre, no meu corpo, mesmo uma obra de arte, é um pouco assustadora. E se deixar de gostar? E se ficar meia "esborratada" e tiver que estar sempre a retocar? Depois, porque ainda existe esse estúpido estigma relativamente às pessoas que têm tatuagens. Sim, já sei, ninguém tem nada a ver com isso... mas a verdade é que ainda temos mentalidades muito tacanhas. O mesmo relativamente aos piercings, dos quais nem sou grande fã. Ainda assim, estou a ponderar usar daqueles falsos, para ver como fica e usar conforme a minha disposição.

E é esta a lista de hoje. A cada dia, sabem mais coisas super interessantes sobre a minha pessoa. Criatura fascinante, hão-de vocês pensar. Qualquer dia, aparecem por aqui uns "homenzinhos de branco" para me estudar, de tão fixolas que sou... ou para me levar para o manicómio! =P

sábado, 2 de abril de 2016

Erudices à hora do chá #3

Não sei se também têm esse problema, mas aqui n'O Covil, as coisas escondem-se. Ou a Entidade diverte-se a pregar umas partidas valentes todos os dias de vez em quando. Parece inacreditável, num momento sei onde está uma coisa, no outro já está no infinito e mais além. O facto de eu ser super despistada não tem qualquer relevância para o assunto.

Tem dias em que ocorrem umas peripécias bem caricatas. E se pensam que sou a única a não saber das coisas... enganam-se! O Moço também é perito em andar às voltinhas pelo Covil, à procura... sei lá, de uma garrafa de Pepsi acabadinha de pousar num canto qualquer.

Moço: Sabes onde acabei de pôr a garrafa de Pepsi vazia?
*Nightwisha Maria olha em volta e vê a dita dentro da carteira, que estava pousada, aberta, na cadeira.*
Nightwisha Maria: Isso significa que estás a dizer, indirectamente, que a minha carteira só tem lixo?
Moço: Se tu o dizes...


Pois. Para os moços, as carteiras das raparigas estão sempre cheias de tralha inútil. Não temos culpa de precisar de muitas coisas (carteira, porta-moedas, chaves disto e daquilo, telemóvel, porta-cartões, uma ou duas canetas, bloco de notas, pacote de lenços, produtos de higiene íntima, um baton do cieiro, um baton de cor para o que der e vier, qualquer coisa para comer a meio da manhã e da tarde...) e de termos bolsos pequeninos nas calças ou casacos e vestidos sem bolsos. Posso dizer que não sou daquelas raparigas que tem uma carteira do tamanho de uma mala de viagens e com a casa toda lá metida (e depois se queixa que a carteira está pesada e está mal das costas), até tenho lá pouca coisa. Mas da próxima vez que me pedires um lenço de papel, podes acreditar que vais ouvir um "Ah! Afinal a minha carteira cheia de lixo até serve para alguma coisa!!" =P

quinta-feira, 24 de março de 2016

O melhor da televisão são os anúncios =P


Há uns valentes anos vi, numa daquelas publicidades de redes de telemóvel para os mais jovens, ainda impresso em papel (uma coisa do passado, "portantos" =P), qualquer coisa como: "Admite: o melhor da televisão são os anúncios". Parece um contras-senso, mas tem a sua ciência.

Quando a minha última colega de casa deixou o apartamento onde estávamos (o da velha), o serviço de cabo + net + telefone foi-se, para nunca mais voltar. Mesmo o pacote mais em conta era caro só para mim e, na verdade, eu via muito pouca televisão. Passava, como ainda passo, o dia praticamente todo fora e, quando volto à noite, é comer e dormir. Era entre esta duas actividades básicas que via, uma boa meia hora de tv por dia, fora os fins-de-semana que passava por cá. Ainda assim, via e vejo a maioria dos filmes ou séries no pc. Tenho acesso à internet da falecida Fon Zon, porque os meus pais são clientes e não uso o telefone fixo.

Ainda assim, sentia uma certa falta do barulhinho de fundo, que me acompanhava enquanto estudava, ou passava algum tempo no pc. Mas as rádios em streaming e os álbuns instrumentais vieram, de certa forma, preencher esse pequeno vazio. E então ofereceram-me todas as "maquinetas" para ver TDT n'O Covil. Primeira mudança: voltei a ver as notícias. Ao fim-de-semana, vejo desenhos animados. Mas tirando isso, a tv mantém-se desligada ou com o som quase inaudível, graças às novelas, festarolas das terrinhas (que vão acabar na SIC!!!!!) e quintas desta vida, cujas alternativas passam por ver... ópera, que é francamente melhor que as demais alternativas.

Não se pode negar que a tv é uma companhia que faz toda a diferença. A casa já não está sempre silenciosa. Mas tenho que admitir: o melhor da televisão são os anúncios. E este foi o momento parvo do dia... antes de voltar para os calhamaços =P

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Rebell Yell

No dia-a-dia, sou uma moçoila bastante calma e atinadinha. Mas tem alturas que uma pessoa, como diz o ditado, não é de ferro, e tem que soltar toda a rebeldia que vem acumulando. E apagar a luz da casa-de-banho também. E é com dois "L", que é para ser ainda mais "rebellde" xD

Quando alguém vem ao Covil, repara logo em duas coisas: há muitos livros e muitos chás. É verdade, sou uma chalada, mas o Moço é ainda pior e foi ele que me passou o hábito. Nos últimos tempos, sempre que encontrámos promoções de chás da Lipton (que, para mim, são os melhores do mercado, tendo em conta as marcas mais acessíveis. Aparentemente, Twinings é muito bom, mas não dá muito jeito deixar um rim no hipermercado à conta disso), é aproveitar. Um dos "quadradinhos" da estante é armazém de chás aqui do Covil, que conta com diversos sabores, que nem me vou dar ao trabalho de contar, mas dos quais destaco um dos meus favoritos, as pirâmides de infusão Andalusia Fresh, com aroma de citrinos e especiarias.

No fim-de-semana, enquanto tratava de algum "trabalho de casa", a.k.a., trabalho que trouxe do escritório para casa, apeteceu-me beber um chá. O tempo está frio, cinzento e extremamente ranhoso, que é quando uma bebida quentinha sabe melhor. Andei a escarafunchar pelas caixinhas e decidi-me por um chá novo, do qual me tinham dado um saquinho para experimentar. Há pessoas que trocam cromos e moedas, eu troco saquinhos de chá. Mirtilo e maçã, pareceu-me bem. O problema é que, supostamente, era para fazer cold tea com ele, mas como eu sou extremamente rebelde, fi-lo quente na mesma.

O chá era bom... mas realmente sabe melhor frio. Como está um verão típico da Sibéria, não demorou muito tempo e o meu chá super quentinho ficou gelado. Olhei para a caneca e, como sou extremamente rebelde, não me apeteceu voltar a aquecer o chá, como já cheguei a fazer, por diversas vezes, na mesma tarde. Com o mesmo chá. Ele ficava frio e eu voltava a aquecê-lo. I'm a real rebel.



Para quem quizer, aqui fica o link da música Rebel Yell, do álbum com o mesmo nome, do maluco do Billy Idol - moço do punk rock inglês, que ainda anda para aí a bombar, apesar de já ter idade para ter juízo. Ele também é rebelde, como podem ver =P

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Para(a)normal =P


O Covil deve ser um ponto de confluência de actividade paranormal. Assim como Sunnydale estava mesmo em cima da Boca do Inferno (referência que só os fortes entenderão... ou os que viram Buffy, the Vampire Slayer), começo a pensar que também tenho o meu rabote sentado, salvo seja, mesmo em cheio num qualquer portal que esbardalha por aí fora energias estranhas, que levam pessoas a fazer coisas estranhas. Claro que também podemos estar todos tolinhos por estes lados, mas vamos acreditar que a primeira opção é que é válida, valha-nos a sanidade mental.

Quando alguma coisa estranha acontece, culpa-se a Entidade e não se fala mais nisso. Por exemplo, quando um tupperware aparece na última prateleira do armário da cozinha, onde ninguém consegue chegar, a não ser o Chewbacca. E as coisas que passam a vida a cair-me das mãos?! Parece que está ali mesmo uma assombração qualquer amandar-me os talheres/ os bollycaos/ o pão/ o telemóvel/ as canetas/ a minha paciência ao chão para me ver lançar faíscas pelas lunetas e fumarada pelas orelhas. É como um jogo de Cluedo, ao fim de umas voltas, vê-se logo quem é o culpado (ou a culpada...).

Mas as costas da Entidade, que devem ser bem largas por sinal, também não podem levar com tudo. As energias extraviadas também afectam as pessoas. Se há coisas que me deixam louca da pinha, são armários abertos e gavetas por fechar. O meu Moço é perito em ambas. De bónus, dá-me o prazer (not) de andar atrás dele, pela casa, a desligar as luzes que ele deixa ligadas. 

Estão a ver a minha sina, não estão? Se podia ter uma vida normal e tranquila? Poder podia... mas não era a mesma coisa. Pois. Só não me sai na rifa um Kokuri-san que me deixe a casa a brilhar de tão limpa e me cozinhe três refeições por dia com cinquenta ingredientes cada.




As imagens são de um anime que vi há pouco tempo e que se chama Gugure! Kokuri-san. É uma história light, mas com muita comédia (e um pouco de drama à mistura, claro). Óptimo para relaxar um pouco e dar muitas gargalhadas. E, ocasionalmente, parar para pensar também. Se quiserem saber mais e dar uma espreitadela ao primeiro episódio (ou aos doze que compõem este anime), fica aqui o link ^^

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

D. Sebastião não gostava de sopa

Existe uma lenda, que vai passando de geração em geração, através da tradição oral, sobre el-Rei D. Sebastião. Não, não é aquela treta do nevoeiro. Vamos ser sinceros: quem é que se ia lembrar de uma coisa dessas sem pés nem cabeça? A história, que estou prestes a contar-vos, essa sim, tem fundo de verdade, e vai para além de qualquer contestação.

Ora, certo dia, o pequeno el-Rei D. Sebastião foi obrigado a comer sopa. Afinal, ainda era um pirralho birrento e, como tantos outros, bateu o pé, dizendo que não queria comer.

*Reprodução histórica extremamente fiel*
- Eu sou o Rei! - dizia, indignado. Muito obviamente, não lhe adiantou de nada.
- Se ainda considerasses a possibilidade de casar... - respondia-lhe o seu tio, o Cardeal D. Henrique. - Andas só com ideias de guerras e fazer espetada de Mouro. Queres deitar tudo a perder e deixar o trono ao babão do teu primo Filipe?!
Era verdade, Filipe babava-se imenso. Sobretudo, quando se lhe falava do Reino de Portugal. E também usava óculos. Na verdade, era um moço muito esquisito...
- Cala-te aí ó pilantra velho! A minha avó, D. Catarina, disse-me que, em breve, farei 14 anos e serei adulto. Não poderás mandar mais em mim, nem me obrigar a comer sopa.

E, de facto, assim sucedeu. D. Sebastião foi declarado maior, com 14 anos. Sendo fervoroso adolescente e, afinal, el-Rei de Portugal, nunca mais comeu sopa. Para além disso, não dispensou tempo com belas (ou feias) donzelas, que eram umas snobs. Pitas adolescentes com sangue azul era coisa do demo, quase tão abomináveis como a sopa. Por isso, quis lançar-se no nobre negócio que é a guerra e fazer espetada de Mouro.

Como todos sabemos, a coisa não lhe saiu muito bem. Quando a Morte vinha ter com D. Sebastião, no campo de batalha de Alcácer Quibir, apareceu-lhe, porém, na memória, a imagem de seu tio, a empurrar o Ceifeiro para o lado, que tropeçou nas vestes e trespassou um Mouro com a foice, por engano. O Cardeal D. Henrique dizia, em voz grave, então: "Bem te disse que melhor ficavas aqui, a comer a tua sopinha! Agora o babão do teu primo vai ficar com esta porra toda!" e, num último suspiro, D. Sebastião amaldiçoou todos aqueles que gostavam de sopa, especialmente os caixa-de-óculos como o seu primo Filipe.

E é assim que, ainda hoje, todos os "quatro-olhos" passam as passas do Algarve para conseguir comer a sua sopinha em paz e sossego. Primeiro, é aquela névoa sobrenatural que não os deixa ver nadinha desta vida à frente. Depois, são os salpicos de sopa nas lentes dos óculos que, para além de irritarem como o diabo, enchem as lentes de gordura e que é o cabo dos trabalhos para limpar. Muitos são os que padecem deste mal. Tipo eu. Especialmente, em relação aos salpicos. Conseguir comer um prato de sopa sem pintalgar os meus óculos, é coisa que não me assiste. Acontece sempre. Há maldições que são do arco-da-velha, especialmente, de pirralhos adolescentes com a mania que são gente, só porque têm um coroa na cabeça.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Susana


Tem dias que pareço o Ron Weasley. Não, não sou ruiva nem tenho fome de leão. Ok, até tenho algumas sardas, mas elas costumam ficar bem camufladas por baixo da armação dos óculos. O que eu tenho mesmo é medo, pânico, terror... de aranhas.

Não me perguntem porquê, porque eu também não sei. É uma coisa simplesmente irracional. As bichas não têm culpa, mas são feias, asquerosas e têm uma quantidade de patas superior ao permitido por lei. Mais ou menos como as pessoas (exceptuando o número de patas). Bem sei que a maior parte das aranhas que se encontram por aí não faz mal a ninguém, só as dos Trópicos. E da Austrália, onde encontrar qualquer coisa que não nos mate dá direito a um Prémio Nobel qualquer para a descoberta científica do século. Mas pronto, são mariquices minhas. E se há coisa em que eu sou boa, é a olha aleatoriamente para um sítio qualquer, e ver uma aranha a virar os seus olhos todos para mim, com ar ameaçador. Ou sonolento, ainda não decidi. Elas são tipo ninja, disfarçam muito bem.

Claro que... o Moço tinha que achar piada à coisa.

No outro dia, olhei para o tecto. Estava para lá uma muito bem instalada. Soltei um "ghhh!" irreflectido, o que fez o Moço perguntar o que tinha acontecido. Respondi-lhe que era uma aranha que estava algures por cima das nossas cabeças. E aí, muito calmamente, como se fosse a coisa mais natural do mundo, ele saiu-se com esta:

- É a Susana, deixa-a estar.

Silêncio. A partir desse dia, sempre que vejo uma aranha a saltitar (elas não saltitam, não por estes lados... talvez na Austrália), digo para o Moço "olha uma Susana". A nossa sanidade mental está a abandonar-nos a uma velocidade estonteante. Qualquer dia, ainda leva uma multa por excesso de velocidade.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Erudices à hora do chá #2

Por acaso, esta foi à hora de almoço. Há uns dias, aproveitei a pausa para essa tão distinta refeição para passar numa loja de roupa interior e diverso vestuário de andar por casa (a.k.a. pijamas e afins). Fui procurar cuecas.

Gosto de cuecas com bonequinhos e de merchandise, mas desde que não sejam cor-de-rosa. O facto de ter um rabo pequeno faz com que bonequinhos abundem... relativamente a todo o resto da roupa que existe no mundo. Tal como nos sapatos, estou naqueles números estranhos que nunca existem - são demasiado grandes para a secção das crianças e demasiado pequenos para a secção das mulheres/adultos.

A conclusão a que qualquer pessoa chegará, neste ponto, é que, muito obviamente, não havia cuecas suficientemente kawaiis (e não cor-de-rosa) e do tamanho certo para moi je.


Por esse motivo, em momento de milenar erudição, que ficou ali a marinar tempo suficiente para ser um novo ensinamento do Yoda, o Moço saiu-se com esta:

Moço - Tu és como o Mini Milk.
Nightwisha Maria - Como o quê?
Moço - O Mini Milk. Nunca ninguém soube realmente como aquilo se comia. Se era para trincar ou lamber.

Não sei se ria, se chore. Posso sempre fazer as duas coisas ao mesmo tempo, já que se diz por aí que as moças são multitasking. O que eu queria mesmo, era arranjar cuecas "fitxes" e, de preferência, me servissem no rabo. Algo me diz que é coisa que não compense mandar vir do eBay. Mesmo que compensasse (no caso do merchandise), duvido que tivessem o meu número: 3/4 de gaja ou 3 1/3 e meio de criança.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

I quit

Desisti, definitivamente, de ir às compras de roupa. A sério, não estou a brincar, é mesmo verdade.

Quando fui comprar as prendas de natal do Moço, passei pela Primark porque, para além de não ser uma loja estupidamente cara (ainda que a qualidade não seja a melhor), tem produtos de merchandise de Harry Potter, Star Wars, Marvel e por aí fora. Quer dizer... vai tendo. Como o nosso jantar de natal e consequente troca de prendas foi depois do natal propriamente dito, e porque não consegui lá ir antes das "férias" passadas na terrinha, as compras foram feitas em altura de saldos. Se, por um lado, a maioria do merchandise estava em promoção, o que foi óptimo para a carteira, também era certo que só sobravam os números maiores e os mais pequenos e a loja estava inundada de criaturas para as trocas/saldos, o que foi péssimo para os nervos.

Nem consegui ver nada para mim, apesar de, pelo menos, metade da Primark estar em promoção. Tinha pouco tempo e já estava a ficar nervosa com a quantidade insana de gente que não se desviava e com o calor descomunal da loja. No entanto, em frente à zona dos homens, estava um expositor com blaisers de senhora. Como estava no caminho, dei uma rápida espreitadela e encontrei um último blaiser preto muito fashion, mas que não experimentei porque só iria sair dos provadores depois das badaladas que anunciam o ano novo. Só o vesti já em casa e constatei, com algum pesar, que o blaiser era grande. Bem, teria sempre oportunidade de trocar, mesmo que não fosse por uma peça igual. A loja é grande e havia muita coisa em promoção. Para além disso, precisava de ir ao shopping, para comprar noutra loja umas calças que tinha visto online.

Quando consegui um tempinho para perder nessas andanças lá fui eu, mais o Moço, rumo ao shopping. Novamente, havia povo que nunca mais acabava e parecia que estávamos nas Caraíbas. Não sei porque deixam as lojas tão quentes, a não ser para as pessoas se fartarem de lá estar antes de pensarem bem se realmente querem gastar aquele dinheiro naquelas peças. Mas a questão primordial foi: não gostei de nada do que a Primark tinha. Nada. Ou, pelo menos, nada que valesse o dinheiro que marcava na etiqueta. Depois de mais de uma hora na loja, acabei por trocar o blaiser por peças para outras pessoas. Fui então à Bershka, onde eu não me lembro de comprar uma única peça de roupa. Nada das calças que eu tinha visto na loja online. Voltei para casa com vontade de me afogar em comida, que foi o que fiz. Não foi porque não consegui gastar dinheiro feita louca de Bervely Hills em lojas de roupa, mas porque andava à procura de coisas que me fazem realmente falta e vim para casa de mãos a abanar.

Eu sei que sou esquisita com a roupa, como sou, aliás, com quase tudo. Mas o que eu acho ridículo é não conseguir comprar umas calças básicas, pretas, sem que o botão da cintura me roce no nariz e sem parecer que andei "à bulha" com um felino selvagem que me rasgou a roupa toda. Eu quero umas calças simples, mas para isso não estou disposta a pagar 30 ou 40 euros. Já nem vou falar dos blaisers. Por isso, a partir de agora, vou comprar roupa no eBay ou aprender a fazê-la (as mais simples, pelo menos). Para além de ter maior probabilidade de encontrar o que quero (sempre com atenção à qualidade e às referências de tamanhos) a um preço recomendável, também consigo encontrar montes de merchandise que, mesmo em lojas como a Primark que vende produtos oficiais, só se encontram noutros países. Só volto a comprar roupa numa loja em situações especiais.

Agora, alguém que se ofereça para me ensinar a costurar. A minha máquina de costura de brincar ainda deve funcionar. Sim, eu tinha uma dessa, com agulha verdadeira e que costurava mesmo. Não podia mexer em facas ou aprender a cozinhar porque era perigoso, mas se cosesse os dedos não havia problema nenhum (o que, por acaso, e tendo em conta a minha destrambelhice natural, nunca aconteceu...). Vamos ter esperança.