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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Crazyness

Para comemorar o dia ranhoso de hoje, e tendo em conta a molha que alguns de vocês (e eu) irá apanhar no caminho da escola/universidade/trabalho/casa/café da esquina/hipermercado, ou que irão apanhar nos próximos tempos, vou brindar-vos com uma história típica desta época do ano.

Há uns dois ou três anos, em vez de apanhar uma valente constipação/gripe com a vinda da chuva e do frio, fui presenteada com uma acumulação astronómica de muco na garganta, mais comummente conhecido pelo termo extremamente técnico e clínico: ranhoca. Bem, é certo que é muito melhor que uma gripe de caixão à cova, que também já tive, mas não é menos incomodativo. Não se consegue falar, porque as cordas vocais estão todas untadas com a dita ranhosa, e quando sai algum som, parece que se andou a abusar do bagaço. Depois há a tosse. À noite, a respiração torna-se mais difícil, e uma noite bem dormida passa a ser mais uma memória que outra coisa. Aconselharam-me, então, a ir a uma farmácia pedir um anti-expectorante. Chegada à farmácia mais próxima e, com algum esforço, pedi aquilo que me tinham recomendado.

Nightwisha Maria: Boa tarde, quero um anti-expectorante, por favor.
Funcionária: E para que quer isso?
Nightwisha Maria: É para a ranhoca que tenho na garganta.
Funcionária: Ah, então a menina quer um expectorante, não um anti-expectorante!
Nightwisha Maria: Ou isso, seja.
Funcionária: Mas a menina pediu-me anti-expecturante, não um expectorante...
Nightwisha Maria: Sim, está bem, foi o que me disseram para pedir, mas o que eu quero mesmo é qualquer coisa que me tire a ranhoca daqui.
Funcionária: Então quer um expectorante.
Nightwisha Maria: Sim, quero um expectorante.

Entretanto a senhora foi para detrás do balcão, e começou a desenrolar um discurso sobre uma data de medicamentos que tinha para o efeito. Eu respondi que só queria uma coisa que funcionasse. A minha paciência, já de si diminuída, trambolhou-se toda pelo chão fora depois daquela primeira conversa. Eu estava toda enchouriçada por causa do frio e da chuva, sem conseguir falar ou respirar em condições, dormir era uma miragem, e sem cabeça para tolices. E então aí veio a segunda parte da conversa.

Funcionária: Quer xarope ou comprimidos?
Nightwisha Maria: Comprimidos, por favor.
Funcionária: Normalmente, os comprimidos são para maiores de 12 anos.
*silêncio*
*provavelmente, Nightwisha Maria faz uma cara de quem está prestes a cuspir a ranhoca alojada na garganta na fuça da Funcionária*
Funcionária: *com um sorriso-estado-de-sobrevivência * Se calhar, vai mesmo levar os comprimidos, não é?
Nightwisha Maria: Sim, vou levar os comprimidos.

E foi assim que, por alguma razão que desconheço, uma criatura achou que ainda não tinha passado pela puberdade. Nas noites frias e solitárias, chego a pensar que aquele comentário foi irreflexo, ou então que a senhora dava nos ácidos. Mesmo pequena e toda enchouriçada, não entendo como achou que eu já não teria idade para tomar comprimidos para, imagine-se!, a expectoração. Ou então há um dress code qualquer que eu desconheço e que incluía "roupa e sapatos de adulto". Estou mais inclinada para o consumo de substancias psicotrópicas, mas isso poderá ser da minha função cerebral que tende assim para o maquiavélico.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

O mistério das chaves

Isto dito assim, até parece uma coisa muito importante, retirado do último livro do Dan Brown. Se estão à espera de abre-olhos e rebarbanço sobre alguma seita religiosa, esqueçam. É só mais uma daquelas peripécias que só acontecem por Covil City.

Há cerca de duas semanas, as chaves de casa do Moço desapareceram. Procuramos o estupor da casa toda: foi no meio das almofadas do sofá, foi debaixo de todos os móveis, na casa de banho, na varanda, no cesto da roupa suja... eu sei lá! Não havia explicação. As benditas das chaves tinham-se simplesmente esfumado. Por isso, tive que deixar as minhas chaves ao Moço durante o fim-de-semana em que fui à terrinha. Quando voltei, estive a limpar o Covil, e aproveitei para voltar a procurar "as desaparecidas". Se permanecessem em parte incerta, teríamos que trocar o canhão da fechadura, uma vez que não sabíamos onde estas estariam perdidas.

Já tinha perdido as esperanças de encontrar as chaves e, resignada, dediquei-me a fazer outras coisas. Entretanto, e depois de encher a pança ao jantar, fui colocar a loiça suja em cima da banca. Lá no canto, estavam uns tupperwares que tinham ficado a secar. Ao pegar na tampa de um para arrumar e ter espaço para "a nova loiça"... pam pam pam!, lá estavam o raio das chaves, todas descançadinhas. A situação foi tão ridícula que nem consegui rir. Elas estiveram sempre ali, mesmo debaixo dos nossos narizes, e no único sítio onde não procuramos: no meio da loiça lavada.

A experiência ensina-nos. Sempre que perderem as chaves de casa, já sabem: procurem algures na prateleira da loiça, especialmente se ela não for inanimada; começo a achar que ganha vida quando não estou a ver, estilo Mrs. Potts e companhia. E esconde chaves.

domingo, 25 de outubro de 2015

Escrutinando os sufrágios


As eleições foram, precisamente, há três semanas atrás. Descansem, não vou perder tempo com politiquices. Mas como o assunto vai de mal a pior e até já cheira mal, e como até estive "por lá", vou-me virar para um registo mais ao meu estilo: a linda e misteriosa arte da palhaceira. Para além de cumprir o meu dever cívico de ir votar, independentemente do local onde pus a minha cruzinha, estive a trabalhar nas mesas. Sim, os 50 paus pesaram na escolha, apesar de não pagar o trabalho que temos. Não foi a primeira vez que fui e, como podem imaginar, para quem já anda nestas andanças há alguns anos, há sempre cenas que vale a pena relatar.

As votações na minha zona (agora já não se pode dizer "freguesia", porque é uma "união", blá blá blá) foi numa escola primária (não a que eu frequentei). A primeira coisa em que reparei, depois de chegar à sala onde estava a mesa que me tinha sido destacada, foi que esta estava forrada a posters com coisas para os miúdos. E o meu olhar parou, automaticamente, naquele que ensinava os substantivos e ao qual tirei uma foto extremamente tosca enquanto não começava a montar o estaminé.


Eu não sei quanto a vocês, mas talvez os mais velhos tenham, como eu, associado o poster acima às imagens dos livros da primária dos tempos da ditadura (eu tenho boa memória para imagens e papelada). Casa, trabalho, religião. Senti uns tremeliques na tripa. Claro que a canalha não entende estas mensagens subliminares, mas parece-me um pouco ridículo que, indirectamente, se lhes esteja a incutir que "gente" é aquela que tem "fé" e entra numa casa religiosa encimada por uma cruz. Mas eu sou um pouco conflituosa, por isso, pode ser só dos meus olhos.

Outra coisa que salta à vista, é a maneira como as pessoas se vestem. Sim, típico comentário de gaja. A maioria vai com qualquer coisa, como se se vestisse para um dia normal (bem vistas as coisas, os dias de eleições não são "super"), mas há sempre: 1) aqueles que aproveitam a corridinha do dia para fazer a sua cruzinha; 2) aqueles que se veste como se fosse para um jantar real. E são estes últimos que me fazem mais confusão. Não estou a falar do casal que apanhei que foi votar depois de um casamento (notava-se tão bem! Teve piada, confesso), mas daqueles que olham para nós como se a roupa que têm os defina como a última bolacha do pacote.

Mas a melhor de todas, ou pior, foi mesmo aqueles seres que pareciam nunca ter votado na vida (sem contar com a trintona muito simpática, com ar meio betinho, mas totalmente deslocada das ideias, cujo marido, igualmente simpático e meio betinho, desculpou a ignorância da sua senhora na coisa, porque ela nunca tinha ido, efectivamente, votar). Fiquei numa das últimas mesas, onde normalmente votam os mais novos que, ou nunca votaram porque nunca se deram a esse trabalho, ou porque nunca tiveram idade para o fazer, e os que se mudaram para a "zona" há pouco tempo. Aos primeiros, até dou meia desculpa, e somente "meia" porque, por um lado, tinham obrigação de ser ter informado antes, e por outro, os pais podiam ter mais cuidado em avisá-los, não é só dar-lhes dinheiro para sair à noite e dizer-lhes onde fazer a cruzinha. Mas o que me irritou mais foi aquele pessoal que já tem idade para saber "o que a casa gasta" e, mesmo assim, parece lorpa, ou tenta fazer quem está a trabalhar nas meses um lorpa.

Situação 1:
Presidente da mesa - Bom dia, tem o seu cartão?
Cidadão Y - O meu número de eleitor é XXXX
Presi - Sim, mas eu preciso de um documento de identificação, como o cartão de cidadão.
Cidadão Y - Mas é mesmo preciso?

Situação 2:
Presi - Bom dia, tem o seu cartão?
Cidadão H - Não. Eu da última vez votei aqui.
Presi - Pois, mas as listas vão mudando. Sabe o seu número?
Cidadão H - Não.
Presi - Então faça o favor de ir ali àquela salinha, que tem lá uma funcionária que lho vai dizer.

Situação 3:
Cidadão Q - Menina, o meu número de eleitor é este *mostra cartão/mensagem de telemóvel*. Onde é que voto?
Eu - Tem que ver nas listas que estão afixadas lá fora, que tem a correspondência entre os números de eleitor e as mesas.

Situação 4:
Presi - Bom dia, tem o seu cartão?
Cidadão J - O meu nome é XXXXXX
Preso - Sim, mas preciso do seu número de eleitor, e do seu cartão de cidadão, já agora.
Cidadão J - Não consegue encontrar isso com o meu nome?

As situações acima descritas são verídicas. Parece impossível, mas são. De todo o modo, quando o tasco fechou, rapidamente se contou, organizou e lacrou tudo o que era votos e papelada nos seus devidos lugares. Tivemos mais votos do que o normal e esperado, mas ainda bem que assim foi. E a equipa era boa, por isso, não houve problemas. Agora, vamos lá ver no que isto dá... Acho que o Calvin é que devia ser Presi desta "zona". Fazia mais sentido, o "piqueno". Ou o Batman.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Os salteadores das couves fugidas

Por falar em hortas, há uns dias aconteceu uma coisa demasiado estúpida para ficar no segredo dos deuses.

Cheguei a casa depois do trabalho e decidi executar uma das tarefas domésticas que me foi adjudicada: dar de beber às couves, à salsa e às alfaces que estão plantadas em garrafões de água e que repousam na varanda. Estamos a pensar aumentar a variedade de leguminosas da nossa horta, talvez tenhamos tubérculos também, mas ainda estamos a estudar quais as próximas aquisições. É quase como o mercado de transferências do futebol.

Lá fui eu toda afoita à varanda e... sem que nada o fizesse prever, as couves tinham desaparecido. Voltei a entrar em casa, e olhei para o chão ao lado da banca da cozinha, na esperança de ver lá as couves. Nada. Voltei a ir à varanda, para verificar se, por algum acontecimento inexplicável da natureza, tivesse passado pelas ditas e não as tivesse visto. Nada. O meu primeiro pensamento foi: roubaram-nos as couves. Sendo que o Covil se situa num terceiro andar, é perfeitamente racional que nos tivesses assaltado a varanda... pois. Descartei no mesmo instante a ideia, mas a que lhe seguiu não foi melhor: entraram em casa e roubaram-nos as couves. Sim de TUDO o que haveria para saquear, tinham, justamente, levado as couves... pois. Aí, num momento de epifania, pensei: estão na casa de banho. Não me perguntei porque razão tive esta terceira ideia perfeitamente plausível, porque não faço ideia de onde saiu. Muito obviamente, as couves não estavam na casa de banho.

Parei para pensar, na verdadeira acepção da palavra. As couves tinham que estar em algum lugar, excepto se tivessem transformado as raízes em pequenas perninas, e tivesse saído pelo próprio pé (hahahha, não resisti). E então, percebi o que tinha acontecido: o Moço colocou-as no tanque que existe na varanda, provavelmente por causa do escoamento das águas da rega, que se espalha pela varanda fora sempre que lhes damos de beber.

Acho que, com esta breve explicação, está mais que patente que estou com alguma coisa perto do esgotamento nervoso. Mas não se riam tudo já. Deixem alguma pândega para quando vos contar o episódio das chaves do Moço. Acho que o Indiana Jones descobria mais rapidamente o Graal do que o estupor das chaves.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Patience

Não sou dada a socialidades. Não gosto muito de pessoas, nem sei muito bem lidar com elas. Não sei se o problema é meu, se do facto de ter sido criada, filha única, dentro de casa, longe de tudo e todos, e sem que houvesse vivalma que me impulsionasse a me relacionar com os demais. Era em casa que devia estar, e pronto. Relações sociais? Coisa desnecessária.

Agora que saí para o mundo, vivo a minha vida e relaciono-me com algumas pessoas (até porque a profissão obriga). Mas continuo sem saber muito bem como fazer isso.

De todo o modo, começo a achar que as outras pessoas também não estão muito interessadas em relações sociais ou qualquer coisa do género (nem sei que lhe chamar, mesmo). Cada um vive demasiado centrado na sua própria vida, no eu individual ao invés do eu social, cuja acções, de uma forma ou de outra, acabam por interferir em muitos outros eus. As pessoas são, inadvertidamente, egoístas (e não são só os filhos únicos).

E é este o ponto fulcral. As pessoas pedem ajuda mas, lá no fundo, não querem ser ajudadas. Há uma cultura do desespero, do deixar andar até não poder mais, dos radicalismos, do não querer saber que consequências as suas acções têm. Se alguém tem um problema, bem... não sei muito bem qual é o meu papel e o que é suposto dizer. Daí que tento sempre racionalizar e relativizar a situação, caso a caso. Mesmo que seja um problema demasiado próximo, o meu instinto diz-me, inconscientemente, que me tenho que distanciar e olhar o problema de fora. Arranjar soluções. Mas o verdadeiro problema não é esse: são as pessoas. Nenhuma solução é boa, nenhum remédio vale a pena, e se temos a triste ideia de tentar fazê-las perceber que a opção que tomaram  (ou a falta dela) só irá piorar a situação, sentem-se ofendidas. Se não estás por mim, estás contra mim. É só isso que querem ouvir. Nada de soluções, nada de racionalizações, nada de contradições. Só querem ouvir um ámen e pronto, siga para a frente, ou siga para lado nenhum que tentar resolver os problemas é coisa que não vale a pena.

Einstein dizia que havia apenas duas coisas infinitas: o universo e a estupidez humana. E quanto ao primeiro, ainda tinha as suas dúvidas.

Não sei porque ainda me preocupo. Sim, preocupo-me. E faço-o porque as pessoas envolvidas são-me próximas. Porque, no final, quem vai acabar por ver as acções dos demais interferir na sua vida, sou eu. Há coisas que não se escolhem. Há aqueles que têm na família um pilar, mas também há aqueles que só têm uma fonte interminável de problemas. Eu faço parte do segundo grupo. E a verdade, é que, às vezes, fico cansada. Há fardos que os filhos não pediram, mas que acabam por cair nos seus ombros. Eu, infelizmente, não tenho com quem os partilhar.

E é assim, novamente sozinha e sem saber como lidar com as pessoas, que me vejo. Vou ali dar de beber às couves e já venho. Entre a horta e as pessoas, escolho a horta. Dá menos trabalho e magoa menos. E tentar ter paciência (Patience - Guns'n'Roses).

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Doce

Ontem ao jantar, pela primeira vez na vida, provei vinho doce que deram ao Moço e ele trouxe para mim. Mais concretamente, é vinho acabadinho de fazer, mas ainda sem fermentar, o que o torna apenas sumo de uva em fase de transição para milagre, ou seja, vinho efectivamente.

Proveio-o ainda estava a descongelar, por isso, demasiado frio para ser apreciado. Mas era bom e docinho. E tinha bolhinhas que "comichavam" na boca. Hoje ao almoço voltei a provar, agora a uma temperatura mais recomendada, mas já se notava que o processo de fermentação já tinha começado. Lá "bem no fundo", já se sentia um pequenino travor a álcool. É pena, que eu até gostei da versão sumo de uva.

No entanto, não deixa de ser curioso que, mesmo na falta de uma experiência alcoólica, só tenha dito disparates na hora de ir dormir. Não sei explicar, deve ter sido psicológico. Tudo o que me vinha à cabeça me dava vontade de rir. O resultado foi o Moço me chamar de vibrador (porque quando me rio, começo a tremer muito sem largar um pio, e depois, quando já estou a chorar, rebento em gargalhadas que mais parece choro - a ver se os vizinhos não chamam a polícia um dia destes...! =P ) e de replicar, muito seriamente: nunca mais te dou vinho.

E pronto, é isto que eu tenho que ouvir =P

sábado, 10 de outubro de 2015

Fun-not-so-much

Odeio ir às compras. De qualquer tipo. Neste momento, alguns de vocês estão a pensar o seguinte: "O que? uma gaja que não gosta de ir às compras? Não pode ser... não acredito!". E a questão é: eu alguma vez vos menti? Pois, a verdade é que não gosto nada de ir às compras e hoje tive que me lembrar disso mais uma vez.

Pois bem, à hora do pequeno-almoço reparamos que precisávamos de comprar algumas coisas que foram acabando. Daí que fomos ao hipermercado. O qual estava, por estranho que pareça, apinhado de criaturas a um sábado de manhã. E era o pessoal parado no meio do nada, outros que quase atropelavam toda a gente porque queriam passar primeiro, as cotoveladas nos apertados corredores e, a minha favorita, a corrida para a caixa. O Moço, sem querer, quase passou com o carrinho por cima de uma criatura que, do nada, se meteu na frente dele, toda lambona, para se enfaixar numa caixa. Deu-me mesmo vontade de lhe dar uma trombada com o carrinho, para ver se aprendia...

Senhores, as pessoas são mesmo horríveis.

Mesmo quando é para comprar roupa, sinto-me uma "gaja atormentada". Primeiro, é a confusão: o gado que não se mexe e fica, como nos corredores dos hipermercados, parado no meio do pasto a olhar bovinamente para todo o lado ou para o telemóvel ou mesmo a conversar com alguém. Depois, quase todas as lojas têm o ar condicionado regulado para "inferno", o que faz com que me sinta mal com facilidade. Ainda, há o facto de eu, raramente, encontrar alguma peça de roupa que goste. Finalmente, aquelas que gosto são, em normal, estupidamente caras. Tudo isso aliado faz com que a Nightiwsha Maria volte para casa de mãos vazias e de trombas. Ao menos não gasto dinheiro.

Por isso, cada vez mais estou a optar por fazer pesquisa em casa, nos sites das lojas. Pelo menos, aquelas que os têm. Assim, vejo o que há e o que me agrada e, caso queria adquirir alguma peça, chego à loja, procuro ou pergunto a um funcionário, experimento, e decido se levo ou não. Penso com muita mais calma e só perco o tempo estritamente necessário. Claro que a Primark, onde se vão encontrando peças da Marvel, DC ou Disney, não dá essa opção... --'

Vou ali ver umas coisas e já venho! =P

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Lunetas =P

Parece que hoje é o dia mundial da visão. E, segundo a Radio Comercial, "o dia das pessoas que usam óculos" =P Pode ser um dia diferente para os outros, mas para mim é só mais um dia em que tenho que os usar!

Tenho as minhas "lunetas" há 12 anos... eh pah, já foi há tanto tempo?! Na altura foram precisos uns dois anos para convencer o chefe do orçamento de estado lá de casa que tinha que abrir os cordões à bolsa, uma vez que eu já não via "a ponta de um corno", citando o oftalmologista que me examinou.

Foi um filme para me mentalizar que ia ter que usar óculos para o resto da vida, especialmente para uma adolescente. Maior filme ainda foi escolher uma armação que gostasse, vulgo, que não achasse horrível. Acabei por, ao cabo de umas duas horas em que a funcionária da óptica quase desesperou, optar pela última tentativa de compra: uma armação de homem, fina, preta, a coisinha mais simples que a loja tinha. Não sei porque razão a mulher não percebeu logo o que eu queria, mas talvez estivesse em vista um negócio que lhe seria mais lucrativo.

Uma coisa é certa: a armação era das boas. Ainda a tenho, pelo menos uma parte. Há coisa de uns quatro anos, a mola de uma das hastes partiu, e tive que mudar as duas, para não parecer esquizofrénica, com as duas haste dos óculos diferentes. Não são iguais às originais, mas são extremamente parecidas. A armação que segura as lentes, que foram mudadas em duas ocasiões, é efectivamente a original.

Posso dizer que demorei anos a me habituar a ter uns ferrinhos à volta dos olhos... mas é estranho constatar que, agora, já não tiro os óculos para pousar para as fotografias, porque já não "me (re)vejo" sem eles. Alguns até acham que usar óculos é chic e dá um ar mais intelectual, e os usam apenas por estilo, sem qualquer graduação. É uma opção, bem sei, mas não entendo, talvez porque essas pessoas também não entendem a sorte que têm quando, ocorrendo uma das situações descritas abaixo, poderem sempre pousar as "lunetas" num canto qualquer, sem medo que se partam, porque vão sempre ver tudo às mil maravilhas:
  1. Rapidamente percebes que ver tv de "ladeques" no sofá não é algo possível;
  2. Vais tomar banho, começas o "teu ritual" e, de repente, fica tudo estranhamente enevoado, que até parece que D. Sebastião está prestes a voltar à Pátria;
  3. Deitas-te, passado um pouco viras-te de lado, e sentes uma coisa estranha na fuça;
  4. Queres coçar um olho, e deixas a tua impressão digital numa lente, sem contar que, com a força, quase a metias dentro do referido olho;
  5. Usar óculos de sol não graduados (e claramente mais baratos), mais cedo ou mais tarde, deixa de ser uma opção;
  6. Igualmente, mais tarde ou mais cedo, vais perceber que nem ir "à casinha" podes sem levar os óculos postos, sem achares que o mundo te vai fugir;
  7. Se acontece algum "pequeno desastre", e tens que mandar reparar/comprar outros óculos, e tens que andar uns dias, ou apenas umas meras horas, sem eles, tudo se torna difícil. Percebes que nem a tarefa mais simples consegues fazer, e tens que depender de outros, para isso (quando a graduação é substancial);
  8. Não podes sair de casa sem óculos, por isso, quando não te lembras onde os deixaste ontem à noite quando o sono já pesava valente, parece que está a ocorrer um cataclismo natural (sem prescindir, ver ponto 6);
  9. No inverso, quando entras em casa, numa loja com ar condicionado ou quando bebes um café, D. Sebastião volta a emprestar-te a sua névoa.
Mas nem tudo é mau. O Moço gosta de mim assim, mesmo "caixa de óculos" e tudo ^^

sábado, 3 de outubro de 2015

Princesa do Mónaco

Quando tenho que ir ou voltar do escritório a pé, faço o caminho que me parece mais curto e que é quase sempre a direito. Três ruas e mais uma avenida, seguidas, quase em linha recta. Nessas ruas, passo por alguns cafés daqueles que só têm babões, novos e velhos, à porta, a olhar para todas as criaturas do sexo feminino que mexem, novas ou "menos novas", mais tapadas ou mais destapadas.

Normalmente faço o percurso com phones, primeiro porque música ou rádio são óptimas companhias, e depois porque, assim, evito ouvir as alarvidades que os ditos babões mandam cá para fora. Caso calhe de ouvir, por qualquer razão, as frases ridículas de engate que cospem (não sei se eles já perceberam que não engatam ninguém com aquilo), faço de conta que não dei por nada. É certo que, se ninguém ripostar, eles vão continuar a fazer o mesmo, mas de que vale a pena descer ao nível deles? Só pioraria as coisas.

No outro dia, por acaso, não tinha os phones postos. Passei por um café onde estavam uns cinco atrasados mentais à porta, e um sai-se com o seguinte "pseudo piropo de engate", em modo de melodia: "Princesa do Mónacooo...!". Fiz de conta que era surda.

Nobres moçoilos que por aqui passam, ouçam o conselho que vos dou. A primeira coisa que este "pseudo piropo" me lembra, é que as princesas do Mónaco são um pouco... vá, dadas. Chamar uma rapariga tal coisa, é quase como lhe chamar rameira. Se é para deleitarem ouvidos, meus amigos, mais vale irem por uma delicada e encantadora "princesa da Suécia", ou até mesmo uma chique mas um pouco pespineta "Doña Letizia de España" (quem não se lembra do célebre "déjame termiar!" hehe). Ou, finalmente, podem ir, simplesmente, pela "Princesa Leia", que essa tem sempre uma arma por perto, o que é uma mais-valia. E nada de cantorias baratas, fachabori. Ou é para fazer a coisa como deve de ser, ou então, calem-se para sempre.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Pasta de dentes corrosiva

Ontem fui ao dentista para uma consulta de rotina. Há uns tempos abriu uma clínica nova aqui em Braga e, como passo a maior parte do tempo por aqui e até precisava de dar "uma vista de olhos" nos meus sisos, aproveitei uma campanha que eles estavam a fazer. Se ficasse cliente, como fiquei, e caso necessitasse de algum tratamento, como vim a descobrir que precisava, tinha um belo desconto.

Descobri que, ao fim de quase 25 anos (na altura), tinha uma pequena cárie. Sempre tive dentes fortes, e mesmo tendo descuidado algumas vezes a higiene oral durante a adolescência (também, quem é que lavava os dentes depois de comer na cantina da escola?), nunca tive cáries nem nada do género. Aos 18 anos descobri que ainda tinha um dente de leite (devo ter tido dois no mesmo sítio), e que o definitivo "andava a passear no meu palato". Foi a primeira vez que fui ao dentista, porque, muito obviamente, tinha dores. Não se choquem... como podem ver, lá em casa a saúde não era prioritária. Como tive que usar aparelho, comecei a dar mais atenção à higiene oral, mas com os sisos a querer sair a todo o custo, acaba por ser quase impossível escabichar bem os ditos quando ainda estão "meios enterrados". Por isso tive uma pequena cárie, que foi logo tratada para não dar mais problemas.

Ontem voltei à clínica para a consulta de rotina (são de seis em seis meses), e parece que os meus queridos sisos não podiam ter escolhido uma altura melhor para me melgar a cabeça mais uma vez... No mês passado, houve ali uns dias que a gengiva à volta dos sisos inferiores tinha ficado muito sensível e doía como o diabo. A dentista esteve a ver e disse, como eu já esperava, que o dentes estavam a forçar "a sua emersão" e estavam a rasgar a gengiva. Para piorar, o espaço é muito limitado e os dentes são demasiado grandes para um maxilar tão pequeno. Uma das raízes, a do dente esquerdo, para cúmulo, é torta e está mesmo ao lado de um nervo. Esse, muito provavelmente, vai ter que sair, e talvez o outro siso de baixo também. Mas vamos aguardar mais um pouco, para só mexer se e quando for mesmo necessário, porque seria tirar o dente esquerdo vai ser "o cabo dos trabalhos".

Depois do susto, que de certa forma eu já esperava, a dentista esteve então a ver toda a boca e a fazer uma rápida destartarização (e a tirar um resquício de cola que ainda tinha num dente da frente). Advertia que, depois de achar que a minha boca tinha sido assaltada por alguma infecção, que há "alturas no mês" em que a gengiva incha que é uma coisa doida. Ciclos hormonais. Então, para prevenir o sangramento da gengiva, sobretudo "nessas alturas do mês", ela deu-me uma amostra de uma pasta de dentes toda xpto. A bisnaga veio com uma advertência: "o sabor não é nada agradável, mas vai fazer-te bem". Tendo em conta que eu acho que todas as pastas e elixires dentífricos têm um sabor de brandar aos céus e que quase me fazem vomitar sempre que tenho que os usar (excepto os de criança com saber a laranja no Lidl ^^ ), pensei cá para mim que não podia ser assim tão mal.

É mesmo muito mau. É mil vezes pior que o sabor a menta dos produtos do género. O elixir horroroso que tenho é um deleite para o palato comparado com aquilo. A consistência é inexplicável, parece borracha. E pior, sabe a borracha. Por momentos, pensei que estava a lavar a boca com petrólio ransoso com um toque de menta de péssima qualidade, provavelmente contrabandeada de um país da Ásia. Queixei-me ao Moço e, em resposta, tive uma piada. Quanto terminei o "ritual", fui para a beira dele no sofá e disse-lhe qualquer coisa. "Não é assi... CA CHEIRO HORRÍVEL!". Pois, afinal tinha razão. Bochechei com o elixir para tentar nimorar "os estragos". Faz-se o que se pode.

Curiosidades sobre a pasta de dentes Parodontax®:
  • A bisnaga diz "extra fresh". Só se a "frescura" é sinónimo de "produto dentro do prazo de validade".
  • Acabei de reparar que a amostra não tem prazo de validade
  • Um dentífrico "inofensivo" não vem com instruções de uso, muito menos, as seguintes: "SIGA SEMPRE AS INSTRUÇÕES DESCRITAS NA EMBALAGEM. Escove os dentes duas vezes por dia e não mais do que três. Evite engolir e cuspa. Não utilizar em crianças com menos de 12 anos. (...) Mantenha fora do alcance das crianças. Caso ocorra irritação, descontinue o uso da pasta." (A frase a negrito está igualmente destacada na bisnaga); ou ainda "pode ser usado todos os dias".
  • Os ingredientes incluem extractos de várias flores, bicarbonato de sódio, álcool, glicerina e um ou outro polímero lá para o meio escondido.
  • Os fabricantes da pasta de dentes são de Inglaterra, mais propriamente de... Middlesex. Tinha que partilhar. O Billy Idol é de lá. Se são demasiado novos ou distraídos para saber quem é o senhor, fachabori de carregar aqui.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Vizinhos de Belzebu, Vol. VIII - Quando o problema é outro

Como sabem, mudei-me para um prédio em que, a maioria dos moradores, são estudantes universitários. Claro que, aquando da escolha para O Covil, tinha perfeita noção que me iria encontrar mesmo "no foco" da festança: com diversos estudantes como vizinhos, e "em cima" de alguns locais de divertimento nocturno/bares, o silêncio não ia imperar pelo local. Mas, como sabem, lá me mudei. Não posso dizer que estou descontente com o novo poiso, mas há alguns aspectos que queria partilhar convosco.

Sim, alguns estudantes são barulhentos e outros não. Os moços do apartamento do lado gostam de pôr música de engate para as moças (não sei se convidadas, se as vizinhas da varanda da frente...), a um nível de decibéis indesejável mas, chegadas as 22 horas, ninguém os ouve mais. Não vou dizer que gosto das músicas que põem a tocar, porque não gosto, mas há que saber ser tolerante. Um dia poderei ser eu a fazer algum barulho/dar um jantar mais animado/pôr a máquina a lavar tardiamente para aproveitar o coiso biorário, e não quero criaturas penduradas em mim, a chatear-me a mona, dois minutos depois. Afinal, são músicas de engate. Claro que se fosse eu a meter Skid Row, independentemente das horas, já sei que iria aparecer alguém (não necessariamente estudante) a queixar-se do barulho, dos pulsos cortados, da adoração do diabo e dos sacrifícios de galinhas pretas... mas adiante. O meu problema não são os estudantes, os dias de arraial (como hoje, mas que desta vez não será aqui na zona), as quartas-feiras académicas, os moços a enganarem-se a tocas à campainha e coisas que tais.

O meu problema são os vizinhos de cima: um casal que, quando se ouve, é em altos berros e com conversas de lavar roupa suja.

Logo nos primeiros dias depois de instalada, houve semelhante berrume que eu acho que andou tudo pelo ar. Não consegui perceber a maior parte da conversa (é uma das desvantagens de ouvir mal), mas foi uma discussão e pêras. Ela guinchava de nervos e ele lhe respondia, e passo a citar: "cala-me a p*ta da bocaaaaaa!!". O resto era barulho de coisas a andar a rasto ou assim e, provavelmente, uma pêra. Eu não consegui perceber, mas o Moço acha que ela apanhou uma estalada ou coisa assim. E tal como começou, a discussão parou. Mais ou menos uma semana depois, aconteceu algo parecido, mas com menos intensidade. Durou uns cinco minutos, desta vez sem fruta (pêras, o futebol não é para aqui chamado =P ) e não conseguimos perceber se eram as mesmas pessoas. Este incidente conta apenas como meio, portanto.

A noite passada, acordei por volta das quatro da manhã, com a mulher aos berros novamente: "Nojento! És um nojento! Nojento! Que nojo! És um nojento, nojento! És um nojento! Porco! És um porco! (Qualquer coisa imperceptível) de quatro! Que nojo! Nojento!". E depois silêncio. Passei algum tempo hoje a tentar perceber o que aconteceu (especialmente onde é que o "de quatro" encaixa nesta história). Percebi que, muito provavelmente, não quero descobrir.

Dois incidentes e "meio". Se voltar a acontecer e perceber que está "a haver molho", podem ter a certeza que chamo a polícia. Quanto ao mais, vou seguir um sábio conselho: usar a vassoura para bater no tecto. Para além do barulho, que não é nada agradável, a situação em si mesma é simplesmente ridícula.

Ao menos os arraiais vêm com bifanas incluídas.




Para verem o post do Moço sobre o assunto, fachabori de clicar aqui.

Para lerem os volumes anteriores destas crónicas, fachabori de clicar aqui.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Passaram-me um comando para a mão… e ✇♫☣☠☢ tudo =P

Sempre tive veia de nerd invertebrada, mas não de jogadora. Ou me põem uma coisa estupidamente simples à frente, ou esqueçam lá isso. Sou péssima a carregar em botões. Pelo menos, nos botões certos. Não é intencional, mas troco sempre as teclas e vá… estou sempre a mandar-me de penhascos abaixo e a levar porrada. Os jogos em que me safo relativamente melhor são os tower defense (como o Plants vs. Zombies, sobre o qual já falei aqui), porque o perigo não é assim muito eminente, logo, enervo-me menos e há menor probabilidade de carregar nas teclas erradas/acertar no ar em vez do inimigo.

Isso não impediu que virasse “trabalho de ciências” pessoal do Moço. Ele decidiu que me ia pôr a jogar como deve de ser. Não posso dizer que estou chateada ou triste com isso, pelo contrário ^^ (excepto quando me enervo e quero mandar tudo pela janela). Acho sinceramente que o problema é eu achar que não me safo a jogar o que quer que seja. Sou trambolha, já sei, mas pronto, é como ele diz: no começo, vais morrer mais vezes que a conta, mas depois torna-se mais fácil.

E realmente ele tinha razão. Continuo a enervar-me porque não sei saltar lá muito bem, e passo “séculos” no mesmo sítio para chegar “mais lá acima”, e quando o jogo é temporizado, o nível de enervanço é ainda maior; continuo a atingir o ar e não os inimigos (são eles que me apanham a mim) e a mandar-me de penhascos abaixo, ou seja, passo mais tempo a morrer do que outra coisa. Grito e, de vez em quando, tenho uma vontade súbita e avassaladora de mandar tudo pela janela… Mas já não sou péssima, sou só muito má =P

Acho que o ponto de viragem foi quando o Moço instalou o Castle Crashers, um jogo de pancada com gráficos super engraçados, que um dia "vos mostro". Quase parece uma coisa de miúdos, e eu achei tanta piada que ele me passou o comando para as mãos (é mais fácil jogar com isso do que com o teclado, acreditem no que vos digo, e nas horas que passei espetada contra muros no Colin McRae 2000 e picos para pc com um sistema operativo qualquer que não me lembro, mas que já deve estar mais que ultrapassado). Claro que o campeão que usei já tinha um nível muito acima do inicial, e realmente não morria com muita facilidade. Ganhei-lhe gosto. Um dia, pedi-lhe para me deixar jogar no computador dele, e ele disse que não, mesmo depois de a trambolha aqui lhe ter ensinado como passar o nível da "nave espacial dos abelhos amarelos" que, mesmo depois de horas de tentativas, ele não conseguira. Fiquei de trombas.

Eventualmente, ele acabou por instalar-me um emulador no computador, para poder jogar numa "pseudo" Sega Mega Drive/Nintendo. São jogos muito antigos e relativamente fáceis, como o Super Mario Bros, o Sonic The Hedgehog ou o Tiny Toons Adventures (imagem à esquerda), com gráficos tão péssimos e pixelizados que até é engraçado tendo em conta o avanço tecnológico nessa área, mas a ideia é começar por aqui mesmo e depois passar para coisas mais difíceis. Para já, está a correr bem (tretas, continuo a morrer mais vezes que o Krilin ou o Sean Bean), e estou a tomar-lhe o gosto. E agora estou sempre à espera que ele jogue The Binding of Isaac: Rebirth (o melhor jogo de seeeempree!). Nos próximos eventos/Cons a que for, quero ir para a parte dos jogos de consola. Vou passar uma vergonha descomunal, mas quero lá saber. Agora que penso melhor, não sei se vão ficar a olhar para mim porque sou uma nódoa a jogar, se por ser uma rapariga a jogar. Espero bem que seja pela segunda razão – assim os meus oponentes ficam distraídos a olhar para mim e pode ser que ganhe algum jogo =P

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Quando o telefone toca...

Não, não vou falar de telemarketing. Era coisa que dava pano para mangas, mas hoje vou falar-vos da minha experiência como telefonista. É verdade. Lá no escritório já tivemos um senhora que fazia todo o trabalho de secretariado, mas depois de se reformar, ficámos nós a atender o telefone "à vez" e cada um trata das suas cartas e afins.

Já me aconteceu quase de tudo. Vou registar aqui alguns exemplos. Em todas as situações retratadas, a primeira fala é minha, é só seguir a sequência.

Situação 1:
- Escritório de Advogados, bom dia.
- Estou a falar com a Dona XXXXX (que era a senhora da secretaria)?
- Não, daqui é...
Pi pi pi pi pi pi pi (a.k.a. a pessoa desligou-me a chamada na cara).


Situação 2 (com uma funcionária judicial, depois de ter passado por outras duas que não me queriam sabiam resolver o problema):
- Estou a falar para o Tribunal de XXXX, Secção XXXX?
- Sim.
- Estou a falar do escritório XXXXXX, e precisava de uma informação sobre um processo. Será que me podia ajudar?
- Diga o número do processo.
- Ora, é o processo XXXXXXXXXXXX.
- E o que é que quer?
Lá expliquei à pessoa, provavelmente mais que uma vez, já não me lembro bem da conversa, mas sei que passei uns 10 minutos a ser mal tratada por telefone. Sei que precisava de alguma coisa que a pessoa não queria dizer ou fazer. Foi uma luta. Entretanto houve qualquer coisa na conversa que, para a funcionária, não estava a "bater certo" e então perguntou:
- Com quem estou a falar? É a empregada?
- Sou colega.
- Oh Sra. Dra.! Bem... vamos fazer o seguinte ... (E pronto, assunto resolvido, mas por especial favor! Pois.)


Situação 3 (hoje de tarde):
- Escritório de Advogados, boa tarde.
- Estou? Queria falar com a Dra. XXXXXX
- Neste momento a Sra. Dra. não está no escritório.
- É que eu precisava de falar com ela, é muito urgente!
- E é a Dona...?
- Sou cliente dela.
- Sim, mas eu preciso de saber quem é para poder informar a Sra. Dra. quando ela chegar.
- Diga que é a Dra. XXXX, ou só XXXX, também dá.
- Ah, Dona XXXXX, como está? (Já tinha ouvido falar dela).
- Desculpa, mas com quem estou a falar?
- Com uma colega de escritório.
- Oh Sra. Dra.! Já me lembro de si! (Acho que nunca a vi na vida...) Como está?! Olhe, desculpe, não a estava a conhecer... Mas o que se passou foi o seguinte... (e o resto da conversa foi tudo o que de bom e afável que há no mundo).


Gostaram? Eu também. Adorei cada uma delas. E isto é apenas um exemplo. Também já apanhei telemarketing no escritório, mas esses despacho-os bem quando digo que não sou a pessoa responsável pela coisa. Mas o que mais me dá comichões nas entranhas é mesmo saber que só me tratam como uma pessoa quando percebem que sou "senhora doutora". A falta de educação é uma coisa muito triste, não haja dúvida... mas pronto, uns morrem, outros ficam assim. Vai dando para rir.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Fui ali dar uma volta e já venho

A Nightwisha Maria não gosta nada de acampar. Por isso, a Nightwisha Maria vai acampar e só deve estar de volta lá para domingo.

Com, verdadeiramente, duas semanas de férias, que têm sido passadas ora dentro de casa, ora à mesa com a minha avó a encher o bandulho de comida, posso dizer que não tinha grande possibilidade de fazer alguma coisa digna de nota a que pudesse, efectivamente, chamar de férias. Por isso, eu e o Moço vamos acampar num festival, onde não se paga nada. Exceptuando o consumo de comes e bebes dentro do recinto dos concertos, como é óbvio, a entrada e o acampamento são gratuitos, daí que, mais vale isso do que nada.

Isso não significa que eu goste de acampar, porque não gosto.

Já estamos a preparar as mochilas, a comida, os produtos essenciais, e o espírito, visto que não vamos dormir durante uns três dias. Já sei que vamos vir mais cansados do que formos, cheios de picadelas de mosquitos ou todos encarquilhados da humidade, dependendo se estiver sol ou se chover a potes. Está mais virado para a segunda opção, mas eu quero lá saber: vou mesmo acampar para o meio do monte, independentemente das alergias, do animaledo e da chuva. Pelo menos há água quente para se tomar banho. É aproveitar, que segunda-feira já começa o trabalhinho outra vez!

Por isso, aqui vou eu. Vemo-nos daqui a uns dias =)

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

O covil ^^

Boas notícias criaturas!! Uma das razões da minha ausência estes dias foi porque, finalmente!, encontrei nova casa onde ficar. *aplausos* A procura não foi fácil, e saiu um pouco mais cara do que estava à espera, mas pelo menos é um T1 só para mim e os meus sapatos (isto seria algo que o Moço diria =P ).

A procura foi assim uma coisa para o terrorífica, porque via o tempo a passar e nada de encontrar novo poiso. Por quartos em apartamentos partilhados, pediam-me quase tanto que por um pequeno apartamento. Para não dizer que, quase sempre, o preço do quarto era feito tendo em conta o número de pessoas que estivessem na casa. Já é muito difícil arrendar simplesmente um quarto, o comum agora, mesmo sem contrato, é que nos arrendam a casa toda, e quem estiver lá divide a renda entre si. Desta forma, mesmo que a casa não esteja cheia, o senhorio não perde, mesmo no caso de quartos partilhados. E depois da senhoria ter tido o desplante de me ligar várias vezes a perguntar quando ia sair, que ia mostrar a casa com as minhas coisas lá dentro sabe-se lá a quem, e a dizer que, se eu entrasse de férias, que fosse para a casa dos meus pais e deixa-se a dela vaga, passou-me uma coisinha má pela cabeça e pronto, habemus novo covil.

E pronto, a mudança está feita. Foram três longos dias de ensacar coisas, transportá-las de um sítio para o outro, despejar, voltar e fazer tudo outra vez. Continuo a não perceber como é que brotou tanta tralha do nada, não fazia ideia que tinha tanta coisa! Mas podem acreditar que, desta vez, não ficou nada para trás, que passei mais que uma revisão à "casa da velha". Ela foi tão velhaca, que tudo aquilo que eu sabia que não era da casa (incluindo coisas deixadas lá por antigas arrendatárias) foi comigo. Foi isso, e ter gasto a garrafa do gás tudinha até à última gota. Na segunda-feira passada, finalmente, entreguei as chaves (à vizinha, que a velha está a passar as suas lindas férias na casa de praia ou o raio que a parta) e... goodbye suckers!

São estas as novidades. Depois de chegar à minha linda terrinha, tirei uns dias para descansar, estar com algumas pessoas e não fazer nenhum, mas cá estou eu outra vez! =P É apenas um pequeno T1, mas está mobilado, é perto de onde estava e que, com as coisas que tinha, ficou cheio. Felizmente temos tudo (falta ainda colocarem a máquina de lavar roupa, mas já ficou falado) e assim também não corro o risco de, partilhando apartamento, ter mais experiências desagradáveis. Partilhar o covil, só com o Moço ^^ E, já agora, agradeço ao Quim e ao Diogo (filhote desnaturado) por terem andado connosco de um lado para o outro com caixas e caixinhas de tralha (e os meus sapatos =P Não, não tenho assim tantos, mas os moços fazem sempre piadas com os sapatos das moças hehe), à Maf pela cama, e a todos que nos deram força, mesmo aqueles que o fizeram através do blog. Podem comer um bolo por mim para festejar, eu deixo!



P.S.: Acho que é desta que a rubrica dos Vizinhos de Belzebu vai voltar...! =P

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Aqui também se dão dicas, quando calha =P

Como uma grande parte da população mundial, de vez em quando surge-me uma infecção no lábio, comummente conhecida por herpes labial). Quando era miúda era um tormento, mas com o passar dos anos, são raras as vezes que sou acometida desta chatice de forma natural, ou quando tenho febre.

Há algum tempo atrás, reparei numa pequena protuberância no lábio inferior, mas como tenho o estúpido vício de morder as peles dos lábios, não dei grande importância. Ainda assim, o tal “altinho” era precisamente no sítio onde sempre tenho herpes, e fiquei desconfiada. Mas já era de noite e eu estava a encaminhar-me para o vale dos lençóis, daí que não saí para comprar medicamento para uma coisa que eu não tinha a certeza do que era. Como era um sábado, pensei que na segunda, quando fosse para o escritório, aproveitava e passava numa farmácia caso a suspeita se confirmasse, para não ter que sair de propósito de casa no dia seguinte.

No domingo acordei e tinha a beiça em estado de sítio. Sabem aqueles ratinhos de laboratório que lhes enxertam coisas para ver se eles assimilam os implantes no organismo?! Parecia que me tinham feito o mesmo e posto uma bola de ping-pong no lábio. Obviamente, não saí à rua naquela triste figura, mas também não sabia o que fazer da minha vida. Então, tentei pensar de forma lógica: o zovirax é uma coisa relativamente recente, mas o vírus do herpes sempre existiu. Tem que haver alguma forma "mais ou menos caseira" de combater a infecção. E daí fui à internet e descobri um segredo fantástico: detergente de lavar a loiça.

Ok, agora estão a pensar que snifei cola e que estou passadinha da pinha. Mas a verdade é que resulta mesmo! Coloquei um pouco de detergente na zona infectada algumas vezes por dia (não, não é para engolir!! Se bem que, às vezes, acontece e até dá para lavar a boca =P ), e os agentes secantes do detergente trataram de secar/queimar o herpes. Fiz isto umas 3 vezes durante o dia e, à noite, a bola de ping-pong “abriu” e praticamente toda a infecção foi extraída. Claro que, durante os dois ou três dias seguintes, a marca estava lá, mas seca e prontinha a desaparecer, como se fosse apenas uma ferida comum a cicatrizar. No caso de a bolha causada pela infecção não rebentar, o processo torna-se mais moroso, e acredito que cada pessoa reaja de modo diferente a este “medicamento caseiro” como acontece com os de laboratório. Serve tanto para as meninas como para os meninos, que o Moço já experimentou e também fez efeito =P

Experimentem. Se for nos lábios. Se for noutros sítio… é melhor não =P


domingo, 9 de agosto de 2015

Colorices - Dos livros de pintar para adultos

Não percebo esta nova moda. Ou melhor, não percebo se o pessoal agora anda numa de livros de colorir só porque é moda, ou se o pessoal simplesmente anda numa de pintar e, por isso, virou moda e agora é só livros desses em todo o lado porque o que é comercial dá dinheiro.

Eu sempre gostei de pintar. Com marcadores, porque com tinta... esqueçam! A não ser que estejam numa de adquirir pinturas rupestres por um ser que sofre de síndrome de Tourette, não me metam um pincel e tintas para a mão. É tempo perdido. Ainda assim, não me safo nada mal com os marcadores, tal como podem comprovar pelo comentário que uma das minha educadoras do infantário teceu, curiosamente, não quanto às minhas habilidades com as conhecidas "borranas", mas antes sobre o meu vestuário: "tu dantes combinavas cores tão bem... agora só vestes preto. * ar de quem pensa que se perdeu uma artista * ". Sim, tem tudo a ver.

Mesmo depois de já ter passado a "idade de pintar", e de a minha mãe se recusar a comprar-me desses livrinhos nos "chinos" porque "isso é coisa de canalha e já devias ter juízo", continuei a imprimir da internet algumas imagens apenas delineadas, para esse propósito. E era assim que costumava passar algum do meu tempo livre, apesar de, aos poucos, ter perdido esse hábito (talvez os olhares de soslaio da minha mãe tenham contribuído...). Eventualmente vieram os dentes do siso e deixei de pintar de todo.

Agora é moda. E paga-se um balúrdio para estar na moda, claro. Nos "chinos" há livros com versões pesudo-copiadas e um pouco estranhas das princesas da Disney, umas quantas Navegantes da Via Láctea e arredores, ou mesmo uns sayajins, e acredito piamente que a coisa deve fazer o mesmo efeito que as mandalas mágicas. Afinal é só para pintar e aliviar o stress, se bem que eu não entendo como pintar dentro das margem de forma incólume de áreas com míseros milímetros quadrados pode ser uma actividade relaxante. Já sei, já sei... a criação de uma mandala é suposto ser um ritual de meditação e introspecção, uma representação espiritual do universo, e há mandalas fantasticamente desenhadas. Mas para mim, não passar as linhas quando estou a pintar é uma coisa super stressante, que até fico com o coração acelerado sempre que a ponta do marcador se achega a uma margem, tipo tirar um osso ao Mauzão e tentar que ele não nos ferre. Se me querem ver irritada, já sabem que basta enviar-me um livro de colorir e uns marcadores pelo correio. Quando ouvirem um grito a quilómetros de distância, já sabem que fui eu a atirar o material pela janela fora e a rogar-vos uma praga. Como é que era? Ultrapassar adversidades faz-nos mais fortes?! Uma praga é sempre um bom começo.

Ainda assim, é uma desculpa para dar à minha mãe. Quando ela me voltar a dizer que pintar livrinhos é coisa de criança, já posso dizer com muita satisfação que isso agora é coisa de "gente crescida que tem muito stress". Assim como assim, agora passatempo de criança é jogar nos tablets dos pais (ou deles próprios), por isso, that's right.


P.S.: Que fique bem claro que eu não tenho nada contra o pessoal que pinta mandalas. Isto é apenas uma sátira e, como disse acima, também gosto de desenhos para colorir. Acho só estranho que, de repente, toda a gente o faça. Provavelmente é assim porque é moda, e não pelo envolvimento espiritual do ritual em si. Para quem quiser se dedicar às pinturas sem gastar muito dinheiro, na internet há milhentas imagens, mandalas ou bonecada, para sacar gratuitamente.

sábado, 8 de agosto de 2015

Mudanças

Vim viver para Braga há sete anos. Na altura era uma "recém-adulta" acabadinha de sair do forno, com 18 anos, caloira e as únicas ocupações domésticas que sabia fazer eram comer e dormir. Não sabia cozinhar, porque em casa havia o seguinte mote: se "a menina" mexer no lume, queima-se; se "a menina" mexer numa faca, corta-se; se "a menina" se empoleirar num banco para resgatar uma coisa, cai e esparrama-se toda no chão. Ou seja, até ali existi na minha passividade de clausura em redoma de vidro. Não conhecia nada, porque nunca tinha tido "autorização" para sair da minha bolha. Se vissem "a parvinha" que eu era, a olhar para um admirável mundo novo ali, na eminência de acontecer... morreria de vergonha.

Fui então "depositada" por cá, num T2 com mais três raparigas que conheci na fila para a matrícula, onde dividia-mos os quartos. Éramos todas caloiras, e desejosas de conhecer o mundo. Os meus pais vieram comigo conhecer "os cantos à casa", e foi aí que a sua intervenção ficou. Mesmo sabendo que eu desconhecia essa arte feiticeira de cozinhar, tinha sempre duas opções: aprender sozinha ou esperar que alguém cozinhasse por mim, já que ficou bem esclarecido que não iam haver "aulas" da dita arte feiticeira em casa, e muito menos tupperwares de fim-de-semana congelados. Esse ano passou e, como seria de esperar, duas das minhas colegas foram viver com outras pessoas dos seus cursos e uma decidiu que lhe compensava ir e vir todos os dias visto que não morava muito longe. Sobrei eu.

Então tive que procurar uma nova casa. Tive um acidente de percurso (nunca mais duvidei do meu instinto depois disso, e comecei a confiar piamente no que ele "me diz") e fui para uma nova casa. Aprendi a cozinhar, a mexer em máquinas de lavar e como mudar botijas de gás. Fiquei nesse apartamento durante três anos, até aparecerem duas bodalhocas imundas e sem qualquer tipo de educação "criaturas" (ver ou relembrar situação da Entidade com menstruação aqui; saber ou relembrar quem é a Entidade aqui.). Mudei-me então para a casa onde estou agora, partilhei-a com uma louca durante quatro meses e com uma rapariga super fixolas durante dois anos. Este último que passou estive sozinha na casa, muito embora outras pessoas a tivessem visitado, porque, essencialmente, é um "buraco": entre coisas estragadas, inexistentes ou a cair, sobra muito mas muito pouco. No entanto, foi o mais barato que encontrei e... dinheiro teve que ser.

Apesar das parcas condições da habitação, a coisa foi-se passando, até ao momento em que o frigorífico deixou de funcionar. Alertei a senhoria, e a resposta que tive foi: vou-te aumentar a renda e o frigorífico logo se vê, que não tenho dinheiro nem disponibilidade agora, e só contigo na casa, não me sobra nada. Devo lembrar os leitores incautos que, se apenas cá resido eu, é por inércia da dona, que não faz obras e tem tudo bolorento, incluindo as paredes dos quartos livres que, por não estarem a ser "usados", têm humidade suficiente para uma ou várias culturas de bicharada. Para não falar nas portas dos armários que me caem em cima dos pés, dos electrodomésticos que, ou não existem ou não funcionam, na instalação eléctrica da casa de banho que não funcionou durante dois anos porque a ligação tinha sido feita com fio de telefone (não sei como não ardeu a casa toda connosco lá dentro), e por aí fora...

Agora tenho que mudar. É uma imposição da senhoria, à qual paguei, durante três anos, todas as minhas obrigações, sem falta. Há um mês que procuro novo poiso, mas o arrendamento subiu muito nos últimos sete anos. Não condeno quem investe num apartamento com tudo do melhor, e depois queira o devido retorno, mas tendo em conta o sovina que tenho em casa e que infelizmente ainda me paga as contas, tudo é caro. Tenho até ao final de Agosto para mudar e não tenho nenhuma perspectiva. Os quartos mais baratos são "em cima" dos bairros problemáticos, e eu não tenho intenção de ficar com as tripas de fora ou coisa do género. Há ainda a possibilidade de ir para um pequeno apartamento, mas... dinheiro. Gostava de mudar com o Moço, mas é quase impossível encontrar um apartamento em que aceitem um casal num quarto e, uma vez que ele ainda não conseguiu emprego, está ainda mais difícil. Se bem que tendo em conta que alguns T1's não são muito mais caro do que um quarto singelo, numa casa cheia de gente, com a qual me posso vir a dar mal, talvez compensasse, pelo menos em descanso. Bem sei que nem todos os estudantes são porcos bêbedos, eu própria não o era, mas é um risco demasiado grande e eu não me posso dar ao luxo de acordar às três da manhã só porque partilho casa com gente sem respeito. Mas... dinheiro. Arranjar um part-time é-me extremamente difícil visto que estagio a semana inteira, sem possibilidade de remuneração porque a minha ordem profissional não deixa, e assim permanecerei por, provavelmente, mais um ano e qualquer coisa, e aos fins-de-semana seria complicado porque tenho que ir a casa de vez em quando (a bolha ainda existe, aparentemente... esta sou eu, com 25 anos).


Ainda assim, comecei a "empacotar as coisas". E já parece um dos 12 trabalhos de Hércules. Já me tinha esquecido que mudar de casa era tão mau. Parece que aparecem coisas vindas de todos os sítios e hipotéticos buracos. Só aí uma pessoa vê a tralha que tem. Ao fim de sete anos, é espectável que já se tenha uma "casa montada" e não se viva com o meramente essencial à sobrevivência. Por este andar, as minhas férias vão ser procurar casa até à última e ensacar as minhas coisas. Nada de passeios, conhecer sítios novos ou descansar.

Depois de este post demasiado longo (nem sei como têm paciência para ler isto tudo...!), percebo como é fácil reduzir/desconstruir uma pessoa num punhado de sacos e caixas de cartão, mas que é difícil voltar a montá-la como uma pessoa inteira. Que há sempre alguma coisa que acrescentámos "à tralha", porque há sempre alguém que esteve naquele local antes de nós, e deixou alguma coisa esquecida para trás. E que há sempre alguma coisa que deixamos esquecida para trás quando "andamos em frente" que, muito provavelmente, irá acrescer "à tralha" de outro alguém.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Os melhores (ou piores) toques de telemóvel de sempre xD

Uma coisa extremamente pessoal e que, muito provavelmente, é a primeira que personalizamos num telemóvel novo, é o seu toque. Sempre que alguém nos melga a mona telefona, queremos ouvir uma coisa de que gostamos e que nos identifica de certa maneira. Desde os "toques clássicos", que são apenas um trimm trimm, às melodias pré-definidas (e normalmente desinteressantes e melosas), até uma das músicas das nossas várias playlists, a coisa pode rondar o infinito de possibilidades. Na verdade, o que todos queremos é um pouco de individualidade, pois cada equipamento acaba por ter a sua melodia, e é mais fácil identificar quando é o nosso a tocar. Excepto quando se tem o clássico trimm trimm =P

Eu já tive vários toques, desde o Rebel Yell do Billy Idol à música da Ponyo (anime dos Estúdios Ghibli, distribuído nos EUA pela Disney - estes gajos andam em todo o lado...). Neste momento, quando ouço um Whole Lotta Love dos Led Zeppelin assim do nada, já sei que "estou a dar sinal". No dia-a-dia, ouve-se cada coisa vinda dos telemóveis alheios... Daí que, num dia em que não tinha  mais nada interessante em que pensar, me perguntei: quais seriam os toques de telemóvel mais estranhos e engraçados de sempre?!

E daí surgiu este post =P


1. The Imperial March, tema de Darth Vader do franchise Star Wars.
Foi escrita por John Williams, para o filme Star Wars Episode V: The Empire Strikes Back. Combinado com um aviso de mensagens do som do Darth Vader a respeirar... brutal! Também funciona muito bem como Alarme =P



2. Super Mario Bros., tema do jogo com o mesmo nome. 

3. Go go Power Rangers!, tema da série Mighty Morphin Power Rangers, de Ron Wasserman.

4. The Addams Family, tema da série original com o mesmo nome, de Vic Mizzy.

5. Scotty Doesn't Know, dos Lustra.
Viram o filme EuroTrip? Se não viram... estão a falhar! Esta música faz parte da banda sonora (que tem a ver com o plot em si) do filme e é extremamente aditiva. E de rir!

6. Ghostbusters, tema do filme com o mesmo nome, de Ray Parker Jr.

7. The History of Everything, tema na série The Big Bang Theory, dos The Barenaked Ladies.
Adivinhem qual seria o aviso de mensagem... yap, o Bazinga do Sheldon =P


8. The Murder, tema do Psyco, de Bernard Herrmann.
Uma colega na universidade tinha este toque escolhido para quando os pais lhe ligavam que, se não me engano, começava com o grito estridente da Marion Craine. Muito subtil.

9. Knight Rider, tema da série com o mesmo nome, de Stu Phillips.
"Kitshi, me venha buscar!"

10. Tema da série MacGyver, de Randy Eledman.
Eu queria ter um canivete suíço como ele... e uma mota também!

E para finalizar... uma música que qualquer criança dos '90 conhece e cuja mãe ameaçava sacar de uma caçadeira sempre que a referida criança a começava a cantar:

Não sei quem criou esta música, mas sei que passou num dos episódios da Ilha das Cores, uma série infantil da RTP2 dos anos '90. 


E então, quais são ou foram os vossos toques? Que acham desta lista? Teriam algum tema a adicionar? Nunca ouvi nenhuma destas músicas no telemóvel de quem quer que fosse, mas se isso alguma vez acontecer, vou esmerdalhar-me a rir. Isso é certo =P

sábado, 1 de agosto de 2015

Just another day in the world =P

Acho que já posso dizer que estou de férias. Quero dizer, mais ou menos =P Ainda tenho algumas coisas para fazer no escritório, mas podemos dizer que é "trabalho residual". Vou ter mais tempo para descansar e não fazer nenhum, que também é preciso(!), aproveitar para descontrair, dedicar-me à leitura, ver umas séries, jogar umas coisas, e também ver casas para mudar, visto que tenho que sair de onde estou até ao final deste mês.

Já agora, ontem ao vi nenhuma lua azul. Nem Smurfs. A lua estava tão branquinha de tão desbotada, que até o sinal luminoso do INL (International Iberian Nanotechnology Laboratory) que é "meu vizinho", pelo menos por enquanto, estava mais azul que a lua. Se abriram o link acima, conseguem ver que o logótipo dos moços nem sequer é azul, por isso acho que perceberam o que eu queria dizer. Lua azul... Publicidade enganosa, é o que é! =P

E pronto, como vêem, nada de interessante tem acontecido para estes lados. Mas amanhã já conto que seja diferente, porque eu e o Moço vamos a um evento, o Central Comics Fest 2015, que se realiza este fim-de-semana, no Porto, mais concretamente na Casa das Artes. Não deu para ir hoje, mas amanhã ainda é dia! =) Infelizmente não consegui terminar nenhum dos fatos que tinha programado, mas entretanto terminei outro relativamente mais simples e que vos mostrarei amanhã, com um apanhado do que se irá passar por lá. Se também forem, avisem! Talvez nos encontremos ^^

Divirtam-se! =)